Content Experience: a ciência por trás de escrever conteúdos persuasivos que são lidos 10x mais e alcançam o topo dos buscadores

Diego Ivo

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Content Experience é uma nova técnica de marketing de conteúdo, totalmente científica, para planejar, gerir e escrever conteúdos que geram taxas de leituras 10x maiores, alcançam o topo dos buscadores e são altamente persuasivos.

Ao contrário de outras formas de escrita, que são puramente mecânicas ou demasiado “literárias”, o Content Experience é prático, científico, persuasivo, focado na experiência do usuário, tem alto poder de persuasão e gera alta performance.

Aliás, o Content Experience é hoje a melhor forma de escrever conteúdos com objetivo de obter tráfego orgânico e melhorar a experiência do usuário – digo isso como quem trabalha há mais de dez anos com SEO.

Em apenas 4 meses, o Content Experience mais do que dobrou nosso tráfego (e eu vou te ensinar o passo a passo para replicar isso)

No site da Conversion, agência líder em SEO no Brasil, apenas 4 meses após aplicarmos as técnicas de Content Experience vimos nosso tráfego orgânico crescer mais de 160%, como você pode ver no gráfico a seguir.

Sem contar que publicamos no segmento de Marketing Digital, onde o CPC de links patrocinados facilmente ultrapassa a casa dos dez reais.

Gráfico Content Experience

Fonte: SEM Rush; o Content Experience começa a ser aplicado em novembro/18

Como você pode ver, o Content Experience é um novo conceito e uma forma absolutamente inovadora de escrever conteúdo, e comprovadamente traz resultados.

Além disso, o Content Experience traz uma abordagem totalmente científica para produção de conteúdo: para produzi-lo, é mais importante acreditar em dados do que em si mesmo (mas nunca se esqueça de que autoconfiança é fundamental para persuasão).

Fique tranquilo, eu vou te ensinar um passo a passo de como replicar isso em seu site.

Sites de todos os tamanhos podem obter mais tráfego com o Content Experience

Por fim, vale dizer que o Content Experience é para todos: você pode gerir a marca de uma grande empresa ou aplicá-la em seu blog pessoal.

Aplicando o Content Experience, terá resultados exponenciais (e nós vamos ensinar exatamente como fazer isso neste post).

E então, está preparado para revolucionar a sua forma de pensar e escrever conteúdo para web?

Leia este guia onde iremos contar todos os segredos de escrita científica e criativa para produção de conteúdos capazes de encantar e inspirar leitores.

Índice de Conteúdo

Confira os principais tópicos de conteúdo deste post:

  1. O que é Content Experience? Conheça o poder da persuasão e da escrita científica!
  2. Conteúdos Mobile First focados na experiência do usuário e que geram 10x mais leituras
  3. Ótimo para SEO! Produza conteúdos preparados para as novas atualizações de Machine Learning do Google
  4. Como fazer Content Experience?
  5. Conteúdo orientado a dados (palavras-chave, tempo de leitura, Taxa de Retenção)
  6. Precisamos falar de Taxa de Retenção, a métrica mais importante para quem escreve conteúdos
  7. Quais questões seu conteúdo responde? Quais os seus objetivos com o conteúdo?
  8. Como estruturar um conteúdo com Content Experience (pesquisa da SERP, introdução, índice de tópicos, seções com títulos persuasivos de 5 parágrafos, parágrafos curtos)
  9. Avaliando as taxas de leitura de seu conteúdo com Mapas de Calor
  10. Ciclos de Content Experience: um conteúdo sempre pode ser melhorado!
  11. Conclusão (e agradecimentos)

Eu preciso te contar como “descobri” o Content Experience, como ele mudou a minha forma de pensar e escrever conteúdo, e como certamente vai mudar a sua!

Você provavelmente já ouviu em inúmeros conteúdos de SEO que “conteúdo é rei”, não é?

Eu sempre concordei com essa frase, mas tinha aquela pulga atrás da orelha, afinal – quem vai dar o veredito sobre o conteúdo ser bom ou não?

Expus esse questionamento há mais de 6 anos quando gravei o curso Open SEO, um dos marcos de ensino de SEO no Brasil.

Sabe, eu sou muito científico, e não tinha nenhum dado para me dizer se o conteúdo era bom ou não… Ficávamos no achismo.

