Otimização de Aplicativos: A Nova Geração do SEO

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Desde o lançamento do primeiro iPhone, em junho de 2007 e, com ele, o desenvolvimento em larga escala de aplicativos mobile, o mundo passou a funcionar de outra forma. O número de aplicativos distribuídos em cada uma das app stores não para de crescer. Segundo o site statista.com, existem no momento cerca de 3.970.000 aplicativos distribuídos por pelo menos cinco app stores.

Gráfico de aplicativos

No entanto, essa quantidade colossal de conteúdo sempre esteve muito longe do alcance dos mecanismos de busca. Até então, os mecanismos de busca em geral conseguem apenas indexar não mais que títulos e descrições destes aplicativos, disponibilizados pelas App Stores e sites institucionais em geral. Todo este conteúdo esteve sempre trancado em seus app codes e praticamente intocável pelos rastreadores do Google, Bing e outros buscadores. Isso não faz mais nenhum sentido.

Durante a WWDC 2015 (The Apple Worldwide Developers Conference), foi anunciada a evolução do Spotlight, serviço de busca conhecido entre os usuários de sistemas OS X (iMacs e Macbooks) e iOS (iPhones e iPads). Agora o serviço passará a funcionar como um verdadeiro mecanismo de busca, permitindo a integração de aplicativos, arquivos, contatos, calendário etc. a partir da caixa de pesquisa do Spotlight.

Ao mesmo tempo, não muito longe dali o Google anunciava no SMX West 2015 (Search Marketing Expo) um novo sistema que irá rastrear e indexar o “deep content” de aplicativos. Isso significa que o SEO inicia uma nova e irreversível fase: a otimização de aplicativos mobile.

Aplicativos podem trazer mais conversões que sites mobile

Imagine uma empresa que deseja promover seu aplicativo na internet. Geralmente, o departamento de marketing deverá adotar como possíveis estratégias anúncios pagos, assessoria de imprensa, promoção de landing pages e até mesmo otimização do aplicativo nas próprias App Stores com o ASO. Mas agora será possível também indexar e exibir o conteúdo deste aplicativo através dos resultados orgânicos do Google mobile. Ou seja, sugestões de novos aplicativos serão exibidos para o usuário ao realizar buscas mobile orgânicas relevantes.

Um estudo realizado pela Criteo, que analisou mais de 1,4 bilhão de transações de mais de 3 mil e-commerces do varejo e de passagens aéreas nos EUA, mostrou que os aplicativos dessas lojas tiveram uma taxa de conversão maior do que nos seus sites mobile.

Conversão mobile

Agora é só ligar os pontos e perceber um cenário completamente novo para o SEO, um verdadeiro ecossistema que inclui páginas web e aplicativos mobile indexados a partir de um mesmo algoritmo. E dizem que o SEO havia morrido.

Google Now on Tap

Em maio de 2015 aconteceu o Google I/O, onde foi anunciado o Google Now on Tap, a tecnologia que deixará o robô do Google ainda mais inteligente em celulares com o sistema Android M. Com o Google Now ainda mais versátil, qualquer aplicativo – instalado ou não, poderá ser encontrado facilmente em buscas relevantes.

Em um exemplo citado no próprio evento: imagine que um usuário esteja ouvindo uma música do DJ Skrillex em um app de streaming (Spotify ou Dezzer) e deseje saber qual é o nome verdadeiro do cantor. Então ele ativa o Google Now on Tap e pergunta “qual é o verdadeiro nome deste artista”. Mesmo sem ter mencionado o nome do artista em questão, o programa entenderá que sua busca está relacionada com a música que o usuário está ouvindo naquele exato momento e exibirá resultados relevantes via Chrome ou Cards, incluindo conteúdo de aplicativos.

Esta é uma grande oportunidade para que aplicativos sejam facilmente encontrados além das tradicionais App Stores e resultados orgânicos em buscas mobile.

A ferramenta de indexação de aplicativos: Mobile App Indexing

Voltando para o SMX West 2015, Justin Briggs, especialista em marketing digital, apresentou uma palestra cujo tema foi: aumentando a visibilidade mobile com dados estruturados, onde demonstrou a grande importância que dados estruturados terão para aplicativos mobile.

Enquanto que páginas web utilizam links para conectarem um conteúdo a outro, o Google acaba de lançar uma ferramenta feita para indexar conteúdo de aplicativos nas buscas mobile. Seu nome é: Mobile App Indexing API.

Empresas que desejam indexar o conteúdo de seus aplicativos junto ao Google Now on Tap e nas buscas orgânicas mobile devem contratar desenvolvedores que saibam implementar esta API e assim permitir que os rastreadores do Google indexem o conteúdo de seus apps via deep links.

“A ferramenta permite que seu aplicativo seja encontrado em buscas do Google. Uma vez indexado, usuários mobile que buscam por conteúdos relacionados ao seu aplicativo podem ver um botão de instalação do seu aplicativo nos resultados de busca orgânicos.” (Fonte)

Mobile-app

Do ponto de vista técnico, a primeira coisa que se deve fazer para indexar o conteúdo de um aplicativo é, dentro da API, configurar algumas ações chamadas de intent filters (ou filtros de intenção). É isso que irá permitir a comunicação entre os rastreadores do Google e o conteúdo do aplicativo. Mais informações podem ser encontradas aqui.

Uma vez que seu aplicativo esteja devidamente configurado, quando uma pessoa realizar uma busca relacionada ao conteúdo do seu site, o Google também poderá oferecer o conteúdo do seu aplicativo. Se escolher essa opção, o aplicativo será ativado e irá direcionar a busca para o conteúdo correspondente.

Clique aqui e assista o vídeo.

Até agora a ferramenta dá suporte apenas para aplicativos Android, mas em pouco tempo desenvolvedores de aplicativos iOS também poderão utilizá-la.

Conclusão

O SEO não se restringe mais à sites. Ainda que o mercado brasileiro precise amadurecer muito no que diz respeito a aplicativos mobile, os números mostram um enorme potencial. Segundo o IBGE, mais da metade dos brasileiros com acesso à internet utilizam smartphones e tablets. Além disso, uma projeção levantada pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), o setor de aplicativos no Brasil deverá movimentar US$ 70 bilhões até 2017. Uma verdadeira indústria.

Para as empresas, é preciso pensar em estratégias de visibilidade orgânica de aplicativos. Para profissionais de SEO, é preciso integrar um processo de otimização holística, ou seja, levando em conta informações tanto de um site com de um aplicativo.

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