Marketing Digital para Iniciantes: o que é, como funciona e as principais estratégias

Felipe Santos
Felipe Santos

Marketing Digital é a aplicação de estratégias e técnicas de comunicação para divulgação de marcas, aumento de vendas e fidelização de consumidores no contexto da Internet.

NFTs, metaverso, inteligência artificial, jogos em blockchain, são apenas algumas buzzwords que roubaram a cena nos últimos anos, responsáveis por grande parte dos conteúdos na web.

Essas tendências e novidades teatrais acabam ofuscando o brilho de um conceito que também já esteve nos holofotes: Marketing Digital.

Acontece que Marketing digital já é realidade de qualquer empresa, grande ou pequena! Fazer Marketing Digital não é um diferencial, é o arroz com feijão para garantir bons negócios. 

Portanto, ao invés de se preocupar com tantas tendências – muitas delas passageiras – que tal focar em fazer um bom arroz e feijão antes?

O multiverso do Marketing

Aproveitando a deixa das buzzwords, o primeiro passo para entender mais sobre Marketing Digital é dar um passo para trás e entender o Marketing como um todo.

Felizmente, podemos nos apoiar no ombro de gigantes para ajudar na definição. Philip Kotler, considerado o pai do Marketing, define assim:

“Marketing é a ciência e a arte de explorar, criar e entregar valor para satisfazer as necessidades de um mercado-alvo com lucro”

Ao contrário do que muitos pensam, marketing não é anúncio, publicidade ou aquele vendedor icônico da Casas Bahia, essas práticas fazem parte – pequena – do marketing.

Consiste em todo o processo de satisfazer as necessidades de um público trazendo lucro para a empresa. Ou seja, desde as etapas iniciais de construção do produto até o pós-venda, quando a empresa mantém um relacionamento duradouro com seus clientes.

Por isso o multiverso do marketing. Falar “faço marketing” não diz quase nada sobre sua profissão, que pode envolver:

  • Pesquisa de mercado;
  • Otimização do produto;
  • Atendimento ao cliente;
  • Produção de conteúdo;
  • Construção e conservação dos valores da marca;
  • Anúncios;
  • Vendas;
  • Fidelização de clientes;
  • Comunicação interna;
  • Assessoria de imprensa;
  • Muito mais!

Acredito que deu para perceber que marketing não se limita a uma área da empresa, ele é a alma do seu negócio! Envolve desde as finanças até o RH e vendas. Sem um bom marketing, as empresas quebram.

Vamos falar em mais detalhes sobre as diferentes áreas, neste tópico você precisa entender que marketing envolve muitos conceitos e estratégias, mas o coração está sempre em satisfazer a necessidade de um público trazendo lucro.

Ao relembrar do objetivo final você tem mais chances de ter sucesso e focar nas ações que realmente importam, ao invés de se distrair com projetos atrativos, mas improdutivos.

  • Observação: No caso de instituições públicas e ONGs, o “lucro” não se refere necessariamente ao dinheiro, mas outras métricas como engajamento e aumento de audiência.

O que é Marketing Digital?

Marketing digital é o marketing aplicado ao ambiente digital. A ideia principal é a mesma: entregar valor; atender necessidades e lucrar.

Na prática, ele consiste em um conjunto de ações que visam promover produtos e serviços nas mídias digitais.

O ambiente online conta com vários canais como redes sociais, sites, e-mails e blogs, cada um com suas particularidades, que exigem estratégias diferentes.

Até aqui, nada de novo em relação ao marketing, que também tem muitos canais – TV, rádio, metrô e ônibus. E se você parar para refletir sobre as estratégias no meio digital, percebe que – em sua maioria -aplicam os mesmo conceitos do marketing tradicional.

Mas afinal, qual é a diferença entre marketing e marketing digital? A resposta é simples: tecnologia!

No marketing digital você tem acesso a inúmeras ferramentas construídas com algoritmos e inteligência artificial, que facilitam significativamente o dia a dia.

Essas tecnologias permitem a coleta de dados cada vez mais precisos e completos sobre o comportamento dos consumidores online, seus gostos, necessidades e o desempenho de suas campanhas.

Elas trouxeram a possibilidade de escolher exatamente quem pode ver seus anúncios, além de acompanhar diversos dados essenciais para anúncios, como:

  • retorno sobre o valor investido (ROI);
  • quem clicou;
  • onde clicou;
  • quanto tempo ficaram no anúncio;
  • perfil de compradores;
  • etc.

Essas métricas ajudam – e muito! – na adaptação das campanhas para melhorar a atração.

  • Com um simples teste, por exemplo, você pode descobrir se uma vírgula a mais ou a menos no texto de seu anúncio faz diferença nas vendas ou não.

Consolidou-se um mar de oportunidades para a otimização de estratégias de marketing digital embasadas em dados

Grave bem essa palavra (dados), pois seu sucesso no meio digital depende de estratégias orientadas a dados.

Gradativamente, falar sobre marketing tradicional e digital se torna redundante, afinal, o tradicional precisa do digital para garantir o sucesso de uma empresa na modernidade.

Dicionário do Marketing Digital

Antes de começar a explorar o mundo do marketing digital, separamos alguns termos que são mencionados no conteúdo com frequência para você pagar o ritmo!

Caso prefira, você pode pular essa parte e, se não entender alguma palavra, basta clicar na mesma para voltar aqui e ver sua definição.

Público-alvo

Um grupo específico de consumidores – segmentados por características demográficas, geográficas, psicográficas e comportamentais – que tem afinidade com o mercado de atuação da marca e possibilidade de adquirir seus produtos/serviços.

Persona

Representação fictícia e detalhada do cliente ideal do negócio.

Leads

São clientes ou potenciais clientes que já tiveram alguma interação significativa com a marca e forneceram dados como e-mail ou celular. 

Leads qualificados são leads que possuem afinidade com a marca e possibilidade de comprar seus produtos e serviços.

Conversões

A conclusão de uma meta de marketing, como a própria venda ou geração de um lead.

Jornada de compra do consumidor

É o caminho pelo qual um consumidor passa até comprar um produto, desde a etapa da descoberta até o reconhecimento do problema, pesquisa de soluções e compra.

Funil de Vendas

Parecido com o conceito de jornada de compra, ele divide o processo de venda em etapas pelas quais os consumidores passam.

No final, sobram poucos consumidores realmente qualificados e rentáveis, por isso um funil.

Fidelização de clientes

O processo de conquista de clientes engajados e compradores frequentes da marca.

Branding

Gestão da marca de uma empresa, incluindo ações para comunicar seus valores, definir um tom de voz, personalidade e identidade visual.

