Representante do Google comenta a posição por bloco nos resumos de IA; documentação diferencia essa contagem das regras aplicadas às consultas feitas no AI Mode
John Mueller, representante do Google na comunicação com profissionais de busca, explicou que a posição dos resumos de IA é acompanhada por bloco no Search Console. A resposta foi publicada no Reddit, em uma discussão sobre a contagem de impressões.
Nesse comentário, ele reconheceu a dificuldade de tornar a posição uma informação útil diante das diferentes formas de interação com os resultados. A explicação trata do cálculo da métrica e não apresenta uma mudança nas regras de classificação dos sites.
Além disso, a conversa distingue o registro de uma posição da localização de cada referência dentro de uma resposta. Para interpretar essa diferença, a documentação do Search Console separa as regras dos elementos exibidos, a agregação dos dados e os recortes dos relatórios.
AI Overview recebe uma posição compartilhada
Segundo a documentação do Google, um AI Overview, o resumo gerado por IA na Busca, ocupa uma posição única. Todos os links desse elemento recebem o mesmo valor, independentemente de qual referência aparece primeiro na resposta apresentada.
Já no AI Mode, o modo de busca com IA, a posição segue a metodologia geral da página de resultados da Busca. Seus carrosséis e blocos de imagens obedecem às regras específicas desses elementos, segundo a mesma documentação.
Impressão e clique seguem critérios próprios
O Google informa que as regras gerais de impressão se aplicam aos resumos de IA. Nos elementos que exigem expansão ou rolagem interna, a visibilidade do link interfere no registro; um clique para abrir uma página externa é contado como clique.
Ainda no AI Mode, uma pergunta de acompanhamento é tratada como nova consulta. Assim, os registros da resposta seguinte pertencem à nova pergunta, conforme as regras documentadas para essa experiência de pesquisa.
Média combina registros de diferentes consultas
A definição oficial de posição média considera a posição mais alta ocupada pela propriedade ou página em cada ocorrência pertinente. O resultado exibido combina os registros incluídos no recorte, em vez de reproduzir necessariamente uma busca feita naquele momento.
Em um exemplo ilustrativo, considere duas impressões com posições 3 e 7. A média desses registros é 5. Esse valor resulta do cálculo e não exige que o link tenha aparecido exatamente na quinta posição em qualquer uma das duas consultas.
Da mesma forma, comparar médias exige distinguir o valor calculado dos registros individuais que o compõem. No exemplo, tanto a terceira quanto a sétima posição participam do resultado, embora nenhuma delas seja igual ao número exibido ao final da operação.
Agrupamento por site difere do agrupamento por página
A documentação sobre os dados do relatório descreve dois níveis de agregação. Quando os resultados são agrupados por propriedade, aparições do mesmo site em uma consulta são combinadas; no agrupamento por página, cada endereço distinto é considerado separadamente.
Nesse primeiro nível, a posição registrada é a mais alta da propriedade. No segundo, o cálculo considera a posição mais alta de cada página. Por isso, uma mudança no agrupamento pode alterar os indicadores sem representar uma mudança efetiva nos resultados apresentados.
Quanto aos cliques, as contagens também podem variar entre esses níveis. O Google descreve o caso em que uma pessoa abre um resultado, retorna à busca e acessa outra página da mesma propriedade: o agrupamento determina como esses acessos são combinados.
Além disso, os dados mais recentes podem ser preliminares e sofrer atualização. A documentação identifica esse estado com uma linha pontilhada no gráfico, distinguindo os valores ainda em coleta dos dias completos apresentados como padrão no relatório.
Gráfico e tabela apresentam recortes diferentes
Na visão geral do relatório de desempenho, o Google explica que a tabela organiza os dados pela dimensão selecionada, como consulta, página ou país. O gráfico, por sua vez, apresenta totais agregados por propriedade no período definido.
Com essa configuração, é possível explicar divergências entre o total do gráfico e a soma das linhas. A documentação relaciona parte dessas diferenças ao nível de agregação, que muda conforme a dimensão usada para agrupar os resultados na tabela.
Além da consulta na interface, o relatório permite exportar informações do gráfico e da tabela. Nessa operação, valores representados por sinais de indisponibilidade podem aparecer como zero no arquivo baixado, segundo a central de ajuda, uma diferença entre a apresentação da interface e a exportação.
Recursos de IA integram os dados da Busca
Na documentação sobre a presença de sites nos recursos de IA, o Google informa que as aparições nessas experiências integram o tráfego geral de pesquisa. O texto as situa no tipo de busca Web do relatório de desempenho.
Nesse caso, a integração é uma informação sobre o conjunto de dados. Ela é distinta da explicação sobre a posição dos links dentro de um bloco e, isoladamente, não permite identificar a ordem em que cada fonte foi mostrada em uma resposta.
Mueller recebe sugestões sobre a utilidade da métrica
No comentário original, Mueller resumiu a dificuldade em uma frase: “É difícil medir a posição desses resultados de uma forma que seja útil”, em tradução livre. Ele também se dispôs a discutir sugestões com a equipe.
Na mesma resposta, o representante afirmou que a variedade de interações das páginas de resultados torna difícil mapear a antiga sequência de posições. A manifestação abre uma discussão sobre mensuração, mas não anuncia uma nova métrica, uma data de implementação ou a substituição do cálculo vigente.
Assim, a diferença permanece entre o que é observado e o que é resumido pelo indicador. O AI Overview tem uma posição registrada, enquanto a ordem de suas referências constitui outra informação. O esclarecimento de Mueller aborda precisamente essa limitação de leitura do Search Console.

Escrito por Gabriel Cardozo