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O que é e-commerce? Guia definitivo de comércio eletrônico no Brasil preparado para as mudanças de 2020

24/05/2020
14 min de leitura

E-commerce é a modalidade de comércio feita por meios digitais, que inclui, mas não se limita a: lojas virtuais, plataformas do tipo marketplace, redes sociais, dentre outras. No Brasil, cresce 18% ao ano e deve movimentar R$106 bi, segundo ABComm.

O marketing digital e o e-commerce vieram para ficar.

A última crise global demonstrou isso: durante o COVID-19, a Amazon, maior loja do mundo, mesmo durante a pandemia viu suas ações da bolsa crescerem mais de 54%.

No Brasil, sites de compra online também cresceram fortemente:

  • Amazon.com.br: +56,5%
  • Magazineluiza.com.br: +50,5%
  • Mercadolivre.com: +48%
  • Extra.com.br: +44,7%
  • Marisa.com.br: +42,6%

Se você está pensando em investir nesse segmento, deseja iniciar a vender online ou simplesmente quer aprofundar seu conhecimento este post é para você.

Índice de Conteúdo

  1. O que é e-commerce?
  2. Os maiores e-commerces no Brasil e no mundo
  3. Como montar um e-commerce
  4. Dados e Estatísticas do E-commerce

O que é e para que serve o e-commerce?

O e-commerce (do inglês, eletronic commerce), conhecido em português como comércio eletrônico, é a prática conhecida por gerar negociações online para compra de produtos, serviços e infoprodutos.

O seu absoluto sucesso está ligado ao fato de os consumidores acharem muito mais prático (e barato) comprar pela Internet.

Os números demonstram isso, veja só:

93% dos brasileiros conectados já realizaram compras pela internet;

Para 91%, o preço no e-commerce é melhor que nas lojas físicas;

28% dos consumidores fazem mais de uma compra na internet por mês;

98,4% dos consumidores consideram seguro comprar online

52,66% fizeram quatro compras ou mais nos últimos seis meses;

44,44% da classe A fizeram, no mínimo, sete compras online nos últimos seis meses;

34% das pessoas têm gasto de R$ 151 a R$ 300 em cada compra realizada pela internet;

74% dos consumidores já realizaram compras por celular ou tablet;

(Fonte: Agência Conversion, Pesquisa Consumidor Digital)

Agora que você já entendeu o grande impacto e alcance dessa modalidade, vamos entender um pouco da sua história.

A história do comércio eletrônico

Acima, a primeira versão do site da Amazon. Conheça um pouquinho da história dessa modalidade de negócios:

1982 – foi fundada a Boston Computer Exchange, conhecida como a primeira empresa de e-commerce no mundo.

O principal objetivo da Boston Computer Exchange era servir como um mercado online onde as pessoas podem comprar e vender seus computadores usados.

1992 – Book Stacks Unlimited é lançada como a primeira loja virtual de livros on-line

Charles M. Stack fundou a Book Stacks Unlimited como uma livraria on-line em 1992 – cerca de três anos antes de Jeff Bezos fundar a Amazon.

Originalmente, a empresa usava o formato “dial-up bulletin board” e apenas em 1994 o site mudou para o que hoje conhecemos como Internet, passando a operar no domínio Books.com (adquirido pela livraria rival da Amazon Barnes & Noble).

1994 – É lançado o navegador Netscape

Marc Andreessen e Jim Clark co-criaram o Netscape Navigator como uma ferramenta de navegação na web e anunciaram seu lançamento ao mercado em outubro de 1994.

Nos anos 90, o Netscape tornou-se o navegador da Web mais usado no sistema operacional Windows antes da ascensão do Internet Explorer e, mais recentemente, do Google Chrome.

1995 – Lançamento da Amazon e eBay

Jeff Bezos lançou a Amazon em 1995, inicialmente, como uma loja online de livros.

Nesse mesmo ano, Pierre Omidyar lançou o AuctionWeb, que mais tarde se tornaria o que conhecemos hoje como eBay.

