Google entra de vez na revolução da nuvem

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CloudE aí pessoal, preparados para o feriado?

Aqui vai então um artigo para deixar vocês com uma pulguinha atrás da orelha.

As últimas publicações que o Google tem feito em seu Blog Oficial, porém mais especificamente esse post aqui, geraram calorosas discussões e reflexões aqui na Conversion.

Eu mesmo, agora com 20 anos de idade, nunca nem mesmo vi ao vivo uma máquina de escrever. Crianças de 5 a 10 anos, provavelmente nunca tiveram contato com uma fita k7. O discman, meu desejo de infância, não parece ter mais nenhuma utilidade nos dias de hoje. Por isso acredito que o HD externo de 1 tera, que nos últimos tempos parece ser indispensável para arquivarmos documentos, poderá ser encontrado na vitrine de algumas lojinhas do centro a preço de banana ao lado de disquetes (ainda existem disquetes?).

A Revolução Azul, ou a revolução da nuvem, já é real, e muitos desenvolvedores estão trabalhando noite e dia para criarem mais e mais SaaS (software como serviço) de armazenamento de dados online. O interessante é que nesse último mês, o Google deu um importante passo para arrastar para a web de vez todos os seus usuários através de uma retirada em massa de serviços offline, concentrando seus esforços para otimizar suas plataformas na web.

Se tudo der certo, Larry Page terá em mãos uma quantidade de informações do comportamento dos usuários na internet que deixaria qualquer fanático por web analytics completamente maluco, e abriria possibilidades de segmentação tanto para a apresentação de anúncios como de resultados de busca nunca antes imaginadas por qualquer profissional de mídia.

Parece viagem minha? Então continue lendo.

 

Desativação do Google Desktop, Mini Google e iGoogle

Como alguns de vocês já devem saber, o Google já havia anunciado no ano passado que não prestaria mais suporte aos usuários do Google Desktop (apenas algumas dezenas de milhões de pessoas), que era um “Google” para arquivos locais. Essa ferramenta foi inicialmente criada para otimizar a busca por arquivos dentro de seu próprio computador utilizando o algoritmo do Google, e concorria com as ferramentas de busca padrão que já vinham instaladas nos computadores da Apple e da Microsoft.

O Mini Google é uma espécie de HD externo otimizado também com o algoritmo de buscas do Google para que pequenas empresas possam arquivar documentos (até 300.000) e encontrar esses arquivos facilmente em um momento de necessidade (para grandes empresas, a solução semelhante é o Google Search Appliance). No pronunciamento via blog do dia 3 de Julho, o Google também irá parar de investir nesses serviços.

Um pouco em decadência atualmente, o iGoogle já teve a sua boa fase. Para quem não conhece, o iGoogle permite que você personalize a sua página inicial do browser com uma imagem de fundo e com os aplicativos de sua preferência (atualizações sobre o clima, notícias e etc.). Mas enfim, se você não conhecia, não vale muito a pena vasculhar agora: também será desativado.

Mas por que tudo isso, Google? Por quê?

Venham para a Web, estamos preparados

Cloud computing

Concentrando seus esforços em produtos online e reduzindo a gama de produtos em si, o Google vai aos poucos forçando empresas e usuários a migrarem completamente para a nuvem. Tanto que como substitutos desses produtos citados acima, a empresa sugere que você conheça melhor seus outros serviços como o Google Plus e o Google Drive.

 

Por que o Google Plus

 

Google PlusNão é segredo para ninguém que até agora o Google Plus não se deu tão bem como o Google queria, mas acredito que isso aconteceu por causa de uma comparação errônea do mercado, colocando na balança o G+ em contraposição com o Facebook. Pode ser até que inicialmente, na tentativa de desbancar o crescimento incontrolável do Facebook, os engenheiros do Google tenham pensado nessa abordagem, mas qualquer um que acessar a interface do G+ agora mesmo perceberá que a conversa é outra.

A interface atrai o usuário para um outro universo dentro da plataforma (que inclusive é melhor visualizada em tela cheia), com o objetivo de que através de aplicativos, atualizações e jogos, toda a sua atenção esteja focada na página. O G+ reúne tudo que há de melhor no Facebook, Skype, RSS e Twitter para que o seu grande diferencial seja possuir todos os diferenciais dos concorrentes.

