SEO Técnico: Guia definitivo + checklist [2024]

Felipe Santos
Felipe Santos

O universo de SEO é complexo.

Se você pretende trabalhar ou já trabalha com essa estratégia, é provável que tenha descoberto os diversos caminhos que pode seguir para atender o mesmo propósito: gerar performance orgânica.

SEO para conteúdo, análise de dados para SEO, SEO off page e, claro, o SEO técnico são algumas das especializações possíveis dentro dessa estratégia.

Todas áreas são essenciais para construir resultados orgânicos sólidos, porém, o SEO técnico especificamente, apesar de não receber muitos créditos, é uma das funções mais fundamentais, que vai construir a base que permite que os conteúdos apareçam no Google.

Criar ou manter um site sem nunca olhar para o SEO técnico é como construir uma casa sem alicerce.

Felizmente você chegou neste artigo, que vai de dar uma base sobre os principais conceitos de SEO técnico, boas práticas, ferramentas e um checklist exclusivo no final, confira!

O que é SEO técnico?

SEO técnico envolve otimizações e correções no site para garantir que os robôs de mecanismos de busca como o Google possam encontrar, acessar e facilmente entender as informações do site.

Em termos mais técnicos, o objetivo final do SEO técnico é garantir que as partes certas do site sejam rastreadas, renderizadas, indexadas e classificadas nos resultados de pesquisa.

Para isso existem vários fatores que o próprio Google e outros mecanismos de busca mencionam a partir de documentações sobre como funcionam seus algoritmos, que podemos usar como referência para construir sites ideais para esses algoritmos, sem interferir ou atrapalhar seu processo, o que poderia prejudicar as chances de aparecer no Google.

Você pode ter o melhor conteúdo do mundo sobre determinado tópico em seu site, se não atender alguns requisitos dos robôs de mecanismos de busca, pode ser que eles nem vejam ou entendam do que se trata seu conteúdo e, portanto, não mostrem ele para outras pessoas.

Como funciona a pesquisa do Google?

Para verdadeiramente entender SEO técnico, você precisa primeiro entender como funciona a pesquisa do Google, o que já vai te dar uma noção boa sobre como funcionam outros mecanismos de busca.

Para isso, é necessário saber todas as etapas que os robôs seguem, desde a descoberta de uma página nova em seu site, até sua exibição nos resultados de busca.

Trata-se de um processo automático que o Google faz constantemente, sem precisar que alguém informe sobre URLs novas, por exemplo. Podemos dividir esse processo em três etapas principais, pelas quais toda página passa para aparecer em seus resultados:

  • Rastreamento/crawling;
  • Indexação;
  • Exibição nos resultados de busca.

Rastreamento/crawling

A primeira etapa é o rastreamento ou crawling, que tem como primeira fase a descoberta e redescoberta de URLs.

O Google conta com uma lista de páginas já conhecidas que pode acessar para verificar atualizações. Quanto às páginas novas, seu robô pode acessar a partir de links de outras páginas ou do arquivo sitemap, com uma lista de páginas para o Google rastrear que você pode enviar (mais sobre esse arquivo no próximo tópico).

O Google encontra grande parte das páginas novas a partir de links, por isso eles são tão importantes para o SEO técnico. Ao publicar um conteúdo novo, é fundamental linkar ele em páginas que já estão no Google como a home e categorias, facilitando e agilizando o processo de rastreamento.

O programa responsável pelo rastreamento é chamado de Googlebot, que também define algumas diretrizes como:

  • Quais sites rastrear;
  • Com que frequência rastrear esses sites;
  • Quantas páginas precisam ser buscadas em cada site.

Sites de notícias, por exemplo, exigem uma frequência de rastreamento e quantidade de páginas muito maior do que um site institucional. 

O programa avalia essas diferenças e define a opção mais eficaz e econômica, se “preocupando” também em não sobrecarregar sites com o processo de rastreamento. Por isso ele não rastreia sites na maior velocidade que poderia e, caso o site comece a retornar erros de lentidão, o Googlebot pode parar ou desacelerar o rastreamento.

  • É importante ter um bom servidor, rede e um site rápido, que suporte mais acessos do que recebe, para evitar qualquer sobrecarga que possa afetar o processo do Google.

Durante o rastreamento também acontece o processo de renderização, onde o Google verifica o conteúdo da página e executa o JavaScript encontrado. Muitas páginas na web dependem de JavaScript para exibir seus conteúdos e o Google só consegue avaliar e entender esses conteúdos se executar os scripts.