Quer dizer, não tinha!

Primeiro, porque hoje o Google já sabe determinar um bom conteúdo e, depois, a prática do Content Experience vai lidar exatamente com dados que nos dizem se o conteúdo está bom ou não.

Está preparado para mudar sua forma de pensar e escrever conteúdos? Então vamos lá!

O que é Content Experience? Entenda como ele une o poder da persuasão e da escrita científica para atingir 10x mais resultados

Content Experience é a nova técnica de marketing de conteúdo, totalmente científica, para planejar, gerir e escrever conteúdos que geram taxas de leituras 10x maiores, alcançam o topo dos buscadores e são altamente persuasivos.

Em resumo, o Content Experience une a persuasão, porque pode ser aplicado a textos com objetivos de marketing claros, e a ciência, porque o seu processo de escrita e seus resultados podem ser mensurados e melhorados.

Até o momento, não encontrei nenhuma forma mais rápida e eficiente de escrever conteúdos com alto poder de marketing para marcas e tanta capacidade de atrair tráfego orgânico.

Em um caso ele chegou a gerar 25x mais tráfego, mas posso dizer tranquilamente que ele pode aumentar em 10x os resultados da maioria das empresas.

Como o Content Experience é científico, envolverá muitos testes, e sua aplicação irá se transformar constantemente, sempre seguindo o processo de evolução e “seleção natural” em busca do melhor conteúdo.

Conteúdos Mobile First focados na experiência do usuário e que geram 10x mais leituras

Sabe qual é um dos maiores erros de quem escreve conteúdo? A pessoa escreve em um computador e o leitor o lê em um celular.

Tem alguma coisa errada nisso.

Hoje, bem mais de 50% do tráfego na internet já é no celular, e a maioria das pessoas ainda escreve conteúdos para serem lidos no computador.

Esse é um dos motivos de tantos conteúdos serem totalmente ignorados, e até o Google, que é o regulador de quem lê ou não lê seu conteúdo, já sabe disso.

O Google está carente de conteúdos de qualidade, e quem escrever com foco na melhor experiência do usuário irá ver seu tráfego crescer exponencialmente.

É ótimo para SEO: produza conteúdos preparados para as novas atualizações de Inteligência Artificial do Google

Por falar em Google, recentemente o blog de um de nossos clientes, em questão de 6 ou 8 meses, saiu de 2 mil para 50 mil visitas em um mês!

Nesse blog, entretanto, as técnicas de Content Experience foram aplicadas apenas parcialmente (até porque elas não estavam ainda totalmente desenvolvidas).

E quando aplicamos o Content Experience em um dos posts mais populares desse blog, no primeiro dia ele saiu da oitava para a sexta posição no Google, e duas semanas depois já foi para a primeira posição.

Isso ocorreu porque desde que o Google aplicou a inteligência artificial em seu algoritmo, ele está usando como critério muito importante o seguinte:

Dito tudo isso, vamos então começar a aplicar o Content Experience?

Na prática: como fazer Content Experience

Escrever conteúdos com a técnica de Content Experience pode não ser nada fácil, porém o resultado que ele proporciona é absolutamente compensador.

Primeiramente, eu gostaria de dizer que recomendo conteúdos com em média 2.000 palavras e ter uma palavra-chave foco – é claro que pode 500 ou 4.000 palavras –, mas 2.000, em média, são suficientes para concorrer com as palavras mais difíceis no Google.

E aqui vai o fundamental: você precisa conhecer o seu público-alvo. Do contrário, seu conteúdo será absolutamente irrelevante.

Depois, tenha um objetivo claro com aquele conteúdo. Por exemplo, neste conteúdo, meu objetivo é criar o desejo de conteúdos melhores no mercado e demonstrar que isso pode ser feito com uma técnica científica, algo muito ligado ao que escrevi sobre Demand Creation.

Por fim, saiba como seu conteúdo vai ajudar seu usuário (isso é o mais importante!), a que questões esse conteúdo vai responder.

Por exemplo, este conteúdo que você está lendo pretende justamente ajudar a uma melhoria significativa do marketing de conteúdo no Brasil.

Você está escrevendo cientificamente um conteúdo, então deve ser totalmente orientado a dados e métricas

Atualmente, nenhuma marca pode se dar ao luxo de não fazer marketing orientado a dados e, com conteúdo, isso não é diferente.

