Anthropic lançou o Claude Opus 4.7 com suporte a imagens de até 3,75 megapixels, nível de raciocínio xhigh e cyber safeguards integrados; preços mantidos.
A Anthropic disponibilizou o Claude Opus 4.7 em disponibilidade geral, a nova versão do Opus. O anúncio, publicado no blog oficial da empresa, confirmou três avanços técnicos: suporte a imagens de alta resolução, novo nível de esforço de raciocínio denominado xhigh e um sistema de proteção cibernética integrado por padrão.
O modelo mantém os preços da versão anterior: US$ 5 por 1 milhão de tokens de entrada e US$ 25 por 1 milhão de tokens de saída — aproximadamente R$ 25 e R$ 125 na cotação atual. Segundo a Anthropic, o Opus 4.7 supera o Opus 4.6 em todas as avaliações internas, incluindo tarefas de escritório, raciocínio com documentos, biologia e coerência de longo prazo.
O acesso ao modelo está disponível via API (identificador claude-opus-4-7), Claude.ai, Claude Code e nas principais plataformas de nuvem: Amazon Bedrock, Google Cloud Vertex AI e Microsoft Foundry. Desenvolvedores e empresas com contratos ativos podem usar o modelo sem ajustes de preço.
Processamento de imagens com até 3,75 megapixels
O Opus 4.7 amplia o suporte a imagens para até 2.576 pixels no lado mais longo, o equivalente a aproximadamente 3,75 megapixels. A capacidade representa mais de três vezes a resolução máxima aceita pela versão anterior, o que permite ao modelo processar fotografias de alta definição, layouts editoriais complexos e diagramas técnicos com maior precisão.
Mario Rodriguez, Chief Product Officer da Anthropic, quantificou o avanço no benchmark interno de programação: “O Claude Opus 4.7 eleva a resolução em 13% em relação ao Opus 4.6 em nosso benchmark de 93 tarefas de programação”. O executivo se referiu, nesse contexto, ao impacto da visão de alta resolução em tarefas de análise de código que dependem de capturas de tela e interfaces visuais.
Na prática, a melhora viabiliza casos de uso que antes exigiam pré-processamento manual de imagens: análise de criativos publicitários com texto fino, leitura de planilhas exportadas em formato de imagem e revisão de slides e documentos profissionais diretamente via API.
Controle granular de raciocínio com o nível xhigh
A Anthropic introduziu o nível de esforço denominado xhigh, que se posiciona acima do nível high nas configurações de raciocínio do modelo. O recurso permite que desenvolvedores ajustem o equilíbrio entre profundidade de análise e latência de resposta, escolhendo o ponto de operação mais adequado para cada tarefa.
Ben Lafferty, Senior Staff Engineer da Anthropic, foi objetivo ao descrever a melhora: “É o salto mais limpo que vimos desde a migração do Sonnet 3.7 para a série Claude 4”. O engenheiro atribuiu a consistência do ganho à combinação entre o novo nível de esforço e as melhorias arquiteturais do modelo, que resultam em menor taxa de erros em chamadas de ferramentas dentro de fluxos de agentes.
Proteção integrada contra usos indevidos em cibersegurança
O Opus 4.7 é o primeiro modelo da série a incluir proteções cibernéticas nativas, denominadas cyber safeguards pela Anthropic. O sistema opera com detecção automática de solicitações que enquadram usos proibidos de cibersegurança — como geração de exploits ou assistência a ataques — bloqueando as respostas antes de serem entregues ao cliente.
Paralelamente, a Anthropic lançou o Cyber Verification Program, um canal formal para que profissionais legítimos de segurança da informação acessem capacidades avançadas do modelo em contextos de pesquisa e defesa. O programa estabelece critérios de elegibilidade e exige verificação de identidade, separando o uso profissional autorizado das tentativas de contornar as proteções padrão.
Desempenho em benchmarks: estado da arte em seis categorias
Segundo a Anthropic, o Opus 4.7 atingiu estado da arte em seis categorias de avaliação: tarefas de escritório, visão, raciocínio com documentos, contexto longo, biologia e coerência de longo prazo. Em todas as categorias, o desempenho supera o do Opus 4.6, seu antecessor direto.
A empresa não divulgou comparações com modelos de terceiros nos benchmarks publicados. Os resultados apresentados são baseados em avaliações internas conduzidas pela Anthropic, incluindo o benchmark de 93 tarefas de programação citado por Rodriguez.
Tokenização aprimorada e implicações para custo por request
O Opus 4.7 traz um tokenizer atualizado que produz entre 1,0× e 1,35× mais tokens do que as versões anteriores, dependendo do tipo de conteúdo processado. A variação ocorre porque o novo tokenizador segmenta determinados padrões de texto — código, idiomas não latinos e sequências numéricas — diferentemente das versões anteriores.
O efeito prático é que o custo real por request pode ser até 35% maior em cenários onde o conteúdo é tokenizado de forma mais granular. A Anthropic manteve os preços nominais por token sem alteração, de modo que equipes com fluxos de alta volumetria precisam recalibrar estimativas de custo com base no novo tokenizador.
Plataformas, preços e disponibilidade
O Claude Opus 4.7 está disponível em disponibilidade geral via API Anthropic (identificador claude-opus-4-7), Claude.ai e Claude Code. Além disso, o modelo foi integrado às três principais plataformas de nuvem: Amazon Bedrock, Google Cloud Vertex AI e Microsoft Foundry.
Os preços permanecem idênticos aos do Opus 4.6: US$ 5 por 1 milhão de tokens de entrada (aproximadamente R$ 25) e US$ 25 por 1 milhão de tokens de saída (aproximadamente R$ 125). A estabilidade de preços foi confirmada pela Anthropic no anúncio oficial publicado em seu blog.