Cauda Longa para Otimização de Sites (SEO)

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Cauda Longa para Otimização de Sites (SEO)Para fazer SEO, precisamos compreender um pouquinho da economia do mercado na Internet. Não sou nenhum especialista em economia, e aqui vamos discutir apenas um fato que é totalmente novo com a Internet e sobre o qual Chris Anderson escreveu um livro muito interessante chamado A Cauda longa, um best seller. Outro título muito importante dele chama-se Free: o futuro dos preços, cuja leitura recomendo fortemente (aliás, sua base teórica está por trás do nosso Curso de SEO). Esses dois livros parecem trazer o que a Internet mais mudou de maneira prática em nossas economias.

Você já deve ter ouvido dizer que a Internet é feita de nichos e isso tem a ver tanto com a cauda longa, quanto com SEO. Nichos são assuntos específicos que na economia off-line são muito dispersos, mas que na Internet ganham propulsão e poder pois todos os fãs e/ou adeptos podem se reunir em um fórum ou comunidade. Durante muito tempo colecionar selos era um hobby comum, mas com a mudança dos meios de comunicação perdeu adeptos: eles hojes são poucos que, na Internet, formam uma massa gigante; e, mais importante, uma economia que não se pode desprezar.

A Internet de uma maneira geral é feita de milhões de nichos. Do ponto de vista do SEO, se seu site for autoridade em um determinado nicho você terá muito mais chances de estar bem posicionado e receber muito tráfego do que um site sobre assuntos gerais. Isso porque, tanto o algoritmo do Google quanto o mercado, valorizam sites especialistas sobre algum tema.

Isso é válido, da mesma maneira, para blogs ou e-commerce específicos.

Mudança na cultura, mudança na economia

No início do Século XX, o segredo de manter um ponto comercial era possuir em estoque 20% dos produtos que representassem 80% das vendas; e isso foi válido durante um longo tempo, até pouco tempo aliás. Ainda durante o século passado, vivemos a cultura dos best sellers: os discos mais vendidos, os livros mais vendidos, de tal modo que toda a economia se sustinha nos pilares do que a grande mídia ditava. Não é que os best seller tenham deixado de existir, mas é impossível não notar que eles perderam muito a sua força. Um dos motivos disso é a cauda longa.

A população e a economia no mundo não pararam de crescer, e todavia não se conseguiu gerar sucesso mais estrondosos em número bruto, quem dirá em proporcional. A Internet tem mudado de forma profunda a cultura, ainda mais quando pensamos que a Internet como a conhecemos talvez não tenha nem cinco anos. Acredito que muito dessa cultura está naquela filosofia meio hippie e punk do DIYS (do it your self), mas sem a sujeira característica desses movimentos; além disso, nos nichos específicos. Os gostos, com o fim da era dos best seller, começaram se especializar. A Internet foi uma das propulsoras disso, ao permitir um fã de rock encontrar bandas da Finlândia ou um apreciador de samba encontrar a um clique aquela gravação raríssima de um sambista que nós jamais ouvimos falar.

Toda essa mudança cultural ditou um novo mercado (ou foi o mercado que ditou a nova cultura?). Assim como os interesses culturais se tornaram infinitos, as prateleiras das lojas também se tornaram infinitas. Ao contrário de uma loja física, numa loja virtual praticamente não há limitação de produtos em uma prateleira porque o custo de armazenagem de bits é muito baixo. Para que fique bem claro: hoje, é muito baixo o custo de ter milhares de produtos em uma loja virtual se comparando a uma loja física, que custa espaço enquanto a loja física custa bytes, que não custam nada.

A economia da cauda longa

Economia da Cauda Longa

No quadro acima, a parte roxa (conhecida como “head tail”) representa a economia antiga, fundada nos best seller, ou seja, nos 20% dos produtos que representavam 80% do comércio tradicional. Já a linha amarela representa os 80% dos produtos que as lojas de varejo não podiam comercializar por incapacidade de manter tantos produtos em estoque, produtos aliás que não vendiam nem mesmo para pagar o custo de exposição.

Manter uma infinidade de produtos era comercialmente inviável porque suas vendas, algo como 5 ou 6 por ano, não representavam lucro concreto e na verdade amargavam um prejuízo por conta dos altos valores, por exemplo, de um endereço comercial em uma área nobre e de funcionários. Na Internet, o que antes era comercialmente sem interesse passa, ao contrário, a ser a menina dos olhos dos proprietários de e-commerce.

Como na Internet o catálogo é virtual, é possível por exemplo que um comerciante não tenha o produto em estoque mas tenha as fotos e as descrições do produto e só irá solicitar junto ao fornecedor após concretizada a venda. Para se ter ideia, em 2006, ano de publicação do livro Cauda longa, mais de 50% do faturamento da Amazon.com já provinha do que Anderson veio a chamar de cauda longa. Se quisermos, podemos usar um exemplo mais radical ainda, como a iTunes, que só comercializa arquivos digitais e num meio digital.

A iTunes poderia ser capaz de manter em estoque absolutamente todas as faixas comerciais e a um preço muito baixo,  enquanto, por outro lado, alcançando vendas estratosféricas de arquivos que individualmente vendem pouco. O ponto principal é quando produtos conhecidos por poucas pessoas são capazes de representar mais de 80% da economia em potencial. Se não for mais.

A manifestação da cauda longa no SEO

Com SEO, não é diferente. Você certamente se lembra da importância de ao fazer SEO pensar sempre em palavras-chave, usando o segredo de SEO, não é mesmo? Pois bem, vamos então analisar o mercado de SEO segundo a teoria da cauda longa de Chris Anderson.

Consideremos os best seller as palavras-chave que todos nós conhecemos. Consideremos, como um exemplo, o termo “hotel” – mas chamamos de head tail keywords. Esse termo, no aspecto de pessoas que procuram por hotéis, irá representar uma fração muito pequena, porque as pessoas sabem que se digitarem apenas hotel não vão encontrar o que realmente procuram, ainda mais em uma pesquisa de transação.

Sim, você está chegando ao ponto. As pessoas usam critérios diferentes, usam palavras-chave diferentes, e é nas palavras-chave de cauda longa (ou keyword long tail) que deve estar o foco de um trabalho de SEO, pois são essas palavras-chave que irão trazer os 80% do faturamento de todo o tráfego de SEO.

Dominando o SEO cauda longa

Algo muito curioso sobre o algoritmo do Google é que ele irá privilegiar para o termo “hotel” sites que sejam bons para todas as long tails que o buscador sabe que estão relacionadas a termos principais como “hotel”, “hotel sao Paulo”, “hotel rio de janeiro”, etc. Isso, obviamente, aplica-se a qualquer mercado.

O segredo será você ter páginas específicas para cada uma dessas palavras-chave, de uma maneira que o conteúdo seja relevante para quem pesquisa e de acordo com a sua intenção de pesquisa. Quanto mais específico e profundo for o seu conteúdo, com melhores olhos o algoritmo do Google irá ver o seu site do ponto de vista “on-page”.

Entretanto, nem sempre é fácil você ter páginas institucionais tão profundas sem atrapalhar o usuário mais leigo. Por isso, uma dica legal é pensar em usar o blog para produzir o conteúdo mais profundo sobre o mercado em que sua empresa atua. Além de ser bom para SEO, irá mostrar para seus clientes que você realmente domina o assunto e isso trará reputação para sua empresa, que segundo Anderson, diga-se de passagem, é um dos pilares dessa nova economia digital.

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