Tendências de SEO para 2026: tudo o que você precisa saber para dominar a busca orgânica

Dica: esse material foi lançado também em formato de vídeo e e-book; você pode acessar esses materiais clicando aqui.

Um dos momentos mais esperados do calendário de SEO é quando as Tendências de SEO são publicadas. Temos feito isso ao longo de mais de uma década, com o objetivo de levar ao mercado informações atualizadas e práticas que surgem de quem está atuando em projetos de médio e grande porte.

O ano de 2026 é um momento de inflexão no SEO brasileiro. Por um lado, o Google continua dominante, mas não é mais o único canal relevante de descoberta. A inteligência artificial aparece como mecanismo de busca e novo canal de descoberta, as redes sociais se consolidam como plataformas de descoberta e os consumidores desenvolvem comportamentos de pesquisa cada vez mais fragmentados e sofisticados.

O contexto competitivo mudou. Agora, a própria interface do Google responde perguntas diretamente e as inteligências artificiais sintetizam informações sem gerar cliques. E as redes sociais mantêm cada vez mais os usuários dentro das suas plataformas e os marketplaces dominam as buscas transacionais. Estar visível deixou de ser sobre rankear em primeiro lugar — é sobre estar presente em todos os momentos da jornada de descoberta.

Por isso, três transformações estruturais definem o SEO de 2026. A primeira é a consolidação da inteligência artificial como canal de busca paralelo ao Google. A segunda é o crescimento do Social SEO, onde as redes sociais funcionam como buscadores e exigem otimização de conteúdo para descoberta algorítmica. A terceira é a morte da atribuição por último clique, que força as marcas a repensarem como medem o impacto do SEO nos resultados de negócio.

Por isso, ao longo dos capítulos, você verá que todas as tendências passam pelo uso da IA, novas formas de atribuição e a orquestração das buscas, integrando o Social SEO.

Capítulo 1: Orquestração das Buscas

O consumidor já não busca informações em um único lugar. A jornada de descoberta fragmentou-se entre o Google, as inteligências artificiais, as redes sociais, os marketplaces, os aplicativos de mensagem e os sites das marcas. A Orquestração das Buscas é a capacidade de coordenar presença estratégica em todos esses canais.

Identificamos que a orquestração não significa simplesmente estar presente em múltiplos canais. Significa entender o papel de cada canal na jornada de descoberta e otimizar a sua presença de forma específica para cada contexto. O Google continua sendo o canal dominante para buscas informacionais e transacionais

Por outro lado, as inteligências artificiais ganham relevância para comparações e sínteses de informação. As redes sociais funcionam como canais de descoberta onde os usuários descobrem marcas e produtos enquanto consomem conteúdo. E depois, ainda pesquisam sobre as experiências de outros usuários e a reputação dessas marcas dentro das próprias redes.

Os marketplaces dominam as buscas de produtos com intenção transacional alta. Os aplicativos de mensagem como o WhatsApp tornam-se canais de relacionamento pós-descoberta. Os sites das marcas continuam essenciais como destino final da jornada, mas já não são mais o primeiro ponto de contato. Essa fragmentação cria um desafio estratégico: como garantir que a marca seja descoberta em qualquer um dos pontos de contato

A orquestração entre Google e IA

A Orquestração das Buscas coordena a otimização tradicional para o Google e a otimização para inteligências artificiais generativas. Embora ambas tenham princípios comuns, exigem abordagens distintas. O Google prioriza relevância contextual, autoridade de domínio e experiência do usuário. As inteligências artificiais priorizam clareza de informação, estruturação de dados e capacidade de síntese.

A base técnica comum é a estruturação de dados. O schema markup que ajuda o Google a entender o conteúdo também ajuda as inteligências artificiais a interpretá-lo. Mas enquanto o Google usa schema markup para gerar rich snippets, as inteligências artificiais usam para extrair informações que serão sintetizadas em respostas diretas. O schema precisa ser completo e contextualizado.

A velocidade de carregamento continua importante para o Google como fator de experiência do usuário. Para as inteligências artificiais, a acessibilidade do conteúdo para raspagem e indexação torna-se essencial. Os sites que bloqueiam bots ou têm estruturas complexas demais podem ser ignorados pelas inteligências artificiais mesmo tendo conteúdo relevante — o que os torna invisíveis para boa parte dos usuários.

A orquestração de conteúdo entre plataformas

A orquestração de conteúdo é a capacidade de produzir materiais que funcionem individualmente em cada uma das plataformas mas mantenham a coerência narrativa. Cada plataforma tem formato, linguagem e expectativas próprias. 

Um vídeo de 60 segundos no TikTok, um carrossel de 10 slides no Instagram, um artigo de 2000 palavras no blog e um vídeo de 15 minutos no YouTube abordam o mesmo tema de formas diferentes. A estratégia de orquestração não é replicar o mesmo conteúdo em todos os canais, mas criar uma narrativa distribuída onde cada canal contribui com uma perspectiva complementar. 

Um tema pode ser introduzido no Instagram através de um carrossel, aprofundado no blog através de um artigo completo e exemplificado no YouTube através de um tutorial prático. O importante é que todos sejam bons o suficiente para atrair os usuários para a sua marca. 

Capítulo 2: Generative Engine Optimization — a otimização para IA 

A otimização para inteligências artificiais representa uma das mudanças mais significativas no SEO. O ChatGPT, Gemini, Perplexity e outras IAs se tornaram mecanismos de busca alternativos que processam consultas e apresentam respostas de forma diferente dos buscadores tradicionais.

A diferença essencial está na forma como o conteúdo é apresentado. O Google indexa páginas, ranqueia resultados e apresenta links. As inteligências artificiais indexam informações de múltiplas fontes, sintetizam respostas diretas e apresentam texto gerado que raramente inclui links para as fontes originais. O objetivo agora não é apenas rankear bem para gerar cliques, mas ser a fonte que a inteligência artificial usa para construir respostas.

Identificamos que o GEO opera sob princípios diferentes do SEO tradicional. O Google prioriza autoridade de domínio e links externos. As inteligências artificiais priorizam clareza de informação e estruturação de dados. Técnicas tradicionais de SEO continuam relevantes, mas precisam ser complementadas com práticas específicas de otimização para interpretação por IA.

