Apps de IA superam jogos em gastos mobile pela primeira vez: o que os dados de 2025 revelam

Consumidores gastaram US$ 82,6 bilhões em apps contra US$ 72,2 bilhões em jogos mobile em 2025, com ChatGPT liderando a categoria de IA ao faturar US$ 3,4 bilhões

O mercado mobile atingiu um marco histórico em 2025: consumidores gastaram mais dinheiro em aplicativos do que em jogos pela primeira vez. Os dados da Sensor Tower e Appfigures revelam que aplicativos não relacionados a jogos acumularam US$ 82,6 bilhões em receita, superando os US$ 72,2 bilhões dos games. O motor dessa mudança foi a adoção massiva de apps de inteligência artificial.

O relatório da Appfigures aponta que os downloads globais de aplicativos e jogos mobile somaram 106,9 bilhões em 2025, uma queda de 2,7% em relação ao ano anterior. Os gastos dos consumidores, no entanto, cresceram 21,6% e atingiram US$ 155,8 bilhões. As pessoas estão baixando menos apps mas gastando significativamente mais dentro deles.

A IA generativa foi responsável direta por essa inversão histórica. Compras dentro de apps de IA mais que triplicaram em 2025, ultrapassando US$ 5 bilhões. Downloads de apps de IA dobraram, alcançando 3,8 bilhões. Uma nova categoria de aplicativos conquistou o bolso dos consumidores.

ChatGPT lidera com receita recorde

O ChatGPT da OpenAI gerou US$ 3,4 bilhões em receita de compras dentro do aplicativo globalmente em 2025. Esse número coloca o assistente de IA como o aplicativo de IA mais rentável do mercado. A marca de US$ 3 bilhões em gastos do consumidor foi atingida em 31 meses.

Para contexto, o TikTok levou 58 meses para alcançar o mesmo marco. Disney+ precisou de 42 meses, HBO Max de 46 meses. O ChatGPT acelerou a monetização de forma sem precedentes. A velocidade de adoção de IA generativa pelo consumidor surpreendeu até projeções otimistas.

O app se posicionou como o terceiro de maior receita em 2025, atrás apenas do TikTok e Google One. Isso sinaliza uma mudança decisiva tanto em gastos quanto em atenção do consumidor. A IA deixou de ser curiosidade tecnológica para se tornar categoria dominante.

Engajamento com apps de IA explodiu

Consumidores passaram 48 bilhões de horas em apps de IA generativa em 2025. Esse número representa 3,6 vezes o tempo gasto em 2024. O volume de sessões ultrapassou um trilhão ao longo do ano. As pessoas não estão apenas baixando apps de IA, estão usando intensivamente.

O número de usuários que dependem exclusivamente de assistentes de IA mobile saltou de 13 milhões em 2024 para 110 milhões no final de 2025. Esse crescimento de quase dez vezes indica que uma parcela significativa de usuários incorporou IA em suas rotinas diárias.

A OpenAI e a DeepSeek capturaram juntas quase 50% dos downloads globais de apps de IA. Enquanto isso, grandes publishers de tecnologia como Google, Microsoft e X aumentaram sua participação de mercado de 14% para 30%, espremendo competidores menores que lideraram as fases iniciais da categoria.

O declínio relativo dos jogos mobile

Os jogos mobile ainda representam um mercado massivo de US$ 72,2 bilhões, mas seu domínio absoluto acabou. A categoria responde agora por 46% dos gastos dentro de aplicativos, quando historicamente dominava com folga. A competição por atenção e dinheiro do usuário mobile se intensificou.

Os dados mostram que jogos estão competindo cada vez mais com apps sociais, dramas em formato curto e aplicativos de IA. As duas últimas categorias se destacaram como outliers em 2025, registrando crescimentos excepcionais de downloads: 278% para dramas curtos e 148% para IA.

Para a indústria de games mobile, isso representa um alerta. O modelo de negócio baseado em compras dentro de jogos enfrenta concorrência de novas categorias que também dominaram a mecânica de monetização por assinatura e compras recorrentes.

O mercado americano amplifica a tendência

Nos Estados Unidos, a mudança foi ainda mais intensa. Consumidores americanos gastaram US$ 33,6 bilhões em apps não relacionados a jogos, alta de 26,8% em relação a 2024. Os gastos com jogos cresceram apenas 6,8%, somando US$ 21,9 bilhões.

O total de gastos mobile nos EUA atingiu US$ 55,5 bilhões, crescimento de 18,1% contra os US$ 47 bilhões de 2024. Os downloads, porém, caíram 4,2% para 10 bilhões. O padrão global de menos downloads e mais gastos se repete com intensidade no mercado americano.

Esses números indicam maturação do mercado mobile. Usuários estão mais seletivos sobre quais apps instalar, mas dispostos a pagar mais pelos que realmente usam. A monetização por usuário está subindo, compensando a estagnação na base instalada.

O que isso significa para estratégias digitais

A ascensão dos apps de IA tem implicações amplas para marketing digital e estratégia de produto. Consumidores demonstraram disposição para pagar por ferramentas que entregam valor prático no dia a dia. Assistentes de IA preencheram uma lacuna que outras categorias não conseguiam.

Para empresas que desenvolvem aplicativos, a lição é clara: IA não é mais diferencial, é expectativa. Integrar capacidades de IA generativa se tornou necessário para competir pela atenção e pelo bolso do usuário mobile.

A mudança também afeta estratégias de mídia e conteúdo. Se usuários estão gastando bilhões de horas com assistentes de IA, parte desse tempo antes ia para consumo de conteúdo tradicional. Marcas precisam considerar como estar presentes nas conversas que acontecem dentro desses apps.

Projeções para 2026 e além

A trajetória sugere que a participação de IA no mercado mobile continuará crescendo. A consolidação entre os grandes players deve se intensificar, com Google, Microsoft e OpenAI dominando a categoria. Startups menores enfrentarão pressão crescente para encontrar nichos defensáveis.

O mercado de jogos mobile não vai desaparecer, mas sua participação relativa deve continuar caindo. Desenvolvedores de games precisarão inovar em modelos de negócio e experiências para competir com a nova geração de apps que capturou a atenção do consumidor.

Para profissionais de marketing, a mensagem é: a IA móvel deixou de ser tendência futura para se tornar realidade presente. Estratégias que ignoram esse canal ignoram onde consumidores estão gastando tempo e dinheiro de forma crescente.

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Escrito por Diego Ivo

Diego é CEO da Conversion, agência Líder em SEO e especializada em Search. Possui mais de uma década de experiência no mercado digital e é um dos principais experts no Brasil em SEO.

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