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O que é SEO? O Guia completo sobre Search Engine Optimization

26/06/2020
40 min de leitura

Se você tem um site na internet, blog ou e-commerce, precisa não só saber o que é SEO, mas como aplicar a estratégia.

O trabalho de SEO (Search Engine Optimization) nada mais é do que um conjunto de técnicas de otimização de sites que permitem posicionar suas páginas nas primeiras posições sempre que o usuário faz uma busca relacionada ao seu produto ou conteúdo nos buscadores.

Pode ser no Google, que responde por 92,06% das pesquisas online (segundo Statcounter), no Bing ou no Yahoo, por exemplo.

É o SEO que permite que aquilo que tem a oferecer seja encontrado pelo usuário de forma orgânica no momento em que ele mais precisa de você.

Ainda não compreendeu por que o SEO é importante?

Considere que, apenas no Google, são mais de 5,6 bilhões de buscas realizadas todos os dias. Isso representa 228 milhões por hora e 2 trilhões por ano, conforme levantamento de SEOTribunal.com, divulgado por Kenshoo.

No meio disso tudo, estão pessoas que buscam pelo seu produto, serviço ou conteúdo, ainda que muitas delas sequer conheçam seu site, marca ou empresa.

Como chegar até elas, então?

Com uma boa estratégia de SEO, você será apresentado a esse público enquanto ele pesquisa na internet – e os benefícios vão desde tráfego gratuito e de qualidade até a conversão de leads ou venda.

Entenda que estar no topo do Google – que deve ser a sua meta – representa aumento do tráfego orgânico (segundo estudo da Backlinko, o primeiro colocado tem uma taxa de cliques média de 31,7% – são 10 vezes mais chances de receber um clique do que o 10º resultado da primeira página).

No mínimo, são vários novos visitantes chegando às suas páginas sem ter que pagar por clique, já que o tráfego orgânico não exige investimento, ao contrário dos links patrocinados, nos quais você paga para figurar no alto da página de resultados como um anúncio.

São potenciais clientes chegando ao seu site e que podem iniciar ali uma relação com a marca, despertar o interesse por seus produtos ou serviços, realizar a conversão desejada ou indicar seu trabalho para outras pessoas.

O SEO ajuda você de tantas formas, que esta breve introdução não ousaria listar todas.

E você deve estar curioso para entender como alcançar esse resultado, não é verdade?

Vamos tratar de tudo isso ao longo deste guia completo sobre o SEO, mas já adiantamos que o caminho a percorrer é longo.

As técnicas de SEO são muitas e focam na relevância e na autoridade do seu site, valorizando a qualidade do conteúdo que oferece e, também, como outras páginas na internet enxergam o seu trabalho.

Curioso para conhecer todas elas e montar uma estratégia vencedora?

Para começar a entender o que é SEO, assista ao vídeo abaixo:

Boa leitura!

O que é SEO?

SEO (Search Engine Optimization) é um conjunto de técnicas e estratégias de otimização de sites e blogs para mecanismos de pesquisa, como o Google. Tem por objetivo posicionar páginas no topo dos resultados, gerando tráfego orgânico e qualificado, conversões e crescimento da autoridade e relevância junto ao usuário e aos buscadores.

Para entender em profundidade o que é SEO, primeiro, é preciso saber que, quando se faz uma busca na web, o mecanismo retorna dois tipos de resultados:

  • Anúncios (links patrocinados): formato de publicidade nos buscadores, ou seja, são resultados pagos
  • SEO (resultados orgânicos): são os resultados que o algoritmo traz com base na sua própria classificação. São resultados orgânicos e, portanto, não-pagos.

Ambos dividem espaço na SERP (sigla para Search Engine Results Page), que é a página de resultados de cada pesquisa no buscador.

Veja no exemplo abaixo o que acontece ao pesquisarmos por “tênis Nike”.

Primeiro, vêm os links patrocinados (anúncios). Depois, os resultados orgânicos, que dependem de uma estratégia de SEO.

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Anúncios para “tênis nike” em destaque no alto da SERP. Fonte: Reprodução Google

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Resultados orgânicos para “tênis nike” em destaque na SERP. Fonte: Reprodução Google

Os anúncios costumam aparecer como primeiros resultados.

Muitas pessoas nem percebem que se trata de publicidade, mas existe uma tag “anúncio” para a sua identificação.

Conforme o usuário passa a conhecer melhor os mecanismos de buscas, existe a tendência de preferir os resultados orgânicos, que são percebidos como mais confiáveis e relevantes.

Benefícios do SEO

Agora que sabemos o que é um resultado de busca e diferenciamos orgânicos (SEO) de pagos (anúncios), vamos entender os principais benefícios do SEO e por que o SEO é uma das melhores estratégias do marketing digital.

Podemos destacar os seguintes benefícios:

  • Reputação: o Google é a segunda marca mais valiosa do mundo e, sempre que um site aparece nos resultados, está sendo recomendado por ele, o que gera mais confiança no consumidor
  • Tráfego gratuito: páginas bem posicionadas recebem tráfego qualificado e gratuito
  • Leads e contatos: se a sua empresa vende serviços, estar bem posicionada aumenta a probabilidade de receber leads e contatos
  • Vendas: para sites de e-commerce, nos quais a venda de produtos ocorre online, o SEO é um dos principais canais de tráfego e vendas
  • Melhorar as campanhas pagas: se o seu site tiver um bom SEO, você pagará bem menos por clique nos anúncios das campanhas pagas de links patrocinados.

Como funciona o SEO

Como já destacamos, qualquer site pode se beneficiar das técnicas de SEO. E, para colocar em prática, é preciso entender como funciona o SEO.

Em resumo, você deve direcionar as ações para que o seu site proporcione a melhor experiência para o usuário (que realiza as buscas) e, também, para o algoritmo (que serve de referência ao robô que lê os sites da internet).

Então, resumidamente, entenda que há estes dois focos em um trabalho de SEO:

  • Foco no algoritmo: apesar de ter um sistema complexo de algoritmos, o Google é um grande banco de informações. Assim, com a leitura e processamento dos dados, ele indexa e classifica as melhores páginas, de acordo com a sua análise
  • Foco no usuário: o usuário procura ter boas experiências, encontrar informações úteis, conteúdos relevantes, respostas para os seus problemas, além de produtos e serviços de qualidade.

Se você pergunta como atender algoritmo e usuário, saiba que seu trabalho de SEO vai se concentrar em duas frentes: SEO On Page e SEO Off Page.

Ou seja, vale tanto o que você faz nas próprias páginas quanto aquilo que consegue obter de outros sites.

Mais à frente, vamos trazer detalhes e exemplos de ações que dão resultado em SEO.

Antes, porém, vale conhecer mais sobre os mecanismos de buscas da internet, como Google e Bing, entre outros.

Mecanismos de buscas

Fundado em 1993, o Architext é considerado o primeiro buscador na internet. No ano seguinte, surgiu o Yahoo! e, um pouco depois, em 1997, o Google.

O Google foi fundado por Larry Page e Sergey Brin como um projeto de doutorado na Universidade de Michigan e, depois, se tornou um produto comercial.

Na época, já existiam vários buscadores que classificavam os sites basicamente pela quantidade de vezes e em quais tags o termo de busca aparecia na página.

O grande diferencial do Google – e que revolucionou as buscas – foi considerar os backlinks (links de um site para o outro) como um voto de confiança.

Ou seja, se uma página recebia 12 backlinks de sites diferentes e a outra recebia apenas dois, a primeira ficaria posicionada à frente.

É claro que isso evoluiu muito desde então, mas essa continua sendo uma das principais lógicas de funcionamento do Google e de outros buscadores atuais.

Google e outros buscadores

Você, possivelmente, use só o Google para suas pesquisas na internet.

Afinal, como destacamos logo no início, ele atende mais de 90% das buscas online.

Mas há vários outros com a mesma finalidade, como Bing, Yahoo, Ask, Baidu, Yandex e DuckDuckGo.

Se você tem ou quer ter uma estratégia de SEO, é óbvio que deve priorizar no Google, mas isso não significa desconsiderar os demais.

O que precisa ter em mente é que há razões para seu público de interesse utilizar outros buscadores, em especial o Bing, que vem se aproximando dos 3% de preferência.

Já em pesquisas no computador (desktop), esse índice quase alcança 6%, como mostra novamente o Statcounter:
buscadores-mais-usados-no-mundo

A principal justificativa para isso parece estar nos resultados que retornam das buscas.

Para usuários mais exigentes, o Bing entrega, de fato, a melhor resposta à sua dúvida e não aquela que é dada pelo site mais popular.