A estruturação de dados para interpretação por IA

A estruturação de dados é a base técnica do GEO. As inteligências artificiais precisam compreender relações, hierarquias e contextos. O schema markup se torna cada vez mais relevante, mas não basta implementar os tipos básicos. É preciso implementar um schema detalhado e completo que permita interpretação profunda.

O schema de produto não deve mais apenas indicar nome e preço. Ele deve incluir especificações técnicas completas, casos de uso recomendados e diferenciais competitivos. Quanto mais completo o schema, maior a probabilidade de a IA recomendar o produto quando consultada. O schema de artigos deve incluir resumo estruturado, principais pontos abordados e perguntas respondidas.

O schema de FAQ é especialmente importante para o GEO. As inteligências artificiais funcionam respondendo perguntas, então o conteúdo estruturado como pergunta e resposta facilita a extração e síntese. As respostas precisam ser completas e autossuficientes, sem depender de contexto externo para serem compreendidas.

O conteúdo educacional de qualidade se torna mais importante

O conteúdo educacional é a forma mais eficaz de estabelecer autoridade para inteligências artificiais generativas. As IAs são treinadas para sintetizar conhecimento e responder perguntas. As marcas que produzem conteúdo educacional profundo, estruturado e acessível sobre o seu nicho de atuação têm vantagem em serem citadas e recomendadas.

Temos observado que o conteúdo educacional eficaz para GEO difere do conteúdo tradicional de blog em profundidade e estruturação. É preciso criar guias completos que respondem todas as perguntas que um usuário pode ter sobre o assunto. Os guias funcionam como bases de conhecimento que as inteligências artificiais podem consultar para construir respostas completas. 

Capítulo 3: Chunks de conteúdo

Seguindo a linha do GEO, a estratégia de chunks de conteúdo organiza a informação em unidades autossuficientes que podem ser consumidas isoladamente ou combinadas para formar conteúdos mais complexos. Em resumo, são blocos de conteúdo que podem ser utilizados como respostas diretas ou parte de um todo (o texto completo). 

Cada chunk aborda um tópico específico de forma completa, com introdução, desenvolvimento e conclusão próprios. Essa abordagem otimiza tanto para o consumo humano quanto para a interpretação algorítmica.

O conceito de chunks surge da forma como as inteligências artificiais processam conteúdo. Em vez de ler um artigo sequencialmente do início ao fim, as IAs extraem fragmentos relevantes para responder a consultas específicas. Se o conteúdo está organizado em chunks bem delimitados, a extração é mais precisa e a síntese mais fiel ao material original.

Recomendamos estruturar conteúdos longos em chunks de 300 a 500 palavras, cada um focado em um subtópico específico. Cada chunk deve ter título descritivo em H2 ou H3 que funciona como pergunta ou declaração do que será abordado. O conteúdo do chunk desenvolve o tema de forma completa sem depender do que veio antes ou virá depois.

A implementação técnica dos chunks

A implementação técnica dos chunks exige marcação adequada para facilitar a interpretação algorítmica. Cada chunk deve ser envolvido em tags HTML apropriadas que indiquem sua função e relação com o conteúdo geral. A tag <section> é apropriada para delimitar chunks temáticos. A tag <article> pode ser usada para chunks que funcionam como unidades completamente independentes.

Os títulos dos chunks devem seguir uma  hierarquia adequada de H2 e H3, nunca pulando níveis. O título deve ser descritivo e conter as keywords relevantes para aquele subtópico específico. Evite títulos vagos ou criativos demais que dificultam a compreensão do que será abordado. Lembre-se que a IA interpreta as informações de maneira diferente do que os humanos. 

O schema markup pode ser aplicado a chunks individuais, especialmente quando representam FAQs ou how-tos. O schema FAQPage marca pares de pergunta e resposta. O schema HowTo marca sequências de passos e ambos facilitam a extração de informação específica pelas inteligências artificiais.

Chunks e a experiência do usuário

Os chunks também melhoram a experiência do usuário ao facilitar a navegação e o consumo de conteúdos longos. Os usuários que chegam ao conteúdo buscando informação específica podem escanear os títulos dos chunks e pular diretamente para a seção mais relevante. A estrutura em chunks reduz a sensação de sobrecarga cognitiva que conteúdos longos e densos podem causar.

A navegação interna pode ser otimizada através de índices clicáveis no início do conteúdo que linkam diretamente para cada chunk. Essa funcionalidade é especialmente útil em guias completos ou artigos que abordam múltiplos aspectos de um tema. O Google também pode usar esses links internos para gerar sitelinks nos resultados de busca.

Capítulo 4: Social SEO

O Social SEO é a otimização de conteúdo para descoberta algorítmica dentro das redes sociais. O Instagram, o TikTok, o LinkedIn, o YouTube e o Pinterest funcionam como mecanismos de busca onde usuários pesquisam ativamente por conteúdo. A otimização para esses algoritmos segue princípios similares ao SEO tradicional, mas adaptados às especificidades de cada plataforma.

O Instagram permite buscas por keywords em legendas, nomes de perfil e biografias. O algoritmo prioriza conteúdo que gera engajamento, então a otimização precisa equilibrar keywords com qualidade de conteúdo. O uso estratégico de hashtags continua relevante, mas o Instagram prioriza hashtags específicas, não as genéricas. Hashtags com milhões de posts têm competição alta demais para gerar visibilidade. 

E com o Google indexando os conteúdos do Instagram, a otimização se torna relevante para descoberta dentro e fora da plataforma. Ou seja, se bem feita, ela aumenta duplamente a chance do seu conteúdo ser descoberto. 

O TikTok funciona de forma similar, mas com peso maior para o tempo de visualização e as interações. Os conteúdos que retêm atenção até o final têm vantagem algorítmica. As keywords aparecem nos títulos, descrições e hashtags. O algoritmo também interpreta o conteúdo do vídeo através de processamento de áudio e imagem.

YouTube segue relevante e o LinkedIn domina o mercado B2B

O YouTube é o segundo maior mecanismo de busca do mundo, atrás apenas do Google. E de acordo com a pesquisa sobre consumo por gerações no Brasil, da Conversion, o YouTube é um dos poucos canais verdadeiramente multigeracional do país. 

A otimização para o YouTube exige títulos com keywords principais, descrição detalhada com contexto e termos relacionados, e tags que categorizam o conteúdo. O algoritmo também interpreta o conteúdo do vídeo através de processamento de áudio.

