Marketing jurídico: o que é, canais permitidos e estratégias

Marketing jurídico é o conjunto de estratégias digitais que escritórios de advocacia utilizam para atrair clientes dentro das regras da OAB.

Escritórios de advocacia enfrentam um desafio particular ao investir em marketing: diferentemente de outros segmentos, a advocacia brasileira é regulada por normas rígidas que limitam ações promocionais. O Provimento 205/2021 da OAB estabelece limites claros entre o que é comunicação informativa e o que configura captação indevida de clientela.

Mesmo com essas restrições, o marketing jurídico tornou-se necessário para escritórios que buscam crescimento sustentável. A pesquisa “O Marketing nos Escritórios de Advocacia do Brasil”, publicada pela editora Lex, mostra que escritórios com estratégias estruturadas de comunicação digital conquistam maior visibilidade e autoridade no mercado.

A diferença entre escritórios que crescem e aqueles que estagnam está, em grande parte, na capacidade de comunicar competência técnica de forma ética e eficiente. Canais como SEO, marketing de conteúdo e redes sociais permitem essa comunicação sem violar as diretrizes da Ordem.

Profissionais que dominarem as estratégias permitidas pela OAB terão vantagem competitiva em um mercado cada vez mais disputado por mais de 1,3 milhão de advogados ativos no Brasil, segundo dados do Conselho Federal da OAB.

O que é marketing jurídico

Marketing jurídico é a aplicação de estratégias de comunicação, posicionamento e relacionamento por escritórios de advocacia e profissionais do direito. A prática vai além da simples divulgação de serviços e envolve a construção de autoridade técnica perante o público-alvo.

O conceito abrange desde a presença digital do escritório até ações de relacionamento com clientes existentes. Inclui a criação de conteúdo educativo, otimização de sites para mecanismos de busca, participação em eventos e gestão de reputação profissional.

No Brasil, o marketing jurídico é regulado pelo Estatuto da Advocacia, pelo Código de Ética e Disciplina da OAB e pelo Provimento 205/2021. Essas normas distinguem marketing de conteúdo informativo — permitido — de captação ativa de clientela — proibida.

Evolução do marketing jurídico no Brasil

A advocacia brasileira passou por transformações nas últimas duas décadas em relação à comunicação profissional. Antes restrita a indicações pessoais e networking presencial, a captação de clientes migrou gradualmente para canais digitais à medida que o comportamento do consumidor mudou.

O Provimento 94/2000 foi a primeira norma a regular a publicidade advocatícia de forma abrangente, sendo substituído pelo Provimento 205/2021 com diretrizes atualizadas para o contexto digital. Essa evolução normativa reflete a necessidade de adaptar regras éticas às novas plataformas de comunicação.

O avanço das plataformas digitais acelerou essa transição de forma irreversível. Escritórios que antes dependiam exclusivamente de relacionamentos presenciais passaram a competir por visibilidade em mecanismos de busca, redes sociais e plataformas de conteúdo. Essa mudança exigiu adaptação das estratégias ao ambiente regulatório brasileiro.

O Conselho Federal da OAB trabalha em uma atualização do Provimento 205 para incorporar diretrizes sobre inteligência artificial, vídeos curtos e novas funcionalidades de redes sociais. A expectativa é que as novas regras tragam orientações mais claras e uniformes para o setor.

Por que escritórios precisam de marketing

A competição no mercado jurídico brasileiro se intensificou nos últimos anos. Dados do Conselho Federal da OAB indicam que o país possui mais de 1,3 milhão de advogados ativos, o que representa uma das maiores proporções de profissionais do direito por habitante do mundo.

Nesse cenário, a diferenciação profissional depende cada vez mais da capacidade de comunicação estratégica. Escritórios que investem em marketing jurídico estruturado conseguem atrair clientes com perfil adequado às suas áreas de especialização, reduzindo a dependência de indicações aleatórias.