User Experience (UX)

User experience ou experiência do usuário, consiste na estratégia de otimização dos pontos de interação dos usuários em sites e aplicativos, como mudança de cores de botões, ilustrações e layout, visando proporcionar a melhor experiência possível.

Customer Relationship Management (CRM)

Em português, a sigla significa gestão do relacionamento com o cliente. Geralmente se refere a um sistema que armazena informações de clientes e leads e rastreia suas atividades, contribuindo para estratégias mais assertivas de relacionamento. 

Key Performance Indicators (KPIs)

Indicadores/métricas que trazem uma visão geral sobre o desempenho e evolução geral da estratégia.

Engajamento

No contexto em que vamos usar, se refere ao nível e frequência das interações que consumidores têm com sua marca.

Performance

Utilizamos o termo como indicador de desempenho de uma estratégia.

Return on Investment (ROI)

Mede o retorno sobre o valor investido em determinada estratégia, geralmente medido pela relação entre o quanto foi gasto e a receita gerada.

Segmento

Uma parte que representa o todo do mercado, por exemplo: o segmento de bebidas alcoólicas está dentro da indústria de alimentos e setor de bebidas.

Tráfego

No mundo digital, é o fluxo de usuários nos sites, aplicativos e redes sociais.

Palavras-chave

Termos buscados por usuários nos mecanismos de busca, como “o que é marketing digital”.

Business-to-business (B2B) & Business-to-consumer (B2C)

B2B se refere às empresas que vendem soluções para outras empresas e não diretamente para os consumidores, como empresas de software. 

B2C são as empresas que atuam diretamente com consumidores.

Identidade visual

É o conjunto de elementos visuais que representam a marca como cores, logo, ilustrações, personagens e fontes.

Dashboards

Painel com métricas e informações sobre o desempenho da empresa em determinada área.

Landing page

Página focada em vendas, com vários elementos de conversão, como botões e textos que incentivam a compra.

Copywriting & Copy

Copywriting consiste no processo de produção de textos persuasivos, que incentivem o leitor a alguma ação, como a compra ou interação. Copy é o texto em si.

CTA

Um elemento/copy que incentiva o consumidor a tomar alguma ação como comprar um produto ou se inscrever em uma newsletter.

Market share

O percentual de vendas da empresa em relação às vendas totais de um produto/serviço no mercado.

Share of search

É o percentual de buscas pela marca em relação às buscas por todas marcas do segmento. A fórmula para calcular o Share of Search é dividir o volume de buscas por uma marca pelo volume total de buscas de todas as marcas daquele segmento.

Metodologias ágeis

Conjunto de adaptações, comportamentos, processos, práticas e ferramentas para agilizar a execução de tarefas.

Defensores da marca

Clientes encantados com a marca e dispostos a promovê-la de forma espontânea.

Por que fazer Marketing Digital?

Fazer marketing digital é imprescindível se você quer ter resultados. A Tesla, Apple, Google e Facebook não seriam nada sem boas estratégias de marketing, além de seus produtos de qualidade.

Mesmo em meio à crise, uma pesquisa feita entre Conversion e Leap KPMG em 2023, indicou que 66,3% dos profissionais de marketing entrevistados pretendem aumentar seu orçamento em marketing.

Algumas das vantagens incluem:

  • Geração de leads qualificados: com a segmentação de campanhas e produção de conteúdos assertivos, é possível atrair um público que tenha mais afinidade com sua marca;
  • Aumentar a visibilidade: com maior reconhecimento, a tendência é que os consumidores confiem na marca e convertam com mais facilidade;
  • Fidelizar clientes: clientes verdadeiramente satisfeitos tendem a voltar a fazer negócios com a marca. Com a quantidade de dados e ferramentas para auxiliar no atendimento e produção de conteúdos, proporcionar a melhor experiência aos clientes é viável mesmo para empresas menores;
  • Comunidades engajadas: devido à ampla variedade de recursos disponíveis para interagir com seu público – whatsapp, stories, telegram, reels, chat online, site, e-mail… -, é possível nutrir comunidades de clientes para manter um contato mais próximo, humano e incentivar a formação de defensores da marca;
  • Dados: os seus próprios seguidores nas redes são uma fonte de dados valiosa. Eles costumam compartilhar suas opiniões e visão sobre a empresa sem pedir nada em troca. A partir desses dados e outras ferramentas de análise de campanhas e palavras-chave, você consegue otimizar sua estratégia em tempo real com embasamento;
  • Preço: é possível ter acesso a dados valiosos e alcançar milhares de pessoas com valores muito baixos;
  • Vender mais!
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Como funciona o Marketing Digital?

O marketing digital funciona quando várias engrenagens se encaixam, permitindo uma evolução harmônica das diferentes áreas que compõem esse conceito.

Ficou muito abstrato? Vamos trazer para a prática então, listando algumas das engrenagens que fazem o marketing digital rodar:

Pesquisa e análise

Quer saber qual é a receita para boas decisões? Simples: pesquisas completas + análises aprofundadas.

Com o uso de ferramentas como a própria pesquisa do Google, Instagram, Google Trends e outras específicas para profissionais, conseguimos obter dados importantes para o negócio, como:

  • Perfil do público que interage com a empresa;
  • Estratégia e números dos concorrentes;
  • Tamanho do mercado: consumidores potenciais no segmento de atuação da marca;
  • Tipos de conteúdos que trazem mais engajamento e conversões;
  • Menções da marca nas mídias digitais;
  • Resultado de campanhas;
  • Buscas/dúvidas mais frequentes sobre os produtos/serviços da empresa;
  • Tendências no segmento.

Quando as ferramentas gratuitas e pagas não forem suficientes para uma coleta de dados específica, não tem problema! 

Você pode escolher entre inúmeras ferramentas de questionários online disponíveis – como o próprio Google Forms -, para perguntar diretamente aos consumidores ou empresas e entender mais sobre as tendências do mercado, como o público vê sua marca ou o que melhorar em seu produto, por exemplo.

Claro que não basta pesquisar e coletar os dados, você deve também analisá-los e tirar insights práticos para sua estratégia. 

Por exemplo, saber que meu tráfego aumentou não diz muita coisa. Agora, analisar de onde veio esse tráfego e o motivo dele ter aumentado é outra história, permitindo que você repita a mesma estratégia outras vezes.

