O que é SEO? – O guia completo para iniciantes e experts. Totalmente atualizado para os últimos updates do algoritmo do Google.

Diego Ivo

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SEO significa Search Engine Optimization e é um conjunto de técnicas e estratégias para alcançar melhor posicionamento nos mecanismos de busca. Pode ser aplicado por blogueiros, empreendedores, empresários, pequenas médias e grandes empresas.

SEO é um tema cada vez mais comum, tanto nas aulas de universidades, quanto para blogueiros, empreendedores e empresários, e também para pequenas, médias e grandes empresas.

Pensando nisso, nós da Conversion, agência de performance & SEO, resolvemos montar um guia de SEO que seja ótimo para iniciantes, mas que também traga as melhores práticas para profissionais experientes.

O resultado é este guia O que é SEO?, que reuniu mais de uma década de conhecimento em consultorias para pequenos, médios e grandes sites, e está disponibilizado gratuitamente para você.

Esperamos que goste e, como nós, também se apaixone cada vez mais pelo SEO.

Bom aprendizado!

Índice

Se preferir, vá diretamente a um dos tópicos:

  1. O que é SEO?
  2. Como funcionam os mecanismos de busca?
  3. Principais mecanismos de busca no Brasil e no mundo
  4. Experiência do Usuário em buscadores
  5. Metodologia: as etapas do SEO
  6. Palavras-chave
  7. SEO Técnico: um checklist essencial
  8. Relevância e Retenção: como ser melhor para o usuário
  9. Link Building
  10. Black Hat, White Hat, Gray Hat e as Diretrizes do Google
  11. Ferramentas de SEO
  12. SEO para Aplicativos
  13. SEO para Vídeos/Youtube
  14. O mercado de trabalho
  15. Resumo

O que é SEO? Conheça a definição, como funciona, benefícios, quem pode aplicar e como fazer

Definição de SEO

Há diversas definições, mas a nossa preferida é:

SEO significa Search Engine Optimization, que é um conjunto de técnicas e estratégias para alcançar melhor posicionamento nos mecanismos de busca. Pode ser aplicado por blogueiros, empreendedores, empresários, médias e grandes empresas.

Como pronunciar SEO?

Há uma grande polêmica sobre a pronúncia de SEO e, inclusive, há um meme que explica muito bem os significados e a pronúncia correta:

Pronúncia SEO - Meme

Ou seja, a pronúncia é ÉSSI-I-OU.

O que é uma SERP?

SERP

SERP é um dos termos mais comuns em SEO, significa Search Engine Results Page e é a página de resultados de um buscador.

Uma SERP é composta basicamente de:

Anúncios (Links Patrocinados): são o formato de publicidade nos buscadores, são resultados pagos.

SEO (Resultados Orgânicos): são os resultados que o algoritmo traz, são resultados não-pagos.

Quando SEO surgiu ou foi criado?

Em 1997, o termo “SEO” foi utilizado pela primeira vez, no livro NetResults e desde então não parou de se popularizar e está presente em tudo.

A Amazon, a maior loja do mundo, recebeu este nome porque, na época, os buscadores classificavam sites em ordem alfabética — e Jeff Bezos, seu fundador, queria estar no topo.

Recentemente, a Warner Bros mudou o nome do filme Birds of Prey (and the Fantabulous Emancipation of One Harley Quinn) para, simplesmente, Harley Quinn: Birds of Prey só para ficar mais simples na hora das buscas e compra de ingressos.

Mas estes são exemplos bem fora da caixa. Veja os benefícios do SEO para pessoas e empresas “normais”:

Quais os benefícios?

Podemos destacar basicamente os seguintes benefícios:

Reconhecimento de marca: o consumidor co-relaciona uma marca no topo das buscas à liderança de mercado.

Reputação: o Google é a segunda marca mais valiosa do mundo e sempre que um site aparece nos resultados está sendo recomendado por ele, o que gera mais confiança no consumidor.

Tráfego gratuito: páginas bem posicionadas recebem tráfego qualificado e gratuito.

Leads e contatos: se sua empresa vende serviços, estar bem posicionada aumenta a probabilidade de receber leads e contatos telefônicos.

Vendas: para sites de e-commerce, nos quais a venda ocorre online, o SEO é um dos principais canais de tráfego e vendas.

Quem pode aplicar?

SEO não tem nenhuma contra-indicação e pode ser usado por todo mundo! Entenda como cada um dos perfis usa no seu dia-a-dia:

Blogueiros e Youtubers: usam SEO para gerar tráfego gratuito para seu blog — YouTubers usam esse conhecimento para ficar bem posicionados nos resultados de buscas do YouTube.

Empreendedores: eles aprendem técnicas de SEO para gerar tráfego e vendas para sua empresa, bem como para modelar seus negócios;

Donos de Aplicativos: usam esse conhecimento para ficar no topo de AppStore e Google Play.

Analistas e Coordenadores de Marketing: usam esse conhecimento para gerar awareness, tráfego e conversões;

Gerentes e Diretores de Marketing: usam o conhecimento para gerar insights e inteligência competitiva, uma vez que os dados de busca revelam a intenção do consumidor e sua respectiva demanda.

Como funciona e como fazer?

Como falamos, SEO é para todos e em cada perfil haverá complexidades específicas.

O funcionamento do SEO é, em resumo, proporcionar experiências que sejam ótimas do ponto de vista do usuário e dos mecanismos de busca.

Foco no algoritmo: vale lembrar que o Google é uma calculadora, ele apenas lê informações e as processa tendo em vista a classificar as melhores páginas;

Foco no usuário: o usuário procura ter boas experiências, encontrar informação útil, conteúdos, respostas, produtos e serviços de qualidade;

Para fazer SEO, temos um modelo que chamamos de PARRI, que é basicamente: Performance – Autoridade – Retenção – Relevância – Indexabilidade.

Sabemos que pode soar estranho para você, mas fique tranquilo: hoje, você aprenderá tudo sobre SEO!

Como funcionam os mecanismos de busca?

Para poder implementar estratégias de posicionamento nos buscadores, você precisa entender como funcionam os buscadores.

Como eram os buscadores antes do Google?

Fundado em 1993, o Architext é considerado o primeiro buscador na Internet. No ano seguinte, surgiu o Yahoo! e, um pouco depois, em 1997 o Google.

Como surgiu o Google e qual foi seu grande diferencial?

O Google foi fundado por Larry Page e Sergey Brin, como um projeto de doutorado na Universidade de Michigan e, depois, tornou-se um produto comercial.

Na época, já existiam vários buscadores que classificavam os sites basicamente pela quantidade de vezes e em quais tags o termo de busca aparecia na página.

O grande diferencial do Google e que revolucionou as buscas foi considerar os hiperlinks (links de um site para o outro) como um voto de confiança.

Ou seja, se uma página recebia 12 hiperlinks de outros sites e a outra, apenas 2, a primeira ficaria posicionada à frente!