O LinkedIn é o mecanismo de busca dominante para conteúdo B2B. A plataforma permite buscas por keywords e o algoritmo prioriza conteúdo que gera conversas através de comentários. A otimização para o LinkedIn exige uso estratégico de keywords no texto das postagens, em artigos publicados na plataforma e no perfil pessoal.

A estratégia é publicar conteúdo completo na plataforma, incluindo insights e análises, sem depender de links para sites externos. O LinkedIn Articles permite publicar conteúdos longos diretamente na plataforma com formatação rica.

A otimização técnica para Social SEO

A otimização técnica para Social SEO começa com a pesquisa de keywords específicas para cada plataforma. As keywords que performam no Google nem sempre são as mesmas que performam nas redes sociais. Os usuários de redes sociais tendem a usar uma linguagem mais coloquial e termos mais específicos de nicho.

A consistência de perfil entre plataformas ajuda a estabelecer uma autoridade temática. O nome de usuário, a biografia e as imagens devem reforçar o posicionamento da marca. A biografia de cada plataforma deve incluir keywords principais e comunicar claramente o valor que o perfil oferece. 

Por outro lado, é preciso entender que apenas adaptar um vídeo do YouTube para o TikTok ou Instagram pode não trazer os resultados esperados. Se a sua marca quer ser encontrada e ganhar destaque dentro das redes sociais, precisa entender as particularidades de cada uma delas e se adaptar a elas. 

Isso exige que os times de SEO e criação estejam mais integrados do que nunca — uma vez que dependem muito um do outro nesse novo momento das buscas. 

Capítulo 5: O fim do last-click e da atribuição por clique

O modelo de atribuição por last-click está obsoleto. Esse modelo atribui 100% do valor de uma conversão ao último ponto de contato antes da compra, ignorando todos os pontos anteriores da jornada. O problema é que a jornada do consumidor em 2026 será mais longa e fragmentada, envolvendo múltiplos pontos de contato em diversos canais.

Um consumidor pode descobrir a marca através de um post no Instagram, pesquisar no Google dias depois, consultar uma inteligência artificial para comparar alternativas, verificar avaliações em um marketplace e finalmente converter através de um anúncio pago. O modelo de último clique atribui todo o valor ao anúncio pago, ignorando o papel do Instagram, do Google, da IA e das avaliações.

Essa distorção leva a decisões de investimento incorretas. Canais que geram descoberta inicial ou consideração no meio da jornada são subvalorizados. E por outro lado, os canais que capturam demanda no final da jornada são supervalorizados. O resultado é a falta de investimento na construção de uma marca forte e superinvestimento em performance de curto prazo — que tem se tornado cada vez mais cara. 

Os modelos alternativos de atribuição

Nenhum modelo é perfeito. Cada um tem vieses e limitações. O modelo linear subestima a importância dos pontos de contato que efetivamente influenciam a decisão. O modelo de declínio temporal, por exemplo, subestima a importância da descoberta inicial. Já o modelo baseado em posição ignora completamente os pontos intermediários da jornada, focando nas duas pontas, início e fim.

Recomendamos o uso de modelos de atribuição algorítmica que usam machine learning para determinar a contribuição relativa de cada ponto de contato. Esses modelos analisam milhares de jornadas de conversão e identificam padrões sobre quais combinações de pontos de contato têm maior probabilidade de levar à conversão.

Como medir o SEO em 2026

O fim da atribuição por último clique traz dúvidas sobre a medição de SEO. O SEO raramente é o último ponto de contato antes da conversão e está trazendo cada vez menos cliques. A visibilidade está se tornando mais relevante do que o tráfego. 

Os consumidores que descobrem a marca através de busca orgânica frequentemente retornam dias depois através de busca direta ou anúncios pagos. Ou seja, o modelo de último clique subestima o valor do SEO.

A medição correta de SEO exige rastrear a jornada completa do consumidor desde o primeiro ponto de contato. Ferramentas de analytics precisam ser configuradas para associar múltiplas sessões ao mesmo usuário. Mas o modelo que melhor faz isso é a self-attribution (ou auto atribuição). 

Capítulo 6: Self-attribution

A self-attribution é o processo de perguntar diretamente ao consumidor como descobriu a marca ou o que influenciou sua decisão de compra. Em vez de depender exclusivamente do rastreamento digital, que tem limitações técnicas e principalmente, não está na mente do cliente, as marcas perguntam aos consumidores através de pesquisas pós-compra ou durante o processo de checkout.

A necessidade de self-attribution cresceu com as limitações do rastreamento onlinel. As políticas de privacidade como LGPD e GDPR restringem o uso de cookies. O iOS bloqueou o rastreamento cross-app por padrão. Os navegadores implementam bloqueios de cookies de terceiros e o rastreamento tradicional captura apenas parte da jornada do consumidor.

O self-attribution complementa o rastreamento capturando informações que os dados comportamentais não revelam. Um consumidor pode ter descoberto a marca através de uma recomendação de amigo, mas o rastreamento registra apenas a busca direta no Google. Uma pesquisa pós-compra captura a recomendação como fator de descoberta.

A implementação de self-attribution

A implementação de self-attribution exige fazer as perguntas certas no momento certo. O momento ideal é logo após a conversão, quando a jornada está fresca na memória do consumidor. A pesquisa deve ser curta, com no máximo 3 a 5 perguntas, para não criar fricção. As perguntas devem ser específicas e oferecer opções de resposta baseadas nos canais que a marca usa.

A primeira pergunta típica é “Como você nos conheceu?”. As opções devem incluir os principais canais de descoberta que a sua marca utiliza: busca no Google, redes sociais específicas, recomendação de amigo, anúncio online, influenciador, blog ou site de terceiros. A opção “outro” permite capturar canais não previstos.

A segunda pergunta pode ser “O que mais influenciou sua decisão?”. As opções incluem fatores como preço, avaliações de outros clientes, recomendação de especialista, conteúdo educacional, teste grátis ou demonstração. Essa pergunta captura o que foi decisivo, diferente de onde a pessoa descobriu.

A análise dos dados de self-attribution

A análise dos dados de self-attribution exige agregar respostas ao longo do tempo para identificar padrões. As respostas individuais têm viés de memória e percepção, mas padrões agregados revelam quais canais geram descobertas consistentemente. A comparação com dados de rastreamento permite identificar discrepâncias entre percepção do consumidor e comportamento rastreado.