  • Existem diversas boas práticas de JavaScript para SEO que desenvolvedores podem aplicar para garantir a renderização correta do conteúdo no site. Vamos abordar esse tópico mais para frente!

Vale ressaltar que o processo de rastreamento não ocorre necessariamente para todas páginas do site, mesmo que o Google as encontre por meio de links. 

Isso porque é possível gerenciar um arquivo chamado robots.txt e criar regras que impedem o rastreamento de determinadas páginas que o Googlebot deve seguir, para evitar que ele perca tempo em seu site com páginas que não foram criadas para aparecer no Google. Também vamos falar mais sobre esse arquivo ainda! Páginas que requerem login também, por razões óbvias, não serão rastreadas.

Indexação

Após o rastreamento e renderização, o Google vai identificar, processar e analisar o conteúdo da página, desde a parte textual até imagens, vídeos e as tags relevantes como <title>, <meta description> e <meta robots>.

É aqui que o Google identifica e analisa o que chamamos comumente de fatores On-page, ou seja, indicadores a nível de página que o Google avalia.

Nessa etapa é realizado um dos processos mais importantes e determinantes para a classificação da página nos resultados de busca: definição de uma página como cópia ou a versão canônica (oficial) do conteúdo.

Para chegar a essa definição são avaliadas diversas páginas que abordam o mesmo tópico ou similares e tem um conteúdo semelhante, que são então agrupadas. Desses grupos é selecionada a página que melhor representa todas, que será a com mais chances de ser exibida nos resultados.

Isso não significa que as outras serão esquecidas! Elas ainda podem ser utilizadas em resultados de buscas alternativas ou mais específicas que a canônica não responde.

Todas essas informações sobre o conteúdo como língua, localização, data de publicação, recursos visuais, usabilidade, entre outras, podem ser adicionadas ao índice do Google, onde ficam armazenadas para consulta e potencial exibição quando um usuário pesquisa por algo.

E assim finaliza o processo de indexação. Nem todas páginas passam por esse filtro por motivos de conteúdos de baixa qualidade, design ruim do site ou por escolha, usando a meta robots, sobre a qual vamos falar mais!

Exibição nos resultados de busca

Essa etapa começa quando o usuário faz uma busca no Google, que então consulta seu índice construído na fase da indexação e apresenta os resultados mais relevantes para o usuário, que sejam de qualidade.

Os resultados vão depender completamente do tipo de busca e contexto da mesma, como país de onde o usuário pesquisou, dispositivo que está usando, localização e idioma.

Dependendo da busca, o Google conta com diferentes tipos de resultados, com imagens, vídeo, perguntas frequentes, destaque em texto para respostas rápidas (featured snippets), entre outros.

Se você pesquisa por “receita de bolo” e depois por “marketing digital” dá para notar a clara diferença nos resultados com base no que é mais relevante para cada busca:

Fonte: Pesquisa do Google

Fonte: Pesquisa do Google

Pilares e boas práticas de SEO técnico

Agora que você entende o processo de exibição de conteúdos na pesquisa do Google, está na hora de conhecer alguns pilares do SEO técnico.

Vou listar conceitos, marcações, métricas, arquivos, tags e estruturas com os quais você com certeza vai se deparar e precisar otimizar/corrigir/acompanhar caso queira melhorar seus resultados orgânicos.

Alguns já mencionei no tópico anterior como sitemap, robots e canonical, mas agora está na hora de explicar o que são e como funcionam na prática, vamos lá?

Arquitetura do site

A arquitetura da informação do seu site se refere a como você vai organizar, estruturar e apresentar as diferentes páginas e categorias dele.

Esse é talvez um dos primeiros passos no SEO técnico, afinal, como mencionado no tópico de rastreamento, uma das principais formas do Google descobrir URLs é a partir de links internos nos sites.

Se você tem uma arquitetura bem organizada, capaz de contemplar todas as páginas, sem deixar nenhuma sem link ou muito distante de outras páginas, suas chances de melhorar o rastreamento são melhores.

É importante facilitar a navegação de seu site, não apenas para o Googlebot entendê-lo, mas para melhorar a experiência dos usuários nele.