Além disso, o comportamento do consumidor de serviços jurídicos mudou. A maioria das pessoas busca informações jurídicas na internet antes de contratar um advogado, conforme tendência observada pelo próprio Google em relatórios sobre buscas locais. Escritórios sem presença digital perdem oportunidades concretas de captação qualificada.

Diferença entre marketing jurídico e publicidade tradicional

O marketing jurídico distingue-se da publicidade tradicional em aspectos estruturais. Enquanto a publicidade convencional busca persuadir o consumidor com apelos emocionais e chamadas diretas à ação, o marketing jurídico deve ser estritamente informativo e educativo.

Essa distinção é regulatória, não apenas conceitual. A OAB proíbe expressamente linguagem persuasiva, autoelogio e comparações entre profissionais. Um escritório não pode, por exemplo, anunciar que é “o melhor” em determinada área ou prometer resultados específicos em processos judiciais.

Na prática, o marketing jurídico se materializa em ações como publicação de artigos técnicos, participação em eventos como palestrante, manutenção de blog com conteúdo educativo e presença ética em redes sociais. Todas essas ações constroem autoridade sem violar o Código de Ética da profissão.

Outra diferença relevante está no relacionamento com potenciais clientes. No marketing tradicional, a empresa busca ativamente o consumidor por meio de anúncios e promoções. No marketing jurídico, o profissional disponibiliza informação relevante para que o potencial cliente o encontre quando precisar — uma abordagem conhecida como inbound marketing.

O que a OAB permite no marketing jurídico

O Provimento 205/2021 do Conselho Federal da OAB é a norma central que regula o marketing na advocacia brasileira. A resolução define conceitos como marketing jurídico, marketing de conteúdo jurídico, publicidade e publicidade profissional, estabelecendo limites para cada modalidade.

Marketing de conteúdo e publicação de artigos

A OAB permite expressamente a criação e divulgação de conteúdo jurídico por meio de artigos, palestras, vídeos e outros formatos educativos. O requisito central é que o conteúdo tenha caráter técnico-informativo, sem divulgação de resultados concretos, clientes ou valores.

Escritórios podem manter blogs, publicar artigos em portais jurídicos, produzir podcasts e realizar webinars. Todas essas ações são legítimas desde que respeitem os princípios de objetividade e veracidade estabelecidos pela norma. A publicação de conteúdo educativo é, inclusive, uma das formas mais eficazes de construir autoridade digital.

Presença em redes sociais

A presença em redes sociais é permitida desde que o conteúdo siga os padrões éticos da profissão. Advogados podem utilizar LinkedIn, Instagram, YouTube e outras plataformas para compartilhar conhecimento jurídico, desde que o material não contenha linguagem sensacionalista ou promessas de resultado.

O impulsionamento de conteúdo educativo também é permitido pela norma vigente. Escritórios podem investir em anúncios para ampliar o alcance de publicações informativas, contanto que as peças publicitárias não configurem oferta direta de serviços ou captação ativa.

Compra de palavras-chave em buscadores

A utilização de ferramentas de aquisição de palavras-chave é permitida quando responsiva a uma busca iniciada pelo potencial cliente. Isso significa que escritórios podem comprar palavras-chave no Google Ads, desde que os anúncios sejam informativos e não contenham linguagem persuasiva.

Essa permissão é particularmente relevante porque reconhece que a busca ativa partiu do usuário, não do escritório. O advogado apenas se posiciona como resposta a uma necessidade já manifestada pelo potencial cliente, o que descaracteriza a captação ativa proibida pelo Código de Ética.

Uso de tecnologia e chatbots

O Provimento 205 autoriza o uso de chatbots e soluções tecnológicas para melhorar a comunicação e o atendimento ao cliente. A ressalva é que essas ferramentas não podem substituir o atendimento profissional nem diminuir a responsabilidade técnica do advogado perante o cliente.

O que a OAB proíbe no marketing para advogados

As proibições da OAB visam preservar a dignidade da profissão e proteger o público contra práticas mercantilistas. Compreender esses limites é necessário para evitar sanções disciplinares que podem incluir advertência, censura, suspensão e até exclusão dos quadros da Ordem.