As discrepâncias são informativas. Se o rastreamento mostra que a maioria das conversões vem de busca paga, mas o self-attribution indica que a maioria descobriu através de redes sociais, isso sugere que as redes sociais geram descoberta inicial mas os consumidores retornam através de busca paga. Assim, a estratégia correta será investir em ambos os canais reconhecendo seus papéis complementares.

Capítulo 7: A importância dos dados estruturados

Os dados estruturados são a base técnica do SEO de 2026. O Google e as inteligências artificiais dependem de dados estruturados para compreender o conteúdo, extrair informações específicas e apresentar respostas formatadas. A implementação de schema markup completo e correto deixou de ser otimização avançada para se tornar requisito básico.

O schema markup é um vocabulário padronizado que descreve entidades, propriedades e relações de forma que algoritmos possam interpretar sem ambiguidade. Existem centenas de tipos de schema disponíveis em schema.org, cobrindo desde produtos e eventos até receitas e perguntas frequentes. A escolha dos tipos corretos de schema depende do tipo de conteúdo que a marca publica.

A implementação de schema exige adicionar código estruturado às páginas HTML. O formato mais comum é JSON-LD, que insere um script com dados estruturados no cabeçalho ou rodapé da página. O JSON-LD não afeta a renderização visual da página, mas fornece informações adicionais para algoritmos.

Os tipos de schema mais importantes

O schema de Organization descreve informações básicas sobre a empresa: nome, logo, endereço, telefone, redes sociais. Esse schema ajuda o Google a associar a marca com suas propriedades digitais e exibir informações corretas no Knowledge Panel.

O schema de Article descreve artigos de blog ou notícias: título, autor, data de publicação, imagem destacada. O Google usa esse schema para gerar rich snippets nos resultados de busca, exibindo a imagem e informações do autor. O schema de FAQPage marca pares de pergunta e resposta, permitindo que o Google exiba as perguntas diretamente nos resultados com dropdown para ver as respostas.

O schema de Product descreve produtos: nome, imagem, descrição, preço, disponibilidade, avaliações. O Google usa esse schema para gerar rich snippets de produto com estrelas de avaliação e preço. O schema de Review marca avaliações de produtos ou serviços, permitindo que o Google exiba as estrelas de avaliação agregadas.

A validação e manutenção de schema

A validação de schema é crítica porque erros na implementação podem fazer o Google ignorar completamente o schema ou até penalizar o site. O Google oferece o Rich Results Test que valida se o schema está implementado corretamente e se é elegível para rich snippets. A ferramenta aponta erros específicos que precisam ser corrigidos.

A manutenção do schema é um processo contínuo. Quando as  informações mudam, como preço de produtos ou endereço da empresa, o schema precisa ser atualizado. Quando novos tipos de conteúdo são publicados, o schema apropriado precisa ser adicionado. A auditoria periódica garante que o schema permaneça correto e completo ao longo do tempo.

Capítulo 8: PR digital e link building

O Digital PR é a estratégia utilizada para  construir autoridade e visibilidade através de menções e links em sites de terceiros. Enquanto o link building tradicional focava em quantidade de links, o Digital PR foca em qualidade de menções, relevância temática e autoridade das fontes. Um link de um site respeitado no nicho de atuação da sua empresa vale mais que dezenas de links de sites genéricos.

Identificamos que o Digital PR eficaz exige a produção de conteúdo ou dados que jornalistas, blogueiros e criadores de conteúdo queiram citar. Isso inclui pesquisas originais com dados exclusivos, análises aprofundadas de tendências, ferramentas gratuitas que resolvem problemas específicos e estudos de caso com resultados mensuráveis.

As pesquisas originais são especialmente poderosas para gerar links. Quando uma marca conduz uma pesquisa sobre seu mercado e publica os dados, os jornalistas usam esses dados em reportagens e linkam ou citam a fonte. Quanto mais relevante e exclusivo o dado, maior a probabilidade de ser citado.

Como utilizar o Digital PR

A principal questão do Digital PR é saber apresentar o conteúdo ou dado para jornalistas e criadores de conteúdo que possam ter interesse. A abordagem eficaz exige identificar os veículos e profissionais certos, personalizar a abordagem e oferecer valor claro. Além de criar relações com os jornalistas, que serão bastante proveitosas ao longo do tempo. 

A identificação dos alvos começa mapeando os sites, blogs e veículos de notícia que cobrem o nicho da marca. Ferramentas como BuzzSumo ou Ahrefs mostram quais sites publicam conteúdo sobre temas relacionados. A análise de backlinks dos concorrentes também revela quais sites linkam para conteúdo similar.

A personalização da abordagem exige pesquisar o trabalho do jornalista ou criador de conteúdo para entender seus interesses específicos. O email de abordagem deve mencionar um artigo específico que o jornalista publicou e explicar como o novo dado ou conteúdo complementa e atualiza aquele artigo. Uma abordagem genérica costuma ter taxas de resposta baixas.

A medição de impacto do Digital PR

A medição de impacto do Digital PR vai além de contar quantos links foram conquistados. É preciso avaliar a autoridade dos sites que linkaram, o tráfego gerado por esses links e o impacto nos rankings de busca. Ferramentas como Ahrefs ou Moz calculam métricas de autoridade de domínio que indicam o valor de cada link.

O tráfego de referência mostra quantos visitantes chegaram ao site através dos links conquistados. O Google Analytics separa o tráfego de referência por domínio de origem, permitindo identificar quais links geram mais visitantes qualificados. O impacto nos rankings pode ser medido rastreando posições de keywords estratégicas antes e depois de campanhas de Digital PR.

Capítulo 9: Seja uma empresa produtora de dados

Os dados são o novo conteúdo. As empresas produtoras de dados geram informações originais que outros citam, compartilham e linkam. Em vez de apenas consumir dados de terceiros, essas empresas produzem pesquisas, relatórios, índices e análises que as tornam referências no mercado. Essa estratégia estabelece autoridade e gera links de forma escalável.

A produção de dados pode tomar várias formas. Pesquisas com consumidores ou profissionais do mercado geram insights sobre comportamentos, preferências e tendências. Já as análises de dados públicos revelam padrões não óbvios que agregam contexto e interpretação. E os índices que monitoram métricas específicas ao longo do tempo tornam-se referências para acompanhar a evolução do mercado.

