Entenda o que é Sitemap e como criar o seu hoje mesmo

Mariana Pessoa
Mariana Pessoa

Sitemap é um arquivo que fornece informações sobre páginas e outros arquivos de um site, indicando a relação entre eles. O Google utiliza o sitemap para rastrear um site com mais eficiência.

Você já deve ter ouvido falar do tal “sitemap”, certo? Afinal, criar um sitemap costuma ser um dos primeiros passos ao construir um site e iniciar com uma estratégia de tráfego orgânico.

Por isso, o conteúdo de hoje foi desenvolvido para quem quer saber mais sobre o tema e, principalmente, quando e como criar o sitemap de um site. 

O que é um sitemap?

Um sitemap, também conhecido como mapa do site, é um arquivo utilizado para fornecer informações úteis sobre páginas, vídeos ou demais arquivos de um site e indicar a relação entre eles. 

Ou seja, é um arquivo que lista todas as URLs de um site.

Os mecanismos de buscas, como o Google, usam o sitemap para entender um site, o que melhora o rastreamento e, consequentemente, a indexação das páginas.

Quando ter um sitemap?

O Google indica que todos os sites com mais de 500 páginas tenham um sitemap. No entanto, pode ser necessário nos seguintes casos também:

  • Site novo e com poucos links externos: devido a quantidade de referências externas e a idade do site, talvez o Googlebot não consiga detectá-lo adequadamente sem um sitemap.
  • Site com muito conteúdo rich media (imagens e vídeos) ou exibido no Google Notícias: nesses casos, com um sitemap o Google consegue extrair mais informações para a pesquisa quando necessário.
  • Site com muitas páginas que não se relacionam entre si: quando as páginas não fazem referência umas às outras (ou seja, quando falta linkagem interna), o Googlebot pode ignorá-las se não estiverem no sitemap.

Em resumo, acredito que todo e qualquer site pode se beneficiar de um sitemap. Se não no momento de criação do site, no futuro — pois com certeza fará falta em algum momento.

Para que serve um sitemap?

O sitemap serve para informar aos mecanismos de busca quais páginas e arquivos são importantes de um site. Isso facilita o trabalho do Googlebot, pois ele levará menos tempo para encontrar o seu site.

Além disso, os sitemaps podem ser utilizados para fornecer informações sobre tipos específicos de conteúdo nas páginas. Por exemplo, em caso de um vídeo, o sitemap pode fornecer ao Google a duração e classificação etária do mesmo. 

Facilitando, assim, a vida do robô, que terá essas informações na palma da mão ao encontrar a página. No entanto, vale sinalizar que ter um sitemap não garante que as páginas de um site serão rastreadas e indexadas.

Por que criar um sitemap para o seu site

A função do sitemap é dizer ao Google quais são as páginas do seu site para ajudar o robô no rastreamento. 

Aumenta a confiabilidade

Ter um sitemap diz aos mecanismos de busca que você se preocupa e quer colaborar com o rastreamento do seu site. Isso, por si só, já aumenta a confiabilidade. Em casos onde o profissional utilizar black hat, por exemplo, é comum não querer ser descoberto pelo Googlebot. Inclusive, fornecer um arquivo de sitemap está nas Diretrizes para Webmasters do Google

Torna mais clara a estrutura do site

O sitemap é um arquivo que contém, literalmente, um mapa de toda a estrutura do seu site. Por isso, ele torna a estrutura mais clara para os mecanismos de busca, pois informa a importância de cada página, data de publicação ou atualização, entre outras informações.

Melhora a indexação das páginas

Como o sitemap ajuda o robô do mecanismo de busca a encontrar páginas, já que elas estão listadas num mapa que as conecta, isso afeta diretamente a indexação, acelerando o processo. 

Principalmente quando o site é grande, pois o robô pode deixar passar novas páginas ou atualizações recentes do site. 

Conheça os 7 tipos de sitemap

XML

O sitemap XML é o tipo mais comum de sitemap. A linguagem deste arquivo é exclusiva para robôs, ou seja, é o sitemap XML que mais importa para o Googlebot na hora do rastreamento.

O arquivo do sitemap XML tem o limite de 50MB e pode conter no máximo 50.000 URLs. Esses limites ajudam a assegurar que o servidor Web não fique ocupado demais atendendo arquivos demasiadamente grandes.

Se um sitemap XML exceder os limites acima, é necessário que o site tenha vários sitemaps e usar um arquivo índice de sitemap. 

Você pode conferir mais informações sobre isso no site Sitemaps.org, que disponibiliza o protocolo de como deve ser o sitemap XML dos principais mecanismos de busca (Google, Yahoo! e Microsoft) e conta com um FAQ também.

HTML

O tipo de sitemap HTML é o que pode ser visualizado pelos visitantes de um site (justamente o que você está vendo agora!) e ajudá-los a navegar em páginas específicas. Sendo assim, são mais úteis do ponto de vista de Page Experience

Uma dúvida que pode surgir é: tendo um sitemap XML é necessário um HTML também? De acordo com o Google, depende. Caso você se importe com a experiência dos usuários no seu site, é importante ter um sitemap HTML. 