Fonte: https://developers.google.com/search/docs/fundamentals/seo-starter-guide?hl=pt-br#navisimportant

Para isso você pode usar menus, departamentos, categorias e listas de navegação estrutural:

Fonte: https://www.conversion.com.br/

Fonte: https://www.magazineluiza.com.br/cervejaria-artesanal/comercio-e-industria/s/pi/cear/

Estrutura de URL

A estrutura das URLs também diz muito sobre o site. É importante que as URLs sejam amigáveis, sem números, letras e caracteres aleatórios, mas com frases que representam a página da URL, por exemplo:

Robots.txt

Robots.txt é um arquivo txt (como no bloco de notas), publicado na raiz do site, com diretrizes para os bots que controlam o rastreamento do mesmo.

É por meio desse arquivo que podemos bloquear o Googlebot de rastrear páginas ou seções inteiras do site.

São comandos simples que você pode aprender em nosso guia de robots.txt, como no exemplo abaixo:

Fonte: https://www.conversion.com.br/robots.txt

Na imagem acima, todos bots estão sendo bloqueados de rastrear páginas de admin do site, com exceção da /wp-admin/admin-ajax.php, que está com “Allow”. O sitemap também precisa ser referenciado nesse arquivo, para que o Google possa encontrar as páginas do site (além de usar os links).

  • Importante ressaltar que bloquear no robots não significa que a página não pode ser indexada. Isso quem bloqueia é a meta robots. Ela ainda pode ser indexada, apesar de ser improvável.

Sitemap.xml

O sitemap.xml é um arquivo que os sites podem criar, contendo as páginas do site que devem ser rastreadas e indexadas pelo Google.

O arquivo não é para usuários, mas especificamente para que os robôs de mecanismos de busca possam encontrar novas páginas e rastrear as páginas relevantes já existentes. É um mapa do site que você pode criar e mostrar para o Google, com todas URLs que você considera importantes.

Ele deve ficar na raiz do site e ser referenciado no robots.txt, para que o Googlebot possa encontrá-lo. Aqui está o exemplo da Conversion:

Fonte: https://www.conversion.com.br/post-sitemap.xml

Como mostrado na imagem, eles não só trazem as URLs do site, mas informações importantes sobre elas, como data de atualização e imagens.

Existem vários tipos de sitemap que você pode configurar, a depender do tipo de site e suas necessidades. Existe o sitemap de notícias, por exemplo, que atualiza constantemente apenas com as URLs mais novas, você pode também configurar o sitemap para mostrar as diferentes versões em outros idiomas de uma mesma página no site e para referenciar outros arquivos no site como vídeos e imagens.

  • É fundamental que todas URLs apresentadas no sitemap sejam válidas. Coloque apenas aquelas que considera relevantes para aparecer no Google e verifique sempre se não há erros. Confira nosso guia sobre sitemaps aqui!

Robots tag & X-Robots-Tag

A Robots tag e X-Robots-Tag são duas formas de controlar como e se o Google vai indexar as suas páginas.

No caso a tag, ela é adicionada no HTML da página com algumas configurações estipuladas pelo Google que vão dizer para o bot o que ele deve fazer na página:

  • <meta name=”robots” content=”noindex”>

No exemplo acima a página não pode ser adicionada ao índice do Google pelo processo de indexação, ou seja, ela não será exibida nos resultados de pesquisa.

Existem outras configurações como nofollow, noarchive, nosnippet e max-image-preview:, todas com propósitos diferentes.

No blog da Conversion, por exemplo, temos o seguinte:

Fonte: https://www.conversion.com.br/

max-image-preview:large significa que o Google pode exibir a imagem dos posts em formato grande, em resultados como Google Discover. 

A X-Robots-Tag conta com as mesmas configurações da meta robots, porém é adicionada à resposta HTTP do site. 

Para saber todas possíveis configurações, acesse a página do Google sobre meta robots.

Canonical tag

Canonical tag também é adicionada no HTML da página, dentro do <head> e faz referência à URL original do conteúdo abordado na página.

Vamos usar como exemplo este guia sobre SEO técnico, a canonical correta nesta página deve referenciar a própria URL https://conversion.com.br/blog/seo-tecnico, já que a versão original é a que você está lendo agora.

Porém, se existe uma outra versão original de um conteúdo, você pode indicar isso para o Google usando a canonical.

Ela aparece no HTML da seguinte forma:

Ela é uma tag importante para lidar com conteúdos potencialmente duplicados no site, que vão confundir o Google sobre qual versão indexar. Isso pode acontecer com filtros em e commerce, por exemplo:

  • ecommerce.com/produto1
  • ecommerce.com/produto1?cor=azul

No caso acima, as URLs são diferentes, porém o conteúdo continua essencialmente o mesmo, produto1, apenas com um filtro por cor. 

