Links com palavra-chave exata na âncora não são naturais?

Por ,
em

Links com palavra-chave exata na âncora não são naturais?Hey!

Desde o lançamento do Google Penguin, em maio/junho deste ano, muito se tem falado a respeito da maneira como o update do Google tem saído à caça da ‘over optimization’, que basicamente consiste em você otimizar demais o seu site, aproveitando “falhas” do algoritmo.

Essas “falhas” não são necessariamente falhas em si, uma vez que o Google de uma maneira geral presume que o proprietário de um website está bem intencionado ao fazer isto ou aquilo. Por isso, otimizações em um site muito semelhantes, em determinado contexto podem ser Black Hat, em outros não. O que torna algo black hat é a intenção de manipular o algoritmo do Google, o que é bem diferente de querer ficar no primeiro lugar, diga-se de passagem.

É seguindo esta linha que pretendo analisar o link building com palavras-chave exatas na âncora, e outras técnicas de SEO que funcionam.

Não pensemos em que ‘O que pode e o que não pode’

Não me parece que devemos fazer SEO porque isso pode, aquilo não pode. O pensamento que deve estar subjacente ao trabalho de SEO é “Isto ajuda ou não ajuda o usuário e a web?” É claro que, coisas que não podem vão surgir muitas vezes de algo que não contribui para o usuário nem para uma web melhor.

Ao meu ver, a verdadeira cruzada do Google Penguin é contra as door way pages, que que consistem basicamente em você usar o grande segredo de SEO para o lado negro da força. Idem para links com keyword exata. De todo modo, há muitos comentários em sites e blogs, inclusive neste interessantíssimo post O novo link building é novo mesmo?, de Aline Aguayo, em que se discute o link building pós-Google Penguin. E é sobre isso que vamos debater agora.

Um dos pontos levantados por ela é que links devem ser feitos de maneira natural, e que linkar com a palavra-chave exata não seria natural, e que o Google Penguin está dando prioridade aos links naturais… Vejamos nas palavras da própria Aline:

“Isso porque, se fossemos pensar como usuários comuns, que sequer sabem da existência desse universo paralelo chamado SEO, linkaríamos utilizando keyword exata? No mááááximo, faríamos de uma frase o anchor, ou, iríamos recorrer aos junk anchors: clique aqui, veja mais, informações, visite o site… E por aí vai, caso contrário, seria exatamente o que ele disse.”

Não acho que a Aline esteja de todo errada, mas neste artigo quero explicar porque não vejo problemas em linkar com a âncora exata e que isto não é necessariamente Black Hat. Afinal de contas, como toda técnica de Black Hat, vai depender da intenção de manipular ou não o algoritmo do Google.

É possível obter 10.000 links com âncoras exatas sem ser Black Hat, muito embora seja improvável.

A usabilidade dos links

Links não precisam ser naturais e espontâneos. Eles precisam ter usabilidade.

Quando pensamos em linkar de uma maneira que usuários leigos de Internet linkam, já deixamos de fazer algo que para nós seria ‘natural’. Assim sendo, parece-me que não devemos pensar em coisas serem natuais ou não, mas sim em serem boas ou más.

Pois bem, a verdadeira função dos links é mostrar para o seu leitor a relação entre uma página e outra. Assim como não é “natural” gastarmos horas validando um código-fonte, pesquisando palavra-chave ou desenvolvendo estratégias de SEO, parece-me que sob o argumento de “naturalidade” teríamos de esquecer que SEO existe.

Como se houvesse um problema em fazer SEO, como se estivéssemos fugindo da polícia.

Peraí!

Nós, que fazemos SEO, somos um dos mais importantes colaboradores para que o algoritmo do Google seja tão eficaz em trazer resultados para seus usuários. Se não fosse o trabalho de SEO, certamente o Google deixaria muito a desejar, principalmente em termos de palavras-chave long tail. Se não fosse o trabalho de SEO, utilizando palavras-chave exatas na âncora, seria difícil para o Google organizar todo o catatau de informações de que dispõe em sua base de dados.

Deste modo, tire as palavras-chave exata de uma âncora e o Google perde 80% de sua precisão. Ao contrário de nós, SEOs, pararmos de fazer links com âncoras, deveríamos ensinar todo o mundo a só usar âncoras com palavra-chave exata na âncora. Isso é uma questão de usabilidade e não julgo que o Google veja isso de outra maneira.

Obviamente, o que não pode é usar esse conhecimento em si bom para manipular os resultados. Nem usar uma keyword exata em um contexto que não ajudaria o usuário.

É natural usar palavras num link

Para mim, não é espontâneo eu linkar qualquer página sem uma palavra-chave na âncora.