Público-alvo

A segunda engrenagem tem total relação com a pesquisa e análise. Consiste na definição do seu público-alvo

Aqui você precisa coletar dados:

  • Demográficos: idade, gênero, família, estado civil, filhos, faixa salarial, trabalho, escolaridade, religião, raça, entre outros;
  • Geográficos: país, cidade, região, bairro, rua, apartamento ou casa, clima, entre outros;
  • Psicográficos: valores, tópicos de interesse, estilo de vida – veganismo, ambientalista, militante, saudável, gamer, etc. -, personalidade – introvertido, extrovertido, comunicativo, etc.-, entre outros; 
  • Comportamentais: rotina de alimentação, horários de sono, lugares que frequenta, intensidade de uso das redes, fidelidade às marcas que comprou, diferenciais na compra – preço, produto de qualidade, comunicação próxima, etc. -, entre outros.

No caso de empresas B2B é um pouco diferente. Como você está lidando com uma empresa como cliente, colete informações sobre os valores da empresa, quantidade de funcionários, faturamento, segmento de mercado e experiência.

Para chegar aos dados mencionados, use ferramentas de marketing digital como Google analytics, analytics do Instagram e dados da sua própria base de clientes (CRM) ou pesquisa, por exemplo.

  • Dica: Evite palpites, achismos e preze pela precisão para orientar sua estratégia.

Planejamento

O planejamento de marketing envolve muitas etapas, desde a pesquisa de mercado e público-alvo, até a definição dos objetivos, canais de atuação, estratégias e métricas para acompanhar os resultados.

Sem um plano bem definido, sua estratégia fica sujeita a variações aleatórias e sem direção, prejudicando a imagem da empresa frente aos consumidores devido à inconstância na comunicação.

Vamos falar mais sobre como elaborar um plano passo a passo no tópico “Como fazer Marketing Digital?”. 

Agora, fique com algumas pilares de um bom planejamento:

Canais

Facebook, Instagram, TikTok, Email, Google, YouTube, enfim, é nos canais que você vai colocar a mão na massa, publicar seus conteúdos e divulgar sua marca.

A escolha de onde estar presente depende totalmente do seu público. Se o público gosta de TikTok, sua marca precisa estar presente lá para garantir reconhecimento e identificação.

Portanto, para definir os canais, analise bem os dados de suas pesquisas de mercado e público-alvo.

  • Observação: Não adianta atuar em todos canais com orçamento e time limitados. Quem tenta fazer tudo ou não faz nada ou faz tudo mal feito! Mesmo que seu público-alvo esteja presente em outros canais, foque no mais relevante primeiro, otimize suas estratégias e, caso tenha capacidade, expanda para outros.

Falamos em mais detalhes sobre cada canal no próximo tópico deste guia.

Estratégia

Com os canais em mente, você pode montar estratégias que mantenham unidade na comunicação, ao mesmo tempo que sejam adaptadas às particularidades de cada canal.

No Twitter, por exemplo, o tipo de conteúdo que você posta e sua abordagem é completamente diferente do que no YouTube.

A adaptação personalizada para cada canal precisa acontecer para garantir sucesso no mesmo, porém, os valores e mensagem da marca não podem mudar!

KPIs

De que adianta planejamento sem uma forma de medir se ele deu certo ou não?

KPIs (key performance indicators) são indicadores chave de performance das estratégias aplicadas. Ou seja, métricas, principalmente quantitativas, que indicam se o plano está funcionando ou não.

Geralmente são métricas gerais, que resumem bem o resultado final desejado. A conversão por canal pode ser um bom indicador de performance, por exemplo.

É preciso frequentemente criar dashboards e relatórios que ajudem na tomada de decisão para melhorar métricas “menores” que contribuam para o crescimento dos KPIs. 

A frequência vai depender do negócio, um site de notícias, por exemplo, exige acompanhamento diário, enquanto um e-commerce pode se contentar com relatórios semanais ou mensais.

Vale ressaltar que existem várias outras engrenagens, citamos aqui apenas algumas das principais para as quais você deve estar de olho constantemente, especialmente no começo!

Canais de Marketing Digital

Canais de marketing digital são os caminhos que você utiliza para se comunicar com os consumidores e promover sua marca.

É onde podem encontrar sua empresa no meio digital e de onde você pode divulgar produtos e serviços.

São como suas lojas físicas, mas no meio digital, cada uma tem sua fachada (perfil), catálogo (produtos e serviços) e localização (endereço na web).

Citar todos canais seria improdutivo, por isso vamos focar nos principais e em suas particularidades!

Redes sociais

Paraíso! Esse é o título que as redes sociais deveriam receber das marcas e não precisamos perder tempo tentando explicar o motivo, as estatísticas falam mais alto:

Com os dados acima fica claro o motivo das redes sociais terem tanta importância para as marcas, com negócios construídos por completo apenas nelas.

Mas não se engane com as estatísticas, as redes sociais continuam sendo primariamente canais de relacionamento, não de vendas! Se você entende isso, ironicamente pode vender mais nelas.

Os consumidores anseiam por estabelecer conexões genuínas com marcas que representam seus valores e com as quais se identificam. 

Ao mesmo tempo que isso torna o processo de conquista dos clientes mais complexo, abre portas para que a empresa receba feedbacks e construa relações duradouras e rentáveis:

Agora vamos explorar algumas das redes mais famosas:

Facebook

O Facebook não morreu! Seu número de usuários ativos na verdade cresceu no final de 2022, contando com quase 3 bilhões de usuários ativos por mês. 

O comportamento dos consumidores e perfil está mudando, por isso é importante entender bem quem é seu público-alvo e como o mesmo interage por lá.

Tipos de conteúdo que costumam funcionar bem na rede são:

  • Memes;
  • Vídeos;
  • Citações;
  • Dicas/conteúdos informacionais;
  • Histórias.

Para exemplificar, vamos trazer algumas postagens do Nubank nas redes sociais.

Post facebook nubank - canais de marketing digitaç

Instagram

O Instagram é protagonista quando nos referimos a engajamento e interações.  As diferentes opções de consumo de conteúdo e interação na rede abrem espaço para infinitas possibilidades de construção de relacionamento.

Nele, é importante ter uma abordagem mais humanizada, próxima e aberta. Sua marca provavelmente vai receber muitos feedbacks e é importante mostrar que está presente para respondê-los.

Alguns formatos que são fundamentais explorar na rede:

Post no instagram do nubank - marketing digital

TikTok

A rede do momento também não poderia faltar aqui. Consumidores das mais variadas idades e estilos de vida estão participando da rede e vale muito a pena algumas marcas estarem presentes por lá!

Nessa rede, a prioridade máxima são os vídeos curtos e descontraídos, com uso de tendências que podem aumentar seu alcance e engajamento, como:

  • Duetos;
  • Desafios;
  • Danças;
  • Músicas em alta.