A página ecommerce.com/produto1?cor=azul pode ter como versão canonica a primeira, ecommerce.com/produto1, para evitar problemas.

Redirect 301

O redirect 301 é um redirecionamento de uma URL para outra. Dessa forma, quando o usuário ou robô acessar a URL com redirect, na verdade ele cai em outra URL, para qual a antiga foi redirecionada.

Você pode fazer um teste agora copiando ‘https://conversion.com.br/‘ e colando na barra de pesquisa. Espere a página carregar e clique na URL, você verá uma diferente, com o “www”: https://www.conversion.com.br/.

O que acabou de acontecer foi um redirect 301, nesse caso para evitar que existam duas versões iguais de uma mesma página. Todo site da Conversion tem o “www” e foi implementado um redirect 301 automático de todas páginas sem “www” para as que têm.

Algumas aplicações comuns do redirect são:

  • Evitar conteúdo duplicado;
  • Redirecionar páginas que caíram em desuso no site mas que ainda são acessadas para a home ou outras similar;
  • Redirecionar para uma URL com a nova versão da mesma página;
  • Migrar de um domínio para outro;
  • Consolidar páginas similares em apenas uma;
  • Entre outras.

Diferente da canonical, o redirect é um sinal que o Google não pode ignorar, ou seja, ele tem uma força maior, ideal para tratar casos mais sérios, como a migração de domínio. 

Outra vantagem é que o redirect não só redireciona a URL, mas também a autoridade que a URL prévia tinha, assim não é perdido nenhum valor que a página tinha para o Google.

JavaScript SEO

JavaScript é um assunto delicado no SEO. Apesar do Google ter melhorado bastante na renderização de conteúdos gerados em JavaScript, ainda há muitos desafios.

Em sua documentação sobre JavaScript, o Google explica melhor como funciona o processo de renderização de conteúdos:

Fonte: https://developers.google.com/search/docs/crawling-indexing/javascript/javascript-seo-basics?hl=pt-br

Primeiro o HTML é processado, então, caso o conteúdo dependa de JavaScript, ele é adicionado à fila de renderização, para então ter o HTML processado novamente, dessa vez renderizado, talvez com novos elementos.

Existem várias boas práticas essenciais para garantir que não ocorram problemas nesse processo de renderização, entre elas:

  • Renderizar o conteúdo no lado do servidor ou previamente;
  • Jamais criar links com JavaScript. O Google consegue rastrear apenas links com a tag <a> no HTML com um atributo href;
  • Evitar usar fragmentos de URLs para carregar conteúdos na página;
  • Use o teste de pesquisa aprimorada ou a ferramenta de inspeção de URL para ver como o Google está renderizando sua página.

Dados estruturados

Dados estruturados são marcações que podemos adicionar ao HTML das páginas via script ou com microdados para trazer mais informações sobre o que é cada elemento da páginas.

O Google usa esses dados, em sua maioria no vocabulário do schema.org, para apresentar resultados avançados na pesquisa e entender mais sobre os diferentes conteúdos na web, o que pode influenciar na exibição dos mesmos.

Voltando ao exemplo da receita, se você pesquisa por “receita de bolo de cenoura no Google” vai se deparar com resultados parecidos com esse:

Fonte: Pesquisa do Google

Esses resultados só são possíveis pois o site adicionou dados estruturados de receita à suas páginas, que dizem para o Google exatamente onde está cada elemento que pode ser exibido na pesquisa, como as avaliações, título da receita, nome do site, tempo de preparo e imagem.

O Google tem uma biblioteca com vários tipos de dados estruturados que podem contribuir para um resultado rico:

  • Artigos para notícias e blogs;

Fonte: Google

  • Breadcrumb ou navegação estrutural;

Fonte: Google

Fonte: Pesquisa do Google

  • Produto;

Fonte: Google

  • Entre outros.

Para validar se uma página está com os dados estruturados implementados corretamente e se pode ser exibida em resultados ricos, você pode usar a ferramenta de teste de pesquisa aprimorada do Google.

Hreflang

Mais uma tag que adicionamos dentro de <link> no <head> das páginas para indicar uma versão em outro idioma da mesma página.

Essa tag é especialmente útil para sites internacionais, que contam com versões em diferentes países. Na prática ela fica mais ou menos assim:

Fonte: https://shopee.com/

Essas marcações estão presentes na home da Shopee, que direciona o usuário para a página de seu país:

Fonte: https://shopee.com/

É uma tag fundamental para que o Google saiba que você tem outra versão e não considere ela como uma cópia.