Captação ativa de clientela

A captação ativa de clientes é a proibição mais clara e severa do Código de Ética. Nenhum advogado ou escritório pode abordar diretamente potenciais clientes para oferecer serviços, seja pessoalmente, por telefone, email ou mensagem direta. Isso inclui mala direta sem consentimento e distribuição indiscriminada de materiais promocionais em espaços públicos.

Promessas de resultado e divulgação de casos

A OAB proíbe expressamente a divulgação de resultados obtidos em processos como forma de promoção profissional. Escritórios não podem usar cases de sucesso com dados de clientes ou valores para atrair novos negócios, salvo com autorização expressa e em contexto não promocional.

Essa restrição se estende a depoimentos de clientes quando utilizados como ferramenta de captação direta. A menção a resultados positivos pode ser feita em contexto acadêmico ou editorial, desde que não configure promoção de serviços.

Linguagem persuasiva e comparativos

Termos como “o melhor escritório”, “líder em resultados” ou “maior taxa de sucesso” são vedados pela regulamentação vigente. A publicidade advocatícia deve ser discreta, moderada e estritamente informativa, sem superlativos, autoelogio ou comparações com outros profissionais ou escritórios.

Ostentação e divulgação de valores

A exibição de bens, patrimônio ou estilo de vida como forma de promoção profissional é proibida pelo Provimento 205. Igualmente vetada está a divulgação de honorários, tabelas de preços ou condições de pagamento em peças publicitárias. A norma também proíbe o pagamento por rankings, prêmios ou distinções honoríficas em publicações do setor.

Penalidades por infrações

As violações às normas de publicidade constituem infrações disciplinares previstas no Estatuto da Advocacia. A responsabilidade recai sobre todos os advogados participantes e sobre os administradores do escritório envolvido. As sanções variam conforme a gravidade da infração e podem impactar diretamente a reputação e a capacidade de atuação do profissional.

Canais de marketing jurídico: comparativo completo

A escolha dos canais de marketing é uma decisão estratégica que depende do porte do escritório, das áreas de atuação e do orçamento disponível. Cada canal apresenta características distintas em termos de custo, retorno, tempo de maturação e nível de conformidade com as normas da OAB.

SEO (otimização para mecanismos de busca)

O SEO consiste na otimização do site e do conteúdo do escritório para aparecer nas primeiras posições do Google quando potenciais clientes buscam termos relacionados aos serviços jurídicos oferecidos. É um canal de longo prazo que gera tráfego qualificado sem custo por clique.

A principal vantagem do SEO para escritórios de advocacia é a conformidade natural com as regras da OAB. O conteúdo que rankeia bem no Google é, por natureza, informativo e educativo — exatamente o tipo de comunicação permitida pelo Provimento 205.

Google Ads (links patrocinados)

O Google Ads permite que escritórios apareçam nas primeiras posições dos resultados de busca por meio de anúncios pagos. O custo é calculado por clique e varia conforme a competitividade da palavra-chave contratada. Para termos jurídicos competitivos, o custo por clique pode ser elevado.

A OAB permite a compra de palavras-chave quando responsiva à busca do usuário. Contudo, os anúncios devem seguir as mesmas regras de publicidade advocatícia: sem promessas de resultado, sem linguagem persuasiva e sem divulgação de valores ou honorários.

Marketing de conteúdo

A produção de conteúdo educativo — artigos, vídeos, infográficos, podcasts — é uma das estratégias mais eficazes e seguras para escritórios de advocacia. O conteúdo atrai visitantes qualificados, constrói autoridade perante o público-alvo e alimenta a estratégia de SEO simultaneamente.

Redes sociais

LinkedIn e Instagram são as plataformas mais utilizadas por escritórios de advocacia no Brasil atualmente. O LinkedIn destaca-se para atuação B2B e relacionamento com outros profissionais do mercado, enquanto o Instagram atende à construção de marca pessoal e comunicação com o público de pessoa física.

