Marketplaces: o que são, como funcionam, vantagens e mais!

Rafaella Paim
Rafaella Paim

Você já ouviu falar sobre os marketplaces? Se não, não se preocupe: vamos explicar tudo para você. Um marketplace é uma plataforma online que reúne vendedores e compradores. Seu funcionamento se assemelha a um shopping – só que virtual –, onde é possível encontrar uma grande variedade de produtos e serviços. 

Mas as vantagens não param por aí. Neste post, vamos detalhar como os marketplaces funcionam e quais são as vantagens de utilizar essa estratégia de marketing. Se você está interessado em saber mais sobre esse assunto, continue lendo!

O que são marketplaces?

O Marketplace é um canal online onde é possível comprar e vender uma variedade de produtos. Nele, vários vendedores oferecem diferentes opções de produtos, envio e pagamento. 

Os consumidores podem comparar ofertas, preços, condições de entrega e reputação dos vendedores para fazer a melhor escolha. Em resumo, o marketplace é um grande shopping virtual com diversas opções para os consumidores.

Como os marketplaces funcionam?

Em geral, marketplaces são parcerias em que as plataformas fornecem a infraestrutura para que os lojistas vendam seus produtos em troca de uma porcentagem das vendas. 

Conceitos básicos dos marketplaces

Antes de entrar em mais detalhes, vamos apresentar conceitos básicos usados nos marketplaces. 

  • Comissão: é a taxa cobrada pelo marketplace sobre as vendas realizadas, variando de acordo com o perfil do produto ou serviço;
  • Intermediador financeiro: a instituição de pagamento responsável por garantir segurança nas transações entre compradores e vendedores 
  • Prazo de pagamento: tempo que varia de 2 a 45 dias após a postagem ou entrega do pedido para garantir a segurança da entrega ao cliente;
  • Cauda longa: é a vantagem do modelo de marketplace em oferecer acesso a produtos e serviços antes inalcançáveis.

Qual a diferença entre e-commerce e marketplace?

O marketplace é como um shopping center virtual, reunindo várias marcas e produtos, oferecendo vantagens tanto para os lojistas quanto para os clientes. 

O e-commerce, por outro lado, é a loja virtual individual de uma única marca, onde ela é responsável por todos os aspectos do negócio. 

Em suma, a principal diferença é que o marketplace foca nos produtos, enquanto o e-commerce permite mais personalização. Inclusive, combinar os dois modelos pode ser benéfico para o negócio.

Quais são os tipos de marketplaces?

A seguir, entenda qual é o marketplace ideal para o seu segmento e produto, já que eles são categorizados em três grupos principais.

Marketplace B2B

O marketplace B2B permite que empresas e fornecedores se relacionem. Os compradores podem usar essa plataforma para comparar preços, qualidade e, ainda, capacidade de entrega. 

Já as empresas que oferecem serviços se beneficiam do marketplace, aproveitando vantagens como divulgação e redução de custos..

Marketplace B2C

No modelo de negócio Business-to-Consumer (B2C), as empresas vendem diretamente aos consumidores por meio de uma plataforma de marketplace, que funciona como facilitador de compra e comparador de preços. 

O Airbnb é um exemplo desse tipo de marketplace: trata-se de um serviço online comunitário para anunciar, descobrir e reservar acomodações e meios de hospedagem.

Marketplace C2C

No modelo Consumer-to-Consumer (C2C), os consumidores realizam vendas diretamente entre si. 

Exemplos desse tipo de plataforma incluem a OLX, um site que facilita a venda de produtos, principalmente usados, entre pessoas, e o Enjoei, que promove o consumo colaborativo.

Quais os pré-requisitos para vender em marketplaces?

Muitos empresários ainda consideram improvável vender nas maiores redes varejistas do Brasil devido ao desconhecimento dos pré-requisitos para vender em marketplaces. 

No entanto, a presença nesse mercado é mais simples do que parece, especialmente para aqueles que já possuem uma empresa em pleno funcionamento. 

Vamos conhecer quais são os principais pré-requisitos para acelerar suas vendas em marketplaces?

Empresa formalizada

Os marketplaces exigem empresas formalizadas, com CNPJ próprio, e documentação completa das mercadorias. É necessário fornecer nota fiscal e registros de origem para cada venda realizada. 