Desde então, as duas se tornaram plataformas de comércio eletrônico que permitem aos consumidores vender on-line para pessoas de todo o mundo.

1999 – Lançamento do Alibaba

O Alibaba Online foi lançado em 1999 como um marketplace que contava com mais de US $ 25 milhões em financiamento.

Em 2001, a empresa já se tornou lucrativa e se transformou em uma grande plataforma B2B, C2C e B2C que é mundialmente usada.

2000 – O Google lança o AdWords, sua ferramenta de publicidade online

O Google Adwords (hoje, Google Ads) foi lançado no ano de 2000 com o objetivo de incentivar sites de comércio eletrônico a anunciarem para as pessoas que já pesquisavam no Google.

Com anúncios curtos em formatos de links patrocinados, o Google Ads tornou-se a maior ferramenta de publicidade para e-commerce no mundo e é, até hoje, junto com SEO um dos principais canais de tráfego para e-commerces de todos os tamanhos.

Quais as vantagens do e-commerce?

O primeiro fator que deveria fazer com que qualquer empreendedor ou empresa quisesse vender online é que o consumidor está na Internet.

Cerca 126,9 milhões 126,9 milhões de pessoas usam Internet regularmente no Brasil, segundo a TIC Domicílios; metade da população rural e das classes D e E agora têm acesso à internet.

Dentre as pessoas conectadas, como já mencionamos, 93% realizaram alguma compra pela Internet.

Para o empreendedor, podemos identificar 3 principais vantagens para investir em vendas online.

Redução de custos fixos

É muito mais barato começar uma loja online, pois uma série de custos fixos necessários para operar um comércio local podem ser reduzidos, tais como:

  1. Folha de pagamento
  2. Loja física com alugueis caros
  3. Estoque

Venda para pessoas de todo o Brasil ou do mundo

Enquanto uma loja física está restrita a vender para pessoas de uma determinada região, no e-commerce virtualmente não há fronteiras.

Com uma simples loja virtual ou a entrada em um marketplace (a seguir explicaremos do que se trata), já é possível começar a vender para todo o Brasil.

Além disso, se o idioma e a logística não forem barreiras, é possível vender para todo mundo.

É possível aumentar exponencialmente o faturamento

Como é possível alcançar todos os brasileiros, as lojas virtuais de sucesso conseguem crescer exponencialmente, o que não seria possível com um negócio local.

A tecnologia reduz a praticamente virtualmente R$0,00 o custo de exibição de um produto nas prateleiras online.

Isso cria, aliás, um mercado de nicho que não era possível antigamente.

Você pode comercializar aquelas coisas pelas quais você é apaixonado

Imagine que você more em uma pequena cidade com apenas 10 mil habitantes e seja apaixonado por bonecos de brinquedo.

Se você abrisse uma loja em sua cidade, muito provavelmente ela amargaria grandes prejuízos e fecharia as portas.

Mas a Internet cria possibilidades infinitas.

Se na sua cidade, deve haver no máximo alguns poucos que compartilham do mesmo hobby que você, na Internet há milhões de pessoas.

Quais são os tipos de e-commerce e canais de vendas?

Você já deve ter reparado ou pelo menos pensado que há diversas formas de fazer e-commerce (por exemplo, uma empresa pode vender para pessoas ou para outras empresas) e canais diferentes para vender online (é possível vender em um site ou nas redes socais).

Infográfico B2C B2B C2C e DTC

Conheça cada um dos tipos de e-commerce:

B2C (Business to Consumer) é a venda de empresas para consumidores finais; exemplo disso são sites como Amazon, Americanas, Magazine Luiza.

B2B (Business to Business) é a venda de empresas para outras empresas; exemplo disso é o Mercado Eletrônico.

C2C (Consumer to Consumer) é a venda de consumidores para consumidores, onde se entende o consumidor como uma pessoa física; exemplo disso são OLX, Elo6 e até o Mercado Livre.