Faço isso porque, assim como aprendi, sei lá, alguma coisa sobre biologia no colégio, também aprendi que as palavras-chave exatas na âncora tornam a web mais semântica e usável. Como se “natural” ou “espontâneo” servisse só para pessoas que não pensam em SEO. Há coisas que são naturais para SEO e isso é bom para a web.

Canso de linkar sites com os quais eu não tenho nenhuma relação direta ou indireta com palavras-chave na âncora porque acho que têm um bom produto! E que assim eu tornarei a web mais semântica. Será que… o Google me acusaria de Black Hat com um site com o qual não tenho relação? Creio que não.

Pois bem, e assim como é natural usar palavras-chave em um link também acho natural repetir palavras-chave em um texto, porque isso retém a atenção do leitor e não dispersa seu foco. É claro que o Google valoriza cada vez mais o uso de sinônimos e trabalho de campo semântico, mas ainda que o algoritmo do Google passasse a priorizar exclusivamente o uso de sinônimos eu acredito que uma razoável densidade de keyword é fundamental para compreeensão do texto e não seria eu a parar de usá-la. Precisamos entender o que funciona para o Google, mas focar no usuário; a minha pergunta é, sempre, “estamos sendo bons ou maus?”

Em qualquer que seja o caso, o que não pode é fazer uma coisa para manipular o algoritmo do Google. E com “manipular” eu não quero dizer ficar bem posicionado, porque o objetivo de todo mundo em uma estratégia de SEO, ou toda estratégia de marketing, ou com um simples site, é sem dúvida nenhuma querer o primeiro lugar. Quem não quer os primeiros lugares? E quem há de dizer que isso não é natural? Que a competitividade não é natural no ser humano?

Vale tudo, menos manipular

Por outro lado, uma vez que sabemos que o algoritmo do Google tem as suas “falhas” não podemos fazer nenhuma estratégia de SEO pensando em ganhar do concorrente em cima dessas falhas. Temos de retribuir a confiança que o Google tem em bons sites.

Vamos supor que se descubra que repetir exatas 17 vezes uma palavra-chave numa página garantiria a posição em sites com exatas 17 páginas. Quem fizesse SEO pensando nisso, isto é, pelo simples fato de ficar bem posicionado, estaria fazendo Black Hat. Agora, quem construísse um bom site utilizando de maneira indireta a hipótetica informação das17 páginas, e o fizesse porque seria BOM para o usuário encontrar aquela informação, eu não vejo por que teria de haver alguma punição.

Porém, se o site indiscutivelmente pedisse 19 páginas e o cara não criasse as outras duas, estaria fazendo black hat. Black hat, portanto, é uma questão de persepctiva.

Bom para SEO, bom para o usuário

O consumidor é o último a saber que alguma coisa é boa para ele, essa é uma das regras do marketing.

É clássica, aliás, a frase de Ford, que dizia que se fosse perguntar a opinião de seus consumidores ele teria construído cavalos mais rápidos em vez de carros. Com SEO, é a mesma coisa: se fôssemos perguntar para um usuário como fazer links, eles falariam “coloque a URL”, “coloca um ‘clica aqui'”, mas os leigos – justo porque são leigos – não entendem patavinha de como linkar.

Quem estuda SEO e Web a fundo é que sabe a melhor maneira de linkar. Não somos nós que devemos fazer links como os leigos, mas são os leigos que deveriam deixar de ser leigos e fazer links como nós.

A Globo.com faz Black Hat? No creo…

Agora, peguemos um exemplo o rodapé da Globo.com, que é um site que eu não leio mas que acho que tem os melhores desenvolvedores do Brasil – de designers ao responsável pelo SEO. Seguindo o argumento de ‘naturalidade’, a Globo.com está fazendo Black Hat. Já eu, acho que esse site é um exemplo de White Hat SEO de primeira, altíssimo nível mesmo. Pegaram algo que era utilizado por SEO Black Hat e transformaram em algo bom para o usuário.

Analisem bem: tudo com palavras-chave na exata, sem nenhum clique aqui, sem nenhuma frase no link e ainda por cima apontando para OUTROS SITES (subdomínios ou outros domínios). Enfim, tudo o que se poderia dizer que é um Black Hat. Mas não é. Eles estão tornando a web mais semântica. E é nisso que um SEO deveria: usar seus conhecimentos de SEO para tornar a web mais semântica e com mais usabilidade!

Rodapé Globo.com feita para SEO

A Conversion na mídia
Rede Globo de Televisão SBT Rede Record TV Bandeirantes Portal do UOL Yahoo Notícias Diário do Comércio e Indústria
Voltar ao Topo
fechar

Solicite Orçamento