Links internos: tudo o que você queria saber

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Links InternosOs links internos ajudam o visitante de um site a encontrar as informações de que ele precisa e por isso devem ser feitos de maneira clara e objetiva, para que a experiência de navegação seja positiva e a taxa de rejeição, por conseqüência, seja baixa.

Sob a perspectiva do algoritmo de busca, os links internos denotam a relevância de sua página, seja de acordo do ponto de vista da quantidade de cliques necessários para acessar determinada página ou a relevância de determinada página para uma palavra-chave ou um contexto.

Lembre-se que o algoritmo do Google é construído considerando a relevância de uma página, por isso os links internos são importantes para o usuário e cruciais para uma boa estratégia de SEO. Não obstante, links internos costumam ser ignorados, seja por desconhecimento de resultados que geram, displicência com a usabilidade, má informação ou uma certa afobação em iniciar um trabalho de link building em sites externos. Todavia, jamais podemos ignorar o poder dos links internos, pois aqui começa o bom link building.

Como é sabido, o algoritmo do Google analisa basicamente dois aspectos de um link interno ou externo: a âncora, isto é, a palavra ou a imagem que aparece no link, e o contexto semântico em que ele se encontra.

Analisemos melhor cada um desses aspectos:

Âncoras de link interno

Os algoritmos de mecanismos de busca têm a missão de organizar o conteúdo de toda a web e as âncoras têm um papel importante nesse processo. É analisando as âncoras do texto que os algoritmos entenderão a relevância de um termo primeiramente em relação ao seu site e, em seguida, em relação à toda a web. As âncoras indicam ao buscador termos pelos quais a página linkada poderia ser encontrada em seu algoritmo.

Considere-se uma página chamada “Guia de Hotéis no Rio de Janeiro para a Copa 2014”. Essa página poderia ser linkada com diversas âncoras e a sua respectiva âncora seria, provavelmente, o termo para o qual a página poderia ser encontrada. Considere as possibilidades abaixo de âncora do link para essa página:

– Guia de Hotéis no Rio de Janeiro para Copa
– Hotéis no Rio de Janeiro para Copa
– Hotéis para Copa 2014
– Guia de Hotéis Copa no Rio
– Copa 2014 – Hotéis no Rio

As possibilidades de criar âncoras são infinitas e não há uma regra. Recomenda-se, desde que seja útil para o usuário, que se utilize aquele termo para o qual a página poderia ser encontrada nos mecanismos de busca. Isto é, uma boa maneira de escolher as âncoras é considerando de que maneira primordialmente uma página poderia ser encontrada. Entretanto, mais importante, é que o link receba cliques e por isso ele deve antes de tudo ser atraente.

Todavia, o algoritmo do Google irá analisar não somente o termo exato que aparece na âncora, mas também os termos que aparecem na âncora de todos os links, internos ou externos, para aquela página e irá fazer assim uma composição de termos e disposição desses termos, encontrando formas relevantes de uma página ser localizada nas SERP.

A eficácia dos links internos em uma imagem

Contexto do link

Entretanto, o único aspecto que será levado em conta não é a âncora do link e, aliás, tão importante quanto a âncora é o contexto em que a página aparece, bem como a disposição no conteúdo. Segundo o meu entendimento, há 3 tipos de links em contexto muito relevantes para os algoritmos de busca:

– Links internos em destaque e de fácil visualização na página e/ou no site;
– Autoridade da página da qual é linkada;
– Links internos criados dentro de um conteúdo específico e relacionado;

Os primeiros são aqueles links que aparecem, por exemplo, em um menu que é exibido em todas as páginas do site, ainda mais se esse menu estiver em destaque no layout da página, uma vez que sabemos que o Google é capaz de analisar a disposição de conteúdo pelo seu algoritmo de PageLayout.

Ainda sobre a fácil visualização do link, também podemos considerar o aspecto da quantidade de cliques necessários para se acessar aquele link e, portanto, a página por ele linkada. Entretanto, essa é uma maneira leiga de explicar visto que o algoritmo do Google irá analisar, na verdade,  a autoridade (ou PageRank) da página que faz o link; mas ocorre que uma página com boa autoridade costuma ser a home page do site.