Page experience

Page experience consiste em um conjunto de fatores que o Google utiliza para avaliar a experiência que uma página proporciona para os usuários.

São eles:

  • HTTPS: protocolo que criptografa a conexão do site, tornando ela mais segura. Todas as páginas do site, sem exceção, devem estar em HTTPS (https://www.conversion.com.br/);
  • Dispositivos móveis: a compatibilidade com dispositivos móveis é crucial, especialmente considerando que o Google prioriza a indexação em dispositivos móveis. Para testar você pode usar ferramentas como Lighthouse;
  • Core Web Vitals: são métricas utilizadas para mensurar a velocidade de carregamento da página e estabilidade do layout, que afetam diretamente a experiência dos usuários. Você pode testar suas páginas e ver as métricas no PageSpeed Insights. São elas:
    • LCP: mensura o tempo que leva para carregar o maior elemento da página;
    • FID: o tempo que demora até que a página possa reagir a uma interação do usuários, como direcioná-lo para um link no qual ele clicou;
    • CLS: mensura a mudança no layout dos diferentes elementos presentes na página.
    • Para garantir uma boa experiência, o Google estipula os que as páginas devem ter os seguintes valores para cada métrica: CLS: 0.1 ou menos; FID: 100 ms ou menos; LCP: 2.5 seg ou menos;
  • Anúncios intrusivos e em excesso: anúncios que interferem a visualização do conteúdo da página e em excesso também fazem parte dos critérios de avaliação de page experience e devem ser gerenciados com cautela;
  • Conexão segura: é importante verificar se o site não tem nenhum spam, vulnerabilidade ou conteúdo malicioso para garantir uma conexão segura aos usuários. Você pode usar a ferramenta Navegação Segura do Google para testar seu site, mas é importante avaliar com mais profundidade também.

SEO para imagens

As imagens são elementos essenciais de uma página e muitas vezes os que causam mais problemas de carregamento.

É importante saber como otimizar suas imagens para que elas carreguem rápido, de forma eficaz e compatível com o dispositivo que o usuário está usando.

Não só isso, você precisa considerar um fator muito importante: acessibilidade. Existe um atributo chamado “alt” que você pode adicionar na tag das imagens no HTML para descrever do que se trata a imagem para deficientes visuais e o próprio Googlebot entenderem:

Fonte: https://developers.google.com/search/docs/appearance/google-images?hl=pt-br

Outras otimizações que você pode fazer nas imagens:

  • <picture> e srcset para especificar imagens responsivas, adaptáveis para diferentes tamanhos de tela e dispositivos;
  • Otimizar o título, descrição e alt text da imagem com palavras-chave;
  • Usar formatos de última geração que carregam mais rápido, como webp;
  • Adicionar dados estruturados de imagem;
  • Aplique lazy load nas imagens para que carreguem apenas quando o usuários chega nelas, melhorando a velocidade de carregamento da página;
  • Crie um sitemap de imagens para melhorar seu rastreamento e indexação.

Fonte: https://developers.google.com/search/docs/appearance/google-images?hl=pt-br

Saiba mais sobre SEO para imagens em nosso guia no blog! Lembre-se que acessibilidade é fundamental, não apenas para imagens.

Com isso, finalizamos os principais elementos de SEO técnico e algumas boas práticas. É claro que existem vários outros fatores a se analisar, como páginas AMP, que não mencionei. 

Porém, o objetivo desse artigo é te dar um panorama geral sobre a estratégia de SEO técnico, não entrar em detalhes em cada um dos aspectos, até porque temos artigos completos sobre eles.

Ferramentas de SEO Técnico

Agora vamos falar de ferramentas, afinal, o que será de SEOs sem suas ferramentas…Separei as mais comuns e práticas para analisar fatores de SEO técnico:

  • Google Search Console: essa é simplesmente indispensável! Ela traz dados do próprio Google sobre potenciais erros em suas páginas, motivos pelos quais elas não estão sendo indexadas, compatibilidade com métricas como core web vitals, entre outras análises ricas que vão trazer muitos insights;
  • Lighthouse: outra ferramenta essencial, que atribui notas de performance, acessibilidade, compatibilidade com dispositivos móveis e até SEO, trazendo sugestões de melhorias para o site. Você pode usar essa como extensão do chrome ou simplesmente pressionando com o botão direito do mouse na página que deseja analisar, clicando em “Inspecionar” e então na janela “Lighthouse”;