Observe, como exemplo, as sugestões de Google e Bing para a busca por “Samsung Galaxy Fold”:
busca-google-samsung-galaxy-fold
busca-bing-samsung-galaxy-fold

O que observamos é que, realmente, são páginas de resultados bem diferentes.

Você pode alegar que preferir entre uma e outra é uma questão subjetiva – e tem razão em pensar assim.

Mas o ponto a observar é que você pode estar perdendo tráfego, leads e até clientes por ignorar o Bing na sua estratégia de SEO.

Melhor não correr esse risco, concorda?

Então, a dica é dominar como funciona o Google e concentrar esforços nele, mas incluir na sua estratégia ações também para outros buscadores, como ao cadastrar seu site no Bing Webmaster Tools e ao observar sua performance pelo Google Analytics.

Como funciona o Google?

Conceitual e didaticamente, o funcionamento de um buscador é bastante simples e segue basicamente as seguintes funções a seguir:

  • Crawler é um software que “rastreia” todas as páginas da web e que simula o comportamento de um usuário
  • Index é como uma “base de dados”, na qual estão armazenadas todas as páginas da web, de uma forma inteligente, para que se possa trazer rapidamente resposta para qualquer dúvida que tenha o usuário.

No mundo do SEO, você vai ter bastante contato com a palavra “indexada”, que quer dizer algo mais ou menos assim: “a página de tênis feminino foi indexada”.

Isso significa que o Google rastreou corretamente o conteúdo e que a página já está presente na base de dados do buscador.

  • Classificação ou ranqueamento é o processo que o Google faz para ordenar os resultados, que vão da primeira posição a um número indefinido (mas sempre gigante) de resultados.

É claro que a grande meta do SEO é estar “classificado” ou “ranqueado” na primeira página do Google – para assim alcançar visibilidade para seu site.

Até porque 95% dos usuários não vão além dessa primeira página, segundo estudo da Brafton.

Ou seja, para ser encontrado de verdade na internet, é preciso posicionar suas páginas entre os 10 primeiros resultados que retornam de uma busca.

Nessa hora, muito ajuda conhecer os fatores de ranqueamento.

Fatores de ranqueamento

Ao pesquisar sobre o que é SEO, você vai se deparar com muitos conteúdos afirmando que os fatores de ranqueamento do Google são desconhecidos.

Isso é mais ou menos verdade.

Realmente, o Google não divulga uma lista na qual revela tudo o que seus algoritmos levam em consideração para classificar uma determinada página.

Contudo, ele dá pistas em suas publicações, como nos comunicados oficiais sobre atualizações de algoritmos, no blog para desenvolvedores e nos tópicos de ajuda do Google Search Console.

Além disso, SEO não é uma estratégia nova e os anos de prática, tentativas e erros, permitem conhecer o que o buscador mais popular da internet valoriza.

Atualmente, sabemos que o Google está levando muito em conta a qualidade e utilidade da informação.

O mecanismo possui o entendimento de que, por meio das informações obtidas a partir de consultas feitas em suas buscas, as pessoas podem tomar decisões que geram impactos em sua saúde ou vida financeira – uma característica do chamado conteúdo YMYL (Your Money, Your Life).

Em uma das atualizações de seu algoritmo, o Google divulgou um documento no qual dá atenção às melhores práticas nesse sentido – traduzido para o português em primeira mão pela Conversion.

Com isso, entra em jogo a reputação de quem fala sobre o assunto, seja em relação ao site ou ao autor do conteúdo.

On Page e Off Page

Entre ações realizadas dentro e fora de suas páginas, o Google levar em conta mais de duas centenas de fatores no ranqueamento e classificação.

Uma boa estratégia de SEO deve atender à maioria deles, sobretudo os principais.

Para você ter uma ideia melhor sobre o que é levado em conta na hora de o buscador apresentar os resultados à uma pesquisa, separamos em duas listas os fatores on page e off page.

Fatores on page:

  • Conteúdo útil, relevante, atual e original
  • Presença da palavra-chave em pontos estratégicos (como título e subtítulos)
  • Uso inteligente de links internos e externos
  • Uso correto de tags (etiquetas), como Title, H1 e H2
  • Velocidade de carregamento da página
  • Otimização de imagens
  • Arquitetura da informação
  • Usabilidade e experiência do usuário
  • Design responsivo
  • Presença do protocolo HTTPS
  • Páginas livres de erros (como links quebrados e de HTML).

Fatores off page:

  • Autoridade de página e de domínio
  • Relevância do site
  • Popularidade do site
  • Backlinks (links de outros domínios que apontam para o seu conteúdo)
  • Autoridade, relevância e popularidade do site com link para o seu
  • Diversidade de sites com backlinks
  • Nichos de sites com backlinks
  • Texto âncora utilizado no backlink e a relação dele com o conteúdo da sua página
  • Menções de outros sites, ainda que sem link.

Mais à frente, vamos avançar no tema e trazer todas as dicas sobre as ações a adotar em sua estratégia de SEO dentro e fora das páginas.

EAT

A sigla EAT significa especialidade, autoridade e confiabilidade.

Ela é utilizada pelo Google para resumir os principais fatores utilizados na avaliação de um conteúdo.

Isso é importante não apenas porque estabelece parâmetros claros para você seguir em seus conteúdos, mas também porque se trata de uma recomendação oficial, que faz parte das guidelines do Google (você pode conferir o extenso documento na íntegra neste link).

No EAT, a especialidade verifica que o autor está apto e possui propriedade para abordar o conteúdo.

Já a autoridade considera se o site que hospeda o conteúdo está relacionado ao tópico em questão, além de reconhecer o autor como referência no tema.

Por fim, a confiabilidade observa se o conteúdo se apoia em fatos e dados e, ainda, se o site atende aos principais requisitos de segurança e idoneidade.

Vale destacar, ainda, que a EAT faz parte da mais recente atualizações do algoritmo do Google, como vamos mostrar agora.

Atualizações do Algoritmo

De tempos em tempos, o Google divulga atualizações em seu algoritmo, o que não apenas mexe com os critérios de classificação e a ordem dos resultados, como também renova os parâmetros utilizados para punir um site.

A punição, vale esclarecer, se destina a quem faz uso de técnicas de SEO Black Hat, como são chamadas as tentativas de enganar o Google.

Esse foi o caso da atualização batizada como Penguin, em 2012 – que a gente conta neste artigo.

Entre as atualizações realizadas neste século pelo Google, aqui estão as 10 principais:

  1. Florida (2003)
  2. Panda (2011)
  3. Penguin (2012)
  4. Hummingbird (2013)
  5. HTTPS/SSL Update (2014)
  6. Mobilegeddon – Mobile Friendly Update (2015)
  7. Rankbrain (2015)
  8. Fred (2017)
  9. Medical Update (2018)
  10. EAT (2019)

Basicamente, cada uma dessas atualizações trouxe mudanças no algoritmo para privilegiar os fatores de ranqueamento que listamos antes.

Isso vale, especialmente, para a questão do conteúdo.

Há uma preocupação muito grande do Google em oferecer ao usuário uma resposta relevante e confiável – o que se justifica especialmente em tempos de fake news.

A atualização EAT veio a confirmar isso, como mostramos antes, mas a preocupação é anterior.

Como exemplo, podemos citar a atualização Medical Update, que alterou bastante o ranking de sites relacionados à saúde e às finanças, principalmente.

São páginas conhecidas como integrantes da categoria YMYL (Your Money, Your Life), que, como lembramos antes, abordam assuntos com impacto direto na vida das pessoas.

Acompanhar as atualizações no algoritmo faz parte de uma estratégia de SEO, portanto, pois elas oferecem uma informação clara sobre qual direcionamento dar às suas ações, tanto on page quanto off page.

Estratégias de SEO

Ainda que atualizações no algoritmo do Google exijam ajustes nas ações, ter uma estratégia de SEO bem construída é um aspecto básico para qualquer marca ou empresa que deseja ter presença digital.

Significa dizer que não são as mudanças promovidas periodicamente pelo buscador que vão tirar seu conteúdo do topo, desde que ele reúna os fatores para estar lá.

Isso acontece porque o objetivo da estratégia de SEO não muda: é sempre tornar um site mais relevante, conquistando tráfego orgânico e fortalecendo a sua autoridade.

Para isso, há algumas etapas obrigatórias a cumprir – em resumo, são as seguintes:

  1. Definir objetivos
  2. Identificar concorrentes
  3. Entender as oportunidades
  4. Pesquisar palavras chave
  5. Aplicar técnicas on page e off page
  6. Mensurar resultados

Em SEO, você sempre terá um ponto de partida.

Seria muito raro (para não dizer impossível) entrar em um nicho no qual já não haja competidores disputando a atenção do mesmo público que o seu na internet.