É claro que isso evoluiu muito desde então, mas essa continua sendo uma das principais lógicas de funcionamento do Google.

Como funciona o Google?

Conceitual e didaticamente, o funcionamento de um buscador é bastante simples e segue basicamente as 5 funções a seguir:

Crawler é um software que “rastreia” todas as páginas da web e que simula o comportamento de um usuário;

Index é como uma “base de dados” onde estão armazenadas todas as páginas da web, de uma forma inteligente, para que se possa trazer rapidamente resposta para qualquer dúvida que tenha o usuário.

No mundo do SEO, vamos utilizar muito a expressão “indexada” mais ou menos assim: a página de tênis feminino foi indexada. Indexada quer dizer que o Google rastreou corretamente e ela já está presente na base de dados do Google!

Classificação é o processo que o Google faz para ordenar os resultados, que vão da primeira posição e, virtualmente, resultados ilimitados.

É claro que a grande meta do SEO é estar “classificado” ou “rankeado” na primeira página do Google.

Avaliação de pessoas: o Google também utiliza-se de pessoas para avaliar sites; essas pessoas são profissionais especialistas que medem a qualidade do site conforme os critérios da Search Quality Evaluator Guidelines — mas isso é feito numa proporção ainda pequena; e há também profissionais internos do Google que “punem”, aplicam manualmente “sanções” e até “banem” sites que não respeitam suas Diretrizes de Qualidade, que são como as “leis do Google” e que você irá conhecer a seguir.

Machine Learning e Inteligência Artificial: por fim, o Google usa de Machine Learning (Aprendizado de Máquina), que é um campo de estudo da ciência da computação que faz com que softwares como o Google aprendam automaticamente.

Na prática, por exemplo, o Google começa a entender os resultados/informações que o usuário prefere para cada tipo de busca e passa a classificar melhores os sites que trazem tais informações.

Quais os principais mecanismos de busca no Brasil?

Segundo a Statista, o Google detém 97,5% da participação no mercado de buscas no Brasil.

Market Share Buscas no Brasil

Vale ressaltar, entretanto, que otimizar para o Youtube pode ser muito mais relevante que para o Bing, já que a plataforma de vídeos só não é mais acessada que o próprio Google, segundo dados recentes da SimilarWeb:

Ranking de Sites no Brasil: Google (1) e Youtube (2)

Experiência do usuário em um buscador: Para alcançar o topo das buscas proporcione a experiência que o Google quer proporcionar para seu usuário

No passado, o SEO já foi extremamente mecânico — os profissionais focavam em inserir palavras-chave, melhorar aspectos de tecnologia e, voilá, alcançavam o topo das buscas.

Mas, cada vez mais, para alcançar o topo das buscas deve-se ser capaz de proporcionar a melhor experiência de busca para o usuário.

Para fazer isso, recomendamos entender algumas coisas:

Comece entendendo a missão do Google

O Google, em sua página oficial é muito claro sobre a sua missão:

“Nossa missão é organizar as informações do mundo para que sejam universalmente acessíveis e úteis para todos.”

Mas… o que isso significa?

Basicamente, que se você ajudar a tornar o máximo de informação acessível e útil, o Google irá premiar seu site com melhores classificações, mais visibilidade e mais tráfego.

Não é um ótimo negócio?!

Entenda a experiência de busca

Para fazer SEO, você deve se colocar no lugar de uma pessoa que está fazendo uma pesquisa.

Uma busca pode ser algo para tirar uma dúvida simples (e muitas vezes, o usuário vai obter essa resposta na própria página do buscador), pode fazer parte de um planejamento maior (como uma reforma ou uma viagem), de um processo de compra, uma pesquisa, etc.

O importante é você entender em que momento está o usuário e como você pode ajudá-lo da melhor e mais útil das formas: o Google prefere sites úteis a sites “bonitinhos”.

O Google vai entregar mais visibilidade e tráfego a páginas de qualidade.

Para o Google, o que é uma página de qualidade?

O Google possui uma documentação chamada Search Quality Evaluator Guidelines, em que ele usa o termo Page Quality (PQ) para descrever  o que é Página de Qualidade.

Para o Google, uma página de qualidade é basicamente ela ser útil e ajudar o usuário a atingir seu propósito de busca da melhor forma.

Ok… mas como funciona isso?

O Propósito da Página deverá determinar como é a sua página

Como falamos, as buscas podem ser muito diferentes e muito variadas e cada uma tem o seu propósito que deverá corresponder ao propósito de página.

Haverá vários e infinitos propósitos de páginas, mas vamos reunir aqui os mais comuns:

Página de Compras: seu propósito é vender e informar sobre um produto.

Home de uma Site de Notícias: informar o usuários sobre acontecimentos recentes e importantes.

Página de Vídeo:  Compartilhar um vídeo interessante para o usuário.

Post de Blog: informar da forma mais útil e completa o usuário acerca de um tópico.

Google redobra atenção a páginas do tipo YMYL (Your Money Your Life), que impactam a vida e as finanças das pessoas

YMYL (Your Money Your Life) é um nome esquisito para páginas que podem impactar sobre a vida da pessoa (saúde, por exemplo) e finanças das pessoas (conteúdo financeiro ou páginas de compras, por exemplo).

Em resumo, grande parte da web é formada desse tipo de páginas e se excluem a essa lógica, basicamente, páginas de entretenimento de forma geral.

O que são páginas YMYL?

São basicamente páginas que atendem a um desses tópicos:

  • Páginas que fornecem conselhos ou informações sobre saúde, saúde mental, nutrição, medicamentos, doenças específicas, sintomas e outros problemas médicos
  • Páginas que oferecem conselhos ou informações sobre tópicos como divórcio, guarda dos filhos, cidadania, asilo e outras questões legais
  • Páginas que oferecem conselhos ou informações sobre investimentos, impostos, seguros, hipotecas, pensões e outros problemas financeiros
  • Páginas que informam o público sobre notícias, políticas, leis, processos e serviços governamentais etc.
  • Páginas que permitem aos usuários efetuar pagamentos, transferir dinheiro e fazer compras online
  • Páginas com conteúdo que afeta a segurança de um usuário, como informações e conselhos sobre segurança de automóveis e segurança de gás

Nós últimos anos, o Google vem se esforçando para rankear apenas páginas desse tipo que atendam ao que ele chama de EAT.

Você sabe o que é isso?

Para rankear, você precisa de EAT: Expertise, Authority, Trust

O Google está levando muito em conta a qualidade e utilidade da informação.

Ele sabe, por exemplo, que as pessoas podem tomar decisões em relação à sua saúde ou vida financeira a partir de consultas feitas em suas buscas.

Para isso, entra em jogo a Reputação de quem fala sobre o assunto, o que vale tanto para o site quanto para o autor.

Expertise

Para o site: é basicamente as credenciais da organização. O Google usa como exemplo de um site de notícias que a empresa por trás do site tenha ganho um Prêmio Pulitzer, ou uma empresa que recebeu algum prêmio de algum órgão do seu segmento. Isso será difícil de saber no caso de um site de humor.

