5 lições da Copa para os negócios

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5 lições da Copa no Brasil  para negócios

Contra ou a favor, o fato é que durante um mês quase todas as conversas no País giravam em torno de um único assunto: a Copa . Com muitas surpresas, comemoração, união e direito a lágrimas, o torneio deixará marcas profundas no País, e, por que não, algumas lições que podem servir para aprenderemos e prosperarmos enquanto nação.

Separei alguns pontos que considero muito importantes para os negócios, e que a Copa ensinou a muitos times e torcedores – nós brasileiros,  inclusive, mesmo que de uma maneira dura. Que estas lições consigam, verdadeiramente, nos ensinar alguma coisa, dentro e fora de campo.

1. Ninguém ganhou antes de o jogo começar

Espanha, Inglaterra, Itália e Portugal. Quatro grandes seleções  (a última delas contando com o melhor jogador do mundo, Cristiano Ronaldo) tidas como favoritas, mas que sequer avançaram da fase de grupos. Assim também é no mundo dos negócios: não é por que uma empresa é grande que ela continuará líder para sempre ou que poderá competir em novos mercados apenas pelo seu tamanho e importância.

Entre as marcas mais valiosas do mundo está, por exemplo, o Google, com menos de duas décadas de existência. E isso não quer dizer que não possam surgir novas empresas para lhe fazer frente no mundo da tecnologia e da publicidade. É preciso ganhar cada partida, pois um jogo só termina no seu apito final. E após um apito final, sempre vem outra partida.

2. Não se monta uma empresa só com estrelas

Os jogadores da seleção alemã pareciam os mais sóbrios. Sem estrelismo, penteado de artista ou exibição de tatuagens em vez de futebol, os alemães antes de tudo formavam um time. A nossa seleção, ao contrário e infelizmente, pareceu apostar muito mais no talento individual e ficou à espera de uma grande jogada ou de que um chute longo se transformasse, por mágica, no passe para um gol de placa.

O segredo para montar um time vencedor não é contar com os melhores jogadores. O segredo é ser o melhor time, que se faz com pessoas que possuem talentos complementares. Embora a sinergia entre pessoas leve mais tempo para dar frutos do que uma estrela que resolva tudo sozinha e rapidamente, no médio e longo prazos um grupo unido irá se mostrar um investimento muito mais lucrativo. Quando essa equipe pode contar com verdadeiros craques e manter a sinergia, você verá um time invencível e preparado para as maiores batalhas.

3. A disciplina supera a genialidade

Conta-se a história de que o filósofo alemão Emmanuel Kant passava todos os dias, pontualmente às 17h, por uma rua. A sua pontualidade era tal que as pessoas podiam ajustar seus relógios conforme Kant passava por ali. Jamais se ouviu falar de um filósofo com uma disciplina tal qual a dele, mas isso não surgiu por acaso. Os alemães são conhecidos pela sua disciplina, pela sua objetividade.

Nós, brasileiros, somos todos um pouco geniais e muito criativos. Um de cada três estudantes das melhores universidades brasileiras deve possuir uma ideia genial para uma empresa, mas no máximo um de cada cem deles deve conseguir construir uma empresa de sucesso. Isso acontece porque não está enraizado em nossa cultura que o sucesso vem com a transpiração, e não com a genialidade, mesmo que estejamos carecas de saber que é 1% inspiração e 99% transpiração. A disciplina ensina a falar menos e agir mais, e precisamos dela.

4. Planejamento não pode ser o plano “B”

A Alemanha não acordou um belo dia, escalou seu time, fez alguns amistosos, participou de torneios e consagrou-se a melhor seleção do mundo. Muito antes da última Copa (em 2010) ter começado, a Alemanha já vinha se preparando para ser campeã aqui no Brasil. Na verdade, o seu planejamento começou há oito anos, em 2006, quando se começou a montar o time que, com todos os méritos, levaria para casa a taça mais cobiçada do mundo. Houve muito preparo, muita reflexão, muito planejamento.

Na maioria das empresas, isso não é diferente. Em vez de planejamento, que custa tempo e dinheiro, e precisa contar com mentes intelectualmente brilhantes, a maioria das seleções e das empresas prefere agir conforme a música, conforme as coisas vão acontecendo.

Outro escritor alemão falava: é urgente ter paciência (Goethe). Portanto, é urgente desenvolver uma cultura de longo prazo em nosso País.

5. A melhor estratégia sempre vencerá

Numa seleção ou numa empresa, acertar na estratégia é o que há de mais importante. Quando se possui a estratégia certa, é possível errar muitas vezes a parte tática. Mas quando uma estratégia é errada, mesmo sendo impecável nas ações do jogo e ganhando algumas partidas, dificilmente se ganhará o campeonato.

Uma boa estratégia é composta por algumas poucas palavras, muito econômicas e diretas, que dizem absolutamente tudo sobre para onde vamos e o que é preciso fazer. No futebol, assim como no mundo dos negócios, ser simples é a melhor forma de alcançar as metas mais complexas e concorridas. Dito isso tudo, mesmo comovido pela derrota histórica que nós sofremos em campo, só posso terminar este artigo com uma única frase. Parabéns à seleção alemã!

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