Relatório de CTR orgânico do primeiro trimestre de 2026 mostra alta combinada de 10,54 pontos no topo do desktop e queda de 2,20 pontos na primeira posição do mobile
Cliques orgânicos no Google estão se movendo em direções opostas conforme o dispositivo. No desktop, as taxas de cliques subiram nas primeiras posições, enquanto no mobile recuaram no topo da página de resultados. A constatação integra o relatório de CTR do primeiro trimestre de 2026, publicado pela Advanced Web Ranking.
Segundo o levantamento, as cinco primeiras posições em buscas no desktop somaram alta combinada de 10,54 pontos percentuais no CTR. No mobile, o movimento foi inverso: a primeira posição registrou queda de 2,20 pontos percentuais na comparação com o trimestre anterior.
O estudo analisou 22 indústrias, com recorte por dispositivo, intenção de busca e tamanho da palavra-chave. O padrão se repetiu nos diferentes cortes, com o desktop ganhando cliques no topo e o mobile perdendo desempenho na primeira colocação.
O que o relatório mediu
A Advanced Web Ranking compara o CTR orgânico do primeiro trimestre de 2026 com o do quarto trimestre de 2025. A base reúne milhões de termos de busca e milhares de sites, com cálculo da taxa média de cliques por posição no top 10 dos resultados.
Além do recorte por dispositivo, o estudo separa os dados por intenção de busca e por número de palavras na consulta. Essa divisão permite observar se a variação de cliques se concentra em um perfil específico de usuário ou se aparece de forma ampla.
No resultado agregado, o relatório aponta divergência clara entre plataformas. O desktop concentra os ganhos de cliques no topo, ao passo que o mobile mostra recuos na primeira posição, o que separa o comportamento dos dois públicos no período medido.
Desktop em alta nas primeiras posições
Os ganhos no desktop aparecem distribuídos pelas posições do topo. Em buscas com marca, a Advanced Web Ranking registrou variações de 1,99 a 5,78 pontos percentuais de alta por posição entre os dez primeiros resultados, um aumento presente em toda a faixa analisada.
Nas buscas sem marca, o avanço se concentrou no topo. As quatro primeiras posições somaram alta combinada de 7,19 pontos percentuais no CTR do desktop, segundo o estudo, reforçando o ganho de cliques nas colocações de maior visibilidade.
Por intenção, o relatório aponta altas adicionais. Em consultas comerciais, as cinco primeiras posições no desktop somaram 12,09 pontos percentuais de aumento, enquanto buscas informacionais registraram ganhos pontuais, como 1,41 ponto na terceira posição.
Mobile em queda na primeira posição
No mobile, o recuo se concentra no primeiro resultado. A Advanced Web Ranking aponta queda de 2,20 pontos percentuais no CTR da primeira posição no agregado, em contraste com o desempenho registrado no desktop no mesmo período.
As buscas sem marca tiveram o recuo mais acentuado no topo. A primeira posição no mobile caiu 3,07 pontos percentuais nesse recorte, enquanto as consultas com marca mostraram variação marginal, em torno de 1 ponto percentual em diferentes colocações do top 10.
A diferença entre dispositivos fica nítida nas buscas sem marca. Enquanto as quatro primeiras posições no desktop somaram alta de 7,19 pontos percentuais nesse recorte, a primeira posição no mobile recuou 3,07 pontos, o que separa o sentido do movimento entre as duas plataformas.
Maiores variações por setor
O estudo detalha os extremos entre as 22 indústrias avaliadas. A maior alta no desktop ocorreu em Family & Parenting, cuja primeira posição ganhou 7,05 pontos percentuais de CTR, o ganho mais expressivo da amostra naquele dispositivo.
No outro extremo, o mobile concentrou a queda mais profunda. O setor de Law, Government & Politics teve recuo de 9,03 pontos percentuais no CTR da primeira posição móvel, o maior declínio registrado pela Advanced Web Ranking no trimestre.
Essas variações ilustram a amplitude entre os segmentos. Embora o padrão geral aponte desktop em alta e mobile em queda no topo, a intensidade do movimento difere conforme o setor, com diferenças de vários pontos percentuais entre as indústrias.
O que muda para quem trabalha com busca orgânica
A divergência entre dispositivos altera a leitura do desempenho orgânico. Um mesmo site pode ganhar cliques no desktop e perder no mobile na mesma posição, o que exige análise separada por plataforma ao avaliar resultados de SEO.
O recorte por dispositivo também se conecta à orquestração de buscas, já que o comportamento do público varia conforme o contexto de uso. O relatório descreve o padrão observado, sem atribuir a variação a uma causa única no período medido.
A Advanced Web Ranking observa que o cálculo considera a página de resultados independentemente da presença de AI Overviews, sem isolar o efeito do recurso. O estudo registra a variação de CTR, mas não mede de forma separada o impacto dos blocos de resposta gerados por IA.
Como o estudo foi conduzido
Os dados vêm de uma base internacional, que inclui mercados como Estados Unidos e Reino Unido. O relatório cobre o primeiro trimestre de 2026, de janeiro a março, em comparação com o quarto trimestre de 2025, de outubro a dezembro.
Em termos de método, o cálculo considera a taxa média de cliques por posição entre os dez primeiros resultados orgânicos. A Advanced Web Ranking organiza os números por dispositivo, por intenção e por tamanho da palavra-chave, o que permite comparar o comportamento dos diferentes cortes.
O conjunto oferece uma fotografia recente do CTR orgânico no Google. Ao separar desktop e mobile, o levantamento documenta uma divergência de comportamento entre os dois públicos, com ganhos de cliques no topo do desktop e perdas na primeira posição móvel.