Faça marketing como uma startup enxuta

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Faça marketing como uma startup enxutaLi recentemente o Startup Enxuta, que é um grande livro na medida em que o seu autor, Eric Ries, consegue abordar de uma maneira científica os processos de uma startup. O termo “startup” neste contexto refere-se a todo e qualquer negócio cujo produto ou futuro seja muito incerto, mesmo que seja desenvolvido por uma empresa já consolidada no mercado ou presente no ranking da Fortune 500.

Startups são, na verdade, uma oposição a modelos de negócios tradicionais os quais, para obterem sucesso, bastam a experiência em saber fazer as coisas como sempre foram feitas; isto é, negócios tradicionais via de regra são inimigos da inovação. A startup, por outro lado, lida com o incerto e com o que precisa ser criado.

Startup como uma cultura

Com essa definição de startup, podemos entender que todos os negócios, em maior ou menor grau, podem aproveitar-se do modelo de uma startup. A cultura subjacente a startups é que elas agem no curto prazo, ao invés de passarem meses ou até anos criando um produto; o planejamento das startups precisa ser revisado a cada momento. Do mesmo modo, o SEO pode ser inovador.

Um caso interessante que o livro traz é da empresa de softwares financeiros, a Intuit, e como ela lida com inovação internamente: pequenos times são responsáveis pela criação de novos produtos que, antes de serem levados a cabo no desenvolvimento, são testados com pequenos grupos. Não lançam o software completo, mas uma MVP (mínimo produto viável).

Chama mais a atenção que, dentro do site da Intuit, eles se obrigam a testar dezenas de melhorias através de testes A/B semanalmente. Como o volume dos testes é muito grande, as escolhas das mudanças que vão ser testadas não dependem do nível hierárquico de quem traz a sugestão, porque simplesmente quase todas as sugestões são testadas.

Metodologia aplicada ao marketing

Deste modo, Ries criou uma metodologia de curto prazo que consiste nos seguintes passos cíclicos:

Implementar > Medir > Aprender

Essas implementações devem ser feitas à procura de motores que propulsionariam um negócio. Ou seja, de que maneira o produto ou o site poderia ser apresentado para gerar mais assinantes; todos esses testes devem ser quantitativos, de modo que se possa medir o que alavanca, ou até piora, as conversões. Além disso, é preciso anotar tudo o que se aprendeu realizando este processo para que se acumule conhecimento e, cada vez mais, se possa conhecer do produto.

Penso que a metodologia acima, que ao mesmo tempo é científica e inovadora, poderia ser aplicada satisfatoriamente a táticas de Otimização de Sites, Links Patrocinados ou qualquer outra estratégia de marketing digital. Na verdade, os testes A/B talvez não sejam novidades para muita gente mas decerto faltava uma metodologia para torná-los mais científicos, constantes e inteligentes. Creio que a metodologia do Ries possa ser uma resposta.

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