E é por isso que o começo de toda estratégia de otimização de sites é ter objetivos claros para, logo em seguida, mapear e observar os concorrentes.

Esse passo fornece informações importantes para as fases seguintes.

Ou seja, você se habilita a identificar as palavras-chave com as quais os competidores têm gerado tráfego qualificado, entende quais técnicas têm dado resultado ou não a eles e, assim, encontra as melhores oportunidades para estabelecer uma estratégia menos sujeita a erros.

E se você se pergunta como, saiba que tudo isso pode ser feito a partir de ferramentas de SEO e marketing digital bastante práticas.

Elas permitem, entre outras funções, analisar a concorrência e mensurar seus próprios resultados – sim, acompanhar o desempenho é importante, pois não basta chegar ao topo: é preciso se manter lá.

Falaremos mais sobre esses recursos na sequência.

Antes, vamos entender como fazer uma pesquisa pelas melhores palavras-chave para seus objetivos.

Como fazer uma pesquisa de palavras-chave

Palavras-chave (do inglês keyword) são os termos que os usuários escolhem para fazer uma busca nos mecanismos. É aquilo que digitam no Google.

No exemplo que utilizamos mais ao início do artigo, “tênis Nike” era a palavra-chave – que tem 673.000 como volume de buscas/mês.

Ela pode ser uma só palavra mesmo, um conjunto delas ou até uma frase inteira, como “o que fazer quando a maionese desanda”, que tem entre 590 e 720 buscas mensais.

Toda estratégia de SEO começa pela definição das palavras-chave a explorar – e por dois motivos principais:

  1. Você precisa trabalhar em suas páginas as palavras-chave que efetivamente aparecem nas pesquisas dos usuários (o volume de buscas é como a demanda por determinado assunto, marca ou produto)
  2. Elas ajudam a entender quem é o seu público e o que ele procura, o que permite ajustar a oferta aos seus interesses e necessidades.

As keywords, portanto, são o meio a partir do qual você segmenta seu público-alvo na web, uma etapa imprescindível de qualquer ação de marketing digital.

Em outras palavras, ao mapear a forma como os usuários chegam até suas páginas, você identifica quem eles são.

Isso permite alinhar oferta e comunicação para atingir as pessoas certas, da melhor maneira possível e na hora e canais de sua preferência – o que é básico dentro do marketing.

Então, já que o primeiro passo é realizar uma pesquisa de palavras-chave, saiba que você faz isso a partir de ferramentas apropriadas, sobre as quais já vamos falar.

E o mais importante é que você não precisa começar do zero, como lembramos antes.

Certamente, já há concorrentes disputando o mesmo público que você, tanto do seu nicho quanto de outros.

Então, você até pode tentar adivinhar o que o usuário escreve no Google, promover um brainstorm e fazer uma lista de ideias de palavras-chave, mas é muito mais efetivo verificar em quais termos os concorrentes estão classificados no buscador.

Ou seja, para quais keywords eles aparecem nos resultados da SERP e com quais geram os melhores resultados de tráfego orgânico.

Observe que não é preciso reinventar a roda e que as ferramentas de análise e pesquisa de keywords facilitam muito o seu trabalho de SEO.

Há recursos pagos e gratuitos.

Se desejar fazer tudo de graça, você pode usar o Google Keyword Planner.

Mas também vale experimentar plataformas pagas, que oferecem recursos gratuitos limitados, como SEMRush e Ubersuggest.

No nosso exemplo, vamos usar o SEMRush.

Sua primeira ação, então, é digitar o domínio do concorrente que deseja estudar.

A partir daí, a ferramenta vai mostrar uma série de palavras-chave que já geram tráfego para o site investigado.

Como exemplo, vamos imaginar que você tenha uma loja de calçados e queira descobrir os termos que têm levado visitantes ao site da Centauro.

Para isso, pode explorar o domínio “centauro.com.br”.

Aqui estão algumas keywords que podem interessar à sua estratégia:
keywords-semrush-centauro

O próximo passo é confirmar o seu valor para a estratégia ou até buscar novas e melhores oportunidades.

Então, será que “tênis Nike” é uma boa palavra-chave para você explorar em seu site e conteúdos?

A própria ferramenta, mais uma vez, tem a resposta que você procura.

À primeira vista, sim, já que tem volume de busca bastante alto: com essa keyword, você pode atrair boa parte das 673.000 buscas mensais estando na primeira página do Google.

Ferramentas do tipo listam as chamadas palavras-chave relacionadas, que são sugestões que têm a ver com a keyword principal.

Elas podem revelar oportunidades muito interessantes para sua estratégia.

E é assim porque o volume da palavra-chave é apenas um aspecto a observar.

Em muitos casos, vale mais apostar em termos menos concorridos, pois a sua chance de chegar ao topo é maior, para isso fique atento a métrica KD (keyword difficulty).

Isso é especialmente útil no início da estratégia, quando seu site ainda carece de autoridade e relevância para figurar entre os primeiros.

Veja, então, algumas das sugestões de keywords relacionadas para “tênis nike”:
keywords-relacionadas-tenis-nike

Ao todo, o SEMRush indica 143.856 variações da keyword, 2.401 ideias com questionamentos sobre ela e 3.931 palavras-chave relacionadas, com volume de buscas que variam entre 10 e 1,5 milhão/mês.

E será que vale a pena explorar termos com baixa procura?

A verdade é que tudo depende da sua estratégia e objetivos para ela.

Considere, por exemplo, que a busca por “tênis nike in-season tr 9 rosa feminino” está entre aquelas realizadas por 10 usuários todos os meses.

Como é muito específica, sinaliza a clara intenção de compra do usuário: ele quer este produto.

Figurar no alto da SERP para uma soma dessas keywords, pode resultar em novas vendas para o seu e-commerce.

Se cada termo escolhido gerar 5 vendas ao mês e você trabalhar com 200 deles, já são 1.000 vendas que acontecem “sozinhas”.

As oportunidades do SEO ficam mais claras, concorda?

Sua estratégia de palavras-chave deve considerar cada momento que as buscas do usuário representam, para aparecer com o melhor resultado em diferentes estágios nos quais se encontram os usuários em sua jornada de aprendizado e consumo.

Além disso, como acabamos de ver, é preciso saber que há diversos tipos de interação com o mecanismo de busca.

As pessoas podem fazer pesquisas digitando textos, por voz ou por semelhança de imagem.

Ainda, as buscas podem ser do tipo atalho, informacional e transacional, como vamos explicar agora.

Quais são os tipos de busca?

  • Busca de atalho: é basicamente a busca para chegar a um destino já esperado.

Exemplos de palavras-chave utilizadas: “apple”, “facebook”, “nike”, “conversion”, “av. angélica 2.491”.

  • Busca informacional: é a busca por algum tipo de informação e/ou conteúdo.

Exemplos: “seo”, “marketing digital”, “como escolher tênis para corrida”, “como consertar tela quebrada do iphone”.

  • Busca transacional: pensando em vendas, é a mais valiosa das buscas, porque revela uma intenção de compra.

Exemplos: “consultoria seo”, “comprar iphone”, “iphone xr 64gb”, “tênis nike”.

Repare que, como falamos antes, as palavras-chave revelam intenções diferentes e momentos distintos em relação ao estágio do usuário no funil de vendas.

Por exemplo, se uma pessoa pesquisar por Nike, não fica totalmente clara a sua intenção.

Pode o usuário querer descobrir qual a loja mais próxima, talvez desejar acessar o site da Nike ou, ainda, estar em busca de informações específicas sobre um produto ou adquiri-lo.

Quando se identifica uma boa palavra-chave, mas não se sabe em qual tipo de busca ela se enquadra, a dica é fazer você mesmo uma busca no Google e verificar, a partir da SERP que retorna, o que o buscador valoriza como resposta às intenções do usuário.

Ferramentas de SEO: conheça as 2 principais para acompanhar seu site

As ferramentas de análise e pesquisa de palavras-chave não são as únicas que você pode e deve utilizar na estratégia.

Há muitos recursos que complementam o trabalho de SEO e permitem definir ações de maneira mais assertiva, monitorando os resultados e promovendo os ajustes que se mostram necessários.

Vamos destacar duas principais, que são oferecidas pelo próprio Google.

Google Search Console: a ferramenta oficial do Google para webmasters

google-search-console
No Search Console, você obterá dados de fonte primária e métricas de SERP de seu domínio, tais como:

  • Dados de performance orgânicos, como impressões, posição média na SERP, cliques e CTR (taxa de cliques)
  • Dados técnicos do site, como erros técnicos e melhorias mobile
  • Links externos e internos que o seu site recebe.

