Como seria o buscador do Facebook?

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Se ter dois “os” em sua marca for pré-requisito para ser um buscador de sucesso, tal como o Google é hoje e o Yahoo! foi no passado, o Facebook pode ter um futuro brilhante pela frente no mercado de buscas. Esse ao menos é um sonho de Mark Zuckerberg, líder do Facebook, que segundo relatou ao site TechCrunch já conta com um time trabalhando em um mecanismos de busca para, claro, fazer frente ao todo-poderoso Google.

Segundo Zuckerberg, trazer respostas é uma coisa que o Facebook já faz e, portanto, seria natural que a plataforma social trouxesse também resultados para pesquisas, não só para os interesses dos usuários. Veja entrevista do CEO do Facebook aqui.

Resolvi, então, compartilhar alguns de meus pensamentos sobre o que seria um sistema de busca do Facebook.

Um buscador à mão

Já sendo o Facebook um dos sites com maior tempo de permanência do mundo, conseguiria reter ainda mais seu público oferecendo um eficiente sistema de busca, o que seria motivo de grande preocupação para o pessoal do Google. Aliás, não se esqueçam  que o próprio Facebook já tem um campo de busca em seu resultado superior.

Buscador do Facebook

Naturalmente, a imagem acima é meramente ilustrativa, mas procura demonstrar como poderia ser revolucionário na web e mudar para sempre a história dos mecanismos de busca. Mas não pense o leitor que se por um lado o Facebook quer abocanhar usuários do Google, por outro lado o Google  há tempos já procura tornar seu buscador mais social, tendo investido fortemente no Google+ desde 2011.

A briga pelo link patrocinado

O Google não tem muitos problemas em gerar receitas para sua empresa porque os links patrocinados do Google AdWords funcionam exatamente para exibir publicidade para quem procura por um serviço ou produto. Basta ao anunciante escolher a palavra-chave e pagar o valor por clique. Esse é um dos negócios mais lucrativos da Internet.

O Facebook Ads pode ser tão poderoso quanto o Google AdWords, mas o mercado ainda não entendeu como anunciar de acordo com os interesses e não pelo interesse. O Facebook traz resultados diferente do Google, mas isso pouco importa. A maioria dos anunciantes quer anunciar e facilmente ter um ROI.

Com um buscador, o Facebook poderia, quem sabe, resolver o seu problema de receita e suas ações voltariam a subir.

O Facebook não sai tão atrás

É mais fácil o Facebook construir um buscador do que o Google construir uma rede social. Essa é uma vantagem do Facebook, no sentido de ser possível uma adoção relativamente rápida.

O Google, por outro lado, tem um algoritmo extremamente eficaz e carrega mais de uma década de experiência em buscas, sem contar que o Google Chrome é um ponto forte e tanto.

As informações são fundamentais para um buscador e, assim como o Google pode usar o Analytics, o Facebook pode colher informações das requisições à sua caixa de “curtir”. Não tenho essa informação em mãos, mas é possível que mais sites usem a caixa de “curtir” do que o próprio Analytics.

Algoritmo social

Mas a grande sacada que o Facebook, como buscador, pode ter é que trará resultados sociais em vez de resultados baseados em um ranking determinado por um software de computador.

As pessoas encontrariam de acordo com a relação com os seus amigos e o “curtir” poderia ser mais importante que links em uma estratégia de link building, como estamos acostumados em SEO.

De certo modo, o curtir em certa medida substituiria o link building.

Um dilema à vista

Mas é aí que reside o problema, uma vez que o Facebook vende “curtir” com a sua plataforma de publicidade. Isso não iria contra, justamente, um dos princípios do algoritmo de busca que é trazer resultados “naturais”?

Em SEO, sabemos que a compra de links é uma prática considerada de Black Hat, pois visa à manipulação dos resultados. E no Facebook, como ficaria a questão de comprar “curtir”?

Ou o Facebook elimina os “curtir” pagos, mas com isso tira muito de seu potencial publicitário interno; ou então, faz não haver diferença entre resultados com ou sem interferência de compra de influência.

Mas aí como fica a confiabilidade dos resultados?

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