Email marketing

O email marketing permite a nutrição de relacionamentos com clientes existentes e potenciais ao longo do tempo. Newsletters jurídicas com conteúdo educativo são uma forma eficaz de manter o escritório presente na mente do público, desde que respeitem a LGPD e as normas da OAB sobre envio de comunicações.

Assessoria de imprensa e PR digital

A presença em veículos de imprensa como fonte técnica confere credibilidade e visibilidade ao escritório de forma orgânica. Advogados podem atuar como comentaristas em matérias jornalísticas, publicar artigos de opinião em portais relevantes e participar de programas como especialistas convidados na sua área.

Tabela comparativa de canais

CanalCusto mensalTempo de retornoCompliance OABROI potencial
SEOMédio-alto6-12 mesesAltoAlto
Google AdsAltoImediatoMédioMédio
ConteúdoMédio3-6 mesesAltoAlto
Redes sociaisBaixo-médio3-6 mesesAltoMédio
Email marketingBaixo1-3 mesesAltoMédio-alto
Assessoria de imprensaMédio-alto1-3 mesesAltoMédio

Por que SEO é o melhor canal para escritórios de advocacia

Entre todos os canais disponíveis, o SEO oferece a combinação mais favorável de retorno, conformidade regulatória e sustentabilidade para escritórios de advocacia. Três fatores sustentam essa afirmação de forma consistente.

Intenção de busca qualificada

Quando alguém pesquisa “advogado trabalhista” ou “como dar entrada na aposentadoria” no Google, essa pessoa já manifesta uma necessidade jurídica concreta. O SEO posiciona o escritório exatamente no momento em que o potencial cliente busca a solução — sem necessidade de abordagem ativa ou linguagem persuasiva.

Essa característica é particularmente valiosa no contexto regulatório brasileiro. Como a busca parte do usuário, o escritório atende a uma demanda espontânea, o que se alinha naturalmente com as permissões do Provimento 205. O conteúdo informativo que rankeia bem no Google é, por definição, o tipo de comunicação que a OAB incentiva.

ROI sustentável de longo prazo

Ao contrário do Google Ads, que exige investimento contínuo para manter a visibilidade, o SEO gera resultados cumulativos ao longo do tempo. Um artigo bem posicionado continua atraindo visitantes meses e anos após a publicação, sem custo adicional por cada acesso gerado.

Para escritórios de advocacia, que frequentemente operam com ciclos de decisão longos por parte dos clientes, essa previsibilidade financeira é uma vantagem estratégica relevante. O investimento em SEO se paga progressivamente, enquanto a mídia paga cessa resultados assim que o orçamento é interrompido.

Construção de autoridade digital (E-E-A-T)

O Google utiliza critérios de Experiência, Expertise, Autoridade e Confiabilidade (E-E-A-T) para avaliar conteúdo sobre temas que impactam a vida das pessoas, incluindo questões jurídicas. Escritórios que publicam conteúdo técnico assinado por advogados qualificados têm vantagem competitiva natural nos resultados de busca.

Essa dinâmica cria um ciclo virtuoso: conteúdo jurídico de qualidade gera posicionamento, que gera visibilidade, que constrói autoridade, que reforça o posicionamento. Para advogados, o E-E-A-T representa uma vantagem competitiva inerente, já que a expertise profissional é documentável e comprovável.

Case Bocchi Advogados: SEO como motor de crescimento

O case do Bocchi Advogados ilustra o potencial do SEO para escritórios de advocacia na prática. A parceria com a Conversion, maior agência de SEO do Brasil, consolidou o escritório como referência no mercado de aposentadoria por meio de estratégias de posicionamento orgânico.

Hilário Bocchi Jr., sócio do escritório, descreveu os resultados da parceria: “A parceria com a Conversion foi fundamental para impulsionar nosso crescimento e alcançar resultados excepcionais”. O escritório, especializado em direito previdenciário, utilizou SEO para atrair potenciais clientes que buscavam informações sobre aposentadoria — um exemplo concreto de como o marketing de conteúdo jurídico gera resultados mensuráveis.

