A publicidade que nunca será impactada por Ad Blockers

Diego Ivo

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Estamos sendo tão bombardeados por anúncios – de boa e má qualidade – que os Ad Blockers (ferramentas que bloqueiam a exibição de anúncios) têm se tornado cada vez mais populares. Estima-se que os bloqueadores de anúncios atinjam 18% dos usuários de desktop, segundo Mary Meeker’s 2017 Internet Trends. No mobile, esse número é de apenas 1%, mas tende a crescer nos próximos anos.

Google e Apple, aliás, já anunciaram Ad Blockers nativos em seus respectivos browsers, inclusive para celulares. Apesar de eles não serem tão ‘radicais’ – uma vez que atingirão apenas propagandas mais agressivas –, os Ad Blockers vieram para ficar.

Pessoas gostam mais de conteúdo do que de propaganda

A razão para o crescimento dos Ad Blockers é simples: exceto os publicitários, as pessoas em geral preferem ver conteúdo a ver propaganda. E, agora, elas têm o poder para isso. Assim como no e-commerce, pode-se comparar o preço de um produto em dezenas de lojas com apenas um clique. Para nunca mais ver qualquer tipo de propaganda, basta instalar uma extensão no browser e – voilà! – adeus, anúncios.

Essa mudança de comportamento é também uma grande mensagem aos publicitários, que mais do que apenas aparecer, precisam cativar as pessoas e entregar um bom conteúdo.

Mídias orgânicas para além do Facebook

Quando se fala em mídias orgânicas, muitos pensam logo no Facebook e afirmam que “o alcance orgânico é muito baixo, que precisa pagar”. Apesar de ser possível ter um alcance melhor com bom conteúdo na rede social, de fato, o cerco está fechado. Mas há ainda muitas outras mídias orgânicas pouco exploradas. Dentre elas, destaca-se a busca orgânica por meio do SEO (Search Engine Optimization), que responde por um terço das visitas a sites no Brasil.

SEO: a arte de se posicionar na busca orgânica do Google

Naturalmente, o Ad Blocker do Google não bloqueará anúncios em seus resultados de busca. Mas isso não quer dizer que a única forma – nem a melhor – de aparecer no Google é pagando. Para se ter ideia, usuários afirmam confiar 76% mais nos resultados orgânicos do que nos resultados patrocinados do Google. Esses dados são de um estudo realizado pela Conversion com mais de 700 usuários conectados à internet em todo o Brasil.

A resposta para esse dilema é o SEO, que pode ser entendido como a arte de posicionar sites de forma natural nos mecanismos de busca.

Ok, Google. Mas como funciona o SEO?

SEO é um trabalho artesanal desenvolvido ao longo do tempo e com resultados a médio e longo prazo. Por um lado, é muito técnico e envolve uma série de nomenclaturas difíceis, como H1, Meta-description, Robots etc. Por outro lado, é extremamente estratégico, afinal, estamos falando de como marcas podem ser as melhores respostas quando usuários pesquisam no oráculo do século XXI.

O trabalho de SEO desenvolve-se em cima de dois pilares: a relevância e a autoridade. Por relevância, entendemos a criação de páginas e conteúdo que serão a melhor resposta para o usuário quando ele buscar alguma palavra-chave. Por autoridade, entende-se – basicamente – os links de qualidade que um site recebe. Dito de um modo simples, o Google gosta de sites que são linkados por outros sites. Por isso, em SEO, falamos de link building, que é algo similar à assessoria de imprensa (e, na verdade, o futuro dela), mas com o objetivo de conquistar menções em forma de hyperlink.

A primeira posição do Google nunca será escondida por Ad Blockers

O Google é como uma calculadora. Para trazer uma página de resultados, ele calcula as melhores páginas levando em consideração cerca de 200 critérios de rankeamento. Quando uma página atingir as maiores notas de relevância e autoridade, ela alcançará a primeira posição dos mecanismos de busca. E o melhor de tudo: além de estar em um dos lugares mais confiáveis da internet, não haverá nenhum Ad Blocker para impedir o cliente de interagir com a marca.

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