D2C (Direct to Consumer) é a venda da indústria diretamente para o consumidor, sem o intermédio de varejistas B2C; exemplo disso são sites de indústrias como Apple, Boticário, Nike, Whirlpool.

Canais de vendas

Conheça agora os canais de vendas, que são as plataformas onde ocorrem as vendas.

Loja Virtual é o site próprio de uma empresa onde ocorrem as vendas; exemplos disso são Marisa, Artwalk ou Saldão da Informática.

Marketplace é quando um site libera para que outros vendedores vendam para sua audiência, canal cada vez mais comum; exemplo disso são sites como Amazon, Americanas, MercadoLivre, que permite que qualquer pessoa ou empresa com as credenciais aprovadas vendam lá.

Social Commerce é a venda em redes sociais, sem a necessidade de uma loja virtual, que pode acontecer até mesmo informalmente; o Facebook criou o Shops para abocanhar essa fatia de mercado.

Você pode reparar, por fim, que as modalidades e os canais não são fixos e podem ser combinados.

Por exemplo, a Amazon vende produtos B2C, é também um marketplace e faz D2C quando vende online seu Kindle.

Se você estiver pensando em empreender e ter uma empresa que fature centenas de milhares de reais, deverá ter de escolher entre marketplaces e uma loja virtual.

E vai precisar de muito, mas muito marketing. O marketing bem feito é a diferença entre e-commerces de sucesso e aqueles que fecharam.

Quais são os maiores e-commerces no Brasil e no mundo?

Conheça quais são os e-commerces mais bem sucedidos no mundo, assim como no Brasil, e qual seu número de visitas mensalmente, segundo a SimilarWeb.

Começando pelos sites globais:

1. Amazon.com – 2,4 bilhões de visitas mensais

Site da Amazon

A Amazon dispensa apresentações e é hors concours quando se pensa em e-commerces de sucesso. Ficou conhecida como “a loja de tudo”, pois foi o primeiro e-commerce a possuir tantas categorias de produtos.

2. Walmart: 1,3 bilhões de visitas mensais

O Walmart, embora recentemente tenha saído do Brasil, é o grande concorrente da Amazon no EUA e no restante do mundo.

3. Ebay.com: 867 milhões de visitas mensais

Home page da Ebay

eBay foi o primeiro site de classificados no mundo e inspirou diversos concorrentes no mundo, como o MercadoLivre.

4. Rakuten: 553 milhões de visitas mensais

Rakuten, que também patrocina o time Barcelona, é a maior loja virtual japonesa.

5. AliExpress.com: 426 milhões de visitas mensais Conhecido por muitos brasileiros, o AliExpress é um marketplace de produtos chineses.

E quais são os 20 maiores e-commerces do Brasil?

No Brasil, temos o seguinte ranking de acordo com o número de acessos:

  1. MercadoLivre.com.br: 210 milhões
  2. Americanas.com.br: 112 milhões
  3. OLX.com.br: 83,25 milhões
  4. Amazon.com.br: 56,25 milhões
  5. CasasBahia.com.br: 55,57 milhões
  6. MagazineLuiza.com.br: 54,46 milhões
  7. AliExpress.com: 26,30 milhões
  8. Submarino.com.br: 22,85 milhões
  9. NetShoes.com.br: 23,28 milhões
  10. Apple: 19,69 milhões
  11. Extra.com.br: 18,82 milhões
  12. ShopTime.com.br: 18,39 milhões
  13. Carrefour.com.br: 14,94 milhões
  14. Dafiti.com.br: 14,5 milhões
  15. Amazon.com: 14.16 milhões
  16. PontoFrio.com.br: 13,51 milhões
  17. Marisa.com.br: 6,2 milhões
  18. FastShop.com.br: 5,91 milhões
  19. Saraiva.com.br: 5,2 milhões de acessos
  20. EstanteVirtual.com.br: 5,164 milhões de acessos

Como funciona e como montar um e-commerce?

Agora que você já sabe o que é e quais os grandes sites de e-commerce no mundo, vamos apresentar o funcionamento e em seguida explicar como montar.

