O que é a arquitetura da informação e qual é sua importância

Mariana Pessoa
Mariana Pessoa

A arquitetura da informação é uma disciplina focada na organização das informações de produtos digitais, sendo primordial na construção de sites.

Dentro das muitas disciplinas que um profissional de SEO precisa entender está a experiência do usuário, que cada vez mais tem sido apontada pelo Google como o caminho a ser seguido para alcançar bons resultados na busca.

Exemplo disso é o recente Helpful Content Update, ou Atualização de Conteúdo Útil, cujo objetivo foi evidenciar a importância de páginas construídas por pessoas e para pessoas. Pensando nisso, o artigo de hoje será com foco na arquitetura da informação, um dos pilares de UX.

O que é arquitetura da informação?

A arquitetura da informação, também conhecida como IA (Information Architecture), é uma ciência de organização e estruturação do conteúdo de sites e softwares. Sendo assim, consideramos a arquitetura da informação a prática de decidir como construir algo que seja compreensível ao usuário.

Na Web, a arquitetura da informação é a responsável por organizar os elementos de páginas de um site, sempre levando a experiência do usuário em primeiro lugar e facilitando a navegabilidade pelo conteúdo.

Além disso, a arquitetura da informação está dentro dos princípios do Design de Interação, sendo composta por três conceitos principais:

  • Usuários: audiência, necessidades, comportamento, experiência e jornada do usuário.
  • Conteúdo: objetivos do conteúdo, taxonomia, tipos de documentações e dados, estrutura existente.
  • Contexto: objetivos de negócio, cultura, políticas, tecnologias, recursos e restrições.

Por estes motivos, a disciplina é estudada a fundo por UX Designers, pois entender a jornada do usuário e construir páginas com alto grau de usabilidade é trabalho rotineiro desses profissionais. 

No entanto, desde o lançamento do Google Page Experience, profissionais de SEO devem se atentar aos conceitos da arquitetura da informação, pois a experiência do usuário nas páginas é um dos fatores de ranqueamento estabelecidos pelo Google.

Qual a importância da arquitetura de informação para usabilidade do site? 

A arquitetura da informação é essencial para ter um site funcional. Afinal, o seu principal objetivo é justamente estruturar as informações de um conteúdo para que seja facilmente encontrado por usuários durante a navegação pelo site (ou software, por exemplo).

Imagine que você está acessando um site e seu objetivo seja obter informações sobre um produto. Procura no menu do site, entra um link aqui, esbarra em uma categoria, mas não encontra o que estava buscando inicialmente. Então, decide usar a barra de pesquisa e, mais uma vez, nada encontrado.

É neste ponto que você decide e fecha o site. O que significa que a arquitetura da informação falhou com os usuários, pois as páginas não foram estruturadas seguindo os componentes que agregam na usabilidade e preveem este tipo de situação.

Portanto, é a arquitetura da informação que ordena, classifica e estrutura um site da Web de acordo com a importância de cada elemento, levando em consideração os três principais conceitos (usuário, conteúdo e contexto).

Como a arquitetura da informação impacta o usuário?

A arquitetura da informação impacta diretamente o usuário no site. Considerando que seu objetivo é facilitar a navegação e melhorar a usabilidade nas páginas, em casos onde a AI não é estruturada, as chances de tornarem a experiência do usuário frustrante é muito grande.

Dessa forma, tornar a arquitetura da informação parte da estratégia de SEO só há ganhos. O site estará mais organizado para os robôs e, consequentemente, fácil de usar para os usuários.

Como profissionais de SEO, devemos sempre colocar o usuário em primeiro lugar. Se estivermos fazendo o melhor para o usuário e a sua experiência, também estaremos fazendo o melhor aos olhos do Google.

Como a arquitetura da informação está relacionada com UX?

A arquitetura da informação é um componente essencial dentro de UX. Elas se relacionam como disciplinas que buscam criar experiências intuitivas, eficazes e satisfatórias para os usuários.

Podemos dizer que a arquitetura da informação é o esqueleto de UX, já que estrutura e organiza as informações para que a navegabilidade do usuário seja eficiente. Ou seja, as duas estão relacionadas por seus objetivos e áreas de estudo. Juntas, as duas só deixam os resultados mais potentes.

Quais os principais componentes da arquitetura de informação? 

Agora que você já sabe que a arquitetura da informação é essencial antes, durante e após a construção de um site, confira os seus principais componentes para trabalhar com ela:

Hierarquização 

Quando pensamos em arquitetura da informação, é muito comum imediatamente surgir a palavra “hierarquia” à mente, certo? Isso porque, quando bem estruturado, todo site segue uma hierarquia que se inicia na página principal, a homepage.