Reforçamos que a produção de dados exige investimento em metodologia e apresentação. A pesquisa precisa ser bem desenhada com amostra representativa e perguntas relevantes. Os dados precisam ser analisados de forma rigorosa, identificando insights genuínos além das estatísticas descritivas. A apresentação precisa ser clara, com visualizações que facilitam a compreensão.

A publicação e distribuição de dados

A publicação de dados exige escolher o formato apropriado. Um relatório em PDF funciona para análises aprofundadas que serão lidas na íntegra. Um dashboard interativo funciona para dados que os usuários querem explorar de forma personalizada. Um artigo de blog funciona para insights específicos com contexto e interpretação.

A distribuição dos dados exige estratégias de abordagem para jornalistas e criadores de conteúdo. O timing importa: dados sobre tendências de fim de ano devem ser publicados em novembro para que jornalistas os usem em matérias de retrospectiva. Dados sobre planejamento devem ser publicados no início do ano quando as empresas estão definindo estratégias.

O licenciamento dos dados precisa ser definido. Permitir o uso livre com atribuição maximiza a disseminação e os links. Por outro lado, exigir uma autorização prévia permite controle mas reduz o alcance. A maioria das marcas opta por permitir uso livre desde que a fonte seja citada com link.

A atualização periódica de dados

A atualização periódica de pesquisas ou índices mantém a relevância ao longo do tempo. Uma pesquisa anual sobre tendências do mercado gera links novos a cada edição. Um índice mensal de preços torna-se a referência que sites consultam regularmente. A consistência na publicação estabelece a expectativa de que a marca é fonte confiável de dados atualizados.

A comparação entre edições sucessivas também adiciona valor. Mostrar como as métricas evoluíram ao longo do tempo revela novas tendências e traz mais valor ao seu conteúdo. Destacar mudanças significativas é um ótimo caminho para criar notícias relevantes. 

Capítulo 10: Product-Led SEO e criação de ferramentas

É a estratégia de usar o próprio produto ou ferramentas relevantes ao mercado como canal de aquisição orgânica. Em vez de depender exclusivamente de conteúdo editorial, a marca cria ferramentas e agentes de IA que resolvem problemas específicos e atraem usuários através das buscas. Essas ferramentas geram tráfego, links e autoridade de forma escalável.

As ferramentas podem ser calculadoras, geradores, conversores, checkers ou qualquer ferramenta que entrega valor imediato. Uma empresa de contabilidade pode criar uma calculadora de impostos e uma agência de SEO pode criar um verificador de meta tags. Por outro lado, uma empresa de design pode criar um gerador de paletas de cores, por exemplo. O princípio é criar algo genuinamente útil que resolva um problema específico.

Identificamos que ferramentas eficazes para Product-Led SEO costumam ter três características: resolvem um problema específico que muitas pessoas têm, entregam valor imediato sem pagamento, e são fáceis de usar sem precisarem de instruções extensas. 

A otimização de ferramentas para busca orgânica

A otimização de ferramentas exige identificar as keywords que as pessoas usam ao buscar soluções para o problema que a ferramenta resolve. Uma calculadora de impostos deve rankear para “calcular imposto de renda”, “simulador de IR” e variações relacionadas. A página da ferramenta precisa ter título, descrição e conteúdo otimizado para essas keywords.

O conteúdo complementar ao redor da ferramenta adiciona contexto e captura variações de keywords. Uma seção explicando como usar a ferramenta captura buscas do tipo “como calcular X”. Uma seção de perguntas frequentes captura dúvidas comuns. Por fim, uma seção de exemplos mostra casos de uso. Esse conteúdo adicional aumenta a relevância temática da página.

A estrutura técnica da ferramenta deve ser otimizada para rastreamento e indexação. Se a ferramenta usa JavaScript pesado que dificulta o rastreamento, considere a renderização server-side. Se a ferramenta gera URLs únicos para cada cálculo ou resultado, é preciso implementar canonical tags para evitar conteúdo duplicado. Se a ferramenta tem múltiplas funcionalidades, considere páginas separadas para cada uma.

A geração de links através de ferramentas

As ferramentas gratuitas e úteis atraem links de forma natural. Blogs, fóruns e sites de recursos linkam para ferramentas que resolvem problemas de seus leitores. E ao mesmo tempo, as IAs indicam a sua ferramenta para solucionar os problemas apresentados pelos usuários. 

Quanto mais útil e única a ferramenta, mais links orgânicos ela atrai. Em um cenários cada vez mais zero clique, em que as buscas têm trazido menos tráfego, as ferramentas garantem cliques importantes. 

Capítulo 11: Brand-Led Growth

O Brand-Led Growth é uma estratégia de crescimento centrada na construção de marca forte que gera demanda orgânica. Em vez de depender exclusivamente de captura de demanda existente através de keywords transacionais, a marca constrói reconhecimento e preferência que levam consumidores a buscá-la diretamente. O Brand-Led Growth cria demanda e o SEO a captura. 

A diferença está na intenção de busca. O SEO tradicional otimiza para keywords como “melhor CRM” ou “software de gestão”. O Brand-Led Growth foca em fazer as pessoas buscarem “nome da marca CRM” ou “nome da marca login”. As buscas de marca têm intenção mais alta e competição menor, resultando em taxas de conversão superiores.

O Brand-Led Growth exige investimentos na construção de autoridade e visibilidade além das buscas transacionais. Isso inclui produção de conteúdo educacional que não tem intenção comercial imediata, participação ativa em comunidades e eventos, parcerias com influenciadores e criadores de conteúdo e presença consistente em múltiplos canais.

Dados internos da Conversion mostram que entre 80% e 90% do tráfego que realmente converte vem de buscas por termos de marca. Por isso, é preciso criar desejo e interesse pela marca, o que irá transformar a própria marca em um canal de aquisição.  

A medição de Brand-Led Growth

A medição de Brand-Led Growth foca em métricas de reconhecimento e busca de marca. O volume de buscas pelo nome da marca indica quantas pessoas conhecem e procuram ativamente a marca. O Google Trends mostra a evolução do interesse ao longo do tempo. Aumento consistente no volume de buscas de marca indica que a estratégia está funcionando.

As buscas relacionadas à marca revelam como as pessoas associam a marca a diferentes contextos. Buscas como “marca + problema específico” ou “marca + caso de uso” indicam que a marca é reconhecida como solução para esses contextos. O Google Search Console mostra todas as queries que geraram impressões, permitindo identificar variações de busca de marca.

