Entenda por que a Conversion, agência líder em SEO no Brasil, aconselha o uso cauteloso, estratégico e feito com revisão humana de inteligência artificial para a produção de conteúdo; nunca faça pelo ChatGPT ou com soluções “automáticas”
Com o lançamento do ChatGPT, a Inteligência Artificial Generativa foi democratizada e agora qualquer pessoa pode utilizá-la em seu dia a dia. O primeiro uso que logo se mostrou possível (via chat, API ou ferramentas de terceiros) foi a produção de conteúdo. Com isso, explodiram o número de ferramentas que prometem criação de conteúdo no piloto automático e muitas pessoas e empresas incorporaram o ChatGPT em seus processos de conteúdo, parcial ou integralmente.
Desde o momento zero, o time da Conversion estava empolgado com as possibilidades da IA e desde então não parou de fazer testes. Logo no começo da febre, realizamos um experimento que demonstrou que conteúdos escritos por IA ranqueavam pior do que os escritos por pessoas ou híbrido de pessoa e IA.
Porém, isso foi mudando ao longo dos anos, conforme as IAs foram evoluindo suas capacidades de produção. Atualmente, o conteúdo gerado com inteligência artificial, quando idealizado e revisado por humanos, contando com um sistema robusto de multi-agentes e real expertise humana, pode trazer ótimos resultados enquanto aumenta em até 5x a capacidade de produção.
Timeline de testes e uso de IA dentro da Conversion
Já fomos contrários ao uso de IA para a produção de conteúdo por uma questão pragmática. Para entender como isso mudou, preparamos uma linha do tempo que explica os acontecimentos, lançamentos e testes que temos realizado.
2022: o ChatGPT é lançado em (30/11/2022).
2023: A Conversion começa a realizar diversos testes e entendemos que o conteúdo criado por IA ainda performa pior do que aquele produzido por humanos.
2024: A Conversion lança seu posicionamento recomendando cautela ao produzir conteúdo com IA e desaprova o uso na maioria dos casos.
2025: É lançado o modo “thinking”, que muda completamente o funcionamento das IAs. Com isso, passamos a realizar ainda mais testes e obtemos bons resultados com conteúdos criados com inteligência artificial e revisados por humanos.
Ou seja, se tornou possível criar conteúdo de qualidade com inteligência artificial, desde haja supervisão humana e sejam seguidas as melhores práticas.
2026: O conteúdo será pensado por humanos e executado pelas IAs. Todas as empresas irão precisar de mais volume sem perder a qualidade para manterem a competitividade.
Posso usar IA para criar conteúdo no piloto automático?
Nunca. Apesar dos avanços impressionantes das inteligências artificiais, a criação de conteúdo ainda não pode ser totalmente automatizada sem comprometer a qualidade e os resultados. O principal motivo está relacionado ao conceito de EEAT do Google, especialmente o “E” de Experience (Experiência).
As IAs atuais, por mais sofisticadas que sejam, não possuem experiência de primeira mão sobre os produtos, serviços ou contextos específicos da sua marca. Elas não usaram seu produto, não conhecem os bastidores da sua empresa e não vivenciaram as situações reais que tornam um conteúdo verdadeiramente valioso para o leitor.
Por isso, o modelo ideal envolve um processo 80/20: enquanto a inteligência artificial pode executar 80% do trabalho operacional de pesquisa, estruturação e escrita inicial, os 20% restantes — que incluem planejamento estratégico, inserção de experiências reais, contextualização específica da marca e revisão crítica — precisam ser conduzidos por profissionais humanos qualificados.
Essa combinação garante que o conteúdo mantenha autenticidade, demonstre expertise real e atenda aos critérios de qualidade tanto dos algoritmos quanto dos leitores. Automatizar completamente esse processo resultaria em conteúdos genéricos, sem diferenciação competitiva e potencialmente prejudiciais para sua estratégia de SEO no longo prazo.