Google Analytics: a ferramenta de estatísticas número 1 do mundo

google-analytics
Com o Google Analytics, é possível extrair análises importantes sobre a performance do seu site, além de mapear o comportamento do usuário e identificar pontos de melhoria.

Para e-commerces, por exemplo, pode ser muito importante na estratégia de SEO conferir as páginas que geram maior receita.

Confira algumas dicas para o Google Analytics:

  • Para medir seu desempenho, compare com o mesmo período do ano anterior: existem questões sazonais que podem interferir na performance mês a mês do site
  • Configure as conclusões de meta para medir as conversões no seu site
  • Se for e-commerce, configure o relatório de receita para saber quanto cada origem gera de vendas
  • Em SEO, analise as métricas de comportamento do usuário, performance por páginas e otimize para obter melhores resultados.

SEO On Page: fazendo otimizações dentro do site

SEO On Page é um conjunto de técnicas que visam a otimização dentro do seu site, possibilitando compreender as melhores práticas para criar a relevância necessária para que ele apareça no topo dos mecanismos de buscas.

Falamos rapidamente sobre o conceito antes, ao apresentar os fatores dentro e fora de suas páginas que os buscadores levam em conta ao classificar conteúdos e apresentá-los aos usuários em suas pesquisas.

Agora, então, é o momento de nos aprofundarmos para entender como colocar em prática as melhores ações de SEO em aspectos internos.

São elas que vão gerar valor ao usuário que chega até seu site, fazendo com que seja reconhecido pela qualidade do conteúdo e da experiência de navegação que oferece.

A ideia do SEO On Page é que o visitante não apenas resolva a dúvida que o trouxe até suas páginas, como encontre mais informações, além de serviços e produtos relacionados, que solucionem de modo completo a sua necessidade e garantam que isso aconteça de forma fácil e agradável.

Com esse objetivo, podemos dividir os esforços internos em três frentes: conteúdo, tags e arquitetura da informação.

Junto com o SEO Off Page, você terá a base necessária para construir uma boa estratégia e alcançar o topo das buscas.

Separamos, abaixo, de forma prática, quais pontos você deve considerar quando definir a sua estratégia de SEO On Page. Acompanhe!

Conteúdo da Página

Como agora você já sabe, o objetivo de uma estratégia de SEO é fazer com que usuários cheguem às suas páginas a partir de pesquisas que realizam no Google e outros buscadores.

Um grande passo é dado quando você define as palavras-chave certas, ou seja, escolhe os termos que seu público-alvo utiliza em buscas na web.

Mas quando a visita se confirma, aquilo que você oferece a ela faz toda a diferença para o ranqueamento e classificação na SERP.

Entenda que estar no topo do Google (ou bem próximo a ele) é como um atestado de qualidade.

O que o mecanismo de busca faz ao oferecer resultados a uma pesquisa é sinalizar que o usuário pode encontrar neles a melhor resposta à sua dúvida.

Não basta, portanto, escrever qualquer conteúdo e achar que todo o trabalho técnico de SEO dará conta do recado.

O site Marketing Profs divulgou um estudo conduzido pela empresa Ascend2, no qual 72% dos profissionais de marketing afirmaram que produzir conteúdo relevante é a melhor técnica de SEO.
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Não é por acaso que a palavra “relevância” se destaca aqui.

Outro estudo, este da Demand Metric, sugere que 70% dos usuários preferem conhecer uma empresa através de seu conteúdo em artigos e não por anúncios publicitários, como é o caso dos links patrocinados.

O próprio Google, de acordo com Search Engine Watch, já afirmou que 90% dos consumidores só decidem por uma marca depois de realizar uma pesquisa no buscador.

E se você precisa de um dado a mais, o estudo B2B Content Marketing Trends descobriu que o sucesso da estratégia é atribuído à qualidade do conteúdo por 85% dos profissionais entrevistados.

Um bom resumo de todos esses dados é o seguinte: as pessoas vão ao Google decidir de quem comprar e tomam essa decisão somente depois de consumirem conteúdo relevante, que seja percebido como uma solução para aquilo que necessitam.

Sem um bom conteúdo, suas páginas não se posicionam em destaque na SERP, seu site não é visto como referência e sua marca não ganha o público que mais se beneficiaria dela.

Conteúdo: Quantidade e Qualidade

Em suas pesquisas sobre o que é SEO e como aplicar, você talvez leia que, quanto maior o conteúdo, mais chances ele possui de se posicionar bem nos mecanismos de busca.

Essa não é uma verdade absoluta.

Se assim fosse, bastaria preencher uma página com 100.000 palavras e estaria feito: seu site no topo do Google.

Não existe um tamanho ideal para todo e qualquer conteúdo, embora o Backlinko tenha identificado que 1.447 palavras representa a média entre aqueles que se posicionam na primeira página do buscador.

Então, você até pode seguir esse parâmetro em seus textos, mas é muito mais efetivo analisar as necessidades específicas da palavra-chave, observar o que os concorrentes têm feito e focar em oferecer a melhor resposta de maneira informativa e objetiva.

O que está por trás da recomendação de um conteúdo maior é disponibilizar não apenas a melhor, como a mais completa resposta ao que o usuário pesquisa.

Ou seja, é preciso pesar a relação entre quantidade e qualidade para fugir de qualquer proposta que soe como superficial.

Em alguns casos, você precisará mesmo de um texto grande para abordar a dúvida do usuário e atender à sua intenção de busca.

Se ele chega à sua página e não encontra nela tudo que precisa como solução, é porque considera o conteúdo incompleto.

E se for o caso, de fato, fica mais difícil se posicionar bem na SERP.

Por outro lado, não é enchendo o texto de palavras desnecessárias que ele vai se tornar definitivo.

Veja, então, quais são os elementos a priorizar para que seu conteúdo esteja pronto para o topo do Google:

  • Conteúdo único: cada palavra-chave que a sua estratégia abordar merece um conteúdo exclusivo e original. Significa jamais repetir trechos de outros textos seus (o chamado conteúdo duplicado) ou de outros autores (o que é crime de plágio)
  • Engajamento: se o usuário chega até suas páginas, mas não interage e permanece pouco tempo nelas, isso indica rejeição do conteúdo. Pode ser desde uma experiência ruim (com excesso de anúncios ou demora no carregamento, por exemplo) até baixa relevância. Por isso que métricas de engajamento (como cliques em links ou compartilhamentos) podem ser considerados pelo Google
  • Viralizável: aqui, também, o compartilhamento do seu conteúdo é um indicativo. É claro que não são todas as páginas que têm o potencial de viralizar, mas o Google observa com atenção o interesse dos usuários em divulgá-las à sua rede. Essa ação sinaliza o valor gerado com seu conteúdo.

No vídeo abaixo, o CEO da Conversion, Diego Ivo, explica quais passos você deve seguir para melhorar os seus conteúdos para ranqueamento nos mecanismos de busca:

https://www.youtube.com/watch?v=d3_6SUh5x9Y

Escaneabilidade

Recurso voltado para a experiência do usuário, a escaneabilidade é uma técnica que permite fazer uma leitura dinâmica do conteúdo de uma página e, assim, entender sobre o que trata cada tópico.

Por meio de estudos, foi possível compreender as tendências humanas de leitura e, com isso, encontrar uma melhor disposição do conteúdo para websites.

E como você otimiza a escaneabilidade do seu conteúdo?

Para isso, a recomendação é que tenha duas preocupações principais.

A primeira delas é com a experiência de leitura.

Leve em conta na sua estratégia que o brasileiro tem no celular o principal meio de acesso à internet: 98,1% usam o smartphone, enquanto 50,7% fazem isso pelo computador, revela pesquisa do IBGE.

Portanto, faça sempre parágrafos curtos e fuja dos blocões de texto.

Lembre que aquele parágrafo que não cansa a leitura em uma tela de computador pode parecer um texto sem fim ao celular.

Já a segunda preocupação prevê o uso de heading tags.

São as marcações em títulos e subtítulos, que resultam em fontes de tamanhos diferentes e ajudam a guiar a leitura.

Com o mesmo objetivo aparece o uso de negritos, que permitem destacar os trechos mais importantes, de forma que o leitor possa “escanear” ao passar os olhos rapidamente.

Na imagem abaixo, repare como cada um dos elementos da página facilita o entendimento da informação.
elementos-escaneabilidade-de-pagina

Palavras-Chave

Ao chegar até aqui, o conceito de palavra-chave não é mais novidade para você, nem mesmo a sua importância para o conteúdo.

Mas há algo a mais a saber para usá-las a favor da sua estratégia de SEO.

Para oferecer a melhor e mais completa resposta à dúvida do usuário, seu conteúdo deve explorar as keywords relacionadas que, como o nome indica, guardam relação com o termo principal usado na busca.