Para o autor: quais são as credenciais do autor? No caso de um médico ou cientista, pode ser um artigo científico que ele escreveu. Para outros tópicos, pode-se exibir os títulos (graduações, pós, MBA, etc.), experiências relevantes e trabalhos no setor em questão.

Autorithy (Autoridade)

Para o site: autoridade é basicamente como esse site é reconhecido em outros lugares; um exemplo disso podem ser reviews e avaliações em sites do segmento, diretórios ou no próprio Google. Também é esperado que a autoridade esteja ligada ao tópico do site: por exemplo, não deve rankear um conteúdo sobre finanças de um site especializado em receitas.

Para o autor: pode-se medir a autoridade do autor de acordo com o número de citações/menções na web, os tipos de site em que ele aparece e o quão bem escrito são os seus conteúdos. O Google ainda diz que um bom conteúdo “deve ser factualmente preciso para o tópico e deve ser apoiado por consenso de especialistas onde existe esse consenso.”

Trust (Confiança)

Para o site: a confiança vem de o site possuir informações que validam, como uma página “Sobre nós” e, no caso de e-commerce, links para páginas com avaliações do consumidor e possuir protocolo HTTPS.

Para o autor: a confiança é medida pela quantidade de citações que ele possui. Essas citações aparecem em outros sites que possuem alto EAT? O quão bem é escrito seus conteúdos?

Como demonstrar seu EAT na prática?

Siga os seguintes tópicos:

  • Garantir segurança do site e contar com certificado SSL;
  • Crie uma página “Sobre nós” muito completa;
  • Investir em reviews de usuário;
  • Criar conteúdo com o conhecimento dos especialistas que trabalham em sua organização (empresa, universidade, etc.);
  • Mostrar seus selos, prêmios e certificações;
  • Trabalhar com redatores e jornalistas reconhecidos e renomeados;
  • Criar suas próprias pesquisas e estudos;
  • Investir em precisão e mencionar documentos de fonte primária, como leis e estudos científicos;
  • Facilitar o contato com pessoas responsáveis, por e-mail ou mensagem, para tirar eventuais dúvidas.

Metodologia de SEO: conhecendo cada um dos pilares de otimização para alcançar o topo das buscas

Aqui na Conversion, criamos uma metodologia de SEO que considera basicamente o PARRI (Performance, Autoridade, Retenção, Relevância e Indexabilidade) de um site.

Seguindo essa lógica, as suas estratégias de SEO tendem a obter melhores resultados.

Entenda cada uma dessas etapas:

Performance: é o resultado que você pretende obter, que pode ser posicionamento de um termo, geração de leads ou venda online — você deve começar pela performance, para trabalhar o seu SEO com propósito e objetivo claros, e fazer assim o “caminho reverso” pelos outros pilares. Recomendamos que você tenha um benchmark essa Performance, para não ser algo abstrato e que consiga traduzir isso em posicionamento de palavras-chave.

Autoridade: é como seu site e sua páginas são reconhecidos por outros sites no quesito de hiperlinks, menções em outros sites (como veículos de imprensa) e links internos que a página recebe em sua arquitetura da informação (páginas mais importantes, como a Home ou seu principal produto costumam receber mais links, por exemplo).

Retenção: é a capacidade que seu site tem de fazer com que usuários retornem para o seu site e gastem tempo navegando nele. Uma boa métrica para entender isso são as buscas pela sua marca ou a proporção de sessões/visitantes únicos, bem como o tempo médio.

Relevância: é o quanto a sua página é útil para o usuário e atingem o seu propósito; é a Qualidade de Página, e você pode entender isso medindo o tempo médio, a duração da sessão, a taxa de scroll das páginas e a intensidade do mapa de calor de suas páginas.

Indexabilidade: é basicamente se o quanto as suas páginas estão acessíveis para os buscadores, é o aspecto de tecnologia e puramente técnico do SEO. A indexabilidade é o ponto de partida.

Palavras-chave e tipos de busca: como segmentar seu público-alvo de acordo com a intenção

Em marketing, para suas estratégias funcionarem você precisa ter claro qual o seu público-alvo e garantir que sua mensagem esteja chegando a ele.

Em SEO, essa segmentação ocorre pelas palavras-chave, uma vez que cada termo de busca revela uma intenção diferente.

Ou seja, sua estratégia de SEO deve ser feita para cada momento em que você deseja aparecer conforme o momento e a intenção do usuário.

As pessoas podem fazer pesquisas digitando textos, por voz e por semelhança de imagem, e as buscas podem ser do tipo atalho, informacional e transacional, como vamos detalhar a seguir.

Quais são os tipos de busca?

Busca de atalho: é basicamente a busca para chegar a um destino já esperado.

Exemplos: apple, facebook, nike, conversion, av. angelica 2.491

Busca informacional: é a busca por algum tipo de informação e/ou conteúdo

Exemplos: seo, marketing digital, como escolher tênis para corrida, como consertar tela quebrada do iphone

Busca transacional: é a mais valiosa das buscas porque elas revelam uma intenção de compra.

Exemplos: consultoria seo, comprar iphone, iphone xr 64gb, tenis nike

Repare que há palavras que podem revelar intenções diferentes em momentos diferentes.

Se uma pessoa pesquisar por Nike, ela pode estar querendo ir a uma loja da Nike, ao site da Nike, saber informações sobre um produto da Nike ou comprar um tênis específico.

Nestes casos, uma simples consulta ao Google traz quais são as principais intenções do usuário.

Volume de busca: quantas buscas a sua palavra-chave tem?

Um erro muito comum de quem começa a otimizar é não considerar o volume de pesquisa.

Volume de buscas é uma métrica que traz a quantidade de consultas que um termo teve em determinado período, geralmente de um mês e costuma ser representado pela média mensal.

O Ubersuggest é uma ferramenta gratuita que traz o volume de pesquisa de uma palavra-chave.

Análise SEO

E, ainda de acordo com o volume de busca, poderemos classificar essa palavra das seguintes formas:

Palavras-chave do tipo Head, Middle Tail e Long Tail

As palavras-chave são classificadas em 3 grupos que demonstram a sua quantidade e volume de busca.

Head Keyword: palavras-chave do tipo head possuem pouca quantidade no todo e alto volume de busca individualmente.

Exemplo: Nike, Tenis Nike, Tenis

Long Tail: palavras-chave de long tail ou cauda longa possuem grande quantidade no todo e baixo volume de busca individualmente.

Exemplo: Tenis Air Jordan XXXIV Masculino 42, Tenis Airmax Roxo Feminino

Middle Keyword: palavras-chave possuem uma quantidade média no topo e médio volume de busca individualmente. As Middle Keywords sempre serão relativas a Head e Long Tails.