Como funciona?

Antes de montar sua loja, você precisa entender o funcionamento de um comércio eletrônico.

Para ajudá-lo a entender melhor, criamos  um infográfico:

Infográfico sobre E-commerce

Como montar seu e-commerce em 10 passos e começar a vender online?

Aqui na Conversion, já participamos do planejamento e estruturação de diversos e-commerces, bem como pela evolução.

Há diversas e-commerces que, seguindo as dicas abaixo, atingiram o faturamento de milhões de reais por ano.

Sem nos demorar, vamos lá!

1. Defina um nicho e se especialize em um mercado

Já existem grandes e-commerces que vendem de tudo e há muita concorrência.

Mas sempre haverá espaço para vender para um nicho específico.

Nicho é uma categoria de mercado. Por exemplo, televisão é um nicho de produtos eletrônicos.

O consumidor prefere comprar de empresas muito boas em alguma coisa e isso cria um diferencial competitivo.

Na hora de “nichar”, cuidado para não ser muito específico: busque o equilíbrio entre demanda do mercado e especialidade.

2. Crie sua marca e atenção a estes pontos

Marca é a combinação de um nome único e uma arte que vai diferenciar sua empresa de todas as outras.

É importante investir em uma marca profissional, que pode custar dinheiro ou você também pode fazer gratuitamente.

Para definir a sua marca, considere o seguinte:

Depois, pense no posicionamento de sua marca.

Posicionar sua marca é dizer no que ela é a maior e melhor (pessoas preferem comprar de quem é o maior e o melhor).

Por exemplo, sua marca pode ser a melhor loja em bicicletas para corrida. Isso tem totalmente a ver com seu nicho.

Por fim, invista na criação de uma boa logomarca. Se não tiver dinheiro, você pode criar gratuitamente no Canva.com.

3. Defina seu canal de venda

Loja Virtual ou Marketplace?

Como vimos anteriormente, os principais canais de vendas são: loja virtual (que é o seu site) ou marketplace (que é o site de um terceiro), como MercadoLivre, Amazon Marketplace  ou B2W Marketplace (vender nos sites Americanas, Submarino e ShopTime).

Então fica a pergunta: loja virtual ou marketplace?

Para decidir, você precisa entender as vantagens de cada um.

Com Marketplace é muito mais fácil começar, uma vez que esses grandes sites já possuem tráfego e pessoas interessadas em comprar seu produto.

O “problema” é que isso terá um custo: os marketplaces cobram comissões sobre as vendas, que podem chegar a até 30%.

Além disso, você não terá acesso aos dados pessoais do consumidor final e não conseguirá gerar uma segunda venda.

Em resumo, é mais fácil, porém você irá construir uma casa em terreno alugado.

A loja virtual é um lugar seu, em tese é muito “melhor”, porém envolve a necessidade de uma série de conhecimentos e investimentos para gerar audiência e proporcionar uma boa experiência para o usuário (conheça aqui estratégias de marketing para e-commerce).

Podemos dizer que o primeiro passo é começar por um marketplace e depois migrar para uma loja própria.

4. Defina seu ERP

ERP é Enterprise Resource Planning (ou Planejamento dos Recursos da Empresa, em português) e é o sistema de gestão integrado do seu e-commerce.

Em resumo, ele é o sistema utilizado para gerenciar toda a parte operacional, pedidos e financeira do seu negócio.

O ERP é o coração da sua empresa.

Como não é a nossa especialidade, deixamos esse assunto com a Bling!, o mais reconhecido ERP do mercado de e-commerce, e que tem planos acessíveis.

Caso queira entender melhor a importância do ERP, consulte esta página (focada em e-commerce) ou esta (focada em ERP em geral).

5. Defina sua plataforma de e-commerce

Termo muito comum, plataforma de e-commerce é o sistema que fará sua loja virtual operar, ela é basicamente pelo seu site.