Alguns influenciadores na rede são muito poderosos ao influenciar a decisão de compra de seus seguidores, sendo bons promotores para vender lá. Falamos mais sobre no tópico: “Estratégias de Marketing Digital”.

Vídeos tik tok nubank - canais de marketing digital

YouTube

Os vídeos longos também não perderam seu encanto, longe disso, o YouTube continua a ser nada mais nada menos que a segunda rede social mais utilizada do Brasil!

Além de contar com recursos novos para vídeos curtos, como o YouTube Shorts, a rede é ideal para empresas que querem produzir conteúdos mais aprofundados sobre seus produtos ou temas interessantes relacionados ao seu segmento.

Conteúdos que costumam funcionar bem na rede:

  • Reviews de produtos;
  • Vídeos de comédia;
  • Vlogs;
  • Vídeos educacionais;
  • Guias e tutoriais.
Vídeos nubank youtube - canais de marketing digital

LinkedIn

O LinkedIn conta com 59 milhões de usuários no Brasil e vem crescendo significativamente, com 7 milhões de usuários a mais comparado com 2022.

Por ser uma rede de conexões profissionais, a abordagem das marcas por lá deve ser um pouco mais séria, voltada para conteúdos relacionados a trabalho, mercado e dinheiro.

Apesar disso, a rede vem ganhando mais cores nos últimos anos, com conteúdos bem humorados e descontraídos.

Alguns tipos e conteúdo que costumam funcionar por lá:

  • Cases de sucesso;
  • Conquistas pessoais/da marca;
  • Anúncios sobre mudanças na empresa;
  • Divulgação de dados/pesquisas relevantes do mercado;
  • Dicas profissionais.
Post no linkedin nubank - canais de marketign digital

Twitter

Twitter é outro canal importante no Brasil, com mais de 24 milhões de usuários. Lá, a linguagem costuma ser bem mais descontraída, com uso de memes e trechos textuais curtos.

Muitos usam a rede para dar risadas, desabafar e se atualizar sobre novidades de celebridades e outras notícias importantes.

É uma ótima oportunidade para humanizar ainda mais a marca, entrar na zueira do ambiente e se conectar com um público mais jovem.

Conteúdos que costumam funcionar bem por lá:

  • Notícias;
  • Memes;
  • Interações bem humorados com outras marcas;
  • Anúncios rápidos.
Post no twitter netflix - canais de marketign digital

WhatsApp

O app de mensagens é a rede social número 1 em usuários no Brasil. Apesar de ser a rede mais utilizada por aqui, sua dinâmica é bem diferente do Instagram e YouTube, por exemplo, onde o conteúdo é mais visual e há diversas opções de interações.

O WhatsApp é uma rede mais íntima, por isso é importante tomar cuidado com sua estratégia, para não parecer uma invasão de privacidade.

O que costuma funcionar melhor é utilizar o canal para relacionamento, por exemplo:

  • Promoções exclusivas para clientes da marca;
  • Atualização sobre status do pedido;
  • Chat para dúvidas e reclamações.

E-mail

O e-mail foi um canal muito subestimado durante os anos e até hoje ainda há profissionais que duvidam de seu potencial. 

Aqui estão alguns dados que reforçam sua relevância:

  • 81% dos pequenos negócios contam com o e-mail como sua fonte primária de aquisição;
  • A projeção do Statista é que o número de usuários de e-mail chegue a 4.6 bilhões em 2025.

É possível fazer o disparo de milhares ou até milhões de e-mails simultaneamente a baixos custos, trazendo ótimos retornos sobre o valor investido.

Os e-mails também requerem uma linguagem mais humanizada e são ideais para a construção de relacionamentos, afinal, é um canal de comunicação direta com o consumidor!

Alguns tipos de conteúdos que aparecem bastante lá:

  • Newsletters;
  • Promoções exclusivas da marca;
  • Conteúdos educacionais e dicas exclusivas;
  • Atualização de pedidos.

Mecanismos de busca

Você provavelmente chegou neste artigo por um mecanismo de busca até que “famosinho”: o Google.

Atualmente, quem domina o segmento de buscas é o Google, lugar onde as pessoas vão para tirar as mais variadas dúvidas, desde o motivo de estarem cansadas até “o que é marketing digital”.

Mas os mecanismos de busca vão além de dúvidas, eles estão entre as ferramentas prediletas dos consumidores para tomar decisões de compra, fazer comparações, ler reviews e aprender sobre um produto/serviço.

E como fazer para aparecer no Google?

A dinâmica é bem diferente do que acontece nas redes pois no Google não existem “perfis”. A expressão “o Google responde” na verdade é incorreta em alguns casos, pois são os sites que o Google rastreia e exibe em seus resultados que providenciam as respostas na maioria das vezes.

Portanto, para aparecer no Google e outros mecanismos de busca, é preciso criar um site, que é como se fosse o perfil da sua marca nas redes, mas a estrutura e desenvolvimento também ficam por sua conta – é aí que entram os desenvolvedores.

  • Apesar do Google dominar as pesquisas atualmente, a inteligência artificial chegou para mudar o jogo e novidades como a integração Bing + GPT-4 da OpenAI e o ChatGPT levantam dúvidas se o monopólio vai continuar.

O estilo de seu site vai depender do tipo de negócio e propósito, veja alguns exemplos:

  • E-commerce: site voltado para venda de produtos diversos, como o Magazine Luiza ou a KaBuM;
  • Blog: site voltado para a produção de artigos sobre diversos temas, como o Minha Vida. O blog costuma ser uma extensão do site, que conta com outras seções apresentando seus produtos ou serviços, por exemplo, mas também existem sites inteiros apenas focados nos artigos;
  • Site institucional: é o cartão de visitas da sua marca, onde você apresenta ela para os clientes, a trajetória da mesma, funcionários, pontos de contato e serviços oferecidos, como o site da Conversion – que também conta com um blog;
  • Página de vendas: página única criada com o propósito de vender um produto ou serviço, geralmente usada para lançamentos pontuais.

Vamos falar também sobre as estratégias para alavancar seu posicionamento nos mecanismos de busca no tópico “Marketing para os mecanismos de busca Busca – SEM (Search Engine Marketing)”.

Referências

O tráfego de referência é pouco comentado e um dos mais difíceis de conquistar. Ele consiste no contato que os consumidores têm com a sua marca a partir de outros sites, parceiros ou não.

Se um site de notícias como a Globo, envia um link para um artigo de seu site, por exemplo, além de contribuir para o posicionamento do mesmo nos mecanismos de busca, pode ser uma fonte nova de aquisição de clientes.

