O que eu aprendi com o #OpenSEO

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#OpenSEOAs 11 semanas de #OpenSEO me ensinaram mais do que todo o ano de 2012. Mas, pensando bem, o ano de 2012 – pessoalmente falando – tem sido muito importante para mim como um todo. E o #OpenSEO é parte indissociável deste ano, assim como indissociável de uma etapa fundamental em minha vida.

Espero conseguir compartilhar o que vivi e aprendi ao longo de quase 3 meses desse projeto que me consumiu praticamente todos os domingos – há meses eu não tenho um final de semana! -, e certamente valeu a pena.

Este será um post metade sobre marketing, metada pessoal.

Freemium, marketing e reputação

Primeiro, o lado da empresa. Como vocês devem saber, o #OpenSEO é mantido pela Conversion, agência de SEO da qual eu sou sócio-diretor, e que desde o ano passado vem compartilhando dicas e técnicas de SEO neste blog. Há alguns meses, percebemos que era o momento de lançar um Curso de SEO grátis, com a intenção de compartilhar conhecimento de SEO, e todo o nosso time trabalhou em seu lançamento.

Ao contrário do que muitos pensam e expressam, o #OpenSEO não é anticapitalista e o fato de ele ser grátis é, na verdade, um extremo capitalismo. Soa absurdo? Na verdade, à medida que o capitalismo avança, em nome do próprio lucro, as empresas oferecem coisas grátis e de qualidade, como forma de marketing. Por acaso o Google e o Facebook cobram algo de seus usuários pelos serviços de qualidade que oferecem? Por acaso o capitalismo é ruim?

Esse é o conceito do freemium, que aprendi com o Chris Anderson em seu livro Free: o futuro dos preços. Portanto, o #OpenSEO é puro marketing – mas quem disse que o marketing não pode ser uma coisa boa? O marketing dele funcionou, creio eu, porque todos nós da Conversion fomos sinceros ao compartilhar nossos conhecimentos nos vídeos, nos posts e no fórum.

A lição do Chris Anderson é que a reputação é o maior valor que uma empresa pode ter. A lógica é a de que ainda que a reputação não dê lucro no presente, pode vir a se transformar em lucro no futuro, enquanto a ausência dela limita o lucro.

Portanto, a ideia do nosso Curso de SEO era oferecer um curso de alto nível e ao mesmo tempo grátis, como estratégia de marketing, mas sempre partindo de uma intenção verdadeira de compartilhar (até porque somos um time que muito se ajuda).

E não se sinta enganado: dizer a verdade e ensinar também podem fazer parte do marketing. O objetivo, seguindo os conselhos do meu guru, Chris Anderson, era gerar reputação para a marca da Conversion, e isso deve-se fazer com uma coisa em si boa.

E  fazer algo bom só seria possível chegando às pessoas. E aqui vem a parte pessoal.

Aprender a compartilhar

Vamos ao lado pessoal. Faço aqui um mea culpa: eu não tinha paciência de compartilhar, embora sempre soubesse do quanto era bom e como eu mesmo tive uma profissão.

Pensando bem, talvez tivesse medo de compartilhar o que eu sabia, porque isso aparentemente me tiraria certa vantagem, certo poder. Mas a grande verdade é que compartilhar é uma coisa boa para ambos os lados: para quem aprende, pelos motivos óbvios; e para quem compartilha, porque o obriga a ir além, a descobrir novos conhecimentos, a mudar. E isso faz a humanidade andar pra frente, desbravando novas ideias.

Compartilhar traz consigo uma dura lição de humildade, e falo de “humilde” primeiramente no sentido de ser verdadeiro consigo próprio. Todo o auto-conhecimento é penoso. Ao me expor ao mundo todo através dessas aulas, revelou-se a mim o quão pouco eu sabia sobre SEO – e quanta miséria não havia em eu orgulhar-me de tão pouca coisa (como se antes eu soubesse demais.)

É muito interessante a estrutura psicológica do ato de compartilhar: para transmitirmos algum conhecimento, temos de nos desfazer de nós mesmos, chegando ao Outro – e o ser humano só se realiza quando chega ao outro, quando é capaz de amar ao próximo como a si mesmo, como ensina Nosso Senhor. E só é possível chegar ao outro de forma objetiva, nunca subjetiva, porque ao falar para o outro paramos de falar para nós mesmos.

Obrigando-me à objetividade, dentro de mim eu ia também formalizando um conhecimento que antes só era subjetivo, que era feito de ‘impressões’. E se é verdade que só nos tornamos pessoas quando saímos de nós mesmos, agradeço a cada um de vocês que me ‘obrigaram’ a isso, que me trouxeram para o real, que me tornaram um pouco mais humano.

Conclusão

Aparecer em vídeo há pouco tempo antes das aulas parecia algo impossível para mim. Ao longo do curso, foi ficando claro que, na vida, devemos fazer sempre aquilo que é mais difícil para nós – assim, portanto, nos tornaremos verdadeiramente humanos. “Torna-te aquilo que tu és”, diria Nietzsche, um de meus filósofos preferidos, que deve ser lido com precaução, na medida em que seus escritos servem para descobrirmos no que realmente acreditamos, jamais para acreditar em Nietzsche.

E, para terminar, seguem 2 vídeos do psicólogo Viktor Frankl, que descobri nos últimos tempos e explicam de forma sucinta a verdade que o #OpenSEO me ensinou:

PS: Espero que alguns de vocês sigam o SEO profissionalmente, o que era um de meus desejos iniciais. Alguém?

PS2: Serão muito bem-vindas as histórias de vocês com o #OpenSEO.

PS3: Nosso projeto não terminou. Que venham as próximas etapas!

PS4: O #OpenSEO gerou uma necessidade de postagens semanais para esclarecer pontos apresentados ao longo do curso. Com o término das aulas do #OpenSEO voltamos às postagens semanais no Blog da Conversion.

PS5: O que mais você gostaria de encontrar no #OpenSEO?

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