Você talvez se lembre da imagem que apresentamos em outro ponto deste guia, destacando as buscas relacionadas à palavra-chave “tênis nike”.

Entre elas, estão “tênis nike air max”, “tênis nike air force” e “tênis nike masculino basquete”.

As keywords relacionadas indicam não apenas oportunidades de novos conteúdos, como recomendamos antes.

Elas também revelam o que seu conteúdo deve abordar para que seja, de fato, o melhor e mais completo.

E é por isso que, ao traçar um planejamento para o conteúdo (que também pode ser chamado de pauta ou briefing), você deve analisar as sugestões de keywords e dividi-las em primária e secundárias.

Como vamos ver agora, cada uma delas deve ser utilizada de forma específica ao longo do conteúdo.

Palavra-chave principal

Palavra-chave principal é a mais importante e para a qual se volta o foco de otimização da página.

Ela deve aparecer no título da página exibido nos buscadores (tag Title), título do conteúdo (tag H1), preferencialmente no primeiro subtítulo (tag H2), logo no início do texto e onde mais for relevante para o usuário, além de constar nos atributos da imagem.

Palavra-chaves secundárias

Palavras-chave secundárias são outros termos importantes, que você deseja explorar para complementar o conteúdo e, também, para gerar tráfego a partir dessas buscas específicas.

Elas devem ser distribuídas de forma orgânica ao longo do texto, aparecendo também em subtítulos (tags H2 e H3).

Densidade de palavras-chave

Densidade é a proporção de incidência de uma palavra-chave no texto.

Por exemplo, em um texto de 750 palavras no qual aparecem 4 vezes a keyword escolhida, sua densidade será de 0,53%.

Não existe densidade ideal.

Se houvesse um número ideal, ele poderia estar em torno de 1%.

Há alguns anos, havia o entendimento de que ganhava a corrida ao topo do Google quem mais repetisse a palavra-chave ao longo do texto, o que é um engano.

Um conteúdo com uma densidade muito alta pode ser punido, já que o robô pode entender que há a intenção de manipular os resultados.

Nossa recomendação é que não se preocupe tanto com isso.

Foque na qualidade do conteúdo e garanta a keyword nos pontos estratégicos do texto, como acabamos de ensinar.

Tags e Marcações

Por mais avançada que seja a tecnologia, você deve imaginar o quão trabalhoso é para um mecanismo de busca varrer toda a web em busca de novos conteúdos e de atualizações nos conteúdos já existentes.

É por isso que os “robôs” dão atenção especial às heading tags, que são as marcações no código HTML que sinalizam a estrutura do texto.

Eles também observam as tags Title e Meta Description, que são os textos criados para exibição na SERP, a página de resultados.

Vamos entender melhor?

Title

Title é o título da página que aparece como resultado na SERP ou como nome da página ou aba.

Além de ser relevante para o usuário, também é um dos principais fatores de ranqueamento nos mecanismos de buscas.

Ainda, é um elemento determinante para a captação da atenção do usuário.
titulo-da-pagina-fator-de-ranqueamento

Como recomendação, mantenha sua principal palavra-chave à esquerda e crie um título atrativo para conquistar cliques nos resultados.

Se o usuário lê o título no Google, mas não se sente cativado por ele, não acessa seu conteúdo.

E preste atenção: páginas que recebem maior taxas de cliques tendem a ranquear melhor.

Segundo a Moz, 60 caracteres é o tamanho ideal para esse título.

Meta Description

Meta Description é uma tag que descreve a página e aparece nas SERPs.

Nenhum conteúdo ali será levado em conta para ranqueamento diretamente, contudo, é uma oportunidade de oferecer uma prévia da sua página para o usuário.

Isso sem falar em cativá-lo para que visite seu conteúdo.

Por isso, faça descrições atraentes para aumentar seu CTR (taxa de cliques).

Também de acordo com a Moz, este conteúdo deve ter entre 155 e 160 caracteres.
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Com um bom Title e Meta Description, você encontra o snippet ideal, que é como a sua página aparece no mecanismo de busca.

É como o seu “anúncio” nos resultados orgânicos e, por isso, deve ser mantido otimizado e trazer as palavras que são foco da sua página.
exemplo-resultado-organico

Heading Tags

As heading tags (ou cabeçalhos), como já destacado, são as marcações HTML que contam a estrutura do texto e representam a hierarquia do conteúdo.

Por exemplo, o título de um artigo tem a tag H1.

Geralmente, esse tipo de conteúdo sofre divisões e seus subtítulos recebem a tag H2.

Quando há nova divisão dentro de um mesmo subtítulo, a tag utilizada é a H3.

E pode haver ainda novas divisões e o uso das tags H4, H5 e, muito raramente, H6.

Todas essas formatações (escolha da fonte e tamanho) são definidas na programação do site, mas, no momento de publicar um conteúdo, você deve selecionar a heading tag corretamente.

O mais importante é respeitar o conceito de hierarquia.

Significa dizer que é preciso haver uma ordem na utilização das heading tags e não pular de uma H2 para H4, por exemplo.

Vamos entender melhor o papel de cada uma delas?

  • H1: aparece apenas no título principal de sua página, que é interno e diferente do Title – este usado para exibição na SERP. Passe a sua mensagem e mantenha a principal palavra-chave.

heading-tag-h1

  • H2: heading tag de nível 2, representa os subtítulos ou títulos internos de uma seção de conteúdo. Sempre que possível, utilize a palavra-chave principal ou termos secundários, relacionados ao mesmo campo semântico. Um bom H2 deve descrever o tópico do conteúdo e facilitar a sua escaneabilidade.

heading-tag-h2

  • H3, H4, H5, H6: são as demais heading tags. Não há uma limitação para o uso delas, mas devem sempre estar submetidas à outra, de nível superior.

É importante compreender a estrutura da página e a hierarquia das informações dispostas no conteúdo.

Assim, trabalhando com uma palavra-chave principal “SEO para e-commerce” como H1, você pode pensar em uma H2 que fale sobre “Ferramentas de SEO para e-commerce” e, se aprofundando, uma H3 que trate sobre “Como usar Google Analytics para e-commerce”.

<P> Parágrafo

Os parágrafos contam com a tag <p> e encerram uma breve unidade de sentido.

No entanto, diferente das heading tags, você não precisa marcar o texto como <p> ao publicar – isso é realizado automaticamente pelo seu sistema gerenciador de conteúdo.
paragrafo

Aqui, vale lembrar a recomendação para que faça parágrafos curtos, com uma ou duas frases igualmente pequenas, de modo a facilitar a leitura em múltiplos dispositivos (desktop, tablet e celular), além da escaneabilidade do conteúdo.

Será nos parágrafos que você vai gerar valor ao usuário e trabalhar as palavras-chave primária e secundárias de forma orgânica, sem forçar uma densidade maior.

<img> Imagem e tag Alt

Assim como acontece com os textos, os robôs de mecanismos de busca também “leem” as imagens.

E se você se pergunta como eles fazem isso, saiba que é a partir do que descrevemos nos atributos “alt” e “Title”.

Esses campos são preenchidos no momento de inserção de uma imagem no conteúdo.

“Alt” é o texto alternativo, que identifica a presença da imagem e tem seu texto utilizado para descrever o conteúdo para deficientes visuais.

Um bom “alt” deve ser objetivo, descrever o que se vê na imagem e trabalhar a keyword.

O “Title” complementa o “alt” e representa o texto exibido quando o usuário passa o cursor do mouse sobre a imagem.

Um bom “Title” pode repetir o texto do “alt” ou ser usado para dar créditos à imagem, por exemplo.

Rich Snippets

O snippet, como destacamos antes, é o conjunto de textos que aparece na SERP (com Title e Meta Description).

Já o rich snippet é uma forma de tornar esse texto mais rico, incluindo informações de grande valor para o usuário e que costumam ganhar pontos junto aos buscadores.

Entre elas, estão preços, review de usuários e FAQPages.
rich-snippet

Entenda as melhores marcações para seu site e ofereça condições para que o mecanismo de busca apresente a sua página com elementos relevantes para o usuário.

URL, Arquitetura da Informação e Links Internos

Entrando agora em uma área um pouco mais técnica do SEO On Page, a preocupação se volta aos elementos estruturais da página que asseguram a melhor navegação ao usuário.

É preciso sempre pensar na experiência completa e não apenas no consumo de um único texto pelo visitante que chega até ele a partir de uma pesquisa na web.

Entre esses elementos, o mais básico deles é o menu, que lista as páginas e seções por onde a navegação ocorre no site.

Uma escolha adequada para o menu conta pontos junto ao usuário, pois facilita a sua experiência e, em consequência, qualifica o domínio junto ao Google.