Tráfego orgânico vs tráfego pago

Outro conceito que você precisa entender antes das estratégias em si é a diferença entre duas das principais fontes de tráfego: pago e orgânico.

Orgânico

É o tráfego que não requer investimento direto, uma forma natural de consumidores encontrarem seu site, sem anúncios ou qualquer tipo de publicidade. 

Se uma pessoa pesquisa por “marketing digital” no Google, por exemplo, e encontra esse artigo após os anúncios, pode se dizer que sua origem é de tráfego orgânico. 

O mesmo acontece com reels do Instagram, e vídeos do TikTok, por exemplo. São conteúdos divulgados de forma orgânica (natural) pelo algoritmo das redes, sem a necessidade de investir diretamente para alcançar os usuários.

Vantagens:

  • Fonte escalável de vendas, pois os conteúdos ficam permanentemente posicionados, caso se mantenham atualizados (no tráfego pago os anúncios “expiram”. Acabou a grana, acabou o tráfego);
  • Fonte constante de usuários após um tempo de produção de conteúdos, o que traz mais segurança;
  • Possibilidade de reconhecimento de marca mais natural em todas etapas da jornada de compra.

Um bom exemplo de tráfego orgânico são os canais no YouTube, onde vídeos de anos atrás ainda geram renda passiva para os produtores, sem que eles precisem investir nada para que os vídeos apareçam.

O investimento no conteúdo feito lá atrás traz ótimos benefícios de longo prazo, mas no curto prazo os vídeos não tem tantas visualizações assim e demoram para gerar uma renda legal.

Pago

O tráfego pago, como o próprio nome indica, requer investimento direto para acontecer. Tratam-se dos anúncios nos diferentes canais de aquisição como redes sociais e Google.

Vantagens:

  • Rapidez nos resultados;
  • Possibilidade de segmentação do público-alvo para trazer leads qualificados;
  • Flexibilidade para mudar uma campanha (no orgânico, é preciso esperar um tempo para saber se a estratégia realmente vai dar frutos ou não);
  • Garantia de tráfego: basta investir um valor e o tráfego será instantâneo.

Qual é melhor?

As duas fontes de usuários são ótimas e sua aplicação depende do nível de maturidade do negócio e da estratégia. 

O ideal é que elas se complementem em uma estratégia unificada durante a jornada de compra do consumidor.

Por exemplo, se a pessoa ainda está conhecendo a marca, você pode investir em anúncios para conseguir mais seguidores e, paralelamente a isso, construir conteúdos visando o longo prazo, para ter mais constância no tráfego.

  • Lembrando que há outras fontes também muito importantes e tão relevantes quanto as mencionadas neste tópico, como o tráfego direto (acessos diretos no perfil/site da marca para quem já conhece) e de referência. Também vamos falar sobre como alavancar essas fontes na parte estratégica!

Estratégias de Marketing Digital

De nada adianta entender a importância das fontes de tráfego, canais e como funcionam sem a noção básica do que fazer para potencializar seus resultados nos mesmos.

Felizmente, temos um tópico – extenso, então já pega o cafézinho – dedicado às estratégias de marketing digital mais famosas e eficazes nos canais.

Elas geram resultados comprovados e são adotadas por empresas pequenas, médias e grandes, B2B ou B2C.

Não é fórmula mágica!

Primeiramente, mágica é o dinheiro sumindo da sua carteira em direção ao bolso de quem vende cursosmágicos” de marketing digital.

Não existem bons resultados instantâneos no marketing digital! Mesmo anúncios que aparecem assim que você paga requerem planejamento e investimento de tempo e dinheiro antes.

Achamos importante esclarecer e reforçar essa ideia antes de entrar na prática, para não gerar frustrações. 

Mas saiba que uma estratégia bem aplicada, com paciência, muita pesquisa e adaptação aos erros pode sim gerar resultados que parecem mágicos no médio/longo prazo, o que queremos reforçar é que a jornada não é tão curta quanto fazem parecer por aí e a “mágica” no marketing digital é sinônimo de esforço inteligente.

Inbound marketing

Inbound marketing é uma das estratégias mais aplicadas atualmente e engloba várias outras como Marketing de conteúdo e SEO.

Trata-se da inversão lógica da publicidade antiquada de que a empresa deve chegar até os clientes.

A ideia é aplicar táticas que façam com que o cliente vá até a empresa em um processo natural e relacional, que cultive relacionamentos duradouros e rentáveis.

Para isso, é preciso entender os desejos, necessidades e interesses dos clientes. Ao fazer isso, é possível definir sua  jornada de compra, ou seja, todas as etapas pelas quais ele passa até fazer a compra. 

Assim, a empresa garante presença durante todas as etapas dessa jornada, auxiliando o consumidor a avançar, sem processos invasivos – tudo vai ficar mais claro com exemplos no tópico sobre marketing de conteúdo.

A jornada clássica é:

  • Aprendizado e descoberta: o consumidor ainda não sabe que precisa de seu produto ou serviço e pode não ter ideia da existência do mesmo. Ele está apenas navegando pela web e consumindo conteúdos de seu interesse (exemplo: “por que me sinto indisposto durante o dia?”);
  • Reconhecimento do problema: após um tempo de aprendizado, o consumidor percebe que que tem um problema (exemplo: “como saber se estou comendo bem?”);
  • Consideração da solução: após reconhecer o problema, o consumidor começa a considerar possíveis soluções (exemplo: “como melhorar a minha alimentação?”);
  • Decisão de compra: por fim, com ideias de soluções em mente, ele inicia o processo de comparação das diferentes marcas/empresas, benefícios e valores (exemplo: “como escolher um bom nutricionista?”).

Vale ressaltar que a jornada não é um processo linear, um consumidor pode pular etapas ou começar pela decisão direta sem seguir todo o processo.

Tudo depende do perfil, mas estar presente em todas as etapas é fundamental pois você consegue trabalhar com vários potenciais clientes e acompanhá-los em todas as etapas, mesmo que não sejam lineares.

Marketing de Conteúdo

Uma das práticas mais conhecidas para trabalhar o inbound marketing e as diferentes etapas da jornada de compra é a produção de conteúdos.

E falando de conteúdo, precisamos envolver o marketing de conteúdo na conversa.

Marketing de conteúdo trata-se da estratégia de produção de conteúdos voltados para atração de potenciais clientes.

É o processo de apresentar soluções nas diferentes etapas do funil de vendas, publicando conteúdos que entreguem valor ao usuário sem pedir que paguem por isso, para atraí-los e convertê-los.

