SEO – cliente ou agência deve produzir o conteúdo?

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SEO - cliente ou agência deve produzir o conteúdo

Para se produzir um conteúdo amplo e profundo, é indispensável um vasto conhecimento sobre o assunto em questão; por motivos que parecem óbvios, soa natural que somente quem convive diariamente com um determinado tema – materiais esportivos, por exemplo – seja capaz de produzir um conteúdo extremamente qualificado sobre o nicho de uma empresa.

Seguindo esta linha de raciocínio, alguns profissionais sugerem que o responsável pelo conteúdo seja o próprio cliente e não a empresa de SEO, que deveria estar focada em assuntos mais genéricos, como planejamento, análise de métricas e, claro, toda a parte de estratégia, que é improvável que o cliente possua.

Porém, vejo alguns problemas em um modelo que transfere a responsabilidade do conteúdo para o cliente, em vez de fazê-lo à própria agência, por mais complexo que o conteúdo seja (exceto se for extremamente delicado o tratamento dado, principalmente se houver legislações muito rigorosas).

#1 Conteúdo não é prioridade para o cliente (ou: como acabar com um planejamento)

O primeiro problema óbvio neste modelo é que a probabilidade de o cliente entregar os conteúdos solicitados na data solicitada é próximo do zero. Isso iria contra um dos pontos mais importantes que uma agência deveria se preocupar com um trabalho de SEO: o planejamento.

Depender que um cliente produza regularmente o conteúdo e o entregue no prazo regular, ainda que se conte com uma gordura, é como esperar que o cliente faça todo o restante do trabalho de SEO por conta: é inviável, porque, para o cliente SEO, não é a prioridade que ele tem e todas as empresas costumam ter demandas urgentes.

#2 Conteúdo técnico ou informacional não é necessariamente de qualidade

Outro erro na visão de que o conteúdo deve ser produzido pelo cliente é acreditar que o cliente vá produzir um bom conteúdo. Produzir um bom conteúdo não é necessariamente escrever um conteúdo técnico. Um conteúdo técnico, aliás, tende a ser muito “frio” e pode fazer com que a empresa deixe de fidelizar os leitores.

Por outro lado, creio que um bom conteúdo é produzido por um artista de textos! O cliente costuma ser especialista em seu business e, para produzir esse conteúdo, acabaria inevitavelmente contratando um jornalista para solucionar o problema, e esse jornalista teria de ser gerenciado por uma outra pessoa. Nesse caso, quem o faria?

Não seria mais fácil se a própria empresa de SEO tivesse um departamento de conteúdo e lidasse com detalhes técnicos de um produto? Com a experiência já adquirida em termos de briefing e processos, esse é um modelo muito razoável e com melhor relação custo x benefício.

#3 Modelo sem escalabilidade

Por fim, chegamos a um novo problema: se a estratégia de conteúdo começa a dar certo, montar uma equipe de conteúdo no cliente vai exigir não só contratar profissionais, bem como elaborar um departamento inteiro. Criar bons conteúdos deveria, sem dúvida, ser uma prioridade em todas as empresas, porém, sabemos que esta não é a realidade. É inviável determinado cliente que é especializado em um assunto criar uma redação que mantenha os custos razoáveis e seja auto-gerenciável.

Parece-me possível o cliente, eventualmente, conseguir internalizar de forma rentável e com boa relação custo x benefício, desde que encontre um profissional dos sonhos – o que é o melhor dos casos, porém não é saudável para uma empresa depender excessivamente de um único profissional.

Outro problema que surge nesse contexto é que esse profissional dos sonhos, além de ser raro de encontrar, dificilmente poderia ser multiplicado. Portanto, considerando um projeto de SEO realmente ambicioso, em determinado momento se encontraria atravancado e seria necessário rever toda a estratégia, cuja solução seria, por fim, transferir essa responsabilidade para o cliente.

Como uma agência pode produzir conteúdo de qualidade mesmo sem ser um especialista

Verificamos acima que, de uma maneira geral, é improvável que um cliente consiga produzir bom conteúdo com tudo o que exige uma estratégia de SEO. É necessário que esses conteúdos estejam em acordo com todos os seguintes pontos:

a) Conteúdo deve ser estrategicamente importante;

b) “Wireframe” de conteúdo deve ser criado por especialista em SEO;

c) Conteúdo deve possuir informações de qualidade;

d) Conteúdo deve transmitir sentimento positivo e valores da marca;

e) Revisão: conteúdo deve ser revisado gramaticalmente e pelo especialista em SEO.

(Convém um comentário: o wireframe do conteúdo de SEO não é meramente repetir palavras-chave, ok? É indicar as principais palavras-chave que poderiam estar presentes naquele texto e, ainda, informações relacionadas ao projeto como um todo que devem ser trabalhadas no conteúdo, de modo que o algoritmo dos mecanismos de busca consigam entender o campo semântico do site e como uma página se relaciona às outras.)

Por fim, esse conteúdo deve retornar ao gerente da conta do cliente, que deve inseri-lo no planejamento e, por fim, publicá-lo – tendo ou não de repassar pelo cliente. Como se pode observar, o cliente, muito provavelmente, não conseguiria produzir esse conteúdo com a qualidade devida e a construção de todo esse processo seria extremamente cara.

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