Exemplo: Tenis Nike Airmax, Tenis Air Jordan, Nike Airmax

SEO Checklist: uma lista com os 18 itens indispensáveis para otimizar uma página e alcançar o topo

Agora que você já está entendendo como funciona o SEO e como pode ser feita a otimização, separamos 18 elementos práticos que devem ser levados em conta na otimização.

Esse checklist é útil tanto para iniciantes (que entenderão o funcionamento) como para profissionais experientes (que conhecerão as melhores práticas que funcionam hoje).

Domínio: escolha o domínio pela sua marca

Domínio

O que é: é o seu endereço na Internet e possui uma forma simples de lembrança.

Melhores práticas: tenha um domínio com a sua marca e não a sua palavra-chave de SEO.

Title: o elemento de SEO mais importante

 Snippet Title

O que é: é o título da sua página que aparece no nome da página ou aba e nos resultados da SERP. Ele é determinante, é o elemento mais importante.

Melhores práticas: mantenha sua principal palavra-chave à esquerda e crie um título atrativo para atrair cliques nos resultados. Páginas que recebem maior taxas de cliques tendem a rankear melhor.

URL: o endereço de sua página deve ser simples e direto

URL Amigável

O que é: A URL é composta do protocolo (https://), do subdomínio (www.), do domínio (conversion.com.br) e do diretório (/seo/), no exemplo acima.

Melhores práticas: Prefira URLs curtas, evite parâmetros e variáveis (?parametro=variavel).

Meta Description: não conta como fator de rankeamento, mas ajuda a aumentar a sua taxa de cliques

Meta Description

O que é: Meta Description é uma tag que descreve a página e aparece nas SERPs. Nenhum conteúdo na Description será levado em conta para rankeamento diretamente.

Melhores práticas: Faça descrições atraentes para aumentar sua taxa de cliques, que é este sim um forte fator de rankeamento.

Snippet: ele é o seu “anúncio orgânico” — capriche!

Snippet CTR

O que é: Snippet basicamente é, com uma licença poética, o seu “anúncio orgânico”: ele é como um site aparece na SERP.

Melhores práticas: aqui, o segredo é ser atrativo. Vale investir muito tempo nele.

Logo: seu logotipo a sua identidade resumida

Logo sem H1

O que é: Logotipo é sua identidade textual e de identidade.

Melhores práticas: Nunca marque sua logo com uma tag H1.

H1: o título principal e interno de sua página

H1

O que é: Enquanto o Title é seu título externo, o H1 é uma tag de cabeçalho (Heading Tag) que é o título principal de sua página.

Melhores práticas: No H1, passe a sua mensagem e mantenha sua principal palavra-chave. Essa tag deve ser usada uma única vez.

H2: são seus subtítulos ou títulos internos de uma seção de conteúdo

H2

O que é: H2 é uma Heading Tag de nível 2. Pode ser usada quantas vezes quiser.

Melhores práticas: Mantenha sua palavra-chave principal ou secundária, se possível: mas foque, principalmente, em ser persuasivo. Um bom H2 deve descrever o tópico do conteúdo e facilitar a escaneabilidade do conteúdo.

H3, H4, H5, H6: segue a mesma lógica, e um deve estar submetido a outro

O que é: são as outras 4 Heading Tags. Pode ser usada sem limites e, sempre, uma Heading deve estar submetida a uma outra de nível superior.

Melhores práticas: Nada melhor do que um exemplo:

H1. Nike
H2. Tênis Nike
H3. Tênis Nike Masculino
H4. Tênis Nike Masculino Air Jordan
H5. Tênis Nike Masculino Air Jordan Marrom
H6. Tênis Nike Masculino Air Jordan Marrom 43

Atenção: o exemplo acima é mecânico e utilizamos apenas a títulos didáticos; em geral, dificilmente você só usará H2s e, no máximo, H3s.

Rich Snippets: use recursos extras para você se destacar na SERP!

Rich SNippet

O que é: Rich Snippet nada mais é que um Snippet que possui recursos ricos, como preço, review de usuários, FAQPages, etc.

Melhores práticas: simplesmente não abuse desse recurso para não gerar punições.

Escaneabilidade: não obrigue ninguém a ler algo que não precisa e facilite o entendimento das suas informações

Escaneabilidade

O que é: Escaneabilidade é um recurso de design, que permite que o usuário faça uma leitura dinâmica do conteúdo de uma página, consiga entender sobre o que é cada tópico.

Melhores práticas: Na imagem acima, repare como cada um dos elementos da página facilitam o entendimento e a Indexabilidade da informação.

Texto de Apoio: texto focado em performance e que facilita a indexação

 Texto de Apoio

O que é: Texto de apoio é um formato de texto simples, focado em informações que complementam uma página comercial, focado em melhor indexação pelos mecanismos de busca.

Melhores práticas: Os textos de apoio visam à melhor indexação e devem, idealmente, ser incorporados à experiência do usuário.

<P> Parágrafo: prefira parágrafos curtos e objetivos

Parágrafo

O que é: Parágrafos contam com a tag <p> e encerram uma breve unidade de sentido.

Melhores práticas: Tenha parágrafos curtos, com uma ou duas frases igualmente curtas, para facilitar a leitura em múltiplos dispositivos (desktop, tablet e celular) e escaneabilidade.

Linkagem Interna: aponte outras páginas que complementam seu conteúdo e aumente a autoridade delas

Links Internos

O que é: Linkagem Interna é um processo simples, mas importante, de criar links de uma página para outra página de seu próprio site.

Melhores práticas: Procure manter a palavra-chave otimizada na âncora (texto) do link.

Palavra-chave primária: otimize a sua palavra-chave mais importante

O que é: Palavra-chave primária é a palavra-chave mais importante e o foco de otimização da página.

Melhores práticas: Ela deve aparecer no Title à esquerda, no H1 e onde mais for relevante para o usuário.

Palavra-chaves secundárias: uma mesma página pode rankear para centenas de palavras-chave

O que é: Palavras-chave são outros termos importantes que você deseja que aquela página rankeie.

Melhores práticas: Distribua as palavras-chave entre H2s, H3s, Imagens, etc.

Densidade de palavras-chave: nem demais, nem de menos

O que é: Densidade é a proporção de incidência de uma palavra-chave no texto. Por exemplo, em um texto de 750 palavras em que aparecem 4 vezes a palavra sua densidade será de 0,53%.

Melhores práticas: Nossa recomendação é que não se preocupe tanto com isso e foque na qualidade do conteúdo; se houvesse um número ideal de densidade de palavra-chave, ele poderia estar entre 1-3% — mas, reforçamos essa não deve ser a sua preocupação. Por exemplo, este texto possuía, no momento de escrita 8.451 palavras e 102 vezes a palavra “SEO”, o que dá uma densidade de 1,2%.

Relevância e Retenção: a arte de ser útil e interessante para o usuário

Quando falamos em experiência do usuário, entram aqui dois R’s fundamentais para modernas estratégias de SEO: Relevância e Retenção.

