Geração Z passa a considerar Claude e OpenAI como marcas de consumo

YouGov registra forte avanço de Claude, OpenAI e ChatGPT entre adultos da geração Z nos EUA, mas outro levantamento mantém confiança em respostas de IA em 28%

Diego IvoDiego Ivo4 min
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Claude, OpenAI e ChatGPT avançaram em uma métrica de consideração de marca entre adultos da geração Z nos Estados Unidos. Dados do YouGov BrandIndex colocaram as três marcas de inteligência artificial entre os nomes que mais cresceram do primeiro para o segundo trimestre.

Claude passou de 14,2% para 28,1%, maior pontuação final entre as marcas incluídas no ranking. A OpenAI avançou de 10,1% para 22,1%, enquanto o ChatGPT, acompanhado separadamente pela YouGov, subiu de 16,3% para 25,4% no mesmo período.

Os resultados medem a proporção de consumidores que consideraria comprar de uma marca na próxima oportunidade. Eles não representam uso, participação de mercado ou confiança. Em outro levantamento da YouGov, apenas 28% dos adultos norte-americanos disseram confiar nas informações fornecidas por assistentes de IA.

Claude registra maior pontuação final entre as marcas do ranking

O relatório Brands Rising Among Gen Z comparou as médias do primeiro e do segundo trimestre. Claude quase dobrou sua pontuação e encerrou o período com 28,1%, o maior nível de consideração entre os dez nomes classificados pela pesquisa.

A OpenAI mais que dobrou o indicador, chegando a 22,1%. Já o ChatGPT apresentou crescimento superior a 50% e alcançou 25,4%. A YouGov monitora a organização e seu principal produto separadamente dentro do BrandIndex.

Os números exibidos foram arredondados para uma casa decimal. A classificação por crescimento relativo utiliza valores não arredondados, motivo pelo qual o cálculo feito apenas com as pontuações publicadas pode não reproduzir exatamente a variação usada no ranking.

YouGov acompanha mais de 2 mil marcas diariamente

O BrandIndex coleta respostas sobre milhares de marcas todos os dias. A métrica de consideração parte da pergunta sobre quais empresas uma pessoa avaliaria na próxima vez em que estivesse no mercado para realizar uma compra.

A análise comparou abril, maio e junho com janeiro, fevereiro e março. Para entrar no ranking, uma marca precisava alcançar pelo menos 15% de consideração no segundo trimestre, ter base mínima de 300 participantes e apresentar pontuações em pelo menos 135 dias.

A geração Z foi definida como pessoas nascidas entre 1997 e 2012. Como o painel norte-americano da YouGov pesquisa apenas adultos, os resultados representam a parcela da geração com 18 anos ou mais, e não todos os integrantes do grupo etário.

Marcas tradicionais também registram aumento de consideração

O ranking não foi composto apenas por empresas de tecnologia. Johnnie Walker ocupou a primeira posição por crescimento proporcional, ao passar de 7,5% para 20% entre integrantes da geração Z com idade legal para consumir bebidas alcoólicas.

REI avançou de 9% para 17,2% durante o período de sua principal promoção anual, que ofereceu descontos em mais de 6 mil produtos. Stacy’s, Philips, Bridgestone, Dove Baby e Bumble Bee também apareceram entre os dez maiores crescimentos.

A presença dessas empresas impede interpretar a classificação como uma medida exclusiva de adoção de IA. O indicador acompanha consideração de compra em categorias diferentes e pode variar junto com lançamentos, campanhas, promoções, cobertura e demanda sazonal.

Produtos de IA entram em ranking com marcas de consumo

A YouGov descreveu a presença de OpenAI e Claude como sinal de que empresas de IA estão se desenvolvendo como marcas de consumo. Ambas apareceram na mesma classificação trimestral que reuniu bebidas, varejo, cuidados pessoais, alimentos e tecnologia.

Durante o trimestre, a Anthropic promoveu seu assistente como um serviço sem publicidade e lançou produtos e modelos. A OpenAI manteve campanha de marca relacionada ao Codex e publicou atualizações para o modelo padrão utilizado no ChatGPT.

O levantamento registra a variação observada, mas não isola o efeito de cada campanha ou lançamento. Portanto, não permite atribuir o avanço a uma ação específica nem concluir que a mesma combinação produziria resultado equivalente em outro período.

Confiança em assistentes de IA permanece abaixo da busca tradicional

Um segundo relatório da YouGov analisou como 2 mil adultos dos Estados Unidos usam assistentes de IA ao lado dos mecanismos de busca. A pesquisa identificou confiança de 28% nas informações apresentadas por assistentes de inteligência artificial.

No mesmo levantamento, 70% disseram confiar em mecanismos de busca e 76% em aplicativos de mapas ou navegação. A diferença mostra que crescimento de consideração por empresas de IA não significa confiança equivalente nas respostas entregues por seus produtos.

Entre usuários de busca com IA, links claros para fontes, respostas originadas em fontes oficiais e comparação entre várias fontes apareceram como sinais capazes de elevar a confiança. Entre não usuários, 49% disseram que nenhuma das opções apresentadas mudaria sua avaliação.

Consideração e confiança medem comportamentos distintos

Consideração responde se o consumidor avaliaria uma marca em uma futura compra. Confiança mede se a pessoa acredita na informação fornecida durante uma busca. As duas métricas usam perguntas, amostras e objetivos diferentes.

Assim, o avanço de ChatGPT, OpenAI e Claude no BrandIndex não demonstra que suas respostas sejam aceitas sem verificação. O estudo de busca mostra que usuários ainda recorrem a links, fontes oficiais e outras aplicações para conferir parte das informações recebidas.

Conforme o ranking de marcas da YouGov e o relatório sobre descoberta na internet, as marcas de IA ganharam consideração enquanto confiança permaneceu como uma medida separada. A leitura conjunta exige preservar essa distinção metodológica.

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Diego Ivo

Escrito por Diego Ivo

Diego é CEO da Conversion, agência Líder em SEO e especializada em Search. Possui mais de uma década de experiência no mercado digital e é um dos principais experts no Brasil em SEO.

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