Trazendo termos de SEO, o sitemap é um ótimo exemplo de aplicação da hierarquia (e de arquitetura da informação). Afinal, além do documento sinalizar quais são as páginas mais importantes de um site, também indica a relação entre elas, possibilitando uma melhor navegabilidade ao usuário e consequentemente ao crawler.

Sendo assim, a hierarquia é um fator que deve ser levado em consideração na arquitetura da informação, pois é através dela que o usuário chegará ao que busca com mais facilidade.

Fluxos de navegação 

Um dos pontos mais importantes da arquitetura da informação é conhecer todos os fluxos, ou caminhos, possíveis dentro de um site. 

O que acontece se o usuário clicar na página “sobre”? Quantos caminhos ele pode percorrer para chegar à página principal? Se o usuário clicar no logo do site, ele será encaminhado para onde?

Esses são os exemplos de dúvidas que um fluxograma pode responder. Além disso, essa etapa vai permitir encontrar furos na arquitetura, possíveis frustrações e até formas de melhorar a navegabilidade.

Modelos mentais

Através dos modelos mentais — ou mapas mentais, como a maioria das pessoas conhece —, é possível construir (ou desenhar!) a arquitetura da informação das páginas de maneira visual e dinâmica.

Com isso, ficará mais fácil partir para os wireframes, que você encontra o conceito abaixo.

Wireframes

Também conhecidos como protótipos, os wireframes são construções feitas com o objetivo de estruturar as informações antes delas serem desenvolvidas e lançadas oficialmente. Ou seja, são demonstrações de uma página.

Os protótipos possuem três “níveis”: baixa fidelidade (o rascunho inicial da ideia), média fidelidade (já mais elaborado) e alta fidelidade, que é como deve ser desenvolvida posteriormente pela equipe de tecnologia.

Durante a construção de um wireframe, é muito comum o envolvimento do profissional de SEO, assim os ajustes podem ser encontrados antes da página ir ao ar. Por isso, é sempre indicado que a área de UX e SEO sejam parceiras.

Taxonomia 

No contexto da arquitetura da informação, a taxonomia é a prática de organizar e classificar conteúdos com base na similaridade entre elas, garantindo que a linguagem e o agrupamento é o correto para aquelas informações.

Um exemplo prático é um menu de categorias. A partir do agrupamento de temas que se relacionam, podemos construir uma categoria condizente para a experiência do usuário.

Mapeamento de telas e conteúdos

Por último, vale destacar a importância de ter um inventário, que pode ser uma simples planilha, que mapeie todas as telas e conteúdos do site. A existência de um documento como este torna-se essencial em projetos maiores, onde páginas e informações relevantes podem ser facilmente esquecidas — afinal, errar é humano.

Outro ponto é que num futuro redesign, possuir este mapeamento vai facilitar o trabalho dos responsáveis pelo projeto, pois será mais fácil redesenhar os processos e construir novas propostas ainda melhores.

Conheça os principais componentes da arquitetura da informação

Para entender um pouco mais sobre como a arquitetura da informação funciona, vou apresentar os componentes mais comuns na área de estudo:

Biblioteconomia

A biblioteconomia é o estudo da organização, classificação e gestão da informação. Ela pode ser implementada desde bibliotecas a centros de pesquisa, e é muito importante como sistema organizacional. 

Suas técnicas de catalogação, indexação e classificação são fundamentais para a arquitetura da informação.

Psicologia Cognitiva

A psicologia cognitiva estuda como as pessoas percebem, aprendem, lembram e processam informações. Dentro da arquitetura da informação, ela ajuda a entender como os usuários interagem com a informação, expectativas que são criadas na interação, comportamento e até necessidades. 

Arquitetura

Arquitetura refere-se à organização estrutural de um sistema de informação. De alguma forma, é parecido com a construção de prédios, pois a arquitetura da informação envolve a criação de espaços digitais que possam ser navegados e utilizados pelos usuários.

Sistemas de organização

Sistemas de organização são métodos estruturados para arranjar, classificar e categorizar a informação. Por isso, inclui a definição de taxonomias, etiquetas, esquemas de navegação e estruturas de menu.

Dessa forma, esses sistemas ajudam a tornar a informação mais acessível para os usuários.

Navegação local

Navegação local é uma referência ao conjunto de ferramentas de navegação e indicadores que apoiam os usuários a entender e conseguir se movimentar dentro de uma seção específica de um site ou app. Aqui, podemos citar menus drop-down, links internos, breadcrumbs e outros elementos que facilitam a exploração.