O que são relevância e retenção?

Relevância: é o quanto aquela página atende a demanda do usuário, o quanto aquela página é o melhor resultado para o que o usuário pesquisa.

Retenção: é a capacidade que a página, e o domínio como um todo, tem de manter o usuário navegando naquele momento, bem como retornar posteriormente.

Páginas e sites que possuem altas Relevância e Retenção tendem a alcançar o topo das buscas.

Buscas pela marca: domínios reconhecidos são mais clicáveis

Google Trends

O que é: Busca pela marca é o volume de buscas pela palavra-chave de atalho do próprio domínio. Use, para medir, ferramentas como Google Trends ou Planejador de palavras-chave do Google Ads.

Como aumentar: Este é o KPI de Marketing (e não só de SEO) mais difícil de aumentar e é, também por isso, o mais importante. Ele é resultado de todos os esforços de markteting da marca, on e offline.

Impressões: gere mais awareness para sua marca

Impressões

O que é: Impressões são o número de vezes que os usuários visualizaram seu site nos resultados de busca, o que aumenta o seu reconhecimento de marca. Visualize esses números pelo Google Search Console.

Como aumentar: Otimize suas páginas para palavras-chave com maior volume de busca.

CTR (Click Through Rate): aumente sua taxa de clique

CTR

O que é: CTR (Click Through Rate) é a proporção entre impressões e cliques; quanto maior o CTR, maior o aproveitamento de impressões em relação a cliques no site.

Como aumentar: Aumente sua CTR melhorando seu Snippet e criando estratégia para termos de busca em que o domínio é competitivo e tem EAT (Expertise – Authority – Trust).

Dwell Time: tempo de permanência no seu site influencia no ranking

Tempo Médio

O que é: Dwell Time foi utilizado, historicamente, como o tempo que corria entre um clique na SERP e o usuário voltar a interagir com a mesma SERP; um Dwell Time alto ou baixo indica a qualidade do site. Essa métrica só o Google possui, mas há algumas equivalentes: tempo médio na página e duração de sessão (Google Analytics) e dados equivalentes no SimilarWeb, para benchmark.

Como aumentar: Melhore a experiência do usuário, tenha mais conteúdo útil, traga mais informações e forneça mais itens para navegação.

Scroll Retention: faça o usuário rolar mais a página com informação útil e interessante

Mapa de Calor Scroll

O que é: É a taxa de Retenção, ou seja, percentual de visitantes que chegaram ao final do conteúdo da página. Essa métrica pode ser obtida através de ferramentas de Mapa de Calor, como o Hotjar.

Como aumentar: Análise a página e descubra o que está derrubando a leitura; provavelmente, há elementos de pouco interesse para o usuário. O ideal é que esse número gire entre 25% e 50%, a depender do tamanho do conteúdo.

Mapas de Calor de Clique e Movimento do mouse: descubra o que é relevante para seu usuário e potencialize isso

Mapa de Calor Mouse

O que é: Os mapas de calor demonstram a movimentação do usuário; quando há calor (está mais vermelho), isso indica uma área importante na página, que pode ser potencializada. Crie mapas de calor no Hotjar.

Como aumentar: Torne seções e elementos com alto calor mais visíveis e explore mais esse tipo de conteúdo, informação ou feature.

Crie enquetes para entender melhor seu usuárioEnquete

O que é: Enquetes são perguntas são simples que ajudam a entender seu usuário. Podem ser perguntas de múltipla escolha, várias opções, sim e não, avaliação, NPS, etc. O Hotjar é uma ferramenta interessante para rodar esse tipo de pesquisa.

Dicas de uso: rode uma única pesquisa por vez e tome cuidado para que o tráfego de origem mantenha um padrão (heterogêneo ou homogêneo) quando for comparar dados.

Zero retorno à SERP: seja a última consulta e traga todas as respostas

O que é: é um conceito novo e que visa a responder todas as dúvidas possíveis dos usuários, para que eles não precisem de outras respostas.

Como aumentar: Crie conteúdos completos, traga todas as informações úteis e ordene tudo isso de forma harmônica e intuitiva para a experiencia do usuário.

Link Building: construindo a autoridade de seu domínio e suas páginas

O grande insight para a criação do Google, em 1997, por Larry Page e Sergey Brin, foi que links de outros sites funcionam como um voto de confiança.

Dessa forma, medindo os links de outros sites para uma determinada página e site, o Google conseguiu revolucionar as buscas.

O Link Building é uma das mais importantes atividades de SEO e também uma das mais difíceis e visa à conquista de links.

O que é Link Building?

Link Building é um conjunto de estratégias e técnicas para SEO que visam a conquista de links, para aumentar a autoridade do site perante os buscadores.

O objetivo central do Link Building é aumentar as métricas de Autoridade de Página e de Domínio, como você verá abaixo — bem como, rankear a página para determinadas palavras-chave.

Trata-se de uma das atividades mais difíceis e complexas em SEO, porque depende de acontecimentos em sites de terceiros e fora de controle.

É, além disso, um dos principais motivos para sites serem punidos — uma vez que sites acabam usando táticas ilícitas para conseguir links, como comprar links ou fazer troca de links.

Autoridade de Domínio

Autoridade de Domínio (Domain Authority) é uma nota que, em ferramentas como Moz e Ahrefs, vai de 0 a 100 e serve para classificar a autoridade do domínio.

Autoridades de Página

Análise de Backlinks Autoridade de Página e de Domínio

A Autoridade de Página (Page Authority) é uma nota que, em ferramentas como Moz e Ahrefs, vai de 0 a 100 e serve para classificar a autoridade da página.

Ou seja, a diferença é que Domain Authority é para o domínio e Page Authority, para a página.

Calcule gratuitamente em:

Links Nofollow vs Dofollow vs User Generated Content (UGC)

Vale ressaltar que nem todo link é igual: há links que transmitem autoridade (Dofollow) e os que não transmitem (Nofollow).

Em outras palavras, links Nofollow não têm nenhuma serventia do ponto de vista de SEO!

Para saber se um link é Nofollow, você precisará ver no HTML da página se há a marcação rel=“nofollow”, como a seguir:

<a href=“https://www.conversion.com.br/blog/“ rel=“nofollow”>Blog sobre Marketing Digital da Conversion</a>

Os links recebem a tag Nofollow quando são para sites não confiáveis ou, ainda, quando é conteúdo gerado pelo usuário (UGC – User Generated Content), como wikis, comentários de blogs, postagens de fóruns, etc.

Para tentar separar o UGC de qualquer outro link efetivamente Nofollow, o Google recomenda o uso do “rel=ugc”, mas na prática isso ainda não está em prática.

Âncoras: o texto do hiperlink indica termos que aquela página poderia se posicionar

Vamos seguir com o nosso exemplo anterior, mas agora sem a tag Nofollow:

<a href=“https://www.conversion.com.br/blog/“>Blog sobre Marketing Digital da Conversion</a>

Este link irá aparecer assim: Blog sobre Marketing Digital da Conversion.