O tráfego direto também indica reconhecimento de marca. Pessoas que digitam a URL diretamente ou têm o site salvo nos favoritos conhecem a marca. O crescimento de tráfego direto ao longo do tempo sugere que mais pessoas estão retornando ao site sem depender de busca. A análise de tráfego direto deve excluir mobile apps e outras fontes que o Google Analytics classifica incorretamente como direto.

A integração entre Brand-Led Growth e SEO

A integração entre Brand-Led Growth e SEO cria uma sinergia onde cada estratégia reforça a outra. A construção de marca aumenta o CTR nos resultados de busca porque mais pessoas reconhecem e confiam na marca. O CTR mais alto é sinal positivo para o Google que pode melhorar os rankings. E por fim, rankings melhores geram mais visibilidade, que reforça o reconhecimento de marca.

O conteúdo educacional que constrói marca também gera links que melhoram a autoridade de domínio para o SEO. A participação em eventos e podcasts gera menções que são sinais de autoridade. E por fim, possíveis parcerias com influenciadores podem gerar exposição, o que pode levar a buscas de marca. Todos esses esforços para a construção da marca têm impacto indireto mas mensurável no SEO.

Capítulo 12: Branding Semântico

O Branding Semântico é a estratégia de associar a sua marca a conceitos, problemas ou soluções específicas na mente dos consumidores e dos algoritmos. Em vez de apenas rankear para keywords transacionais, a marca busca ser mencionada automaticamente quando o tema é discutido. O objetivo é que quando alguém pensa em resolver determinado problema, a marca venha à mente imediatamente. 

Essa estratégia é especialmente importante na era das buscas por IA, uma vez que as consultas feitas aos buscadores de IA são long tail. As buscas deixaram de ser “melhor tênis de corrida” para “melhor tênis para corrida de 5km por menos de R$300”. 

A construção de Branding Semântico exige uma presença consistente e autoridade estabelecida em tópicos específicos. A marca precisa publicar o melhor conteúdo sobre o tema. E ela precisa ser citada por outros sites como referência, além de ter o reconhecimento em comunidades onde o tema é discutido. Essa presença massiva estabelece a associação semântica.

Identificamos que o Branding Semântico funciona tanto para consumidores quanto para algoritmos. Consumidores expostos repetidamente à marca em contextos relacionados ao tema começam a associá-la automaticamente. Por outro lado, os algoritmos que rastreiam a web identificam a marca como entidade central no grafo de conhecimento relacionado ao tema.

A implementação de branding semântico

A implementação de Branding Semântico começa escolhendo os conceitos ou problemas que a marca quer dominar. Esses conceitos devem ser específicos o suficiente para serem defensáveis, mas amplos o suficiente para ter volume de busca significativo. Uma marca de produtividade pode escolher “gestão de tempo” ou “organização pessoal”. Uma marca de marketing pode escolher “growth hacking” ou “marketing de conteúdo”.

A produção de conteúdo deve ser massiva e consistente. Não basta publicar alguns artigos. É preciso cobrir todos os subtópicos relacionados ao conceito, responder todas as perguntas que as pessoas fazem, criar guias completos, produzir vídeos, podcasts e outros formatos. A amplitude e profundidade de cobertura estabelecem autoridade temática.

As menções externas reforçam a associação semântica. Conseguir ser citado em artigos de terceiros sobre o tema, participar de podcasts discutindo o conceito, ser mencionado em listas de especialistas ou ferramentas relacionadas. Cada menção externa conecta a marca ao tema no grafo de conhecimento dos algoritmos.

A medição de branding semântico

A medição de Branding Semântico exige monitorar a associação entre a marca e os conceitos escolhidos. Uma métrica é o Share of Search do conteúdo publicado sobre o tema. Quantos dos artigos sobre “gestão de tempo” mencionam a marca? Ferramentas de monitoramento de mídia permitem rastrear menções em sites e redes sociais.

Outra métrica é o posicionamento para keywords informacionais relacionadas ao conceito. A marca ranqueia para “o que é gestão de tempo”, “como melhorar gestão de tempo”, “técnicas de gestão de tempo”? Rankings para essas keywords informacionais indicam que o Google reconhece a marca como autoridade no tema.

Capítulo 13: Topical Authority

A topical authority é a percepção de que a marca é referência em tópicos específicos. O Google identifica autoridade temática através da amplitude e profundidade de cobertura de um site sobre determinado assunto. Os sites que cobrem um tema de forma abrangente, respondem múltiplas perguntas relacionadas e mantêm cobertura consistente ao longo do tempo, estabelecendo autoridade temática.

A autoridade temática funciona como multiplicador de relevância. Quando o Google identifica um site como autoridade em determinado tema, passa a confiar mais no conteúdo daquele site sobre o tema. Artigos novos sobre tópicos relacionados tendem a rankear mais rápido e melhor. A autoridade estabelecida em um tema pode se estender para temas adjacentes.

E a autoridade de tópico também ajuda o seu site a ser visto como referência pelas IAs. Uma vez entendido como referência naquele nicho, as inteligências artificiais tendem a citar o seu site durante as consultas feitas sobre aquele tema, aumentando a sua visibilidade. 

Recomendamos construir autoridade temática através de clusters de conteúdo. Um cluster é uma coleção de conteúdos inter-relacionados sobre um tema amplo. Uma página pilar introduz o tema de forma abrangente e linka para artigos específicos sobre subtópicos. Os artigos específicos aprofundam aspectos particulares e linkam de volta para a página pilar e entre si.

A construção de clusters de conteúdo

A construção de clusters começa mapeando todos os subtópicos relevantes para o tema principal. Uma marca de nutrição esportiva pode criar um hub sobre “hipertrofia muscular” que inclui subtópicos como dieta para ganho de massa, treino de força, suplementação, descanso e recuperação. Cada subtópico vira um artigo detalhado.

A página pilar serve como visão geral do tema. Não precisa ser exaustiva, mas deve introduzir todos os subtópicos e linkar para os artigos específicos. A página pilar deve rankear para a keyword principal do tema. Os artigos específicos ranqueiam para long-tail keywords relacionadas aos subtópicos.

A estrutura de links internos é fundamental. A página pilar deve linkar para todos os artigos do cluster. Cada artigo linka de volta para a página pilar. Os artigos sobre subtópicos relacionados linkam entre si quando for relevante. Essa estrutura de links comunica ao Google que todos esses conteúdos fazem parte de um corpo coeso de conhecimento sobre o tema.