Navegação global

Diferente da local, a localização global é o conjunto que permite aos usuários navegar por todas as partes de um site ou app, independente de onde estejam dentro. 

Assim, esse tipo de navegação é consistente e visível em todas as páginas através de menu principais, barras de navegação e footers.

Navegação contextual

Na navegação contextual, a navegação é baseada no conteúdo que o usuário está visualizando, oferecendo links para informações relacionadas ou complementares. São os famosos “conteúdos relacionados”, “veja também” ou “produtos recomendados”.

Navegação suplementar

Navegação suplementar é um tipo de navegação que proporciona opções de navegação adicionais que vão além da global e local. Aqui, podemos citar a inclusão de FAQs, glossários, políticas, informações de contato ou outros recursos úteis para o usuário.

Assim, a navegação suplementar acaba se tornando uma forma de aprimorar a experiência do usuário, já que fornece informações que podem facilitar a sua jornada de descobertas na página.

Sistemas de pesquisa

Os sistemas de pesquisa são ferramentas que permitem aos usuários encontrar informações específicas dentro de um site ou app. Costumam ser utilizados como caixas de pesquisa em que usuários podem digitar o que buscam.

Como a arquitetura da informação e SEO podem se unir?

UX é a área que geralmente é responsável pela arquitetura da informação, mas muitas vezes, na ausência deste profissional, é o SEO quem deve puxar como prioridade a usabilidade do site. 

Afinal, UX e SEO possuem objetivos em comum, como:

  • Melhorar a navegabilidade do site e das páginas;
  • Tornar o site facilmente encontrado na Web, assim como as informações que o usuário busca;
  • Construir interações que cumpram seus objetivos principais.

Dessa forma, as duas áreas, apesar de distintas, se conectam à todo momento. É inevitável ao profissional de SEO que deseja conquistar bons resultados no orgânico pensar na experiência do usuário, assim como o profissional de UX só tem a se beneficiar aprofundando o olhar para como os mecanismos de busca funcionam.

Além disso, é a partir da parceria das duas áreas que conseguimos identificar e classificar o objetivo de cada página, que podem ser:

  • Navegação: são as páginas que ajudam o usuário a chegar ao seu objetivo. A página principal, por exemplo, é um ótimo exemplo disso.
  • Consumação: são as páginas de conteúdo, como artigos, páginas de produto, comparativos, entre outros.
  • Interação: são as páginas que levam o usuário a tomar uma ação. Temos como exemplo páginas de login, checkout, ou interações como popup, modal, etc.

Exemplo de arquitetura da informação

Abaixo, temos um exemplo de arquitetura da informação muito bom fornecido pelo Semrush. Essa é uma estrutura simples e a mais comum de encontrar devido a boa experiência que é gerada para o usuário.

Por que é importante considerar a arquitetura da informação?

A arquitetura da informação é indispensável para a experiência do usuário que, por sua vez, é essencial para a criação de experiências digitais que funcionam. Não adianta ter um site com um conteúdo incrível, mas nada funcional. Isso porque a falta de uma arquitetura da informação pode causar os seguintes problemas:

  • Resultados ruins em SEO, fazendo com que seu site não esteja entre os primeiros resultados;
  • Altas taxas de rejeição e saída, pois os usuários não conseguem utilizar o site de maneira adequada.

Ou seja, investir na arquitetura da informação é investir na experiência do usuário (UX) no seu site. No momento da criação do site, melhorias ou redesign, é preciso desenhar também desenhar cada componente e elementos de interação com o usuário para garantir a melhor experiência possível.

Conclusão

A arquitetura da informação é uma disciplina ampla e com muitos componentes, mas entender minimamente o seu conceito e como aplicar em projetos de SEO é um diferencial competitivo entre os profissionais, principalmente em empresas menores onde não há a figura de um UX.

Por isso, caso você queira aprofundar seus conhecimentos em IA, sugiro os seguintes conteúdos:

Espero que o conteúdo tenha sido útil, e não esqueça: a experiência do usuário é um fator de ranqueamento e não deve ser deixada de lado nas estratégias de SEO.

Escrito por Mariana Pessoa

Escrito por Mariana Pessoa

Mariana é estrategista de SEO e apaixonada por Marketing Digital. É também produtora de conteúdo no LinkedIn e escritora de ficção nas horas vagas.

Escrito por Mariana Pessoa

Escrito por Mariana Pessoa

Mariana é estrategista de SEO e apaixonada por Marketing Digital. É também produtora de conteúdo no LinkedIn e escritora de ficção nas horas vagas.

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