Quando for consultar as diversas opções no mercado, recomendamos o seguinte:

  • Integrações: entenda os sistemas que são integrados via API;
  • SEO: entenda se ela possui os recursos necessários para otimização para busca orgânica;
  • Velocidade: mensure o tempo de carregamento de diversos sites usando o Pingdoms;
  • Suporte: o nível de suporte irá variar de empresa para empresa;
  • Forma de pagamento: algumas plataformas podem ter faturamento no exterior e necessitar de cartão de crédito.

A escolha da plataforma de sua loja virtual é muito importante e deve ser analisada com grande profundidade.

Para facilitar, selecionamos abaixo as nossas plataformas preferidas:

NuvemShop – bonita, prática e limitada para SEO (recomendada para MEI)

Site da NuvemShop

Loja Integrada – uma plataforma simples para começar (recomendada para PME)

Site da Loja Integrada

WooCommerce  (WordPress)- recomendada para quem quer personalização e pode contar com desenvolvedor (recomendada para PME e média empresa)

Site do WooCommerce

Vtex – plataforma líder no Brasil com atuação global (recomendada para médias e grandes empresas)

Site da Vtex

Shopify – recomendada para quem domina o inglês e busca designs bonitos

Site do Shopify

6. Crie um site com design bonito, profissional e que transmita segurança

É muito provável que o cliente encontre seu site pesquisando no Google, seja em busca paga ou orgânica.

Como ele pode ainda não conhecer o seu site, este precisa transmitir segurança.

1 em cada 5 dos consumidores considera importante o visual do site, mas 44% buscam selos de segurança e facilidade de entrar em contato.

Portanto, a palavra-chave de ordem para o seu site é transmitir segurança, afinal você irá receber dados sensíveis de cartão de crédito.

Caso não possa investir em uma agência com bom design, prefira plataformas como WooCommerce, NuvemShop, Loja Integrada e especialmente o Shopify, que tem boas opções de template.

7. Defina seu modelo de atendimento

Engana-se quem pensa que o e-commerce funciona no piloto automático.

Toda a atividade comercial é feita entre pessoas e pessoas precisam de pessoas. Por isso, o atendimento é fundamental.

No começo, pode ser que isso nem seja um grande problema e você consiga gerenciar por e-mail e WhatsApp o atendimento ao cliente.

Porém, à medida que seu e-commerce cresça será necessário ter uma plataforma mais robusta para atender da melhor forma o cliente.

Zendesk – líder em chat e help desk

Zendesk

O Zendesk é a plataforma líder em suporte ao cliente mundialmente e também está disponível em português.

8. Defina sua plataforma de e-mail e relacionamento

Para ter um e-commerce de sucesso, é preciso fazer muito mais do que e-mail marketing.

É preciso desenvolver estratégias de relacionamento com seu cliente.

Muitas empresas chegam a ter uma parcela superior a 50% de suas vendas feitas para clientes que já compraram.

O relacionamento é fundamental, porque é mais barato vender para quem já comprou de sua loja que trazer novos clientes.

Para gerenciar essas atividades, é preciso uma plataforma de e-mail e automação completa.

Selecionamos as 4 principais ferramentas do mercado.

Salesforce Marketing Cloud – A plataforma líder mundial, ideal para médias e grandes empresas

Allin Marketing Cloud – a união entre recursos e custo x benefício

RD Station – plataforma completa se você pensa em fazer inbound marketing

MailChimp – a plataforma básica e low cost que não deixa a desejar

9. Defina seus canais de tráfego e Marketing e comece a receber visitas

Caso opte por investir em uma loja virtual, você precisará definir em quais canais de marketing irá investir.

Os canais são basicamente estes:

  • Busca paga (via Google Ads)
  • Product List Advertising (via Google Shopping)
  • Busca orgânica (via SEO)
  • Remarketing (via Google Ads ou Criteo)
  • Anúncios em redes sociais (via Facebook Ads)
  • E-mail Marketing (via MailChimp, Salesforce, RD Station, ActiveCampaign, etc.)
  • SMS (via Zenvia)

Naturalmente, são muitas coisas a se investir e, de pronto, é necessário priorizar.