Entrega de valor é uma frase importante aqui, que gera reciprocidade, autoridade e familiaridade.

Ao produzir conteúdos durante as diferentes etapas da jornada do consumidor, além de ganhar créditos por estar ajudando, sua marca se torna uma referência no assunto e cria uma relação mais próxima com o potencial cliente.

No exemplo da jornada de compra que desenhamos no tópico sobre inbound, a produção de conteúdos seguiria mais ou menos essa linha:

  • Aprendizado e descoberta: Como melhorar o seu humor durante o dia?;
  • Reconhecimento do problema: Como deve ser uma alimentação adequada?;
  • Consideração da solução: 10 dicas para adaptar sua rotina e se alimentar melhor;
  • Decisão de compra: O que avaliar para escolher um nutricionista?

Esses são apenas alguns exemplos de conteúdos que poderiam ser criados em diferentes formatos e canais, que geram reconhecimento de marca, criam autoridade e educam os consumidores, seguindo até a venda de uma solução para seu problema.

Alguns dos canais e formatos mais utilizados no marketing de conteúdo são:

  • Artigos de blog;
  • Vídeos no YouTube;
  • Materiais ricos como estudos, pesquisas e cursos gratuitos;
  • Reels e carrosséis no Instagram;
  • Newsletter exclusiva por e-mail;
  • Páginas de dúvidas frequentes, reviews e comparações de produtos.

E-mail Marketing

Como mencionado neste artigo, o e-mail é um dos canais mais rentáveis e importantes para a construção de relacionamentos duradouros.

Email marketing consiste no envio de fluxos de e-mails com objetivos de marketing como:

  • Comunicar mudanças/novidades na empresa;
  • Divulgar promoções;
  • Vender produtos;
  • Educar o público;
  • Fortalecer a marca.

A estratégia também pode ser usada dentro de uma estratégia de inbound e marketing de conteúdo e uma de suas principais vantagens é a possibilidade de fidelização de clientes

Um cliente fiel à marca é aquele que prioriza a mesma marca sempre que vai comprar determinado produto ou item, geralmente não por motivos objetivos como preço, mas subjetivos como identificação e percepção de qualidade. 

Esse cliente vale muito mais que vários passageiros, pois gera previsibilidade de receita e consistência nos resultados.

Para aplicar estratégias de e-mail marketing, é preciso primeiro construir uma lista de leads (inscritos) qualificada e bem categorizada, para isso, você pode:

  • Oferecer descontos exclusivos para os inscritos;
  • Gerar conteúdos de qualidade com frequência, que despertam o interesse do consumidor, como uma newsletter (tipo um jornal com as principais notícias da empresa/mercado);
  • Ofertar algum material em troca da inscrição, como uma pesquisa de mercado ou promoção única;
  • Ofertar uma amostra de conteúdo em outro canal e solicitar a inscrição caso a pessoa queira mais conteúdos do tipo;
  • Utilizar um software de gestão de leads para classificá-los e definir suas etapas na jornada de compra.

No caso de e-mail marketing, é muito importante o uso de ferramentas que ajudem a otimizar seus fluxos e criar conteúdos segmentados para cada consumidor.

Um consumidor que nunca comprou da marca pode se assustar com e-mails promocionais, enquanto um que já consome há anos não só não se assustaria, mas também gostaria de um conteúdo do tipo.

Para o consumidor inicial o ideal é aplicar um fluxo com conteúdos educacionais e abordagens mais discretas dos produtos e serviços da marca.

Marketing para os mecanismos de busca Busca – SEM (Search Engine Marketing)

Neste tópico entram estratégias voltadas para melhorar a visibilidade em mecanismos de busca como o Google.

SEO 

SEO significa otimização para os mecanismos de busca e trata-se de uma das estratégias mais rentáveis, duradouras e com resultados comprovados que existe no marketing digital.

SEO trabalha diretamente com o tráfego orgânico e envolve diversas táticas que visam melhorar a visibilidade de um site ou aplicativo nas buscas orgânicas.

A estratégia exige conhecimentos mais aprofundados sobre os algoritmos de pesquisa, como funcionam e seus critérios de avaliação de sites para posicionamento.

O Google, por exemplo, tem diversos robôs específicos para avaliar vários critérios em um site com o objetivo de mostrar suas páginas nos resultados de busca e definir sua relevância para o usuário.

Critérios como:

  • Conteúdos completos sobre o assunto abordado, que respondem às dúvidas dos usuários e tenham utilidade;
  • Uso de palavras-chave no conteúdo: são as palavras/frases que usuários pesquisam nos mecanismos de busca, como “imposto de renda 2023”. Você pode explorar algumas das tendências de buscas no Brasil e no mundo usando o Google Trends;
  • Histórico do site e o quanto ele é referenciado por outros sites com autoridade na web;
  • A experiência e expertise do criador de conteúdo no tópico abordado (um site sobre medicina, por exemplo, precisa contar com a consulta de especialistas e redatores que tenham experiência no assunto);
  • A confiabilidade da marca e sua reputação;
  • O próprio código do site, que deve conter algumas marcações e arquivos que ajudam o robô do Google a entender a estrutura da página;
  • A velocidade de carregamento de seu site;
  • Page experience, que é um conjunto de fatores que incluem velocidade da página, layout, segurança e ausência de anúncios intrusivos.

Cabe ao profissional de SEO, com ajuda de ferramentas, analisar por completo o site, identificar os problemas e pontos de melhoria e criar uma lista de otimizações para implementar no site visando a melhora de posicionamento nos mecanismos de busca.

Mas SEO vai muito além disso!

Por envolver tantos fatores do site no geral, ele costuma assumir um papel de consultor, afinal, desenvolvedores, produtores de conteúdo e vendedores não deveriam fazer mudanças significativas no site sem que elas passem pela avaliação do SEO, para que não afetem o desempenho no Google.

Dentro de SEO existem várias estratégias para atender aos critérios dos mecanismos de busca como:

  • SEO On page: otimização do conteúdo, como uso de imagens com acessibilidade, estrutura de intertítulos, título da página e uso de palavras-chave;
  • SEO Off page: aqui entra o trabalho de link building, que consiste na aquisição de links de outros sites para construir autoridade por meio de diversas táticas como a produção de materiais ricos, pesquisas que têm mais chances de serem referenciados e assessoria de imprensa digital orientada a dados;
  • SEO técnico: são mudanças mais estruturais no site, que envolvem conhecimentos técnicos sobre como funciona um site como: CMS, HTML, CSS e JavaScript.