O texto sensível e clicável é o que chamamos de Âncora. Repare que, na âncora, estão presentes as seguintes palavras-chave:

  • Blog
  • Marketing
  • Marketing Digital
  • Conversion
  • Blog Conversion

De modo geral, a âncora vai favorecer que aquela página se posicione para qualquer palavra-chave contida ali.

Isso vale para links externos e internos. Quanto aos links externos, ou seja de outros sites, cuidado ao ter âncoras que sejam a palavra-chave que você quer se posicionar.

Caso o Google considere que há tentativa de manipulação, o site ou a página poderá sofrer punições e até ser banido dos resultados de busca.

Principais Técnicas de Link Building para fazer e não fazer

Os tópicos abaixo irão contemplar 96% das dúvidas que as pessoas têm em relação a link building.

O que nunca fazer

O Google é muito taxativo sobre coisas que não devem ser feitas e as principais são:

Compra de links: é você trocar qualquer valor financeiro, produto ou serviço pela presença de um link para seu site.

Esquema de troca de links: nas Diretrizes do Webmaster, o Google é muito claro ao dizer que sites não podem trocar links entre si, especialmente em quantidade. Entenda melhor neste artigo.

Agora que você sabe o que não pode, vamos ao que pode.

Crie conteúdos de qualidade

Quando uma página é relevante, ela costuma ser fonte de citação e menção por outros sites. Por isso, capriche no conteúdo, para que ela se torne um ativo (esta página, por exemplo, é um ativo.)

Crie ativos digitais com dados ou ferramentas úteis

Ativo digital é um produto geralmente gratuito que é útil para as pessoas e, na medida em que elas gostam, costumam linkar.

No exemplo abaixo, temos o Ranking do ViajaNet, que foi um ranking de destinos nacionais e internacionais mais vendidos no Brasil — ele foi criado por nós da Conversion para o ViajaNet e é uma grande ferramenta para conquista de links.

Ranking do ViajaNet

Guest Blogging: escreva como blogueiro visitante em sites de terceiros

Muitas pessoas escrevem conteúdos de qualidade para outros blogs e, assim conseguem gerar links para seus sites.

Essa prática, que ainda continua válida, já foi muito comum no passado e muitas pessoas passaram do limite.

Porém, se você usar com parcimônia pode ser extremamente útil — inclusive para gerar mais Authority, do ponto de vista do EAT.

Assessoria de Imprensa: a melhor forma de conseguir links

Se por um lado os veículos de imprensa têm cada vez menos leitores, por outro são sites com muita autoridade e costumam ser as melhores fontes de links.

Porém, aparecer neles não é nada fácil e exigirá muita, muita estratégia de comunicação.

A média de Domain Authority de um site gira em torno de 30, enquanto os principais veículos de comunicação no Brasil possuem as seguintes notas:

  • Globo.com: 100
  • Folha de S. Paulo: 95
  • R7: 94
  • Exame: 94
  • Estadão: 93

Black Hat x Diretrizes do Webmaster: entenda o que pode e o que não pode quando o assunto é SEO

Todo país tem suas leis e, ao contrário do que muitos pensam, a Internet não é uma terra totalmente sem lei.

Quer dizer, pelo menos o Google tem as suas regras que devem ser seguidas por todas as pessoas que fazem SEO.

Quem não seguir essas leis, correrá sérios riscos de sumir do mapa, digo, do Google.

Diretrizes para Webmasters do Google: este documento deve ser lido por todo SEO

As Diretrizes para Webmasters do Google são o documento mais importante para quem vai estudar SEO, mas importante até mesmo do que esta página.

Recomendamos que você, em outro momento, estude em detalhes — lá está tudo o que o Google espera dos sites.

Vamos, a seguir, resumir os principais pontos contidos nas Diretrizes do Webmaster.

O que é Black Hat, White Hat e Gray Hat?

Em SEO, os termos Black Hat, White Hat e Gray Hat irão aparecer comumente e estão totalmente ligados às Diretrizes do Google.

SEO Black Hat são estratégias e técnicas voltadas a manipular o algoritmo do Google, que costumam quase sempre gerar punições; quem trabalha dessa forma não tem dúvidas de que será punido, só não sabe quando. Nós absolutamente não recomendamos isso, pois porá o trabalho de anos em grande risco.

SEO White Hat são, em oposição ao Black Hat, as estratégias que o Google recomenda que sejam seguidas pelos webmasters.

SEO Gray Hat é um termo que surgiu para descrever um híbrido de técnicas White e Black Hat; nesse terreno ficam táticas duvidosas, questionáveis e discutíveis. Grandes marcas já foram punidas pelo Google por conta disso.

Não crie páginas com uso de artificial de palavras-chave

Você já acessou alguma página e reparou que o texto estava “truncado” porque determinada palavra-chave era repetida, de tempos em tempos?

Pois é, isso é desagradável e pode ser considerado Black Hat.

Doorway Pages: páginas criadas com foco único em otimizar palavras-chave

Doorway Pages são páginas de entradas feitas exclusivamente para os buscadores, onde você tem páginas com títulos diferentes e conteúdos muito semelhantes.

Por exemplo, imagine um site que tenha duas páginas diferentes com os seguintes títulos, mas conteúdos muito semelhantes:

  • iPhone Barato
  • Comprar iPhone
  • iPhone Promoções

Caso se aprofunde em SEO, irá reparar que mesmo grandes sites utilizam estratégias muito semelhantes a Doorway Pages, o que causa estranhamento em muitos profissionais.

Não recomendamos em hipótese alguma que siga essa estratégia, pois apresenta muitos, muitos riscos — e sutilezas!

Não copie conteúdo de outros sites

O óbvio precisa ser dito: nunca copie conteúdo de outros sites.

No caso de e-commerces, em que é comum a prática de usar o conteúdo fornecido pela indústria, não há problemas, mas recomendamos que você crie conteúdo complementar único e útil.

Não faça cloaking

Cloaking é uma técnica que consiste em mostrar uma página para o usuário e outra para o mecanismo de busca.

Não faça parte de esquemas de troca de links e nunca compre links

Já alertamos acima, mas não custa reforçar: trocar e comprar links pode gerar punições.

Evite abuso de Rich Snippets

Tudo em excesso é ruim e com Rich Snippets pode ser também!

Use Rick Snippets apenas quando elas fizerem sentido — já vimos sites que utilizaram indiscriminadamente e, ao remover, simplesmente subir posições.

Textos ocultos

Os textos ocultos são conteúdos escondidos dos usuários mas existentes no HTML.

Não incluem aqui conteúdos que estão em acordeões ou seções acessíveis por clique — mas mesmo esses conteúdos terão menos prioridade no rankeamento.

Conteúdos para programas de afiliados que não agregam valor

Muito cuidado com conteúdos feitos exclusivamente para gerar cliques para links de afiliados, seja um site inteiro ou páginas feitas para isso.