Da mesma forma, é preciso observar as informações do footer, ou rodapé.

Elas podem repetir seções do menu e trazer dados adicionais e de interesse do usuário, como aqueles sobre a empresa (endereço, telefone e e-mail).

Em uma loja virtual, informações sobre seus certificados de segurança, cartões aceitos e mesmo o número do CNPJ costumam aparecer nesse espaço.

Perceba com esse exemplo que os elementos estruturais de um site vão muito além do conteúdo oferecido e que, também neles, deve haver a preocupação com a confiabilidade.

Agora com mais detalhes, vamos falar sobre URL, links internos, arquitetura da informação e seu papel na estratégia.

URL

A URL é composta do protocolo (https://), do subdomínio (www.), do domínio (conversion.com.br) e do diretório (/seo/) no exemplo abaixo:
url

Ela deve seguir uma lógica e ser amigável. Então, evite parâmetros e variáveis, pois isso dificulta a leitura do robô.

Imagine se, em vez de ““https://www.conversion.com.br/blog/o-que-e-seo/”, a escolha da URL para este artigo fosse “https://www.conversion.com.br/seo-guia-versao2-2020-dicas-passo-a-passo-27682393.html”.

Ruim para o usuário, péssimo para os buscadores.

Por isso, não custa reforçar: prefira URLs curtas e objetivas.

E muito cuidado ao atualizar um conteúdo já publicado para não modificar a URL.

Ainda que identifique uma URL antiga não muito amigável, considere que ela já está indexada e classificada pelos mecanismos de busca.

Se alterá-la, será considerada como um conteúdo totalmente novo, recomeçando do zero a sua corrida rumo ao topo.

Neste momento, não vamos entrar em aspectos técnicos do problema, mas, para saber como solucioná-lo, leia nosso artigo sobre o redirecionamento 301.

Linkagem Interna

Linkagem interna é um processo simples, mas importante, de criar links internos de uma página para outra de seu próprio site.

Ao longo de um texto, é indicado que os links sejam posicionados sobre um texto (âncora) que traga a palavra-chave.

É como no exemplo abaixo, onde há um link sobre “passagens aéreas para Fernando de Noronha” que leva a uma página com esse conteúdo específico.
link-interno

Tenha atenção à linkagem interna não apenas nos conteúdos textuais, mas em todo o site, já que os buscadores entendem também a hierarquia do site a partir deles.

É o que acontece, por exemplo, com o uso de links no menu, no footer e em breadcrumbs, que mostram o caminho para chegar até determinada página.

Arquitetura da Informação

Como os conteúdos do seu site são organizados? De que forma uma categoria leva à outra? Como isso é pensado para facilitar a navegação do usuário?

As respostas a essas perguntas nos levam a uma solução em comum: a arquitetura da informação.

Essa é uma técnica de SEO On Page, pois prevê a ordenação das páginas de todas as seções, divididas em categorias e subcategorias que façam sentido e ajudem a guiar o usuário em sua visita ao site.

A arquitetura da informação também permite aos mecanismos de busca entender o peso de cada página.

Como exemplo, pense em um blog sobre vendas.

Você chega até ele a partir de uma pesquisa no Google por “como conseguir clientes”. Então, considera o conteúdo interessante e quer ler sobre outras técnicas de prospecção.

O problema, nesse caso, é que não há um categoria ou subcategoria sobre atração de clientes ou assunto relacionado, mas apenas uma bastante genérica sobre “Dicas”.

Assim, você se sente um pouco perdido e precisa recorrer à ferramenta de busca interna, que não encontra no site.

Aquela primeira impressão positiva com o conteúdo dá lugar à frustração da má experiência de navegação, não é mesmo?

É para evitar que os usuários passem por isso em seu site que você precisa dedicar atenção à arquitetura da informação.

Sempre lembrando que isso impacta diretamente na relevância do site, o que repercute nos resultados da estratégia de SEO.

SEO Técnico: aspectos técnicos do site

O SEO técnico é um conjunto de ações que buscam otimizar a estrutura de um site, tornando as suas páginas mais rápidas e facilitando a indexação pelos buscadores.

Ele recebe esse nome porque requer procedimentos mais avançados, como aqueles relacionados a erros no código HTML que prejudicam o ranqueamento de um site.

Você não precisa dominar linguagem HTML e seus códigos, já que pode contar com consultores especialistas nesse tipo de trabalho.

Contudo, não pode abrir mão de entender o básico para que saiba a quem recorrer e o que priorizar para gerar mais e melhores resultados na estratégia.

Na sequência, vamos falar sobre os elementos mais importantes do SEO técnico.

Robots.txt

O robots.txt é um arquivo de configuração do site que serve para guiar os robôs de buscadores nas visitas às suas páginas.

É ele quem diz ao crawler o que deve ser indexado ou não.

Para ser classificado pelo Google, por exemplo, é preciso submeter o arquivo robots.txt ao Google Search Console.

Sitemap.xml

Como o nome sugere, este é um mapa do site.

Assim, têm por função facilitar o trabalho dos robôs para que entendam a estrutura das páginas e possam identificar atualizações nelas.

O sitemap também corresponde a um arquivo (preferencialmente XML) que deve ser transmitido para ferramentas como o Search Console e o Bing Webmasters.

Page Speed

A velocidade da página, ou page speed, é um dos fatores de ranqueamento on page, como informamos mais ao início deste guia.

Buscando respostas cada vez mais imediatas, os usuários podem desistir do seu site se ele demorar alguns segundos para carregar.

Isso é especialmente importante dada a baixa qualidade de navegação pelo celular em muitas cidades do nosso país, onde o 4G ainda não chegou a 28% do território, de acordo com relatório da OpenSignal – o que coloca o Brasil em 69º lugar no ranking mundial.

Essa é uma demanda de SEO técnico, porque está relacionada a aspectos estruturais, como a organização de códigos, o peso de imagens ou problemas de hospedagem.

Como primeira medida, vale checar a pontuação que o site recebe na ferramenta Google Page Speed Insights.

Page Experience

Além da velocidade de carregamento, há outros fatores que podem afetar a experiência do usuário em seu site.

Uma auditoria de SEO técnico pode identificar os elementos que, hoje, prejudicam o seu desempenho nos resultados de busca online.

A compatibilidade com dispositivos móveis, a presença ou não de anúncios considerados intrusivos e a oscilação do conteúdo ao carregar a página são possibilidades.

Importante: em breve, o Google promete uma atualização focada em Page Experience.

Mobile SEO

Desde a atualização de 2015 em seu algoritmo, o Google considera a responsividade de um site (sua capacidade de se adaptar a diferentes tamanhos de tela) como fator de ranqueamento.

Hoje, inclusive, dá prioridade à indexação da versão mobile das páginas.

O reconhecimento de um site como responsivo exige adicionar a tag “viewport” ao cabeçalho do código HTML.

Você pode verificar nesta ferramenta do Google como está a compatibilidade do site com dispositivos móveis.

Uma preocupação da sua estratégia de SEO nesse aspecto deve ser criar páginas AMP, do inglês Accelerated Mobile Pages.

Como o nome sugere, são versões que carregam mais rapidamente em dispositivos móveis.

A sua configuração é uma demanda de SEO técnico, pois segue uma sequência de etapas estruturais – o que você pode conferir neste tutorial.

Principais Erros e Pontos de Atenção

Todos os aspectos técnicos atuais do seu site que exigem alteração podem ser identificados no Google Search Console.

Entre os mais comuns, estão:

  • No index: tag utilizada quando se deseja que o robô não indexe uma página. Se aplicada por engano, torna impossível para um conteúdo ranquear no Google
  • No follow: tag sinaliza aos robôs que determinado link não transmite autoridade e não deve ser considerado. Cuidado para que a tag não seja utilizada equivocadamente
  • Redirecionamento 301: o erro 404 indica uma página não encontrada, o que exige fazer o redirecionamento 301 para que o endereço antigo leve o usuário ao conteúdo atual
  • Canonical Tags: serve para dizer aos robôs que aquele conteúdo é original e deve ser privilegiado nas buscas por uma palavra-chave. A tag é aplicada principalmente quando há mais de um conteúdo sobre o mesmo tema, de modo a evitar que seja considerado como duplicado.

SEO Off Page: construindo a autoridade do site

SEO Off Page são as técnicas de otimização fora das suas páginas. Ou seja, contribuem para que seu site se posicione melhor nos buscadores, mas não são realizadas diretamente nele.

A essência disso está na criação do Google, em 1997, por Larry Page e Sergey Brin.

Foi nesse momento que eles identificaram que links de outros sites funcionam como um voto de confiança.