Para escritórios que desejam aprofundar-se nessa estratégia, o guia completo de SEO para advogados detalha as técnicas específicas de posicionamento orgânico para o setor jurídico.

Marketing de conteúdo jurídico na prática

O marketing de conteúdo é a base de qualquer estratégia digital para escritórios de advocacia. Consiste na criação e distribuição de material educativo que demonstra competência técnica e atrai potenciais clientes de forma orgânica e sustentável.

Tipos de conteúdo para escritórios

Escritórios podem produzir diversos formatos de conteúdo, cada um com objetivos e alcances específicos:

  • Artigos técnicos: análises de jurisprudência, explicações de legislação, orientações sobre direitos
  • Vídeos educativos: explicações curtas sobre temas jurídicos cotidianos
  • Podcasts: entrevistas com especialistas e discussões sobre temas relevantes do setor
  • Infográficos: representações visuais de processos jurídicos ou dados estatísticos
  • Newsletters: compilação periódica de atualizações jurídicas para a base de contatos

Temas que atraem clientes

Os temas mais eficazes para atrair potenciais clientes são aqueles que respondem dúvidas frequentes do público-alvo do escritório. Escritórios trabalhistas podem produzir conteúdo sobre direitos demissionais, cálculo de verbas rescisórias e assédio no ambiente de trabalho com resultados consistentes de captação qualificada.

Já escritórios previdenciários geram tráfego qualificado com artigos sobre tipos de aposentadoria, requisitos para benefícios e prazos do INSS. Escritórios tributaristas, por sua vez, atraem empresas com conteúdos sobre planejamento tributário, incentivos fiscais e compliance.

A chave está em identificar as perguntas que o público-alvo faz ao Google e respondê-las com profundidade técnica superior à da concorrência. Ferramentas como Google Keyword Planner e Semrush permitem mapear o volume de busca de cada termo e priorizar os temas com maior potencial de captação para o escritório.

Frequência e calendário editorial

A consistência é mais relevante do que o volume de publicação para resultados de longo prazo. Um artigo técnico bem pesquisado por semana gera mais resultados do que publicações diárias superficiais. O calendário editorial deve considerar sazonalidades jurídicas, mudanças legislativas e datas relevantes para as áreas de atuação.

A atualização de conteúdo existente é igualmente estratégica para manter posicionamento. Artigos sobre legislação devem ser revisados quando há alterações normativas, mantendo a relevância e a precisão das informações publicadas perante o Google e os leitores.

Redes sociais para advogados: LinkedIn e Instagram

As redes sociais ocupam papel complementar na estratégia de marketing jurídico, funcionando como canais de distribuição de conteúdo e construção de relacionamento profissional. A escolha da plataforma depende do público-alvo e da área de atuação do escritório.

LinkedIn: o canal para direito empresarial

O LinkedIn é a plataforma mais indicada para escritórios que atuam em direito empresarial, tributário, societário e trabalhista corporativo. A rede concentra tomadores de decisão que buscam parceiros jurídicos para suas empresas e organizações.

Publicações técnicas sobre mudanças legislativas, análises de impacto regulatório e comentários sobre decisões judiciais relevantes geram engajamento qualificado nessa plataforma. O formato de artigos longos do LinkedIn permite o aprofundamento técnico que outras redes sociais não comportam.

Instagram: pessoa física e marca pessoal

Para escritórios que atendem pessoas físicas — direito de família, consumidor, previdenciário — o Instagram oferece alcance relevante. Conteúdo visual em formato de carrosséis explicativos, Reels com dicas jurídicas e stories com atualizações legais atrai um público que busca orientação jurídica acessível.

A construção de marca pessoal dos sócios do escritório é particularmente eficaz nessa plataforma. Advogados que compartilham conhecimento de forma didática e acessível constroem confiança e credibilidade junto ao público-alvo de maneira orgânica.