As regras do Google permitem, mas pilar de “experiência” pode limitar e caracterizar como conteúdo ruim
Para entender se isso é permitido ou não quando o assunto é SEO, precisamos consultar primeiramente o Google e ele é claramente positivo em relação ao uso de IA:
“O uso apropriado de IA ou automação não vai contra nossas diretrizes. Isso significa que ela não é usada principalmente para gerar conteúdo que manipule as classificações de pesquisa, o que é contra nossas políticas de spam.” (Fonte: Google)
Um conteúdo do Google precisa ter EEAT, acrônimo para Experience – Expertise – Authority – Trustworthiness, que é basicamente como o buscador avalia sua qualidade. Um ponto muito importante é sobre Experience (Experiência), e veja o posicionamento do buscador:
“Considere até que ponto o criador do conteúdo tem a experiência necessária em primeira mão ou de vida para o tópico. Muitos tipos de páginas são confiáveis e atingem bem o seu propósito quando criadas por pessoas com riqueza de experiência pessoal. Por exemplo, em que você confiaria: uma avaliação de produto feita por alguém que tenha e usou o produto pessoalmente ou uma “avaliação” de alguém que não o usou?” (Fonte: Diretrizes do Google, página 26)
Na prática, as ferramentas de IA ainda não conseguem reproduzir experiência. E aqui entra a expertise humana. Por isso, como dito anteriormente, precisamos entender que a produção de conteúdo com IA é um esforço 80/20.
Como deve funcionar um workflow de criação de conteúdo com IA
Um workflow de criação de conteúdo com inteligência artificial não elimina o trabalho humano, mas o reposiciona estrategicamente. Na Conversion, desenvolvemos um processo em seis fases que equilibra a capacidade de processamento das IAs com a expertise e o contexto que apenas humanos podem fornecer.
A primeira fase é sobretudo humana: nossos experts trabalham no planejamento estratégico, identificando oportunidades de conteúdo, mapeando palavras-chave, definindo o posicionamento da marca e estabelecendo o tom de voz específico de cada cliente. Sem essa base estratégica sólida, qualquer automação subsequente produzirá resultados genéricos e desalinhados com os objetivos de negócio.
Na segunda fase, os agentes de IA entram em ação para realizar a inteligência de mercado: coletam dados sobre comportamento de busca, analisam concorrentes, identificam tendências e fundamentam as decisões de conteúdo com informações concretas. Na terceira fase, trabalham no planejamento tático, definindo arquitetura de conteúdo, estratégia de linkagem interna e pontos de conversão que maximizam tanto o ranqueamento quanto os resultados comerciais.
A quarta fase é a produção, onde os agentes transformam todo o planejamento em conteúdo completo, seguindo rigorosamente as diretrizes estabelecidas e mantendo padrão editorial profissional. Logo em seguida, na quinta fase, múltiplas camadas de revisão automatizada refinam aspectos como naturalidade linguística, densidade de palavras-chave, estrutura técnica e qualidade editorial.
A sexta e última fase é novamente totalmente humana e absolutamente crítica: nossos especialistas, que possuem capacidade de contexto e julgamento muito superiores a qualquer modelo de linguagem, revisam e editam o conteúdo final. Nesta etapa, adicionam insights exclusivos da marca, ajustam nuances de posicionamento, garantem experiências reais e que o resultado seja verdadeiramente diferenciado.
O resultado é um conteúdo que buscadores, IAs generativas e, principalmente, usuários valorizam e consomem.
Entenda como funciona um sistema multi-agente para criar conteúdo
Um sistema multi-agente de IA funciona de forma radicalmente diferente de simplesmente “pedir para o ChatGPT escrever um artigo”. Em vez de usar uma única inteligência artificial generalista tentando fazer tudo, desenvolvemos um ecossistema de funções especializadas que trabalham de forma coordenada, cada uma focada em uma tarefa específica do processo de criação de conteúdo.
Para entender melhor, imagine que você contratou uma equipe completa de marketing de conteúdo: analistas de mercado pesquisando tendências, especialistas em dados coletando estatísticas confiáveis, estrategistas definindo arquitetura de informação, redatores profissionais escrevendo, editores refinando a qualidade, revisores eliminando vícios de linguagem e especialistas técnicos otimizando para SEO.
