Google e Microsoft lançam WebMCP, protocolo que transforma sites em ferramentas para agentes de IA

Web Model Context Protocol permite que sites publiquem ferramentas estruturadas para agentes de IA via API navigator.modelContext no Chrome 146, com redução de 67% no overhead computacional

Google e Microsoft publicaram o WebMCP (Web Model Context Protocol), um protocolo que permite sites exporem ferramentas estruturadas diretamente para agentes de inteligência artificial. O draft foi publicado pelo W3C Web Machine Learning Community Group em 12 de fevereiro de 2026.

O protocolo introduz a API navigator.modelContext no Chrome 146, disponível em early preview. Em vez de navegar visualmente por páginas, agentes de IA passam a interagir com funções definidas pelo site, como comprar um produto ou preencher um formulário.

A iniciativa representa uma mudança estrutural na forma como agentes de IA interagem com a web, substituindo scraping e manipulação de DOM por contratos semânticos entre sites e modelos de linguagem.

Como funciona o WebMCP

O WebMCP opera através de duas APIs complementares. A Declarative API lida com ações padrão que podem ser definidas diretamente em formulários HTML existentes. A Imperative API suporta interações mais complexas que exigem execução de JavaScript.

Sites registram ferramentas com um nome, descrição em linguagem natural, esquema JSON para inputs e uma função handler. O navegador media todas as invocações, compartilhando a sessão do usuário e aplicando permissões baseadas em origem.

Na prática, um site de viagens pode expor uma função como buyTicket(destination, date) que agentes de IA chamam diretamente, sem precisar interpretar elementos visuais da página.

Quem desenvolveu o protocolo

O WebMCP foi desenvolvido conjuntamente por engenheiros do Google e da Microsoft. Os editores do report são Khusal Sagar e Dominic Farolino pelo Google, e Brandon Walderman pela Microsoft. Autores adicionais incluem Leo Lee e Andrew Nolan da Microsoft, e David Bokan e Hannah Van Opstal do Google.

André Cipriani Bandarra, engenheiro de relações com desenvolvedores do Chrome no Google, descreveu o objetivo do protocolo: “WebMCP aims to provide a standard way for exposing structured tools, ensuring AI agents can perform actions on your site with increased speed, reliability, and precision.”

A colaboração entre Google e Microsoft no mesmo padrão sinaliza um alinhamento raro entre as duas empresas, aumentando a probabilidade de adoção ampla pelos navegadores.

Desempenho e benchmarks

Benchmarks iniciais mostram redução de aproximadamente 67% no overhead computacional em comparação com interações tradicionais entre agente e navegador, que dependem de parsing de DOM e análise de screenshots.

A eficiência de tokens melhora em 89% em relação a métodos baseados em captura de tela. A precisão na execução de tarefas permanece em torno de 98%, indicando que o ganho de eficiência não compromete a qualidade das interações.

Esses números refletem a diferença entre processar dados estruturados em JSON e interpretar interfaces visuais, uma tarefa significativamente mais custosa em termos computacionais.

Status de padronização no W3C

O WebMCP é um draft do W3C Web Machine Learning Community Group, não um padrão formal do W3C. A especificação está em transição de incubação para draft formal, um processo que historicamente leva meses.

A disponibilidade no Chrome 146 é classificada como DevTrial, acessível através da flag Experimental Web Platform Features. O protocolo exige HTTPS em produção, embora funcione com localhost durante desenvolvimento.

A recomendação técnica atual limita o número de ferramentas expostas a menos de 50 por página, evitando confusão durante a descoberta de funcionalidades pelos agentes.

Implicações para SEO técnico

O WebMCP introduz uma nova camada de otimização para sites que desejam ser consumidos por agentes de IA. Assim como structured data permite que buscadores entendam o conteúdo de uma página, WebMCP permite que agentes executem ações nela.

Para profissionais de SEO técnico, o protocolo exige separar a lógica de negócio da interface visual. Sites precisam definir esquemas JSON claros para cada ação disponível, criando um contrato entre o site e os agentes.

A analogia mais precisa é que CSS é para olhos humanos e JSON Schema é para agentes de IA. Sites que implementarem WebMCP terão vantagem na interação com assistentes como ChatGPT, Gemini e Claude.

Casos de uso e segurança

Os casos de uso iniciais incluem e-commerce, suporte ao cliente e reservas de viagem. Um agente pode completar uma compra, resolver um ticket de suporte ou reservar um voo chamando funções expostas pelo site.

Questões de segurança permanecem abertas. O risco de prompt injection existe quando agentes combinam acesso a dados privados com parsing de conteúdo não confiável. O protocolo inclui requestUserInteraction() como mecanismo de confirmação humana, mas sua aplicação não é obrigatória.

A segurança do WebMCP dependerá de como desenvolvedores implementam validação de inputs e limites de permissão nas ferramentas expostas.

O que muda para profissionais de marketing

O WebMCP acelera a transição de sites como destinos visuais para plataformas de ação. Profissionais de marketing que gerenciam e-commerces ou plataformas de serviços precisarão considerar a experiência do agente de IA além da experiência do usuário humano.

A otimização para agentes se torna um diferencial competitivo. Sites que expõem ferramentas estruturadas via WebMCP permitem que assistentes de IA completem transações diretamente, reduzindo fricção no funil de conversão.

A expectativa é que o protocolo evolua para padrão formal do W3C nos próximos meses, com anúncios mais amplos esperados para o Google Cloud Next e Google I/O em 2026.

Foto de Escrito por Diego Ivo

Escrito por Diego Ivo

Diego é CEO da Conversion, agência Líder em SEO e especializada em Search. Possui mais de uma década de experiência no mercado digital e é um dos principais experts no Brasil em SEO.

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Diego é CEO da Conversion, agência Líder em SEO e especializada em Search. Possui mais de uma década de experiência no mercado digital e é um dos principais experts no Brasil em SEO.

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