Ao referenciarem um conteúdo, estão dizendo aos seus visitantes que ele gera valor e, por isso, merece ser considerado.

Dessa forma, medindo os links de outros sites para uma determinada página e site, o Google conseguiu revolucionar as buscas.

Para entender melhor o que é e como fazer SEO Off Page, vamos começar falando sobre link building.

Essa é uma das mais importantes atividades de SEO e também uma das mais difíceis, tendo por objetivo a conquista de links.

Link Building

Link building é um conjunto de técnicas para SEO para obter links e, assim, aumentar a autoridade do site junto aos buscadores.

O objetivo central do link building é elevar as métricas de autoridade de página e de domínio, além de posicionar bem o site para determinadas palavras-chave.

Trata-se de uma das atividades mais difíceis e complexas em SEO, porque depende de ações em páginas de terceiros.

Além disso, é um dos principais motivos para sites serem punidos – quando fazem uso de táticas ilícitas para conseguir links, como comprá-los ou fazer troca de links.

Com boas práticas, os links podem ser conquistados de duas formas principais:

  • Links naturais: quando o seu conteúdo agrega valor e, naturalmente, recebe links de outros sites
  • Links manuais: exigem uma estratégia, a qual geralmente prevê a produção de guest posts (escrevendo em blogs parceiros como autor convidado).

Autoridade de Domínio e Autoridade de Página

Domain Authority é uma nota que, em ferramentas como Moz e Ahrefs, vai de 0 a 100 e serve para classificar a autoridade do domínio (quanto mais alto, melhor).

Já a Page Authority é uma nota que, em ferramentas como Moz e Ahrefs, vai de 0 a 100 e serve para classificar a autoridade da página (também se deve mirar números altos).
page-authority

Ou seja, a diferença é que Domain Authority é para o domínio e Page Authority, para a página.

Quanto mais links e menções seu conteúdo receber em outros sites, maior a sua autoridade, tanto de página quanto de domínio.

Melhor ainda se os sites que apontam para você possuem autoridade alta, o que oferece um backlink de qualidade.

Um bom ponto de partida para elevar seus números é consultar a situação atual.

Faça isso gratuitamente:

Links Nofollow vs Dofollow vs User Generated Content (UGC)

Nem todo link é igual: há aqueles que transmitem autoridade (Dofollow) e os que não transmitem (Nofollow).

Nesse segundo caso, ainda que um site tenha um link para o seu conteúdo, ele será um link sem valor, o que prejudica os resultados da estratégia de SEO Off Page.

Para saber se um link é Nofollow, você precisará ver no HTML da página se há a marcação rel=“nofollow”, como desta forma:

<a href=“https://www.conversion.com.br/blog/“ rel=“nofollow”>Blog sobre Marketing Digital da Conversion</a>

Os links recebem a tag Nofollow quando apontam para sites não confiáveis ou, ainda, quando se trata de conteúdo gerado pelo usuário (UGC – User Generated Content), como wikis, comentários de blogs e postagens de fóruns.

Âncoras: o texto do hiperlink indica termos que aquela página poderia se posicionar

Vamos seguir com o nosso exemplo anterior, mas, agora, sem a tag Nofollow:

<a href=“https://www.conversion.com.br/blog/“>Blog sobre Marketing Digital da Conversion</a>

Este link irá aparecer assim: Blog sobre Marketing Digital da Conversion.

O texto sensível e clicável é o que chamamos de âncora.

Repare que, na âncora, estão presentes as seguintes palavras-chave:

  • Blog
  • Marketing
  • Marketing Digital
  • Conversion
  • Blog Conversion.

De modo geral, a âncora vai favorecer que aquela página se posicione para qualquer palavra-chave contida ali.

Isso vale para links externos e internos.

Quanto aos links externos, ou seja, de outros sites, tenha cuidado com âncoras que sejam a palavra-chave para as quais você quer se posicionar.

Caso o Google considere que há tentativa de manipulação, o site ou a página poderá sofrer punições e até ser banido dos resultados de busca.

Principais Técnicas de Link Building para fazer e não fazer

Você agora já sabe que SEO Off Page é, principalmente, obter links de valor que indicam o seu site e as suas páginas.

A questão que se impõe, portanto, é como fazer isso?

Os tópicos abaixo irão contemplar a maioria das dúvidas que as pessoas têm em relação à estratégia de link building.

Acompanhe!

O que nunca fazer

O Google é muito taxativo sobre as práticas que não devem ser utilizadas.

Assim, são as principais atividades não recomendadas:

Agora que você sabe o que não pode, vamos às práticas que beneficiam positivamente às atividades de link building.

Criar conteúdos de qualidade

Quando uma página é relevante, ela costuma ser fonte de citação e menção por outros sites.

Como a gente destacou antes, isso permite a conquista de links naturais, por sites que o consideram como uma referência naquele tema.

Por isso, capriche no conteúdo, para que ela se torne um ativo.

Criar ativos digitais com dados ou ferramentas úteis

Os ativos digitais são ferramentas importantes de comunicação para uma marca.

Por meio de um ativo digital, é possível levar informações úteis ao usuário e, assim, vincular à sua marca à um tema.

Além disso, é possível ganhar links de forma orgânica, pois um conteúdo relevante costuma ser naturalmente compartilhado.

No exemplo abaixo, temos o Ranking do ViajaNet.

Com informações sobre os destinos, nacionais e internacionais, mais vendidos, o conteúdo foi criado aqui na Conversion e é uma importante ferramenta na conquista de links, além de trazer dados úteis, de forma simples, para o usuário:
ativos-digitais-raking-viajanet

Guest Blogging: escreva como blogueiro visitante em sites de terceiros

Muitas pessoas escrevem conteúdos de qualidade para outros blogs e, assim, conseguem gerar links para seus sites.

Essa prática, que ainda continua válida, já foi muito comum no passado, mas algumas pessoas exageraram no uso dela.

Porém, se você usar com cautela, pode ser extremamente útil – inclusive, para gerar mais Authority, do ponto de vista do EAT.

Assessoria de Imprensa: a melhor forma de conseguir links

Se, por um lado, os veículos de imprensa têm cada vez menos leitores, por outro, são sites com muita autoridade e costumam ser as melhores fontes de links.

Porém, ter o seu conteúdo vinculado por sites com grande autoridade de domínio, reconhecidos pelos usuários e pelos mecanismos de busca, exige boa estratégia de comunicação e conhecimentos sobre como funciona a assessoria de imprensa.

A média de Domain Authority de um site gira em torno de 30, enquanto os principais veículos de comunicação no Brasil possuem as seguintes notas, de acordo com o Website “Authority” Checker, da Ahrefs:

  • Globo.com: 91
  • Folha de S. Paulo: 91
  • Uol: 91
  • Exame: 90
  • Estadão: 87
  • Terra: 86
  • R7: 83.

Diretrizes, SEO Black Hat x SEO White Hat e Punições

Conhecer as ações dentro e fora das páginas não encerra seu aprendizado sobre o que é SEO.

A verdade é que há outras formas de dividir a estratégia – e uma das mais conhecidas envolve as técnicas White Hat e Black Hat.

Vamos explicar tudo em detalhes agora, mas já adiantamos que uma delas não é bem vista e aumenta a chance de punições.

Diretrizes para Webmasters do Google

As Diretrizes para Webmasters do Google são o documento mais importante para quem vai estudar SEO.

Recomendamos que você, em outro momento, estude em detalhes – lá está tudo o que o Google espera dos sites.

Vamos, a seguir, resumir os principais pontos contidos nessas diretrizes.

O que é Black Hat e White Hat?

Em SEO, os termos Black Hat e White Hat irão aparecer comumente e estão totalmente ligados às diretrizes do Google.

Veja só:

  • SEO Black Hat são técnicas voltadas a manipular o algoritmo do Google, o que costuma gerar punições. A utilização delas coloca em risco os resultados de SEO, algo que, por vezes, leva-se anos para construir.
  • SEO White Hat são, em oposição ao Black Hat, as estratégias que o Google recomenda que sejam seguidas pelos webmasters.

Ao longo deste guia, falamos bastante sobre as melhores práticas de SEO, com foco no conteúdo e experiência do usuário.

Então, agora, vamos listar algumas técnicas Black Hat das quais você deve manter distância.

Doorway Pages

Doorway Pages são páginas de entradas feitas exclusivamente para os buscadores, onde você títulos diferentes e conteúdos muito semelhantes.

Por exemplo, imagine um site que tenha páginas diferentes com os seguintes títulos, mas informações quase idênticas:

  • iPhone Barato
  • Comprar iPhone
  • iPhone Promoções.