PPC (Pay-per-click)

PPC, aportuguesando, significa pague pelo clique. Consiste em uma estratégia de tráfego pago para investir em anúncios em que você paga um valor a cada clique recebido no anúncio.

Esse tipo de anúncio é mais comum em mecanismos de busca como o Google, com uso de sua própria ferramenta para anunciar, o Google Ads.

No Google os resultados são separados entre os pagos e orgânicos. A parte paga são links no início dos resultados de busca – que muitas pessoas pulam – e a orgânica os links abaixo deles, que provavelmente passaram pelo processo de SEO.

Para anunciar no Google, você pode segmentar por palavras-chave e suas variações. Se eu sou uma marca de nutrição, por exemplo, posso investir na palavra-chave “contratar nutricionista” e o pagamento varia de acordo com a quantidade de cliques que o anúncio recebe.

Pelo Google Ads você pode anunciar não só nos páginas de busca, mas também nos sites que permitem anúncios, YouTube e outras redes de publicidade da empresa.

Social media

As estratégias nas redes sociais envolvem uma combinação de marketing de conteúdo e relacionamento/interação.

Por lá você pode explorar diversos recursos para interagir com os seguidores da marca, como:

  • Caixas de perguntas nos stories;
  • Pesquisas rápidas;
  • Memes;
  • Posts informativos;
  • Conversando diretamente.

Elas também costumam servir como porta de entrada para sua marca, onde você pode aproveitar o espaço para comunicar seus valores, ações e time.

Uma estratégia nas redes deve ser adaptada aos algoritmos de cada umal, que priorizam diferentes aspectos nos conteúdos. O Instagram, por exemplo, prioriza muitos vídeos curtos, enquanto no twitter textos resumidos que engajam dominam.

Outra característica das redes é o consumo rápido de conteúdo. As pessoas não entram no Instagram ou TikTok para ler um artigo ou assistir a um vídeo gigante. 

Algumas táticas que costumam funcionar bem nas redes sociais:

  • Produção de conteúdos “mastigados”;
  • Alta frequência de publicação para manter o engajamento e presença;
  • Conteúdos que exploram tendências;
  • Criação ou colaboração com influencers para divulgar a marca: os influenciadores dominam as redes sociais (mais de 43% dos brasileiros já realizou uma compra por influência de uma celebridade ou influenciador digital);
  • Veiculação de anúncios: especialmente no começo, é mais difícil crescer organicamente nas redes sociais, por isso o uso de ferramentas como Facebook Ads e TikTok Ads pode ajudar bastante no crescimento do perfil e reconhecimento de marca.
  • O marketing de influência – como é chamada a estratégia específica para lidar com influenciadores – conta com diversas táticas para escolha dos influenciadores certos e ações a fazer em conjunto com a marca. Vale a pena se aprofundar no tema!

Otimização de Conversão (CRO)

Você fez tudo certo, criou conteúdos ricos, cultivou boas relações com seus seguidores, divulgou anúncios incríveis, mas não traz conversões?

Aqui entra outra estratégia fundamental de marketing digital, CRO, que consiste em um conjunto de ações para aumentar as conversões no decorrer do funil de vendas.

O processo de CRO costuma ser dividido nas seguintes etapas:

  • Levantamento de hipóteses: nessa fase, entendendo o fluxo de vendas da sua empresa e conhecendo a fundo cada etapa, você dá palpites bem informados sobre o que possivelmente pode estar afetando negativamente as conversões;
  • Pesquisa: com as hipóteses registradas, você vai em busca de dados para embasar suas constatações. Você pode se aprofundar em uma página específica ou seção do site, por exemplo, e analisar métricas de comportamento como o tempo de permanência na página, quantas pessoas saem, em qual local exato da página eles saem e os botões que clicam – dados encontrados em ferramentas como Google Analytics e mapas de calor;
  • Teste: com a pesquisa feita e os dados coletados e analisados, você pode partir para um plano de ações com pequenos testes a serem feitos para ver se há alguma mudança no comportamento do consumidor no site. Os testes podem ser tão simples quanto mudar a cor de um botão e tão complexos quanto melhorar a velocidade de carregamento da página, podendo ser realizados usando uma ferramenta como Google Optimize;
  • Resultados: para validar os testes, você precisa analisar as métricas e testar de novo e de novo outras variações, mesmo que os resultados sejam positivos, pois a conversão pode aumentar ainda mais com outros testes. É importante se ater às métricas mais importantes, que realmente trazem impacto, para não fugir muito do objetivo.
  • A cultura de testes é uma das partes mais importantes do marketing digital! Grandes empresas como Instagram e Google fazem testes constantemente para otimizar seus produtos. São eles que vão dizer na prática se algo funciona ou não.

Branding

Como você quer ser visto?

Os seres humanos são sociais e têm a necessidade biológica de se identificar com grupos de outros seres humanos que compartilham dos mesmo interesses.

Para isso, utilizamos vários recursos como personalidade, estilo de vida, roupas que usamos, marcas ou a ausência delas, jeito de falar e gírias.

Com as marcas modernas o mesmo processo deve ser feito. Para que os consumidores se identifiquem, ela precisa demonstrar que pertence ao mesmo grupo e pode usar vários recursos à sua disposição para tal.

E, acredite, em um ambiente tão concorrido como o atual, o branding pode ser seu bote salva-vidas!

O processo de Branding (gestão da marca) reflete diretamente  na percepção dos consumidores da sua marca e, se bem feito, gera diferenciação em relação aos concorrentes.

Essa área é uma das mais importantes para a empresa e deve ser definida logo cedo, afinal, é o branding que dita a abordagem de todas estratégias de marketing digital.

No branding, entram ações como:

  • Definição dos valores da marca;
  • Definição do tom de voz, personalidade e slogan;
  • A razão de viver da marca (propósito);
  • Mensagem que a marca quer passar: o que a marca promete?;
  • Posicionamento: é uma marca disruptiva, conservadora, descontraída, séria, jovem?;
  • Causas sociais: o posicionamento em causas sociais hoje é muito importante e influencia diretamente no comportamento de compra dos consumidores;
  • Identidade visual;
  • Relação da marca com os diferentes stakeholders, funcionários e clientes.

Customer experience

Se tem uma certeza no marketing digital é que o cliente tem opções – e muitas!

O segredo está em proporcionar uma experiência tão única e encantadora que ele não consegue olhar para as outras opções, exceto a sua.

Customer experience é uma estratégia que ganha cada vez mais relevância, sendo até tratada como uma área separada do marketing, já que envolve várias outras áreas.

As empresas de sucesso hoje em dia como Nubank e Disney só chegaram no patamar em que se encontram devido a um bom trabalho em proporcionar experiências incríveis.