Esse tipo de conteúdo tende a gerar punições para o site.

Ferramentas de SEO: conheça as 10 mais recomendadas para quem está começando ou já é experiente

Google: sim, o buscador do Google é fundamental (ainda mais no modo anônimo)

Google Anônimo

Algumas dicas para usar o Google:

  1. Faça pesquisas no modo anônimo (Ctrl+N) para não ver resultados personalizados de acordo com seu comportamento
  2. Use o comando site:domínio (ex.: site:conversion.com.br) para exibir conteúdo de um único site
  3. Análise as sugestões de pesquisa ao final dos resultados para obter insights de palavras e conteúdos
  4. Para planejar uma otimização, analise TODOS os resultados da primeira página do Google, entenda o que eles têm em comum e como sua página pode ser melhor que todas as outras

Google Search Console: a ferramenta oficial do Google para webmasters

Google Search Console

No Search Console, você obterá dados de fonte primária e métricas de SERP de seu domínio, tais como:

  • Impressões
  • Cliques
  • CTR (Taxa de Clique)

Google Analytics: a ferramenta de estatísticas número 1 do mundo

Google Analytics

Algumas dicas para o Google Analytics:

  • Para medir seu desempenho, compare com o mesmo período do ano anterior
  • Configure as conversões para medir a conclusão de metas no site
  • Se for e-commerce, configure o relatório de receita para saber quanto cada origem gera de vendas
  • Em SEO, analise as métricas de comportamento do usuário e otimize para obter melhores resultados

SEMRush: talvez a mais completa ferramenta de SEO (paga)

SEMRush

Nós aqui na Conversion gostamos do SEMRush principalmente para:

  • Benchmarking (analisar competidores)
  • Analisar tendencia de tráfego
  • Análise de palavras-chave (para seu site e competidores)
  • Simular crawler
  • Analisar diversas métricas de SEO

Ubersuggest: uma ferramenta gratuita que agora conta com opção paga

Ubersuggest

O Ubersuggest é, basicamente, um SEMRush gratuito (para algumas consultas) ou mais barato.

Ahrefs: a ferramenta número 1 de analise de links

Ahrefs

Algumas coisas relevantes sobre o Ahrefs:

  • Nós preferimos analisar métricas de link building pelo Ahrefs, que é pago.
  • Possui a maior base de dados de links
  • O relatório do Keywords Explorer traz uma excelente matriz dos sites posicionados

Moz: já foi a mais famosa ferramenta de SEO, é completa mas não é melhor que nenhuma outra

Moz

Algumas coisas relevantes sobre o Moz:

  • Possui uma grande base de dados de links;
  • Gostamos muito do Page Grader, que é uma ferramenta que traz uma nota SEO para determinada página;
  • Pode ser a única ferramenta de alguém, mas costuma perder para SEMRush.

Excel ou Google Planilhas: sim, você precisará dominar!

Planilha Excel SEO

O marketing digital irá fornecer muitos dados e você, sem dúvida, precisará do Excel seja para fazer matrizes e analisar, seja para trabalhar e explorar da melhor forma os dados.

Caso não domine, recomendamos que faça urgentemente um curso de Excel!

Search Metrics: uma ferramenta complementa com bons insights

Search Metrics

Hotjar: a mais simples ferramenta para entender o comportamento do usuário

Hotjar

SEO para Aplicativos: também conhecido como ASO

Com o crescimento do uso de smartphones, explodiu o número de aplicativos e, consequentemente, a briga pela visibilidade em lojas de apps como AppStore ou Google Play.

O SEO voltado para lojas de aplicativos é conhecido como ASO (AppStore Optimization), embora seja valido tanto para Apple quanto para Android.

Apptweak

Existem diversas ferramentas voltadas para ASO, sendo AppTweak uma das mais populares.

SEO para vídeos e YouTube: o futuro do conteúdo são os vídeos

Engana-se quem pensa que o Bling é o segundo maior buscador no Brasil: na verdade, esse posto cabe ao YouTube, que é o segundo site mais acessado no país.

Quando falamos de aplicativo, esses números são ainda maiores: o Youtube é o 3º app no ranking do Android e o 4º no ranking da Apple.

As técnicas de SEO para vídeo são muito diferentes das de SEO para site e estão muito ligadas à qualidade do vídeo.

Indicadores como “joinhas” e “seguidores” são muito importantes — tanto que praticamente qualquer youtuber implora para que você deixe o joinha e o siga.

Em resumo, poderíamos destacar como fatores de rankeamento no YouTube os seguintes critérios.

Principais fatores de rankeamento no Youtube

Otimize os seguintes pontos:

  • Título do vídeo
  • Número de views
  • Número de curtidas
  • Taxa de retenção (proporção de tempo assistido em relação ao total)
  • Conteúdo da descrição
  • Conteúdo do vídeo (legendado)
  • Backlinks (links de outros sites)

O mercado de trabalho para SEO: vale a pena trabalhar na área?

No início de 2020, a Microsoft listou o SEO como a principal Skill para qualquer profissional de marketing.

Ou seja, ter profundos conhecimentos é indispensável para qualquer profissional de marketing — que pode, ainda, se especializar em SEO.

Segundo a Conversion, empresa com o maior número de especialistas em SEO segundo o LinkedIn, há uma grande demanda por esses profissionais.

(Aliás, caso você tenha interesse em trabalhar conosco, saiba que estamos contratando profissionais de SEO.)

Porém, vale dizer que mesmo na área de SEO costumam ocorrer algumas especializações:

Analista de SEO

O papel do analista de SEO, mais do que executar, é analisar sites, competidores, criar estratégias, planejar ações técnicas, de conteúdo, link building, gerir carteiras e fazer relacionamento com clientes internos e externos. Em agências, costuma também ser um dos pontos de contato com o cliente.

Redator

O redator de SEO, tradicionalmente, foi o papel de redatores em início de carreira, mas esse cenário tende a mudar, assim como tende a não haver mais redatores de SEO: eles simplesmente serão redatores.

Link Building

O Link Builder é como um assessor de imprensa e, geralmente, é feito por jornalistas e RP (relações públicas), que mantêm contato com blogueiros, jornalistas e webmasters.

Agência x In-House: os dois locais de trabalho

Os profissionais de SEO costumam trabalhar ou em agências digitais ou em In-House, que são como agências dentro de empresas.

Tradicionalmente, os profissionais costumam a trabalhar em agências, que formam o profissional desde o zero até chegar à senioridade.

Trabalhar em agências costuma ser uma verdadeira escola, pois irá aprender a lidar com diferentes perfis de clientes e mercado.

Salários de profissionais de SEO

Salário de SEO

Segundo o site Glassdoor, a média salarial do profissional de SEO é de R$2.947/mês.

Como se trata de uma média, vale compará-la ao de outras áreas:

  • O salário de SEO é cerca de 9,97% maior que o de um profissional de marketing em geral, ou seja, um pouco superior à média da profissão.