O básico do marketing para e-commerce

Um caminho que já vimos muitos e-commerce seguirem foi começar com Google Shopping, Remarketing em Google Ads e Facebook Ads e E-mail Marketing. Além disso, é indispensável usar WhatsApp para suporte.

Após ter dominado esses canais, pode-se investir em SEO (que traz resultados a médio e longo prazos) e explorar mais recursos de Google Ads, bem como investir em Facebook Ads.

Se quiser saber mais, entenda como ter um E-commerce de Sucesso com este nosso guia.

10. Gerencie preço, concorrentes e marketing diariamente

E-commerce é uma briga de percepção, preço e frete.

A maneira mais “fácil” de aumentar as vendas é reduzir os preços, porém isso inviabiliza qualquer negócio no longo prazo.

Você precisa testar muito. Digital é teste.

Teste dar frete grátis e aumentar o preço do produto, teste o contrário.

O e-commerce exige gestão todo o tempo, porque se em algum concorrente o preço estiver mais baixo, o frete mais barato ou mais rápido,  cliente pode simplesmente preferir comprar lá.

Porém, para sair da guerra de preço você precisa gerar confiança.

A busca por preço baixo tem limite para o consumidor, e este limite está na confiança que ele tem de que vá receber o produto.

Por isso, acompanhe preço, prazo de entrega, campanhas de marketing e concorrentes todos os dias!

Dados e estatísticas sobre e-commerce

28% dos consumidores fazem, em média, mais de uma compra na internet por mês, segundo CONVERSION;

52,66% fizeram, no mínimo, quatro compras nos últimos seis meses, segundo CONVERSION;

44,44% da classe A fizeram, no mínimo, sete compras online nos últimos seis meses, segundo CONVERSION;

34% das pessoas têm gasto de R$ 151 a R$ 300 em cada compra realizada pela internet, segundo CONVERSION;

74% dos consumidores já realizaram compras por celular ou tablet, segundo CONVERSION;

O que ELES mais compram:

1º Eletrônicos – 68,98%
2º Telefonia e celulares – 67,77%
3º Produtos de informática – 67,47%

O que ELAS mais compram

1º Produtos de moda e acessórios – 64,11%
2º Telefonia e celulares – 61,92%
3º Cosméticos, perfumaria e bem-estar – 57,81%

Produtos mais comprados por faixa etária

Até 17 anos: Moda e Acessórios (62,5%)
18 a 24 anos: Moda e Acessórios (70,08%)
25 a 34 anos: Telefonia e Celulares (67,65%)
35 a 49 anos: Telefonia e Celulares (71,67%)
Acima de 49 anos: Eletrodomésticos (61,45%)

Produtos mais comprados por classe social

A: Eletrodomésticos (77,78%)
B: Telefonia e Celulares (73,41%)
C: Telefonia e Celulares (63,79%)
D: Telefonia e Celulares (64,08%)
E: Cosméticos, Perfumaria e Bem-estar (50,88%)

Conclusão

Neste artigo, reunimos todas as informações com as melhores práticas sobre e-commerce.

Como somos uma agência de marketing, contamos tudo isso da perspectiva de como gerar mais vendas.

Para se aprofundar neste tema, recomendo que conheça as 30 melhores estratégias de marketing para e-commerce e  descubra como gerar crescimento exponencial.

Escrito por

Diego Ivo

CEO

é CEO da Conversion, agência Líder em SEO e especializada em Search. Possui mais de uma década de experiência no mercado digital e é um dos principais experts no Brasil em SEO. Fundou em 2011 a Conversion, empresa que atende clientes como ViajaNet, Brastemp, Consul, JAC Motors, Salon Line, ArtWalk, entre outros. Também é palestrante e já se apresentou em diversos eventos de marketing e e-commerce, nos quais passou ao mercado conhecimento sobre as melhores práticas de SEO.

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"Tudo deveria se tornar o mais simples possível, mas não simplificado."

Albert Einstein