Aqui estão as 5 métricas mais importantes e indispensáveis para fazer Content Experience:

Volume de busca, que é a quantidade média de pessoas que buscam sua palavra-chave no Google mensalmente.

Posição média da palavra-chave, que é o posicionamento do seu termo nos mecanismos de busca; faça sempre um antes e depois (mesmo que o antes seja zero.)

Tráfego, ou seja, basicamente os visitantes que aquele conteúdo irá trazer, sendo que aqui vale a mesma regra do antes e depois.

Tempo de Leitura, que é uma métrica extremamente complexa de obter, especialmente no Google Analytics, por sua contagem só valer para páginas que não obtiveram bounce (isso distorce completamente as métricas), mas o caminho mais fácil é usarmos as métricas de Duração da Sessão e Tempo Médio na Página.

Taxa de Retenção (métrica inovadora, muita atenção!), que é uma métrica que eu me inspirei no YouTube, e só consigo acompanhar manualmente tirando, na unha, dados de ferramentas de mapas de calor.

Precisamos falar de Taxa de Retenção, a métrica mais importante para quem escreve conteúdos

Temos um impasse na ciência das métricas para conteúdo, porque ao contrário do YouTube Analytics nenhuma ferramenta acessível e simples traz a Taxa de Retenção de um conteúdo.

Taxa de Retenção é a métrica que diz a proporção de usuários que consumiu cada uma das partes de um conteúdo.

Essa métrica seria fundamental porque ela nos diria o percentual de pessoas que nossos conteúdos estão fidelizando.

Essa métrica é tão importante que eu a faço “na unha”.

Para você ter ideia, lendo essas métricas pude reestruturar conteúdos que alcançaram o topo das buscas para palavras-chave extremamente concorridas.

Mas fique tranquilo, mais adiante vou ensiná-lo como extrair essa métrica!

Quais questões seu conteúdo responde? Quais os seus objetivos com o conteúdo?

Essa técnica do Content Experience surgiu muito recentemente para mim, e eu não raro me pego arrependido de não tê-la descoberto antes.

Sabe por quê?

Porque se a tivesse aplicado há alguns anos, a minha agência, a Conversion, seria ainda maior do que ela é (e olha que nosso time incrível é formado por 70 pessoas!)

Eu escrevo conteúdo profissionalmente há uns 10 anos e sempre procurei ser persuasivo, mas confesso que não tinha tão claramente em minha cabeça, em cada conteúdo, essas duas perguntas:

  1. Qual o objetivo deste texto?
  2. Qual questão do usuário estou respondendo?

A primeira pergunta é muito simples, mas a segunda é mais sutil e vou abrir um tópico para ela.

Se você não souber quais questões seu conteúdo está respondendo, ele será absolutamente inútil para o usuário

O Google cada vez mais está se tornando um assistente pessoal das pessoas… Elas basicamente vão ao Google fazer perguntas!

E a sua marca precisa escrever conteúdo respondendo dúvidas de usuários para alcançar o topo das buscas.

Mas não é responder perguntas como em uma entrevista de emprego, fria e formal; não: você precisa responder de modo a inspirar o seu usuário a querer ler cada vez mais de você.

Você não deve enrolar o usuário, de forma alguma, mas deve aproveitar o gancho da sua resposta para engatar uma empolgante conversa com ele.

Isso irá aumentar o tempo dele em sua página, tornará a sua marca mais relevante e aumentará seus resultados.

Passo a passo: como estruturar um conteúdo com Content Experience em apenas 6 etapas

Como eu prometi, vou ensinar o passo a passo de como você pode replicar o Content Experience em seu site.

Após compreender tudo o que explicamos até agora, basta seguir os seguintes passos:

1. Escolha sua palavra-chave e analise a SERP e entenda o que o seu usuário deseja encontrar em conteúdo; analise os principais resultados, as buscas relacionadas, isso vai mostrar claramente quais as dúvidas o usuário quer responder.

2. Faça uma introdução empolgante, onde você irá apresentar de um modo geral o seu conteúdo, com muito cuidado para não afugentar o usuário logo de cara.