Impulsionamento ético de conteúdo

O Provimento 205 permite o impulsionamento de conteúdo educativo nas redes sociais sem restrições adicionais. Escritórios podem investir em anúncios para ampliar o alcance de publicações informativas, desde que o conteúdo impulsionado não configure oferta direta de serviços. A linguagem deve ser educativa, sem promessas de resultado ou chamadas comerciais agressivas.

Google Ads para advogados: o que é permitido

O Google Ads representa uma opção de visibilidade imediata para escritórios que precisam gerar contatos no curto prazo. Contudo, sua utilização exige atenção redobrada às normas da OAB para evitar infrações disciplinares e sanções.

Regras específicas do Provimento 205

A norma permite a compra de palavras-chave quando a busca é iniciada pelo potencial cliente de forma espontânea. Na prática, isso significa que anúncios de resposta — aqueles exibidos quando alguém pesquisa um termo jurídico — são permitidos. No entanto, os anúncios devem ser informativos e não podem conter linguagem comercial agressiva.

Palavras-chave permitidas versus proibidas

Termos informativos como “advogado trabalhista”, “como pedir aposentadoria” e “direitos do consumidor” são aceitos como palavras-chave para campanhas. Por outro lado, termos que impliquem captação ativa ou promessa de resultado — como “ganhe sua causa” ou “melhor advogado da cidade” — devem ser evitados.

Limitações de linguagem nos anúncios

Os textos dos anúncios devem seguir as mesmas regras aplicáveis a qualquer peça de publicidade advocatícia vigente. Devem ser objetivos, informativos e moderados em sua abordagem. Expressões como “consulta gratuita” podem ser interpretadas como captação indevida e devem ser usadas com cautela pelo escritório.

O investimento em Google Ads deve ser avaliado em conjunto com a estratégia de SEO orgânico. Para escritórios com orçamento limitado, o investimento em conteúdo orgânico frequentemente oferece retorno superior no médio e longo prazo quando comparado à mídia paga.

Email marketing e relacionamento com clientes jurídicos

O email marketing é um canal de relacionamento subutilizado por escritórios de advocacia no Brasil. Quando bem implementado, permite manter comunicação regular com clientes e potenciais clientes de forma personalizada, escalável e com baixo custo operacional.

Newsletter jurídica como ferramenta de autoridade

Uma newsletter periódica com atualizações legislativas, análises de jurisprudência e orientações práticas posiciona o escritório como referência técnica em suas áreas de atuação. O formato permite aprofundamento que redes sociais não comportam e cria um canal direto de comunicação com a base de contatos.

A frequência ideal varia conforme o público-alvo do escritório. Newsletters semanais funcionam bem para empresas que precisam de atualização constante sobre mudanças regulatórias, enquanto envios quinzenais ou mensais atendem melhor o público de pessoa física.

Conformidade com LGPD e OAB

O envio de emails deve respeitar tanto a Lei Geral de Proteção de Dados quanto as normas da OAB simultaneamente. O destinatário deve ter consentido com o recebimento das comunicações, e o conteúdo não pode configurar captação ativa de clientela por parte do escritório.

Na prática, isso significa que o escritório pode enviar newsletters para contatos que se cadastraram voluntariamente em seu site ou em eventos organizados pela banca. O envio de emails não solicitados a listas compradas ou coletadas sem consentimento viola tanto a LGPD quanto o Provimento 205.

Como implementar marketing jurídico no escritório

A implementação de uma estratégia de marketing jurídico requer planejamento estruturado e execução consistente ao longo do tempo. Escritórios que tentam fazer tudo simultaneamente frequentemente dispersam recursos sem gerar resultados mensuráveis.

Diagnóstico de presença digital

O primeiro passo é avaliar a situação atual do escritório no ambiente digital de forma abrangente. Isso inclui analisar o site existente em termos de velocidade, usabilidade e otimização para buscadores. Além disso, é necessário verificar a presença em redes sociais, avaliar o posicionamento nos mecanismos de busca para termos estratégicos e identificar oportunidades de melhoria imediata.