A manutenção e expansão de clusters

A manutenção dos clusters exige a atualização dos conteúdos conforme o tema evolui. Informações desatualizadas prejudicam a autoridade e tanto o Google quanto as IAs priorizam conteúdo recente para tópicos onde informações mudam frequentemente. A data de última atualização deve ser visível e o conteúdo deve refletir desenvolvimentos recentes.

A expansão de clusters adiciona novos artigos sobre subtópicos que não foram cobertos ou aprofunda os artigos existentes. A análise de buscas no Google Search Console revela perguntas que usuários fazem, mas o cluster ainda não responde completamente. Essas lacunas são oportunidades para novos conteúdos que fortalecem a autoridade.

Capítulo 14: SEO Técnico

O SEO técnico é a otimização da infraestrutura do site para facilitar o rastreamento, a indexação e o ranqueamento pelos mecanismos de busca. Enquanto o conteúdo e os links determinam a relevância e autoridade, o SEO técnico garante que os algoritmos possam acessar, interpretar e classificar o conteúdo corretamente. Problemas técnicos podem impedir completamente que conteúdo de qualidade seja encontrado.

A velocidade de carregamento continua sendo um fator de ranqueamento para o Google. Sites lentos oferecem experiência ruim e são penalizados. O Core Web Vitals mede três aspectos da performance: Largest Contentful Paint que mede quanto tempo leva para o conteúdo principal carregar, First Input Delay que mede quanto tempo leva para o site responder a interações, e Cumulative Layout Shift que mede estabilidade visual durante o carregamento.

A arquitetura de informação determina como o Google e outros mecanismos (incluindo as IAs) compreendem a organização do conteúdo. Sites bem estruturados com hierarquia clara facilitam o rastreamento e distribuem autoridade de forma eficiente através de links internos. Sites desorganizados desperdiçam crawl budget e deixam conteúdo importante difícil de encontrar.

A otimização de Core Web Vitals

A otimização de Core Web Vitals exige um trabalho técnico de desenvolvimento. O Largest Contentful Paint pode ser melhorado reduzindo o tamanho de imagens através de compressão e formatos modernos como WebP, implementando lazy loading para imagens abaixo da dobra, e otimizando o caminho crítico de renderização eliminando CSS e JavaScript que bloqueiam.

O First Input Delay pode ser melhorado reduzindo a execução de JavaScript, dividindo bundles grandes em chunks menores que carregam conforme necessário, e usando web workers para processar tarefas pesadas em background sem bloquear a thread principal. O Cumulative Layout Shift pode ser melhorado reservando espaço para imagens e anúncios com dimensões explícitas e evitando inserir conteúdo acima de elementos já renderizados.

A medição de Core Web Vitals pode ser feita através do PageSpeed Insights do Google que analisa uma URL específica e sugere otimizações. O Google Search Console mostra relatório agregado de Core Web Vitals para todo o site, identificando páginas com problemas. O monitoramento contínuo garante que otimizações não sejam revertidas por mudanças posteriores.

A estrutura de URLs e navegação

A estrutura de URLs deve ser limpa, descritiva e consistente. As URLs devem refletir a hierarquia de informação do site. Uma estrutura como /categoria/subcategoria/produto é mais clara que /p?id=12345. URLs descritivas ajudam usuários e algoritmos a entenderem o conteúdo antes de acessá-lo.

A navegação deve ser intuitiva com no máximo três cliques para acessar qualquer página a partir da home. Menus bem organizados facilitam o rastreamento pelos bots. Os breadcrumbs mostram a hierarquia e geram sitelinks nos resultados de busca. Por fim, Links internos contextuais distribuem autoridade e ajudam usuários a descobrir conteúdo relacionado.

O sitemap XML lista todas as URLs importantes do site facilitando a descoberta pelo Google. O sitemap deve ser atualizado automaticamente quando novas páginas são publicadas. O robots.txt controla quais áreas do site os bots podem rastrear. Bloqueios acidentais podem impedir indexação de conteúdo importante.

A otimização para mobile

A otimização para mobile é obrigatória desde que o Google adotou mobile-first indexing. O Google usa a versão mobile do site como base para indexação e ranqueamento. Sites que não funcionam bem em mobile são penalizados mesmo para buscas em desktop.

O design responsivo adapta o layout automaticamente para diferentes tamanhos de tela. É a abordagem recomendada porque usa uma única URL para todas as versões, simplificando a manutenção. A alternativa de URLs separadas para mobile requer configuração de canonical tags e redirects que aumentam a complexidade.

A experiência mobile exige botões e links grandes o suficiente para serem clicados com o dedo, texto legível sem zoom, e conteúdo que se adapta à largura da tela sem scroll horizontal. O Google penaliza sites com clicáveis intrusivos que cobrem o conteúdo principal em mobile.

Capítulo 15: SEO Programático

O SEO programático é a geração automatizada de páginas otimizadas em escala. Em vez de criar manualmente centenas ou milhares de páginas, o SEO programático usa templates, bancos de dados e lógica de programação para gerar páginas de maneira dinâmica. Essa abordagem é ainda mais útil para sites com muitos produtos, localidades ou variações.

Os marketplaces e sites de classificados usam SEO programático extensivamente. Uma página para cada combinação de categoria, localidade e filtros. O Airbnb gera páginas para cada cidade e tipo de acomodação. O Zillow gera páginas para cada bairro e faixa de preço. Essas páginas seguem templates consistentes mas são utilizadas com dados específicos para cada variação.

O SEO programático eficaz costuma ter três elementos chave: um banco de dados com informações estruturadas, templates bem desenhados que garantem qualidade independente da variação e lógica de programação que gera conteúdo único o suficiente para evitar penalizações por conteúdo duplicado.

A implementação de SEO programático

A implementação de SEO programático começa identificando as variações relevantes. Um site de turismo pode gerar páginas para cada destino combinado com tipo de viagem. Um site de imóveis pode gerar páginas para cada bairro combinado com tipo de propriedade. As variações devem ter volume de busca suficiente para justificar páginas individuais.

Os templates definem a estrutura de cada página programática. O título deve incluir as variáveis relevantes e a keyword principal. A descrição deve contextualizar a variação específica. E por fim o conteúdo deve incluir informações únicas sobre aquela variação, não apenas texto genérico aplicável a qualquer variação.