Caso se aprofunde em técnicas de otimização, irá reparar que mesmo grandes sites utilizam estratégias muito semelhantes às Doorway Pages, o que causa estranhamento em muitos profissionais.

Não recomendamos em hipótese alguma que siga essa estratégia, pois apresenta muitos riscos, ainda que sutis.

Conteúdo Duplicado

O óbvio precisa ser dito: nunca copie conteúdo de outros sites.

No caso de e-commerces, onde é comum a prática de sites usarem o material fornecido pela indústria, não há tantos problemas, mas recomendamos que você crie conteúdo complementar único e útil.

Cloaking

Cloaking é uma técnica que consiste em mostrar uma página para o usuário e outra para o mecanismo de busca.

Esquema de links

Já alertamos acima, mas não custa reforçar: trocar e comprar links pode gerar punições.

Textos ocultos

Os textos ocultos são conteúdos escondidos dos usuários, mas existentes no HTML.

Não incluem aqui conteúdos que estão em acordeões ou seções acessíveis por clique – mas mesmo esses conteúdos terão menos prioridade no ranqueamento.

Punições

Qualquer que seja a prática de Black Hat utilizada, há boas chances de ela resultar em uma punição ao site.

Ou seja, em vez de melhorar o tráfego (o que até pode acontecer em um primeiro momento), há um tombo no ranking, ou até a exclusão de suas páginas entre os resultados apresentados pelo buscador.

Nesse sentido, vale saber que, se você fizer tudo certinho, não será punido.

Além disso, se o erro foi não intencional, tem boas chances de ser repreendido de forma mais branda.

É diferente de sites que adotam o SEO Black Hat como prática e, assim, ficam próximos de uma dor de cabeça bem maior.

Veja quais são os tipos de punição possíveis pelo Google:

  • Punição: acontece a perda de posições no ranking de forma leve (sendo superado por cerca de 30 concorrentes) ou pesada (indo para o final dos resultados).
  • Banimento: no Black Hat, esse é o desfecho esperado – e seu site simplesmente deixa de ser apresentado em qualquer SERP.

Se você notar queda no tráfego e desconfiar de uma punição, é preciso confirmá-la antes de tomar qualquer atitude.

A primeira recomendação é buscar pelo seu site no Google. Ou seja, na barra de pesquisas, use o seguinte operador (substituindo o “seu site” pelo seu domínio):

  • site:seusite.com.br

Isso deve retornar uma série de resultados, que são as páginas indexadas pelo buscador, como no exemplo abaixo:
exemplo-comando-site

Se descobrir que o site não está indexado ou se ele perdeu muitas posições (pelo menos 30) em várias palavras-chave, só há um caminho: fazer um pedido de reconsideração ao Google.

Para isso, no entanto, você primeiro deve limpar toda a sujeira, ou seja, eliminar qualquer técnica de SEO Black Hat, a começar pelos links comprados ou trocados.

Entenda que a punição não é definitiva (nem mesmo a exclusão é), mas a solução não é imediata e os efeitos dela podem se estender por muito mais tempo do que gostaria.

Bônus: SEO além dos sites

Embora Search Engine Optimization seja traduzido para o português como otimização de sites, o SEO oferece muito mais possibilidades.

Para completar seu aprendizado neste guia, separamos dicas sobre SEO local, SEO em aplicativos e SEO no Youtube.

Acompanhe!

SEO Local: Pesquisa Local e Google Meu Negócio

Enquanto consumidor, você já utilizou uma pesquisa no Google para encontrar um estabelecimento? É provável que sim.

Há uma série de palavras-chave para as quais os resultados apresentados são de SEO local, ou seja, de negócios próximos que atendem àquela necessidade do usuário.

Experimente buscar por “restaurante”, “livraria”, “hotel” ou qualquer outro comércio ou serviço que procura e veja os resultados.

Seria interessante se a sua empresa aparecesse entre eles, não é verdade?

Isso não apenas é possível, como é bastante simples de conseguir.

Como o Google mostra páginas locais

Como exemplo, veja na imagem abaixo o que retorna da busca por “restaurante em São Paulo”:
google-paginas-locais

São informações completas sobre os principais estabelecimentos, incluindo endereço, horário, tipo de atendimento e faixa de preço.

Isso sem falar no mapa com a localização de cada um.

Se você estiver próximo, o Google informa ainda a distância para o local.

Ao clicar em “Mais lugares”, uma extensa lista é apresentada, com os estabelecimentos indicados no mapa.
google-busca-local

Ao selecionar qualquer um deles, o usuário encontra quase um mini-site não oficial, com análises, avaliações e perguntas e respostas

Observe que isso representa uma bela oportunidades para negócios com atendimento ao público se destacarem nas buscas.

Como aparecer nas pesquisas locais

A menção aos estabelecimentos, como vimos, aparece no alto da primeira página do Google.

É, portanto, considerada pelo buscador como a informação mais importante para determinadas buscas.

Para que a sua empresa se posicione ali, há dois esforços principais dentro da estratégia de SEO:

  1. Criar uma conta grátis no Google Meu Negócio para a sua empresa
  2. Otimizar as informações lá para se posicionar bem em buscas locais (utilizando palavras-chave como “pizza”, “serralheria”, “artigos esportivos”, etc.).

SEO para Aplicativos: também conhecido como ASO

Com o crescimento do uso de smartphones, explodiu o número de aplicativos e, consequentemente, a briga pela visibilidade em lojas de apps como App Store ou Google Play.

O SEO voltado para lojas de aplicativos é conhecido como ASO (App Store Optimization), embora seja válido tanto para sistemas com iOS quanto para Android.

Na imagem abaixo, temos como exemplo uma busca na Google Play Store por “jogos para crianças de 5 anos”:
aso-seo-para-aplicativos

As técnicas e ações podem variar, mas o objetivo se mantém o mesmo de quando explicamos o que é SEO: otimizar o conteúdo para figurar no topo das buscas.

Assim, quando o usuário vai até uma loja de aplicativos e digita uma palavra-chave, a ideia é que o seu app seja apresentado de forma orgânica (não paga) entre os principais resultados.

Para isso, existem diversas ferramentas voltadas para ASO, sendo AppTweak uma das mais populares.

SEO para vídeos e YouTube: o futuro do conteúdo são os vídeos

Você talvez se surpreenda, mas o YouTube é considerado como o segundo mecanismo de busca mais utilizado no mundo, atrás apenas do Google.

Mas não é uma plataforma de vídeos? – você pode indagar.

Sim, mas os usuários encontram os conteúdos nele da mesma forma que no Google: fazendo uma pesquisa online.

Então, o SEO para YouTube emprega técnicas para que um conteúdo em vídeo se posicione bem para determinadas palavras-chave – tudo exatamente como na otimização de sites.

Veja, na imagem abaixo, o que acontece quando repetimos a consulta para “tênis nike” nessa plataforma:
busca-youtube

A diferença é que as ações de SEO estão muito ligadas à qualidade do vídeo.

Indicadores como “curtidas” e “inscritos” são importantes – tanto que praticamente qualquer youtuber implora para que você deixe o joinha e o siga.

Em resumo, poderíamos destacar como fatores que impactam no ranqueamento no YouTube os seguintes critérios:

  • Título do vídeo
  • Número de visualizações
  • Número de curtidas
  • Taxa de retenção (proporção de tempo assistido em relação ao total)
  • Conteúdo da descrição
  • Conteúdo do vídeo (legendado)
  • Backlinks (links de outros sites).

Conclusão

Esperamos que você, seja novato ou já um expert, tenha gostado deste guia completo, no qual procuramos trazer tudo sobre SEO de forma didática e apresentando as melhores práticas.

Seja em qual estágio se encontrar a sua estratégia, você tem agora informações para construir uma trajetória bem-sucedida, adotando as técnicas que dão resultado e fugindo de outras que só geram prejuízos no ranking e dores de cabeça.

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Se este guia foi útil, aproveite para compartilhar com quem você acredita que possa gostar de dominar o SEO. E se também tem uma dica sobre o tema ou mesmo uma dúvida, é só deixar um comentário.

Desejamos ótimos resultados!

Escrito por

Diego Ivo

CEO

é CEO da Conversion, agência Líder em SEO e especializada em Search. Possui mais de uma década de experiência no mercado digital e é um dos principais experts no Brasil em SEO. Fundou em 2011 a Conversion, empresa que atende clientes como ViajaNet, Brastemp, Consul, JAC Motors, Salon Line, ArtWalk, entre outros. Também é palestrante e já se apresentou em diversos eventos de marketing e e-commerce, nos quais passou ao mercado conhecimento sobre as melhores práticas de SEO.

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"Tudo deveria se tornar o mais simples possível, mas não simplificado."

Albert Einstein