Esse diagnóstico revela lacunas concretas que orientam o investimento inicial. Escritórios frequentemente descobrem que possuem sites tecnicamente deficientes ou que suas áreas mais lucrativas não têm visibilidade nas buscas, o que representa oportunidade direta de crescimento.

Definição de áreas prioritárias

Escritórios com múltiplas áreas de atuação devem priorizar aquelas com maior potencial de retorno no ambiente digital. Critérios como volume de busca por termos relacionados, competitividade do mercado local, margem de contribuição por caso e capacidade técnica da equipe ajudam a definir as prioridades iniciais de conteúdo e investimento.

Equipe interna versus agência especializada

A decisão entre montar equipe interna de marketing ou contratar agência depende do porte e do orçamento do escritório. Escritórios menores frequentemente se beneficiam de agências que oferecem expertise diversificada a custo previsível e sem encargos trabalhistas adicionais.

Para a estratégia de SEO especificamente, a contratação de agência especializada costuma ser mais eficiente em termos de resultado. A Conversion, por exemplo, possui experiência comprovada no segmento jurídico — como demonstra o caso Bocchi Advogados — e oferece metodologia consolidada para posicionamento orgânico de escritórios de advocacia.

Investimento esperado por porte

O investimento em marketing jurídico varia conforme o porte do escritório e os objetivos estabelecidos para cada período. Escritórios pequenos podem iniciar com investimentos modestos focados em conteúdo e SEO básico, enquanto escritórios de médio porte investem em estratégias multicanal com acompanhamento profissional dedicado.

Métricas e indicadores de marketing jurídico

A mensuração de resultados é parte central para avaliar a efetividade das estratégias implementadas e orientar ajustes necessários ao longo do tempo. Escritórios devem acompanhar indicadores que conectem ações de marketing a resultados concretos de negócio.

Métricas de visibilidade

O tráfego orgânico mede o volume de visitantes que chegam ao site do escritório por meio de buscas no Google sem custo por clique. As posições nas páginas de resultado para termos estratégicos indicam a competitividade do conteúdo publicado. Impressões e alcance em redes sociais complementam a análise de visibilidade da marca no ambiente digital.

Ferramentas como Google Search Console e Google Analytics permitem monitorar essas métricas gratuitamente. Escritórios que acompanham a evolução mensal do tráfego orgânico conseguem identificar quais conteúdos geram maior retorno e ajustar a estratégia editorial com base em dados concretos.

Métricas de conversão

O número de contatos gerados — sejam formulários preenchidos, ligações recebidas ou mensagens via WhatsApp — é o indicador mais direto de retorno sobre o investimento em marketing. O custo por lead permite comparar a eficiência entre diferentes canais e ajustar a distribuição de orçamento conforme os resultados obtidos ao longo do tempo.

Tempo de maturação por canal

Cada canal de marketing jurídico apresenta tempos de maturação distintos que devem ser considerados no planejamento. O Google Ads gera resultados imediatos, porém com custo por clique recorrente. O SEO demanda de seis a doze meses para resultados consistentes, mas o retorno é cumulativo e sustentável. As redes sociais apresentam resultados intermediários, com construção gradual de audiência e autoridade.

Tendências de marketing jurídico

O marketing jurídico está passando por transformações aceleradas impulsionadas por mudanças tecnológicas e regulatórias simultâneas. Escritórios que acompanharem essas tendências terão vantagem competitiva nos próximos anos frente à concorrência.

Inteligência artificial na produção de conteúdo

Ferramentas de IA generativa já são utilizadas por escritórios para auxiliar na produção de conteúdo jurídico informativo. O uso dessas tecnologias exige supervisão profissional rigorosa para garantir precisão técnica e conformidade ética com as normas da OAB. O conteúdo gerado por IA deve ser revisado e assinado por advogados qualificados antes da publicação.

GEO (Generative Engine Optimization)

Com o avanço de ferramentas de IA que respondem diretamente às perguntas dos usuários, escritórios precisam otimizar seu conteúdo para aparecer como fonte citada nessas respostas automáticas. O GEO é uma evolução do SEO tradicional que considera como os modelos de linguagem interpretam e referenciam conteúdo jurídico.

