Conheça o Google Search Essentials, o novo Webmaster Guidelines

Mariana Pessoa
Mariana Pessoa

O Google acaba de lançar uma versão simplificada e rebranding do Webmaster Guidelines chamado de “Google Search Essentials”.

20 anos após o lançamento do Webmaster Guidelines (Diretrizes para Webmasters) — amplamente conhecido pelos profissionais de SEO, afinal, é um manual de como fazer SEO no Google —, a empresa anunciou na quinta-feira, dia 13 de Outubro, o seu rebranding e lançamento da nova versão.

O Google Search Essentials, ou Fundamentos da Pesquisa Google em português, apresenta as informações de forma simplificada e é mais acessível para quem não conhece tanto de tecnologias. Continue a leitura para mais detalhes!

Como surgiu o Google Search Essentials?

Seguindo um movimento que acontece desde 2020 com o fim do Google Webmasters e o nascimento da Central da Pesquisa Google, a empresa sentiu a necessidade de fazer um rebranding também na página de diretrizes.

Isso porque o termo “webmaster”, apesar de conhecido pela comunidade de SEO do mundo inteiro, é arcaico e pouco utilizado por profissionais da área, que preferem termos como otimizadores de mecanismos de pesquisa (SEOs), profissionais de marketing ou proprietários de sites, por exemplo, ao invés de “webmaster”.

E vamos combinar, o Google está certo. 

Assim, visando por um nome que desse mais sentido ao trabalho de quem é da área de SEO, a empresa optou por “Pesquisa Google” e, desde então, o termo tem sido adotado pela comunidade e nas comunicações do Google.

Portanto, era só uma questão de tempo até a mudança atingir as diretrizes, que agora é chamada de Google Search Essentials, ou Fundamentos da Pesquisa Google. Ou seja, está muito mais coerente com o posicionamento da empresa e da marca.

Quais foram as mudanças no Google Search Essentials?

Além do rebranding do Google Webmaster, a atualização também inclui algumas mudanças, o que deixou a página de diretrizes mais simplificada. Este, inclusive, era um dos objetivos do Google, afinal, a Central da Pesquisa é um conjunto com todas as diretrizes e práticas recomendadas.

A categorização do Google Search Essentials foi a mudança mais comentada e relevante, pois agora as diretrizes são divididas em três grandes seções:

  • Requisitos técnicos 
  • Políticas de spam
  • Práticas recomendadas

Vou comentar cada uma das categorias a seguir.

Requisitos técnicos da Pesquisa Google

Os requisitos técnicos da Pesquisa Google são poucos, literalmente apenas o necessário para que o crawler seja capaz de indexar e acessar as páginas de um site e, portanto, o seu conteúdo aparecer na busca orgânica.

Atualmente, os requisitos técnicos para um site ser qualificado para a Busca são:

  1. O Googlebot não pode estar bloqueado, ou seja, ele consegue encontrar e acessar a página.
  2. A página funciona. Isto é, o Google recebe um sinal de código de status HTTP 200, que significa sucesso.
  3. O conteúdo da página é indexável.

São simples, certo? Além disso, vale sinalizar que esses requisitos não costumam mudar quando comparado com outros mecanismos de busca

Políticas de Spam para a Pesquisa Google na Web

A política de spam é bastante temida, pois trata-se de ações e comportamentos que podem impactar na classificação de sites e até removê-los da Pesquisa Google. Mas, pensando em facilitar a vida dos profissionais de SEO, o Google Search Essentials traz mais exemplos e tópicos a respeito da política.

Confira as adições e modificações mais importantes da seção:

  • O Google incluiu novos tópicos relacionados a comportamento enganoso;
  • Uma nova seção sobre outros comportamentos que podem impactar na classificação ou remoção do site, como assédio, golpes e fraudes;
  • E também trouxe mais exemplos a respeito de spam por links e conteúdo superficial.

Como a última modificação tende a causar dúvidas e polêmicas, trarei abaixo alguns exemplos dados pelo Google.

Desde os seus princípios, o Google utiliza os links para determinar a relevância das páginas da Web. E por este mesmo motivo que muitos ainda investem em práticas não recomendadas, o famoso black hat, em busca de alcançar melhores resultados.