Ou seja, o Google Plus vem com a pretensão de otimizar a sua experiência social na internet de forma personalizada.

Vale lembrar também que o Google tem uma grande vantagem: ele pode integrar plataformas para otimizar seus serviços muito mais facilmente; afinal, as mais utilizadas são dele mesmo (como gmail, youtube, docs, etc.).

 

Por que Google Drive

 

Google DriveA chegada do Google Drive (até um pouco atrasada, mas acredito que seja por alguma questão estratégica) para mim é grande demonstração de que o Google vai dar um upload em todos os seus serviços de vez. Presente também no mobile, concorrendo com o iCloud da Apple e oferecendo 5 gigas de espaço gratuito, essa ferramenta não possui um grande diferencial a não ser a palavra Google no nome (precisa de muito mais?).

Você pode se cadastrar com o seu e-mail do Gmail e subir os seus arquivos pessoais na web, com a possibilidade de guardar para si ou disponibilizá-los para download para acessá-los de qualquer lugar (desde que haja wi-fi ou que o 3G pegue bem).

Mas qual é a vantagem de concentrar a navegação na internet em apenas uma página (ou plataforma) e subir todos os seus arquivos na internet?

 

Quem sai ganhando com tudo isso

A versão gratuita do Google Analytics já nos dá uma quantidade de informações que deixa os departamentos de mídia offline de grandes agências salivando. Então imagine só o que acontecerá quando o Chrome se tornar um sistema operacional.

 

O que o Google ganha

 

Toda a sua atividade pessoal no computador, que antes (agora) seria dividida entre online e offline, passará a fazer parte do banco de dados do Google. Com isso, ele será capaz de otimizar ainda mais a experiência de seus usuários (segundo os seus preceitos) personalizando cada passo de sua navegação. Por exemplo:

– Apresentar resultados de uma pesquisa em seu buscador diferentes para cada pessoa.
– Exibir sua publicidade segmentada não apenas por palavras-chave e demografia, mas por interesses.
– Aproximar ainda mais empresas e consumidores em uma relação quase que pessoal.

Ou seja, o Google concentrará informações de comportamento do público da internet a nível global, otimizando tanto seu algoritmo de busca como sua plataforma de publicidade para atrair mais e mais pequenos, médios e grandes investidores podendo se consolidar por tempo indeterminado como a empresa de maior lucratividade do mundo (será que estou exagerando?).

 

O que nós, usuários e profissionais do marketing, ganhamos

 

Nós, como usuários de internet, otimizaremos nosso tempo de navegação encontrando com maior facilidade o que nos agrada, dialogando de maneira mais direta com as empresas, economizando espaço na memória de nossos computadores, aumentando a velocidade de nossa navegação, cortando menos árvores, poluindo menos o ambiente, e etc etc etc.

Já nós como profissionais de marketing, poderemos obter muito mais insights sobre nossos consumidores, atingindo da melhor maneira mercados locais e mercados de nichos, criando campanhas mais efetivas e gerando muito mais conversões. Quem já faz um bom trabalho de SEO, PPC e Social Media, só tende a melhorar.

 

Contudo, há ressalvas

Deixando de lado o meu otimismo em relação as novas possibilidades de trabalho que surgirão, cabe fazer uma ressalva. Há renomados profissionais de marketing digital que possuem um grande receio em relação a essa “monopolização da informação” por uma grande empresa da internet.

Todo mercado, todo mesmo, tem o seu monopólio, e cabe a essa empresa ou grupo de empresas decidir se utilizarão esse poder para o bem ou para o mal. Uma coisa é certa, o Google saberá praticamente tudo sobre todo mundo, e muitas informações confidenciais e valiosas estarão na rede.

Podemos chegar a ponto de que um dia sem internet seja um dia sem trabalho (nós aqui da Conversion não faríamos nada desconectados!) Ou até pior: que uma pane geral no sistema simplesmente destrua a história de milhares de milhões de empresa. Caos.

Eu não queria que esse artigo acabasse com um tom alarmante. Mas não tem jeito, ressalvas são sempre pessimistas.

E vocês, o que acham que vai acontecer?

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