Microsoft Advertising publica documento gratuito com estratégias de AEO e GEO para visibilidade em assistentes de IA como Copilot, ChatGPT e Gemini.
A Microsoft Advertising publicou guia completo sobre Answer Engine Optimization (AEO) e Generative Engine Optimization (GEO) em janeiro de 2026. O documento, intitulado “From Discovery to Influence: A Guide to AEO and GEO”, apresenta estratégias práticas para marcas que buscam visibilidade em sistemas de inteligência artificial.
O guia detalha três categorias de sistemas de IA e três camadas de dados que determinam quais marcas aparecem nas respostas geradas por assistentes virtuais. Segundo a Microsoft, o material foi desenvolvido para varejistas, profissionais de marketing e equipes técnicas que precisam adaptar suas estratégias ao novo cenário de buscas.
Os dados internos da empresa mostram desempenho expressivo para marcas otimizadas: CTR 73% maior no Copilot comparado à busca tradicional, jornadas de compra 33% mais curtas e conversões 194% mais prováveis quando há engajamento com o assistente.
Microsoft publica guia gratuito de AEO e GEO
O documento está disponível para [download[ (https://about.ads.microsoft.com/content/dam/sites/msa-about/global/common/content-lib/pdf/from-discovery-to-influence-a-guide-to-aeo-and-geo.pdf)] gratuito no site da Microsoft Advertising. Com aproximadamente 30 MB, o PDF aborda conceitos essenciais de otimização para motores de resposta e motores generativos, segundo o blog oficial da empresa.
Jen Myers, Principal Product Manager de Microsoft Shopping & Copilot, assina o material. No blog de divulgação, a executiva destacou a mudança de paradigma: “O objetivo não é mais tráfego. É influência”, afirmou Myers no comunicado oficial.
O guia foi desenvolvido com foco em aplicações práticas para equipes de marketing, dados e engenharia. A abordagem combina fundamentos conceituais com recomendações técnicas específicas para implementação imediata.
AEO vs GEO vs SEO: diferenças segundo Microsoft
O documento distingue três disciplinas complementares de otimização. Answer Engine Optimization (AEO) foca em aparecer nas respostas diretas de assistentes virtuais, enquanto Generative Engine Optimization (GEO) visa influenciar a geração de conteúdo por modelos de linguagem. Na visão da Conversion, defendemos apenas o uso de GEO como termo unificado para ambas as abordagens.
A diferença central está no objetivo final de cada abordagem. O SEO tradicional busca posicionamento em resultados de busca convencionais. Já AEO e GEO priorizam presença nas respostas geradas por inteligência artificial, onde não há lista de links para o usuário escolher.
O guia posiciona as três disciplinas como complementares, não excludentes. A recomendação da Microsoft é que marcas desenvolvam estratégias integradas que atendam tanto buscadores tradicionais quanto assistentes de IA.
Três sistemas de IA cobertos no guia
A Microsoft categoriza os sistemas de IA em três grupos distintos: Assistentes de AI, Navegadores de AI e Agentes de AI. Cada categoria consome dados de formas diferentes e exige estratégias específicas de otimização.
Os Assistentes de AI incluem ferramentas como Copilot, ChatGPT e Gemini. Esses sistemas respondem perguntas diretamente, sem necessariamente direcionar usuários para sites externos. Consequentemente, a visibilidade depende de como os dados da marca são incorporados nas respostas.
Os Navegadores de AI representam navegadores com IA integrada, como o Microsoft Edge com Copilot. Por outro lado, os Agentes de AI são sistemas autônomos que executam tarefas completas, incluindo transações comerciais sem intervenção humana.
Três camadas de dados para visibilidade em IA
O guia identifica três fontes de dados que alimentam sistemas de inteligência artificial: crawled data, product feeds/APIs e live website data. A presença em todas as camadas maximiza as chances de aparecer em respostas geradas.
A primeira camada (crawled data) corresponde ao conteúdo indexado por crawlers tradicionais. A segunda camada (product feeds/APIs) inclui dados estruturados enviados diretamente para plataformas. A terceira camada (live website data) abrange informações em tempo real do site da marca.
Myers destacou no material que “a maioria das marcas já possui os dados que a IA precisa. Eles só estão enterrados”. A recomendação é organizar e expor esses dados de forma estruturada para facilitar o consumo por sistemas de IA.
Números de desempenho do Copilot
Os dados divulgados pela Microsoft mostram vantagens mensuráveis para marcas presentes no Copilot. O CTR no assistente é 73% superior ao registrado em resultados de busca tradicionais, segundo o guia.
As jornadas de compra com assistência de IA são 33% mais curtas que caminhos convencionais. Além disso, conversões são 194% mais prováveis quando consumidores engajam com o Copilot durante a pesquisa de produtos.
O documento também cita crescimento de 1.200% no tráfego originado de fontes de IA para o varejo norte-americano no primeiro trimestre de 2025. A projeção de mercado indica oportunidade de US$ 900 bilhões a US$ 1 trilhão em comércio agêntico nos EUA até 2030.
Recomendações práticas do guia Microsoft
O material apresenta orientações técnicas específicas para implementação. A recomendação principal envolve dados estruturados: “Produtos com mais campos preenchidos ranqueiam melhor, ponto final”, afirmou Myers no documento.
Os schemas recomendados incluem Product, Offer, AggregateRating, Review e Brand. A completude dos dados estruturados influencia diretamente a probabilidade de uma marca aparecer em respostas de assistentes de IA.
O guia também enfatiza a importância de feeds de produtos atualizados e APIs bem documentadas. Igualmente, recomenda que equipes técnicas priorizem a exposição de dados em tempo real para sistemas de IA.