Por isso, o Google trouxe exemplos do que ele considera, na prática, spam por links:

  • Comprar ou vender links com fins de melhorar o posicionamento (seja permuta, pagamento, envio de produto);
  • Fazer muitas trocas de links (“Adicione um link para mim, e eu adiciono um link para você”) ou criar páginas de parceiros com o objetivo único de criar links cruzados;
  • Utilizar programas ou serviços que criam links para o seu site;
  • Links de baixa qualidade para sites de diretório ou favoritos;
  • Comentários em fóruns com links otimizados na postagem ou assinatura.

Além disso, o Google sinalizou que não há problema na compra e venda de links com fins de publicidade e patrocínio. No entanto, esses links precisam conter o atributo de nofollow ou sponsored para a tag <a>.

Sendo assim, vale ressaltar que a prática de link building é recomendada pelo Google desde que seja realizada da maneira correta. Um dos exemplos é através do Digital PR.

O que é considerado conteúdo superficial?

O conteúdo superficial é aquele conteúdo ruim, que não agrega. Mas como nem todas as pessoas entendem o que isso significa, o Google trouxe exemplos práticos também:

  • Conteúdo automático com spam, ou seja, que foi gerado de maneira automática e programática sem produzir nada original e nem adicionar valor suficiente para a busca do usuário.
  • Páginas afiliadas sem valor agregado, que contém apenas descrições e avaliações que foram copiadas diretamente do comerciante original sem nenhuma alteração e nem adição de valor.
  • Spam gerado pelo usuário, comuns em páginas onde o usuário pode comentar. Nestes casos, a culpa nem sempre não é do proprietário, por isso o ideal é ficar sempre de olho em comentários e fóruns para evitar que ocorra spam.
  • Conteúdo copiado de outros sites também é considerado spam (inclui republicação total com ou sem a fonte original, pequenas modificações, reproduções de feeds de conteúdos e sites voltados à incorporação ou compilação de conteúdo).

Após a Atualização do Conteúdo Útil, também conhecido como Helpful Content Update, fica mais fácil também reconhecer conteúdos de qualidade e com foco no usuário.

Principais práticas recomendadas para ter sucesso

Por último, o Google trouxe uma seção com o conjunto de recomendações que eles acreditam que as pessoas devem considerar ao criar sites. Afinal, as práticas recomendadas é que permitem que as páginas sejam encontradas com maior facilidade.

Veja quais são as práticas recomendadas para ter sucesso:

  • Crie conteúdo útil, confiável e focado em pessoas, não em robôs.
  • Use palavras que as pessoas usam para procurar pelo seu conteúdo e coloque esses termos em lugares estratégicos na sua página.
  • Permita que os seus links sejam rastreados, assim o Google pode encontrar outras páginas através delas. 
  • Fale do seu site para as pessoas! É isso mesmo.
  • Se tiver conteúdos como imagens, vídeos, dados estruturados e Javascript, assegure que as melhores práticas para esses formatos estejam sendo seguidas.
  • Melhore a forma como o seu site aparece na Pesquisa Google permitindo recursos que fazem sentido, como por exemplo o Google Meu Negócio.
  • Se o seu site tiver páginas que não deveriam aparecer na Pesquisa Google, utilize algum método para controlar isso.

Conclusão

Mesmo demorando 20 anos para essa mudança acontecer, o Google Search Essentials foi bem recebido pela comunidade de SEO no mundo inteiro devido à sua objetividade e inclusões de exemplos. Sem contar, claro, o redesign visual e a experiência positiva na navegação da página.

Para quem quer aprender SEO, o Google Search Essentials é o pontapé inicial que deve ser lido e relido várias vezes ao longo da jornada (e acredite, será). E para quem já atua na área, a leitura também é recomendada por mim. Confira os links oficiais:

Escrito por Mariana Pessoa

Escrito por Mariana Pessoa

Mariana é estrategista de SEO e apaixonada por Marketing Digital. É também produtora de conteúdo no LinkedIn e escritora de ficção nas horas vagas.

Escrito por Mariana Pessoa

Escrito por Mariana Pessoa

Mariana é estrategista de SEO e apaixonada por Marketing Digital. É também produtora de conteúdo no LinkedIn e escritora de ficção nas horas vagas.

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