Serviços de SEO: como contratar ou escolher um parceiro?

Você deve ter reparado que o SEO é bastante amplo e que há, portanto, diversas formas de como o serviço é prestado.

SEO como Parte de Outro Serviço: são casos em que alguma feature de um determinado produto ajuda no rankeamento, como por exemplo a construção de um site rápido, uma CDN, um CMS, uma plataforma de e-commerce, etc.

Consultoria em SEO: é um modelo de contratação pontual, onde o prestador de serviço irá apresentar um diagnóstico ou operar alguma atividade complexa e de alto risco, como um Redirecionamento 301.

Agência de SEO: as agências costumam cobrar um fee, que é um valor mensal para a prestação de serviços. Mesmo entre as agências, há diversos modelos pelos quais o serviço é comercializado, incluindo mas não se limitando a: analise de SEO, planejamento, criação de conteúdo, implementações técnicas e link building.

Resumo

Agora que você chegou ao final, gostaríamos de ajudá-lo a fixar este conteúdo com os principais tópicos deste Guia.

Como fazer SEO: pensando no usuário e nos robôs.

Ajude o Google em sua missão e seja premiado: “Nossa missão é organizar as informações do mundo para que sejam universalmente acessíveis e úteis para todos.”

Funcionamento de um mecanismo de busca: Cralwer – Index – Classificação – Machine Learning

 Como contemplar a experiência do usuário: Qualidade de Página (PageQuality) > Atingir o seu propósito (que em sites comerciais é “vender e trazer informação sobre o produto”) > Demonstrar EAT (Expertise – Authority – Trust)

Sites YMYL (Your Money Your Life): qualquer site que impacte a saúde ou vida financeira (praticamente qualquer site que não seja de entretenimento).

Metodologia/Etapas do SEO: PARRI (Performance – Autoridade – Retenção – Relevância – Indexabilidade)

Volume de Busca: quantidade de buscas por uma palavra-chave em determinado período 

Tipos de Busca de acordo com intenção do usuário: Busca de Atalho (chegar mais rápido a um lugar conhecido), Busca Informacional (Obter conteúdo e informação) e Busca Transacional (Comprar ou contratar produto ou serviço)

Tipos de Palavra-chave: Head (Alto volume, baixa quantidade), Middle (Médio volume, média quantidade) e Long Tail (Baixo Volume, Alta Quantidade)

Ferramentas de palavra-chave: Planejador de palavras-chave do Google Ads, KeywordTool.io, Ubersuggest, SEMRush

Checklist de SEO Técnico: 1) Domínio com marca e sem palavra-chave; 2) Logo sem H1; 3) Title com palavra-chave à esquerda; 4) URLs sem parâmetro e curtas; 5) Meta Description não é fator de rankeamento mas ajuda em CTR; 6) Snnipet é seu anúncio orgânico e aumenta CTR; 7) H1: uma única vez e com palavra-chave principal; 8) H2: vários e persuasivos para a pessoa se sentir atraída a ler o bloco de conteúdo; 9) H3, H4, H5,H6: sempre um abaixo de sua Heading superior; 10) Rich Snippets aumentam CTR, principais: Review, Preço, Breadcrumb, FAQPage; 11) Conteúdos devem ser escaneáveis; 12) Texto de apoio melhora indexação e precisam compor experiência do usuário; 13) Parágrafos com cerca de 1 ou 2 frases curtas; 14) Otimize para uma palavra-chave primária e 15) diversas palavras secundárias; 16) Não se atenha a densidade de palavra-chave, se for olhar mantenha entre 1 e 3%; 17) Explore a linkagem interna.

Link Building: Domain Authority (Domínio) e Page Authority (Página)); Links não devem ser Nofollow para receber autoridade; Âncora é texto do hiperlink;

Técnicas de Link Building Proibidas: compra e troca de links;

Técnicas de Link Building Saudáveis: 1) Criar conteúdo de qualidade; 2) Criar ativos digitais; 3) Guest Blogging [com moderação]; 4) Assessoria de Imprensa Digital;

Como aumentar relevância e retenção: 1) Ter buscas pela marca; 2) Mais impressão gera mais awareness; 3) Tenha Snippets atrativos para gerar maior CTR; 4) Aumentar Dwell Time, Duração da Sessão e/ou Tempo Médio na Página;  5) Melhorar retenção do usuário com Scroll Retention ; 6) Mouse Over em Mapas de Calor apontam o que é relevante para o usuário; 7) Zero Retorno à SERP: ser o último resultado a ser consultado;

Tipos de SEO: Black Hat: ilegal e gera punição; White Hat: segue diretrizes do Google; Gray Hat: meio termo, assume riscos muitas vezes altos demais;

Técnicas de SEO Black Hat que devem ser evitadas: 1) Uso artificial de palavras-chave; 2) Doorway Pages; 3) Cópia de conteúdo; 4) Cloaking; 5) Troca de links; 6) Comprar links; 7) Abuso de Rick Snippets; 8) Textos ocultos; 9) Programa de afiliados sem valor agregado;

Ferramentas de SEO: 1) Google no modo anônimo, termos sugeridos, analisar todos os sites na 1ª página; 2) Google Search Console; 3) Google Analytics; 4) SEMRush; 5) Ubersuggest; 6) Ahrefs; 7) Moz; 8) Excel; 9) Search Metrics; 10) Hotjar.

SEO para Aplicativos: ASO (AppStore Optimization);

SEO para Vídeos/ YouTube (Fatores de Rankeamento): Título do vídeo; Número de views; Número de curtidas; Taxa de retenção (proporção de tempo assistido em relação ao total); Conteúdo da descrição; Conteúdo do vídeo (legendado); Backlinks (links de outros sites)

Mercado de trabalho de SEO: SEO é principal Skill para profissional de Marketing segundo Microsoft; Salários um pouco maiores que os de Marketing; pode trabalhar como: Analista, Redator, Link Builder.

Serviços de SEO: 1) Parte de outro serviço; 2) Consultorias pontuais; 3) Agência de SEO.

Conclusão

Esperamos que você, seja novato ou já seja um expert, tenha gostado deste guia completo onde procuramos trazer tudo sobre SEO, de forma didática e apresentando as melhores práticas.

Este conteúdo reuniu mais de uma década de conhecimento em projetos para pequenas, médias e grandes empresas e está acessível para você gratuitamente; mesmo que tenha lido uma vez, recomendamos que sempre consulte este documento, pela quantidade de informações e também porque pode ser atualizado.

A grande mensagem que passamos aqui é que o SEO, hoje, deve ser feito pensando primeiramente no usuário e, depois, no algoritmo; e deve ser feito pensando, primariamente, a partir da performance e seguindo assim a lógica do PARRI (Performance – Autoridade – Retenção – Relevância- Indexabilidade).

Agradecemos a atenção, o tempo disponibilizado e seu empenho.

Desejamos ótimos resultados!

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