Em certas categorias, como eletrônicos, importados e informática, são exigidos documentos adicionais. Essas medidas visam garantir a credibilidade perante os consumidores e evitar a venda de produtos usados, recondicionados, roubados ou obtidos ilegalmente.

Estoque consistente

Os usuários que acessam os sites de grandes redes varejistas têm uma alta propensão a fazer uma compra. Por isso, os marketplaces não devem exibir anúncios de produtos esgotados ou indisponíveis. 

É essencial que os lojistas tenham estoque suficiente de itens prontos para envio imediato, garantindo agilidade no despacho das mercadorias e evitando atrasos. 

Eficiência logística

A entrega pontual é essencial no comércio online. Atrasos resultam em reclamações, avaliações negativas e prejuízos. É importante ter uma estrutura eficiente para separar, embalar e postar os produtos. 

As regras dos Correios devem ser seguidas. A logística reversa também é crucial para permitir devoluções fáceis.

Adoção de boas práticas operacionais

Para ter sucesso em vendas nas grandes redes varejistas, é essencial realizar uma gestão profissional em todas as etapas da empresa. É necessário seguir as regras dos marketplaces, como produzir títulos, fotos e descrições que estejam de acordo com os padrões estabelecidos. 

Além disso, é importante estar preparado para lidar com demandas de SAC, como produtos com defeito ou problemas no envio. 

Por fim, uma administração financeira sólida é fundamental para garantir a sobrevivência do negócio, especialmente considerando que alguns marketplaces realizam repasses de pagamentos em datas específicas e acordadas previamente.

Quais as vantagens de vender em marketplaces

A seguir, veremos cinco benefícios de vender por esse canal. Confira:

Visibilidade

Os marketplaces oferecem visibilidade aos seus produtos, já que contam com um grande número de visitantes. Ao disponibilizar seu catálogo nesses canais, você pode atrair clientes de forma mais rápida e eficiente. 

Exemplos de marketplaces populares são o Mercado Livre e a Amazon, que possuem um tráfego significativo.

Diversidade de clientes

Ao ter uma ampla presença nos marketplaces, sua empresa alcançará uma maior diversidade de clientes e terá maior visibilidade. 

Esses canais são conhecidos por receber um grande número de pesquisas, o que facilita a expansão do alcance dos seus produtos e a conquista de consumidores em diferentes regiões do país.

Estrutura tecnológica

Se você não possui uma plataforma de e-commerce e não tem conhecimentos avançados em programação de sites, montar uma loja virtual pode ser complicado. Por isso, vender em um marketplace oferece uma grande vantagem em termos de estrutura. 

Essa plataforma irá fornecer toda a tecnologia necessária para publicar, vender e receber seus produtos online. Isso elimina várias preocupações, já que a responsabilidade de manter o site e os anúncios disponíveis é da plataforma escolhida.

Menos investimento no negócio

Ao vender seus produtos em uma plataforma integrada que oferece tudo o que você precisa para exibir, vender, entregar e faturar, você reduz significativamente seus gastos com ferramentas e processos. 

Essa economia permite que você direcione seus recursos para outras áreas da sua empresa, como expansão do catálogo de produtos e as estratégias de marketing da sua marca.

Mais lucro

Vender em um marketplace pode aumentar os lucros do seu negócio devido ao menor custo de investimento e à grande visibilidade que essas plataformas proporcionam. 

Embora haja taxas de serviço a serem consideradas, o retorno obtido pelas vendas pode ser significativo. Pesquisar as opções disponíveis é importante para encontrar a melhor opção para o seu orçamento.

Desvantagens de vender em marketplaces

Por outro lado, existem algumas desvantagens em vender em marketplaces. Confira quais separamos:

Menos personalização

Quando você vende em um marketplace, a identidade visual é baseada no canal de vendas. Os clientes associam credibilidade ao nome dessas empresas – como acontece no Mercado Livre, por exemplo.

Portanto, não é possível incluir elementos da identidade visual do seu negócio, como logo e cores. Isso pode resultar em clientes comprando apenas o produto, mas não atribuindo credibilidade direta à sua marca.

Além disso, não é possível personalizar a comunicação ou a jornada do seu consumidor, estes ficando à critério do marketplace escolhido – e, por isso, a importância de pesquisar e escolher o site que melhor atende aos valores da sua marca.

