Google expande filtro de branded queries no Search Console para todos os sites elegíveis

Recurso separa automaticamente consultas de marca e consultas genéricas no relatório de desempenho, usando classificação por IA e sem necessidade de configuração manual por parte dos proprietários

Google liberou o filtro de branded queries para todas as propriedades elegíveis do Search Console neste mês. O recurso, anunciado inicialmente no evento Google Search Central em Tel Aviv no final de 2025, permite segmentar o relatório de desempenho entre consultas de marca e consultas genéricas.

A funcionalidade aparece diretamente no relatório de resultados de pesquisa, sem necessidade de ativação manual. Proprietários de sites que atendem aos critérios de elegibilidade passaram a visualizar a opção de filtro ao acessar seus dados de desempenho.

Para profissionais que gerenciam presença digital, a separação entre tráfego de marca e tráfego orgânico genérico representa uma camada adicional de análise disponível nativamente na ferramenta.

Como funciona o filtro de branded queries

O filtro está integrado ao relatório de desempenho de resultados de pesquisa do Search Console. Ao ativá-lo, o sistema categoriza automaticamente cada consulta registrada em duas classificações: branded ou non-branded.

Consultas branded incluem o nome da marca, variações do nome, erros ortográficos comuns e nomes de produtos associados à propriedade. Todas as demais consultas são classificadas como non-branded.

A segmentação funciona de forma retroativa a partir de fevereiro de 2026, quando o rastreamento de dados para esse filtro passou a operar na maioria dos sites. Consultas anteriores a essa data não possuem classificação disponível.

Classificação por IA substitui regex manual

O sistema de classificação não utiliza regex, listas de palavras-chave ou correspondência manual de termos. Google implementou um modelo de classificação assistida por inteligência artificial que identifica padrões associados à marca de cada propriedade.

Essa abordagem difere das soluções anteriores adotadas por profissionais de marketing, que dependiam de filtros manuais com expressões regulares no próprio Search Console ou em ferramentas de terceiros.

No entanto, Google reconheceu que o modelo pode apresentar classificações incorretas em determinados casos. A empresa não oferece, até o momento, mecanismo para que proprietários reportem ou corrijam erros de classificação.

Dados disponíveis e métricas segmentadas

O filtro permite segmentar quatro métricas principais: impressões, cliques, CTR (taxa de cliques) e posição média. Cada métrica pode ser visualizada separadamente para consultas branded e non-branded.

Além disso, a segmentação opera em diferentes tipos de resultado de pesquisa. Proprietários podem analisar dados filtrados para resultados de Web, Imagem, Vídeo e Notícias de forma independente.

Um novo card de Insights também passou a exibir o breakdown de cliques entre consultas de marca e consultas genéricas. Esse resumo visual oferece uma leitura rápida da proporção de tráfego originado por cada tipo de consulta.

Requisitos de elegibilidade e limitações

O recurso não está disponível para todas as propriedades do Search Console. Subpropriedades e sites com volume baixo de impressões não receberam acesso ao filtro.

Google não divulgou o limite mínimo de impressões necessário para elegibilidade. Propriedades que não atendem aos critérios não visualizam a opção de filtro no relatório de desempenho.

Outro ponto relevante é a ausência de dados retroativos anteriores a fevereiro de 2026. Sites que precisam de análise histórica mais longa devem recorrer a outras fontes de dados ou exportações anteriores para comparação.

Esclarecimentos do Google sobre o filtro

John Mueller, do time de Search Relations do Google, respondeu a questionamentos da comunidade sobre a possibilidade de personalizar as classificações. A resposta foi direta: “Not at the moment”, indicando que ajustes manuais não estão previstos no curto prazo.

Contudo, Mueller não descartou a possibilidade de melhorias futuras no sistema. A resposta sugere que o recurso pode evoluir com base no feedback dos usuários.

Google também esclareceu que o filtro é exclusivamente uma funcionalidade de relatórios. A classificação entre branded e non-branded não influencia o ranking de busca, o posicionamento de páginas ou qualquer outro aspecto algorítmico.

Implicações para profissionais de SEO

A separação nativa entre tráfego branded e non-branded elimina uma etapa operacional comum em auditorias de SEO. Profissionais que antes dependiam de filtros manuais ou ferramentas externas para essa análise agora dispõem de dados classificados diretamente na fonte.

A distinção entre os dois tipos de tráfego permite avaliar com maior precisão o desempenho de estratégias de conteúdo e otimização. Tráfego branded reflete reconhecimento de marca, enquanto tráfego non-branded indica desempenho em termos competitivos.

Portanto, a métrica de posição média ganha contexto adicional quando segmentada. Uma posição média alta em consultas branded é esperada, enquanto a posição em consultas non-branded revela a competitividade real do site em termos genéricos.

Próximos passos para proprietários de sites

Proprietários de sites elegíveis podem acessar o filtro diretamente no relatório de desempenho do Search Console. A funcionalidade não requer configuração ou ativação manual.

Para sites que ainda não visualizam o filtro, Google recomenda verificar se a propriedade atende aos critérios de elegibilidade. Subpropriedades devem consultar dados na propriedade principal, onde o filtro pode estar disponível.

A recomendação para equipes de marketing é incorporar a análise segmentada ao processo regular de monitoramento. Comparar a evolução de cliques branded e non-branded ao longo do tempo permite identificar mudanças na composição do tráfego orgânico e ajustar estratégias conforme necessário.

Foto de Escrito por Diego Ivo

Escrito por Diego Ivo

Diego é CEO da Conversion, agência Líder em SEO e especializada em Search. Possui mais de uma década de experiência no mercado digital e é um dos principais experts no Brasil em SEO.

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Diego é CEO da Conversion, agência Líder em SEO e especializada em Search. Possui mais de uma década de experiência no mercado digital e é um dos principais experts no Brasil em SEO.

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