A geração de conteúdo único é o grande desafio. Substituir apenas algumas palavras em um template genérico cria conteúdo duplicado que o Google pode penalizar. A solução é combinar dados estruturados do banco de dados com templates mais sofisticados que geram parágrafos completos baseados nas características de cada variação.

A prevenção de problemas com páginas programáticas

A prevenção de problemas com páginas programáticas exige o monitoramento de qualidade das páginas. Algumas variações podem ter dados insuficientes para gerar conteúdo útil. Páginas que ficam muito curtas ou vazias prejudicam a experiência e podem ser consideradas de baixa qualidade pelo Google.

A solução é estabelecer quantidades mínimas de dados necessários para publicar uma página. Se uma variação não tem dados suficientes, ela deve retornar 404 ou noindex em vez de publicar uma página vazia. Conforme mais dados são coletados, a página pode ser publicada. Essa abordagem mantém qualidade mínima mesmo em escala.

A indexação controlada através de sitemaps priorizados garante que o Google rastreie as páginas mais importantes primeiro. Nem todas as páginas programáticas têm o mesmo valor. Páginas para destinos populares merecem prioridade sobre destinos menos procurados. O sitemap pode especificar prioridade e frequência de atualização para guiar o rastreamento.

Capítulo 16: Seja AI-First

Com a inteligência artificial sendo integrada à todos os buscadores, ser AI-First se tornou fundamental. A abordagem AI-first coloca a otimização para IA no centro das estratégias. Para que a sua empresa abrace o AI-First, é preciso primeiro que os seus colaboradores estejam capacitados para isso. 

A abordagem AI-First foca em utilizar as inteligências artificiais em todas as atividades e processos em que ela pode ser útil. Ela é a primeira linha das operações, com as expertises humanas vindo quando a IA já não é capaz de entregar um resultado satisfatório. 

Essa abordagem também se aplica ao SEO. Criar conteúdos otimizados para IA antes de otimizá-los para o Google é a base dessa estratégia. A lógica é que as IAs são mais exigentes em estruturação e clareza, então conteúdo otimizado para IAs automaticamente funciona bem para o Google.

O AI-first exige pensar em como as inteligências artificiais vão processar e usar o conteúdo. As IAs não navegam sites como humanos. Elas extraem informações específicas para sintetizar respostas. O conteúdo precisa ser estruturado de forma que informações possam ser extraídas sem ambiguidade e usadas em contextos diferentes.

Recomendamos adotar AI-first não apenas no conteúdo mas em toda a presença online. O esquema de dados deve ser completo e a arquitetura de informação deve ser lógica. As APIs devem ser documentadas e as imagens devem ter alt text descritivo. Cada elemento deve ser interpretável algoritmicamente.

A produção de conteúdo AI-first

A produção de conteúdo AI-first estrutura a informação em unidades autossuficientes que podem ser extraídas individualmente. Cada parágrafo deve abordar um ponto específico completamente. É preciso evitar referências vagas a informações em outros parágrafos e usar pronomes apenas quando o antecedente está no mesmo parágrafo.

As definições devem ser explícitas. Não assuma que a IA conhece siglas ou jargão. Defina os termos na primeira vez que aparecem e use uma formatação consistente para conceitos importantes. 

As relações entre conceitos devem ser explícitas. Use conectores lógicos claros como “porque”, “portanto”, “por outro lado” e evite relações implícitas que dependem de interpretação. Também organize informação em listas quando há múltiplos itens relacionados.

A estruturação de dados AI-first

A estruturação de dados AI-first vai além do schema markup básico. É preciso implementar schema para cada tipo de conteúdo, não apenas para os tipos mais comuns. Um artigo sobre processo deve usar HowTo schema. Um artigo comparando alternativas deve usar ItemList schema para a lista de opções.

Os atributos de cada schema devem ser preenchidos completamente. Não deixe campos opcionais vazios quando há informação disponível. Quanto mais completo o schema, melhor a IA compreende o contexto. Para produtos, incluir todos os detalhes: marca, modelo, cor, dimensões, peso, materiais.

O SEO estará cada vez mais integrado de 2026

As 16 tendências mapeadas neste material não são isoladas — elas formam um sistema integrado onde cada elemento reforça os demais. A Orquestração das Buscas funciona melhor com conteúdo estruturado em chunks. O GEO depende de dados estruturados e conteúdo educacional. O Social SEO amplifica a autoridade temática e o Product-Led SEO gera os dados que alimentam o Digital PR.

O SEO de 2026 exige visão holística que conecta técnica, conteúdo, dados e marca com inteligência artificial. É preciso construir ecossistemas de conteúdo que estabelecem autoridade, geram descoberta em múltiplos canais e criam experiências que algoritmos e humanos reconhecem como valiosas.

A implementação prática começa com auditoria do estado atual em cada ponto de contato. Onde a marca está forte? Onde há lacunas críticas? A priorização deve considerar o impacto potencial e viabilidade de execução. Algumas das tendências exigem um investimento técnico significativo. Outras podem ser implementadas rapidamente com recursos existentes.

O importante é começar. O SEO de 2026 não será construído em semanas. É um trabalho contínuo de meses e até anos. As marcas que começarem agora terão vantagem sobre as que esperarem. Por outro lado, aqueles que esperarem descobrirão que a distância para os líderes só aumenta conforme o tempo passa. 

O tráfego vindo das buscas está diminuindo mês a mês e essa tendência não é novidade. Por isso, é preciso esperar um cenário de zero cliques, onde ser mencionado se torna quase tão importante quanto ter seu site linkado. Principalmente nas buscas por IA, que estão cada vez mais se tornando a norma — até mesmo no Google, com as AI Overviews e AI Mode. 

O futuro da busca orgânica pertence às marcas que entendem que SEO não é uma tática isolada. E que ele está em plena expansão. O SEO é, cada vez mais, sobre a capacidade de ser encontrado, avaliado e escolhido nos momentos que importam. 

É a construção de autoridade que faz algoritmos e humanos reconhecerem a marca como referência. E é a criação de valor que traz, antes de tudo, visibilidade para a sua marca. 

Foto de Escrito por Diego Ivo

Escrito por Diego Ivo

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Eliete Rosario
Eliete Rosario
1 ano atrás

otimo conteudo! Parabens

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