Para exemplificar, nosso sistema multi-agente equivale a ter cerca de 20 profissionais qualificados trabalhando simultaneamente em cada peça de conteúdo.
Cada função equivale a um especialista
Cada função especializada executa sua tarefa com precisão cirúrgica. Enquanto um agente analisa o comportamento de busca do usuário e mapeia intenções, outro está coletando dados estatísticos relevantes com fontes verificadas.
Simultaneamente, um terceiro agente analisa os principais concorrentes identificando gaps de conteúdo, enquanto um quarto define a estratégia de linkagem interna. Essa orquestração coordenada garante que cada aspecto do conteúdo — desde a pesquisa inicial até a revisão final — receba atenção especializada.
O diferencial está na especialização e na consistência. Diferentemente de redatores humanos que podem ter dias melhores ou piores, que podem esquecer de verificar certos aspectos ou que podem não ter expertise necessária.
Com cautela, estratégia e revisão humana, a IA pode criar ótimos conteúdos
A evolução da inteligência artificial transformou radicalmente a produção de conteúdo para SEO, mas não eliminou a necessidade do fator humano — apenas reposicionou seu papel. O modelo 80/20 que desenvolvemos na Conversion demonstra que as IAs são poderosas aliadas na execução operacional, mas a estratégia, a experiência real e a revisão crítica continuam sendo responsabilidades insubstituíveis dos profissionais qualificados.
Com um sistema multi-agente robusto e supervisão humana adequada, é possível multiplicar em até 5x a capacidade de produção sem sacrificar a qualidade que buscadores, IAs generativas e usuários exigem. O segredo não está em automatizar tudo, mas em automatizar o que pode ser automatizado enquanto se potencializa o que apenas humanos podem entregar: contexto, experiência e julgamento estratégico.
Se tudo o que falamos aqui fizer sentido para sua empresa e se você gostaria da ajuda da Conversion para tornar a busca orgânica seu principal canal de aquisição, fale com o nosso time de especialistas.
Ivo, tudo bem?
Tem uma ferramenta no chat GPT onde colocamos histórico de conversas com nossos clientes e conteúdos gerados por nós de forma humana, com esse conteúdo podemos pefir que IA gere conteúdos para blogs que sejam bem vbistos pelo Google?
Pois a fonte de onde a IA gerou isso vem de nós mesmos, claro que de diferente na estrutuira e tudo mais, mais com a nossa essência.
Anderson,
É um caso muito específico. A minha recomendação é que não use, mas caso queira validar a hipótese implemente uma metodologia de Experimentos, como mencionei no post.
Abraço!
Olá, Diego. Tudo bem? Tenho uma dúvida e um questionamento. A dúvida é: um texto apenas reescrito pela IA que tenha sido originalmente escrito por mim, seria apropriado? Quais os elementos “denunciariam” o uso da IA? Nesse caso, considero que a IA seria apenas assistente. Ou estou errada? O questionamento é: o que você tem pensado sobre o futuro da SERP do Google caso o ChatGPT ganhe espaço como uma espécie de “motor de busca”?
Polly,
São duas perguntas!
Sobre o texto que a IA reescreva, pode ter o risco de ser como qualquer outro conteúdo que ela escreva, pois esses outros conteúdos também são baseados em fontes. Aí, se quiser ir em algo mais específico, recomendaria implementar uma metodologia científica de experimentos.
Sobre o ChatGPT ganhar o trono do Google, é algo hoje virtualmente impossível dado o hábito de consumo das pessoas. A IA sem dúvida vai mudar o próprio Google, inclusive este ano deve chegar ao Brasil o IA Overview, que é um novo Featured Snipept baseado em IA.
Vamos aguardar para ver!
Existem ferramentas de IA que geram conteúdo com base no seu website e nas interações com seus clientes.
Enfim, o conteúdo já é seu e é apenas estruturado na forma de um bom post.