Fonte: https://www.conversion.com.br/blog/o-que-e-seo/

  • Screaming Frog: um crawler que vai simular um rastreamento do Google de suas páginas e trazer dados sobre o que encontra nelas como canonical, meta robots, respostas HTTP e muito mais! Esses dados são muito valiosos para identificar erros como cadeias de redirects, conteúdos duplicados, páginas sem <title>, com pouco conteúdo, entre outros erros. Ter uma rotina de rastreamento de seu site e comparação com o histórico é fundamental para garantir um bom SEO técnico. Você pode ainda analisar arquivos de log, para ver realmente as respostas que o próprio Googlebot tem de seu site na prática! Para sites maiores considere ferramentas mais robustas como sitebulb, botify e oncrawl;
  • PageSpeed Insights: uma ferramenta de teste de velocidade de carregamento do site que traz várias sugestões de otimização, além das métricas core web vitals e notas do lighthouse;

Fonte: https://pagespeed.web.dev/analysis/https-www-conversion-com-br-blog-o-que-e-seo/u0nhi4iu2m?form_factor=mobile

Checklist de SEO Técnico

Aqui estão alguns “checks” que você precisa fazer em todo site, com ajuda de ferramentas, especialmente de um crawler, para checar todo o site:

  • O site inteiro está em HTTPS?;
  • A versão sem www redireciona para a canônica do site ou vise-versa?;
  • O site tem um arquivo robots.txt? O que ele bloqueia? Por que?;
  • O sitemap é indicado no robots.txt?;
  • O sitemap tem alguma URL com erro ou irrelevante?;
  • O site precisa de um sitemap específico (notícias, internacional, imagens, etc.)?
  • O site tem algum “soft 404” indicado no search console? Caso sim, eles precisam retornar 404 ou ter conteúdo de mais qualidade;
  • As páginas 404 estão otimizadas para a experiência dos usuários?;
  • O site tem uma versão mobile específica?;
  • Tem algum problema de compatibilidade com dispositivos móveis?;
  • Há algum erro nas meta tags do site? (duplicatas, curtas, longas ou ausentes);
  • As imagens do site tem mais de 100kb? Elas têm alt text otimizado? Lazy load? E estão em webp?;
  • Tem algum conteúdo duplicado/muito similar?;
  • A arquitetura do site está otimizada para o usuário? Links da home para categorias, subcategorias e outras páginas do site, que retornam links para as páginas mais iniciais;
  • O site tem breadcrumb? Ele está com os dados estruturados de navegação estrutural?;
  • As URLs são descritivas, organizadas e amigáveis para o usuário?;
  • Existem páginas órfãs (sem links para elas) no site?;
  • Como o site lida com parâmetros de URLs (url.com/batata?cor=azul)? Eles podem trazer problemas de duplicação?;
  • Você pode gerar diferentes URLs mudando a ordem de filtros de produtos, por exemplo?;
  • Tem alguma cadeia de redirects no site (múltiplos redirecionamentos que perdem o tempo e recursos do Googlebot)?;
  • O site retorna muitos erros de lentidão (5xx)?;
  • A tag noindex está sendo usada corretamente?;
  • Os redirects 301 estão sendo usados corretamente?;
  • A canonical tag está configurada em todo site? Ela está correta?;
  • Os links são <a> com atributo href? Foram implementados em JavaScript?;
  • O site tem algum redirect em JavaScript?;
  • O site tem muitos conteúdos relevantes com poucos links para eles?;
  • Os dados estruturados estão implementados corretamente?;
  • A hreflang está configurada corretamente, caso necessária?;
  • A versão AMP das páginas tem algum erro?;
  • Existe algum problema de segurança no site?;
  • O site tem rolagem infinita? Se sim, ele usa a paginação para que o Google possa rastrear os conteúdos?;
  • Tem algum elemento que pode quebrar o <head>?.

Conclusão

Espero que esse artigo tenha sido útil para te introduzir ao mundo do SEO técnico! Muita informação para processar? Não se preocupe, com o tempo você começa a entender melhor como as coisas se conectam;

É uma parte mais complexa do SEO, porém a base de todo resultado orgânico, afinal, é essa estratégia que vai construir os alicerces para que ótimos conteúdos possam posicionar bem.

Sugiro que se especialize nos tópicos citados por aqui. Para isso, você pode acessar nossos guias específicos que vão te ajudar na sua jornada:

Fonte Imagem: Tanvir Islam / iStock

Escrito por Felipe Santos

Escrito por Felipe Santos

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