Vídeos curtos e conteúdo visual

O formato de vídeos curtos ganhou relevância em todas as plataformas digitais nos últimos anos e representa uma oportunidade concreta para advogados. Reels no Instagram e Shorts no YouTube permitem explicar conceitos jurídicos de forma acessível e gerar alcance orgânico expressivo junto a públicos que não seriam atingidos por artigos escritos.

Escritórios que adotam esse formato com regularidade observam aumento na base de seguidores e no volume de contatos recebidos. A OAB está avaliando diretrizes específicas para vídeos curtos na atualização do Provimento 205, o que deve trazer maior segurança jurídica para essa prática.

Atualização do Provimento 205

O Conselho Federal da OAB encontra-se na fase final de atualização do Provimento 205/2021 para adequá-lo às novas realidades digitais. A nova versão deve incorporar orientações mais claras sobre uso de IA generativa, vídeos curtos, impulsionamento de conteúdo e novas funcionalidades de redes sociais. Escritórios devem acompanhar essa atualização para ajustar suas estratégias de comunicação e evitar infrações.

Perguntas frequentes

O marketing jurídico gera dúvidas frequentes entre advogados e gestores de escritórios, especialmente em relação aos limites regulatórios da OAB e às estratégias mais eficazes para cada perfil de atuação. A seguir, as respostas para as questões mais comuns.

Advogado pode fazer propaganda?

Advogados podem fazer publicidade desde que respeitem as normas da OAB vigentes. O Provimento 205/2021 permite marketing informativo e educativo, presença em redes sociais, compra de palavras-chave em buscadores e impulsionamento de conteúdo. A proibição recai sobre captação ativa de clientela, promessas de resultado, linguagem persuasiva e divulgação de casos concretos para fins promocionais.

O que o Provimento 205/2021 permite no marketing jurídico?

O Provimento 205 permite marketing de conteúdo (artigos, vídeos, podcasts), presença em redes sociais com conteúdo ético, compra de palavras-chave responsiva à busca do usuário, impulsionamento de conteúdo educativo, uso de chatbots para comunicação com clientes e identificação visual do escritório. A norma exige que toda comunicação seja objetiva, veraz e compatível com a dignidade da profissão advocatícia.

Quanto custa marketing digital para escritório de advocacia?

O investimento varia conforme o porte do escritório e os canais escolhidos para a estratégia. Estratégias focadas em conteúdo e SEO demandam investimento mensal que pode variar de alguns milhares de reais para escritórios pequenos a dezenas de milhares para grandes bancas com múltiplas áreas de atuação. O Google Ads adiciona custo variável conforme a competitividade das palavras-chave, e o retorno deve ser avaliado em relação ao valor médio dos clientes captados.

Marketing jurídico funciona para escritórios pequenos?

Escritórios de pequeno porte podem obter resultados expressivos com marketing jurídico, especialmente em nichos específicos de atuação. A vantagem de escritórios menores está na agilidade para produzir conteúdo e na possibilidade de dominar palavras-chave de cauda longa menos competitivas. Um escritório especializado em direito previdenciário em uma cidade de médio porte, por exemplo, pode se posicionar como referência local com investimento relativamente modesto em SEO.

Qual a diferença entre marketing jurídico e captação de clientela?

O marketing jurídico é a comunicação informativa e educativa permitida pela OAB, na qual o escritório disponibiliza conteúdo técnico para que potenciais clientes o encontrem quando buscarem informação relevante. A captação de clientela é a abordagem ativa proibida, na qual o advogado busca diretamente o potencial cliente para oferecer serviços de forma não solicitada. A linha divisória está na iniciativa: no marketing, o potencial cliente busca o escritório; na captação, o escritório busca o cliente.

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Escrito por Diego Ivo

Diego é CEO da Conversion, agência Líder em SEO e especializada em Search. Possui mais de uma década de experiência no mercado digital e é um dos principais experts no Brasil em SEO.

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