Taxas de serviço

Os marketplaces geralmente cobram taxas pelo uso de seus serviços, como uma porcentagem sobre as vendas. É importante encontrar uma plataforma com taxas acessíveis para não prejudicar os lucros do seu negócio.

Dependência

Se a sua marca depende exclusivamente do marketplace para as vendas, isso cria uma situação de dependência. Na prática, significa que se o marketplace fechar ou passar por mudanças que inviabilizem a continuidade do seu negócio lá, você será forçado a encerrar suas atividades. 

Portanto, é recomendável combinar uma loja virtual com o marketplace e também considerar a venda através das redes sociais. Dessa forma, sua loja não fica restrita a um único canal de vendas e consegue atingir diversos públicos.

Quais os maiores marketplaces?

O mercado de marketplaces no Brasil tem crescimento expressivo Em 2022, as vendas ultrapassaram R$ 135,6 bilhões, um aumento de 3% em relação ao ano anterior.

Pesquisa recente da Mirakl revelou que 86% dos brasileiros preferem utilizar essas plataformas. 

Para empreendedores que desejam vender online, os marketplaces são uma excelente opção, pois oferecem ampla visibilidade.

A seguir, apresentamos 5 gigantes do mercado:

1. Mercado Livre

O Mercado Livre é o site mais conhecido do Brasil e se tornou a empresa mais valiosa da América Latina em 2020, ultrapassando a Vale. Possui mais de 300 milhões de usuários registrados e 200 milhões de ofertas em tempo real. O lucro líquido da companhia aumentou 480% em 2022 em relação a 2021. 

A plataforma oferece a possibilidade de vender produtos novos e usados em diversas categorias. Além disso, possui serviços como Mercado Livre Ads para anúncios pagos e serviços logísticos avançados como Mercado Envios Full e Envios Flex.

2. Shopee

A Shopee entrou no Brasil com uma taxa de comissão agressiva, conquistando uma base de usuários extensa. Uma das estratégias principais para ganhar market share foi oferecer cupons de frete grátis aos usuários. 

Como um dos principais marketplaces do sudeste asiático, a Shopee tem uma taxa de crescimento elevada no número de vendedores no Brasil. Isso se deve ao catálogo variado de produtos com preços baixos. A taxa de comissão limitada, no máximo 100 reais, incentiva vendedores a terem produtos com ticket médio maior e se profissionalizarem. 

A Shopee também investe em publicidade, como em grandes mídias e redes sociais, e lançou o Shopee Ads para impulsionar anúncios na plataforma.

3. Magazine Luiza

O Magazine Luiza se tornou uma empresa muito conhecida no Brasil, principalmente devido ao sucesso nas operações de e-commerce. Antes, essa área representava uma pequena parte do faturamento, mas atualmente representa mais de 50% da receita da empresa. 

Além disso, com a incorporação do marketplace da Netshoes, a empresa agora opera três sites: Magazineluiza.com.br, Netshoes.com.br e Zattini.com.br. Ao longo dos últimos anos, a empresa também adquiriu outras empresas, como a KaBuM! e Época Cosméticos, para expandir em diferentes segmentos.

4. Amazon

A Amazon é reconhecida mundialmente e uma das maiores empresas atualmente. Seu fundador, Jeff Bezos, é um dos homens mais ricos do mundo. 

Embora tenha sido bem-sucedida em vários países, a Amazon ainda não possui uma posição dominante no mercado brasileiro (cerca de 7,6% em 2022, segundo relatório da Conversion), apesar do lançamento bem-sucedido do Prime em setembro de 2020.

5. OLX

A OLX é um dos principais marketplaces no Brasil, sendo conhecida pela venda de produtos usados em várias categorias, mas também permite a venda de produtos novos. 

No ano passado, a empresa adquiriu o grupo de serviços imobiliários AP por R$ 2,9 bilhões. Em 2019, a receita líquida da OLX foi de R$ 360 milhões.

Agora que você já sabe o que é um marketplace e como a estratégia funciona, é só começar a pesquisar o melhor canal para vender seus produtos. Boa sorte!

Escrito por Rafaella Paim

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Escrito por Rafaella Paim

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