Microsoft disponibiliza dashboard que mostra citações de sites em respostas geradas por IA no Copilot e no Bing, com métricas por URL e frases-chave utilizadas na recuperação de conteúdo
Microsoft lançou o AI Performance, novo módulo do Bing Webmaster Tools que permite a publishers monitorar como seus conteúdos são citados em respostas geradas por inteligência artificial. O recurso está disponível em preview público para todos os sites verificados na plataforma.
O dashboard rastreia citações em três superfícies: Microsoft Copilot, resumos de IA no Bing e integrações com parceiros selecionados. É a primeira vez que uma ferramenta de webmaster oferece métricas dedicadas ao desempenho de conteúdos em experiências de IA generativa.
A novidade chega em um momento em que profissionais de SEO buscam dados concretos sobre visibilidade em motores de busca baseados em IA. O relatório representa o primeiro passo da Microsoft em direção a ferramentas de Generative Engine Optimization dentro do Bing Webmaster Tools.
Cinco métricas do novo dashboard AI Performance

O relatório introduz cinco categorias de mensuração para publishers acompanharem sua presença em respostas de IA.
Total de citações indica quantas vezes o site aparece como fonte em respostas geradas por IA durante o período selecionado. Páginas citadas em média mostra o número diário de URLs únicas referenciadas nas diferentes experiências de IA da Microsoft.
Grounding queries apresenta uma amostra das frases-chave que os sistemas de IA utilizaram para recuperar e citar o conteúdo. Atividade de citação por página detalha quais URLs específicas recebem mais referências.
A quinta métrica, tendências de visibilidade, exibe uma linha do tempo que mostra como a atividade de citação evolui ao longo das semanas. Essa visualização permite identificar padrões de performance correlacionados a atualizações de conteúdo ou mudanças nos algoritmos.
Experiências de IA rastreadas pelo relatório
O AI Performance monitora três superfícies distintas da Microsoft. O Copilot, assistente de IA integrado ao Windows, Edge e Microsoft 365, constitui a principal fonte de dados de citação.
Resumos gerados por IA nas páginas de resultados do Bing representam a segunda superfície monitorada. Esses resumos aparecem automaticamente para determinadas consultas e utilizam conteúdo de publishers como base para as respostas.
A terceira categoria abrange integrações com parceiros selecionados, embora a Microsoft ainda não tenha revelado quais parceiros estão incluídos. Os dados agregados de todas as superfícies compõem a visão consolidada do dashboard.
Limitações do preview público
A Microsoft estabeleceu ressalvas sobre os dados disponíveis na versão atual. Grounding queries representam uma amostra da atividade total de citação, não o universo completo de consultas que resultaram em referências ao conteúdo do publisher.
As métricas medem exclusivamente a frequência de citação. O relatório não revela posicionamento, destaque visual, taxa de cliques ou impacto em tráfego a partir das citações. Publishers não conseguem determinar se a visibilidade em IA se traduz em resultados de negócio apenas com esses dados.
A empresa esclareceu que o relatório “não reflete importância da página, ranking ou posicionamento”. A equipe da Microsoft reforçou que “visibilidade não é apenas sobre links azuis”, sinalizando uma visão mais ampla sobre métricas de discovery em IA.
Como a Microsoft recomenda usar os dados
A orientação oficial sugere três usos principais para os dados do AI Performance. Publishers podem identificar quais páginas já recebem citações frequentes e entender o que essas páginas têm em comum.
Em segundo lugar, reconhecer padrões nos tópicos referenciados ajuda a mapear quais áreas temáticas geram mais visibilidade em respostas de IA.
A terceira recomendação envolve aprimorar clareza e completude em conteúdos menos citados. A Microsoft sugere que práticas padrão de otimização, como estrutura de headings e profundidade de informação, contribuem para aumentar citações.
Comparação com o Google Search Console
O Google inclui AI Overviews nos relatórios gerais de performance do Search Console, mas não oferece um módulo dedicado a citações em IA. No Search Console, AI Overviews ocupam uma posição única, com todos os links recebendo posição idêntica nos dados.
O Bing Webmaster Tools agora supera o Google em granularidade de dados sobre IA. Enquanto o Google trata experiências de IA como extensão dos resultados tradicionais, a Microsoft criou um ambiente analítico separado para essas métricas.
Essa diferença de abordagem reflete estratégias distintas. A Microsoft investe em tornar os dados de IA aplicada a SEO acessíveis aos publishers, enquanto o Google mantém uma postura mais conservadora em relação à transparência de dados de AI Overviews.
Implicações para Generative Engine Optimization
A Microsoft classificou o lançamento como “um passo inicial em direção a ferramentas de GEO” dentro do Bing Webmaster Tools. Generative Engine Optimization descreve o conjunto de práticas para otimizar conteúdos visando citação em respostas de IA.
O dashboard representa uma evolução no cenário em que ferramentas como ChatGPT Search e Copilot ganham espaço como canais de discovery. Profissionais de SEO passam a ter dados concretos para medir performance em IA, algo que até então era limitado a estimativas.
A plataforma respeita preferências de proprietários de conteúdo expressas via robots.txt. A Microsoft indicou que novas funcionalidades estão em desenvolvimento e que mais dados serão disponibilizados ao longo de 2026.