ChatGPT concentra 92,4% do tráfego de indicação de IA, revela estudo de 6,77 milhões de sessões

Levantamento da Previsible analisou 6,77 milhões de sessões em 166 propriedades entre novembro de 2024 e maio de 2026 e mediu a distribuição do tráfego de indicação de IA

O ChatGPT respondeu por 92,4% do tráfego de indicação gerado por modelos de linguagem entre novembro de 2024 e maio de 2026, segundo levantamento da Previsible. A empresa de analytics analisou 6,77 milhões de sessões distribuídas em 166 propriedades digitais durante o período.

O estudo, terceiro da série produzida pela Previsible, mediu a evolução das sessões originadas em ferramentas de inteligência artificial. Ao longo dos 19 meses, o volume mensal de sessões de modelos de linguagem cresceu 9,9 vezes e alcançou 644.478 sessões em maio de 2026.

A concentração no ChatGPT contrasta com a fragmentação registrada entre as demais plataformas. Gemini, Perplexity, Claude e Copilot dividiram a fração restante, com participações individuais abaixo de 4% no encerramento do levantamento.

ChatGPT domina distribuição do tráfego de indicação

A ferramenta da OpenAI ampliou sua liderança ao longo do período analisado. O estudo registrou crescimento de 12,8 vezes nas sessões atribuídas ao serviço durante os 19 meses, ritmo superior ao das demais origens medidas.

Nesse contexto, a participação de 92,4% coloca a plataforma em posição isolada entre as fontes de indicação de IA. As demais ferramentas somadas responderam por menos de 8% do tráfego contabilizado no fechamento do estudo.

Conforme os dados, o volume mensal de sessões de indicação atingiu seu ponto mais alto em maio de 2026, com 644.478 registros. O número corresponde ao topo do intervalo acompanhado ao longo dos 19 meses de coleta.

Metodologia analisou 166 propriedades em nove setores

A base de dados reuniu 166 propriedades do Google Analytics 4 presentes durante todo o intervalo de 19 meses. Os sites abrangeram segmentos como SaaS, comércio eletrônico, finanças, jurídico, saúde, seguros, educação, publicações e venda de ingressos.

Conforme o levantamento, a permanência das mesmas propriedades ao longo de todo o período reduz distorções na comparação temporal. Esse recorte permitiu acompanhar a variação das sessões sem alteração na composição da amostra.

O conjunto reuniu nove setores distintos, o que ampliou a diversidade de origens de tráfego mapeadas. Segundo a Previsible, a presença contínua de todas as propriedades sustenta a comparação entre o início e o fim do intervalo.

Gemini aparece como segunda maior origem

O Gemini, da Google, ocupou a segunda posição entre as fontes de indicação, com participação próxima a 3,2%. O estudo apontou crescimento de 3,2 vezes no volume de sessões da ferramenta, acompanhado de baixa volatilidade ao longo dos meses.

Por outro lado, a distância para o líder permaneceu ampla. Mesmo com expansão consistente, o Gemini AI manteve-se como origem secundária, sem reduzir de forma relevante a participação concentrada na ferramenta líder.

A baixa volatilidade diferenciou o Gemini das demais origens secundárias. Enquanto o serviço da Google seguiu trajetória estável, outras plataformas apresentaram oscilações mais acentuadas ao longo dos 19 meses.

Perplexity e Copilot registram quedas

O Perplexity apresentou recuo de 61% em relação ao pico observado em março de 2025. A ferramenta encerrou o período com participação inferior a 1% do total de sessões de indicação medidas no estudo.

Além disso, o Copilot registrou a maior retração entre as plataformas acompanhadas. As sessões atribuídas ao serviço caíram 96% desde agosto de 2025 e reduziram sua fração para menos de 1% no fim do levantamento.

Apesar das trajetórias distintas, as duas ferramentas terminaram o período na mesma faixa de participação. Ambas ficaram abaixo de 1% do tráfego de indicação de IA no encerramento do estudo.

Claude cresce 64 vezes em volume absoluto

Entre as origens medidas, o Claude apresentou a maior taxa de crescimento relativo. O estudo registrou avanço de 64 vezes nas sessões, que passaram de 133 para 8.528 ao longo do período analisado.

Ainda assim, o volume absoluto do serviço permaneceu abaixo de 1% do total. A base reduzida no início do período amplia o percentual de crescimento sem alterar sua posição entre as origens de menor participação.

Em termos proporcionais, o salto de 64 vezes superou a taxa das demais fontes acompanhadas. O avanço, no entanto, partiu de apenas 133 sessões registradas no começo do intervalo e chegou a 8.528 no encerramento.

Páginas de busca interna concentram parte do tráfego

O levantamento identificou que 28,8% do tráfego do ChatGPT direcionou-se a páginas de busca interna dos sites. No segmento de SaaS, essa proporção alcançou 34,6% das sessões originadas em modelos de linguagem.

Desse modo, o destino das visitas variou conforme a categoria dos sites analisados. A distribuição indica diferenças na forma como cada setor recebe o tráfego encaminhado pelas ferramentas de inteligência artificial.

Nos demais setores, a proporção direcionada a páginas de busca interna ficou abaixo do registrado em SaaS. A diferença acompanha a estrutura de navegação típica de cada categoria mapeada no estudo.

Setores registram padrões distintos de destino

No comércio eletrônico, 43% do tráfego de indicação de IA chegou diretamente a páginas de produto. O padrão diferencia o segmento dos demais setores, nos quais o encaminhamento se distribuiu por outros tipos de página.

Conforme o estudo, a natureza do conteúdo de cada site influencia o ponto de entrada das sessões. Essa variação foi observada entre as nove categorias reunidas na amostra.

Publishers registram penetração de 0,11%

Entre os sites de publicação, a participação do tráfego de indicação de IA correspondeu a 0,11% do total. O percentual foi registrado mesmo em propriedades cujo conteúdo aparece citado nas respostas das ferramentas.

O contraste entre a citação do conteúdo e a baixa penetração das sessões foi observado no grupo de publicações. Ainda que apareçam nas respostas das ferramentas, esses sites receberam fração reduzida do tráfego encaminhado.

A Previsible concentrou a análise na mensuração das sessões atribuídas a cada plataforma. Os dados abrangem o intervalo entre novembro de 2024 e maio de 2026, sem projeções para períodos posteriores.

Foto de Escrito por Diego Ivo

Escrito por Diego Ivo

Diego é CEO da Conversion, agência Líder em SEO e especializada em Search. Possui mais de uma década de experiência no mercado digital e é um dos principais experts no Brasil em SEO.

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