Portanto, considerando os fatores de ranqueamento, eu diria que sim, é necessário.

Imagens

O sitemap de imagens deve ser utilizado para ajudar os mecanismos de busca a encontrarem as imagens de um site.

Texto

O sitemap de texto é utilizado quando o arquivo do sitemap inclui apenas as URLs das páginas do site, ou seja, não contém nenhum tipo de informação adicional, como data de publicação, entre outras.

Notícias

Este tipo de sitemap é super importante para sites do nicho de Notícias, pois permite que o Google identifique as notícias recentes para utilizar no feed do Google Notícias, Top Stories e Discover. Lembre-se: ter um sitemap de notícias não garante o rastreamento e a indexação.

Atom e RSS

Atom e RSS são tipos de sitemaps que utilizam a linguagem XML. A diferença é que enquanto o sitemap XML descreve todo o conjunto de URLs em um site, o Atom e RSS descrevem apenas as alterações recentes.

Vídeos

Um sitemap de vídeo possui informações adicionais sobre os vídeos que estão em um site. Para sites que utilizam vídeos em suas páginas, este tipo de sitemap é muito importante. Para conferir as diretrizes, acesse o artigo do Central da Pesquisa Google sobre sitemaps de vídeos.

Passo a passo para criar seu sitemap

Agora que você já sabe o que é um sitemap e porque seu site deve ter um, vamos ao que interessa: o passo a passo para que possa criar o seu. Antes de mais nada, é importante sinalizar que, caso utilize um CMS como o WordPress ou Wix, é possível que o sitemap já exista, pois foi gerado automaticamente. 

Por isso, o passo a passo a seguir não levará em conta a criação no CMS, está bem? Então vamos ao tutorial!

Escolha as URLs que serão listadas 

O primeiro passo para criar o seu sitemap é escolher quais URLs devem constar no arquivo. A dica aqui é refletir sobre a real importância e o valor que cada página entrega para o seu visitante. 

As páginas que não devem ser listadas no sitemap são:

  • Páginas que não são canônicas
  • Duplicadas
  • Parametrizadas
  • Resultados de buscas da página do site
  • Arquivadas
  • URL criada a partir de filtros
  • Com erros de redirecionamentos
  • Bloqueadas pelo robots.txt
  • Com noindex
  • Páginas de login, carrinho, lista de desejos, etc

Escolha os formatos e as extensões que serão utilizadas

Quando tiver todas URLs listadas, é hora de definir quais os formatos e extensões serão utilizadas. Tem muitas imagens? Então é preciso usar o tipo de sitemap apropriado, e assim por diante. 

Crie um sitemap manualmente

Se o site for pequeno, é possível criar o sitemap manualmente. É só utilizar um editor de textos e seguir a sintaxe indicada pelo Google.

Utilize uma ferramenta para criação 

Em caso de sites maiores, o ideal é utilizar ferramentas para a criação. Se não for seu próprio CMS, recomendo um gerador online, como o XML-Sitemap, ou o Screaming Frog, que como web crawler pode apoiar nesta tarefa criando automaticamente um sitemap do site.

As duas opções são gratuitas até 500 URLs. Acima disso apenas pagando.

Como submeter ao Google o sitemap 

Quando o seu arquivo estiver pronto, será necessário enviá-lo ao diretório principal do site. Depois disso, será necessário submeter ao Google. Para submeter é fácil: você pode usar o Google Search Console ou o robots.tx.

Google Search Console

O primeiro passo é entrar na conta da sua propriedade no Search Console. Na barra lateral esquerda, vá em Índice > Sitemaps:

Nesta página, é só inserir a URL do seu sitemap (seusite.com.br/sitemap.xml) e enviar ao Google.

Robots.txt

Outra opção é indicar a URL do sitemap XML no robots.txt. Isso dirá aos mecanismos de busca que existe um sitemap e que eles podem utilizá-lo para rastrear as páginas. Exemplo da Conversion: 

Conclusão

Sitemaps são fortes aliados de uma estratégia de SEO bem sucedida. Isso porque, além de facilitar o trabalho dos mecanismos de busca, também podem melhorar a experiência do usuário em uma página.

E se quiser seguir aprofundando seu reconhecimento, recomendo o guia completo de SEO da Conversion. No guia, você confere a história e evolução do SEO e outros termos técnicos que podem apoiar o seu desenvolvimento na área.

Referências do conteúdo

Escrito por Mariana Pessoa

Escrito por Mariana Pessoa

Mariana é estrategista de SEO e apaixonada por Marketing Digital. É também produtora de conteúdo no LinkedIn e escritora de ficção nas horas vagas.

Escrito por Mariana Pessoa

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Mariana é estrategista de SEO e apaixonada por Marketing Digital. É também produtora de conteúdo no LinkedIn e escritora de ficção nas horas vagas.

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