3. Índice de tópicos, que é opcional, mas tem sido muito útil para os usuários que desejam uma experiência objetiva e sabem exatamente aonde querem ir (além, de trazer uma visão geral do que exatamente o usuário vai encontrar.)

4. O seu título e seus subtítulos devem ser muito persuasivos! Muitas pessoas pensam que basta atrair o tráfego e seu visitante irá ler seu conteúdo; na verdade, o usuário tem hoje tanta dispersão, que você deve ser persuasivo e “vender” a continuação da leitura a todo momento!

5. Cada seção de um texto deve ter cerca de 6 parágrafos. Esse número é suficiente para a maioria dos textos, mas há exceções (como este, inclusive).

6. Faça parágrafos com apenas uma frase suficientemente curta: esqueça a redação de escola em que a professora lia sua redação em uma folha, pois agora as pessoas irão ler do celular, e basta uma frase por parágrafo.

É isso! Seguindo esses passos, você já poderá começar a produzir com Content Experience.

[Inédito!] Avaliando as Taxas de Retenção de seu conteúdo com Mapas de Calor

Já expliquei neste texto a importância da métrica de Taxa de Retenção, que simplesmente não existe em ferramentas como Google Analytics.

Então, eu criei um “hack” para ter essa métrica.

E, por incrível que pareça, trata-se de algo muito, muito simples, que muitos de vocês já devem conhecer: Mapas de Calor trazem essa resposta!

“Como?”, você está se perguntando.

Com a dimensão de Scroll (rolagem), disponível em qualquer ferramenta, inclusive na Hotjar, eu tenho essa métrica para cada seção do meu texto, como na imagem de minha planilha abaixo:

Taxa de Retenção

Compreendendo e interpretando a Taxa de Retenção de um conteúdo

Eu não quero me prolongar muito nessa Taxa de Retenção, até porque seria assunto para um outro artigo.

Mas não poderia deixar de explicar cada uma das colunas dessa planilha onde analiso a Taxa de Retenção:

Seção: basicamente é um bloco de texto que tem um título e cerca de 6 parágrafos de apenas uma linha cada.

Retenção: retiro do Scroll Map o percentual de pessoas que chegaram até aquela seção – esse dado vem pronto de toda ferramenta de heatmap.

Perda Bruta: basicamente vejo o percentual total de leitores que perdi naquela seção.

Perda Relativa: esta aqui é a métrica realmente importante, pois consigo analisar cada seção e identificar o que precisa melhorar, presumo que, se estou perdendo fora da curva, preciso melhorar urgentemente (na planilha acima, as seções C e D estão críticas).

Ciclos de Content Experience: um conteúdo sempre pode ser melhorado!

Como você pôde reparar, a partir da métrica de Perda Relativa o conteúdo poderá ser melhorado.

Mas esse não é o único input para melhoria de conteúdo.

Além disso que acabei de dizer, que traz a prática da experiência do usuário, também olho sempre a posição de determinadas palavras-chave nos buscadores.

Não raro, aplicando o Content Experience, conteúdos de concorrência média saem literalmente da segunda para a primeira página imediatamente após a publicação!

Esses Ciclos são inspirados na nossa Metodologia de Ciclos de SEO, que já aplicamos a centenas de sites de pequeno a grande portes.

Já fiz Ciclos praticamente diários de Content Experience, mas hoje acredito que os recursos serão mais bem aproveitados com reotimizações trimestrais ou semestrais.

E não importa a duração do seu ciclo, lembre-se: um conteúdo pode sempre ser otimizado!

Conclusão (e agradecimentos!)

Chegamos ao fim e estou surpreso comigo mesmo por ter compartilhado todos os meus segredos sobre Content Experience.

A minha ideia inicial era desenvolver um pouco mais essa metodologia técnica, porém é melhor sair em versão beta do que não sair.

Aliás, muito do que foi desenvolvido aqui eu devo a algumas pessoas maravilhosas com quem trabalhei: Letícia Rico, Vinícius Lima, Nathan Medeiros e Rafa Torres.

Também me inspirou para desenvolver cada uma das técnicas que expus neste artigo e em cases que tenho desenvolvido o Brian Dean, um dos SEOs mais inspiradores no mundo.

O que mais eu posso dizer?

Estamos vivendo a revolução do conteúdo, e agora escrita, persuasão, ciência, dados e resultados andam completamente juntos.

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