Por último, e não menos interessante, nem menos ainda deixando de lado o critério de autoridade de página, podemos considerar o contexto semântico em que uma página aparece. Supondo, por exemplo, que o site mantenha um blog ou publique artigos, é interessante linkar páginas estáticas de seu site ou outros artigos, com âncoras relevantes, de modo que o usuário que esteja chegando àquela página tenha fácil acesso a outros conteúdos relevantes para a sua visita ao site.

Links de header, menu e footer

Os links poderão ser analisados de acordo com a facilidade do usuário em acessá-lo numa página específica. Estes links, de uma maneira geral, são aqueles links fixos que aparecem em todas as páginas do seu site e são links de navegação. Por exemplo, quando o seu link aparece na logo do seu site, que fica em proeminência, ele receberá um peso maior, enquanto os links do menu terão o peso um pouco inferior, mas nem por isso serão considerados menos importantes.

Considere, agora, os links de rodapé (footer): eles são fundamentais e ajudam muito um visitante a navegar mais facilmente por todas as páginas de seu site, entretanto eles devem naturalmente ter menos peso e relevância que os links no topo, uma vez que links nesta posição (final de página) costumam ser vistos e acessados por uma proporção muito menor de usuários do que os links que aparecem visíveis sem o visitante precisar usar o scroll.

Links de conteúdo

Os links de conteúdo, visto que são os mais sutis, são o meu xodó e têm funções importantes. Como sabemos, estamos falando de links que aparecem ao longo de um post de blog ou artigo e são muito relevantes por uma série de motivos:

– Aumentar as páginas vistas em uma única visita;
– Portanto, reduzir a taxa de rejeição;
– Fidelização de um visitante qualificado, uma vez que quem lê o seu conteúdo pode-se dizer que é a melhor visita;
– Enriquecem aquele conteúdo, porque traz referências e maneiras de se aprofundar;
– Ressuscitar os antigos artigos que, apesar do tempo, continuam relevantes e atualizados;
– Criar relação entre um conteúdo e outro, aumentando relevância de página que linka e página linkada para determinado termo;

Ao meu ver, o Google tem gostado bastante desses links porque o seu moderno algoritmo em vez de meramente calcular o PageRank/Autoridade da Página está dando muito mais ênfase ao conteúdo em que aparece uma página, isto é, ao contexto semântico. Links em contexto semântico, isto é, quando estão rodeados de termos conectados em seu sentido em relação à página linkada vêm-se tornando um importante fator de rankeamento.

Nuvem de tags

As nuvens de tags já foram muito importantes no passado mas pelo seu mau uso passaram um tempo no limbo da desimportância do SEO e agora voltam com tudo. Creio que esse tempo de limbo tenha sido necessário para o Google entender qual a maneira correta de tratá-la, uma vez que as nuvens de tags podem ter um impacto danado nos resultados de busca. Por conta disso, é importante considerar fortemente o seu uso, até porque estamos falando de âncoras com palavras-chave exatas para as páginas mais relevantes.

A minha dica aqui é que você só use nuvem de tags em contexto relevante e sabendo que ela é acessada pelo seu usuário, assim como é útil. Eu particularmente acho a nuvem de tags em um blog algo completamente inútil, enquanto em um e-commerce acho algo absolutamente fundamental, porque enquanto no primeiro é link demais para (geralmente) poucos leitores, no segundo, e principalmente se estivermos falando de um e-commerce de médio porte, irá ajudar muitos de seus usuários a chegar aos termos mais buscados e/ou produtos mais vendidos.

A nuvem de tags, entretanto, pode representar algum risco se for mal utilizado e por isso recomendo que você acompanhe pelo Google Anaytics ou alguma ferramenta de heat map o quanto esses links são acessados.

Conclusão

Os links internos costumam ser menosprezados e feitos de maneira irrelevante para o usuário, seja utilizando palavras-chave na âncora irrelevantes (como um “clique aqui”) ou são links pouco úteis, muitas vezes em um contexto imperceptível. Os links internos são essenciais, por exemplo, para um blog e para artigos, ou ainda criando breadcrumb (links de navegação hierárquica), pois aumentam fortemente a navegação do usuário que antes leria apenas uma página e agora pode ler várias, tornando-se potencialmente um consumidor recorrente de seu conteúdo.

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