O objetivo é simples: garantir que todos os pontos de interação do consumidor com a marca proporcionem ótimas experiências. Desde antes da venda até depois da venda:

  • Canais de comunicação práticos para dúvidas;
  • Excelência no atendimento ao cliente;
  • Clareza na mensagem e descrição dos produtos da marca;
  • Clareza na oferta de valor da marca;
  • Comunicação durante o processo de venda e recebimento do produto;
  • Melhoras na embalagem e processo de entrega dos produtos/serviços;
  • Suporte eficaz ao cliente;
  • Conteúdos de relacionamento após a venda;
  • Gestão e criação de uma comunidade com clientes da marca para atualizá-los e interagir;
  • “Mimos” para clientes mais fiéis;
  • Entre outras interações.

Customer experience é uma área que atua em várias outras e contribui significativamente para a fidelização e retenção de clientes.

Não só isso, mas também é uma forte aliada para a criação de defensores de marca e ganho de escala com o marketing mais poderoso de todos: boca a boca.

  • Marketing boca a boca é tudo! Nada supera a indicação de um familiar ou amigo.

Pessoas que têm experiências marcantes tendem a compartilhar as mesmas com amigos e familiares, recomendações mais fortes que qualquer anúncio ou conteúdo que a marca possa fazer.

Podemos até adicionais mais dois níveis à jornada de compra do consumidor, para uma estratégia de marketing digital realmente completa:

  • Aprendizado e descoberta
  • Reconhecimento do problema
  • Consideração da solução
  • Decisão de compra
  • Experiência própria: experiência individual que a pessoa tem com a marca após comprar dela. Aqui entram táticas como o acesso a grupos exclusivos, lives, descontos e materiais ricos;
  • Experiência compartilhada: quando a experiência é tão boa que a pessoa veste a camisa da marca e divulga a mesma para outras. Há como incentivar essa etapa oferecendo brindes para a pessoa marcar a empresa nas redes sociais e amostras de novos produtos, por exemplo.

Um exemplo clássico de customer experience bem feito é o Nubank, que conta com canais de atendimento rápidos e atendentes que realmente resolvem problemas, além de investir em conteúdos educacionais de suporte e entregar seus cartões em embalagens com designs lindos e mensagens para os clientes novos, por exemplo.

Terminamos de listar as estratégias de marketing digital. Claro que existem muitas outras, aqui nos aprofundamos apenas em algumas das que mais geram resultados.

Algumas menções honrosas de canais e estratégias que não mencionamos:

  • Marketing de afiliados;
  • Guest posts;
  • Podcasts e conteúdos em áudio;
  • Notificações push;
  • Automação de marketing;
  • Marketing de eventos;
  • Marketing de lançamentos.

Como fazer Marketing Digital?

A faca e o queijo estão na mão, agora é só cortar? Infelizmente, ainda não, fazer marketing digital exige atenção a muitas etapas que vamos listar neste tópico!

O marketing digital não tem um caminho óbvio e linear a ser seguido. O planejamento das estratégias depende do estágio no qual a empresa se encontra e seu histórico com marketing.

No geral, para começar uma estratégia do zero, é importante considerar:

1. Pesquisa e análise de mercado

A pesquisa de mercado precisa ser bem completa para evitar furos na sua estratégia depois. 

Para isso, é preciso consultar pesquisas, usar ferramentas de análise e fuçar a web coletando o máximo de dados que conseguir.

Algumas perguntas que precisam ser respondidas nesta etapa:

  • Qual é o tamanho do mercado em valores?
  • Quantos consumidores no mercado?
  • Qual é o perfil dos consumidores?
  • Qual é a maturidade da sua empresa no mercado?
  • Quais são os pontos fracos da sua empresa?
  • Quais são as oportunidades no mercado?
  • Quais são as ameaças/riscos no mercado?
  • Quais são os diferenciais do seu produtos e dos concorrentes?
  • O que é mais importante para os consumidores em relação a esse produto/serviço específico?
  • Quais são as forças da sua empresa?
  • Qual é o comportamento de compra das pessoas nesse mercado?
  • Qual é o nível de intensidade da concorrência?
  • Quem são seus concorrentes diretos e indiretos?
  • Qual estratégia eles aplicam?

2. Definição de público-alvo e persona

Com um entendimento melhor do mercado, você pode usar os dados adquiridos para encontrar seu público-alvo, ou seja, a parcela da população com mais chances de comprar seu produto/serviço.

Considere um público-alvo completo, com dados demográficos, geográficos (se sua empresa é local essa categoria é fundamental), psicográficos e comportamentais.

Além do público-alvo, a criação da persona pode te ajudar a ser ainda mais específico e melhorar a assertividade de sua estratégia. A utilidade da persona ainda é um tema polêmico, mas vale a pena mencionar.

Persona é uma representação fictícia e bem detalhada de seu cliente ideal, baseada em dados sobre seus clientes reais. Veja na prática a diferença entre persona público-alvo:

  • Público-alvo: Homens e mulheres entre 25 e 45 anos, recém casados, sem filhos, com renda mensal média acima de R$ 3.000,00 ao mês. Gostam de novos ambientes e viagens, etc.
  • Persona: Natália, 27 anos, formada em administração, trabalha para o time de marketing de uma grande empresa e considera fazer um intercâmbio para complementar sua graduação. Ela casou recentemente e está procurando destinos para fazer sua lua de mel.

Ao adaptar sua comunicação para a persona, a abordagem da marca pode ser ainda mais humanizada e eficaz, mas lembre-se de definir esse perfil com base em dados, não palpites e suposições.

3. Branding

Como mencionado no tópico branding, é nessa etapa que você define valores, tom de voz, personalidade, identidade visual da marca, propósito e outros atributos da marca para harmonizar com toda sua estratégia de marketing digital.

4. Definição de objetivos e KPIs

O objetivo é consequência do processo de pesquisa e análise de mercado. A partir dele, você conhece os recursos disponíveis, suas limitações e oportunidades.

Usando esses dados como referência é possível definir objetivos audaciosos e viáveis para motivar sua empresa a evoluir.

Alguns exemplos de objetivos de marketing para te inspirar:

  • Aumentar o market share da marca;
  • Conquistar clientes fiéis à marca;
  • Aumentar vendas;
  • Lançamento de um novo produto;
  • Educar o mercado.

Só falar que vai “aumentar o market share” é apenas parte do processo. O próximo passo é especificar o quanto e como você vai acompanhar esse aumento.

Aqui entrar as metas e KPIs, como:

  • Aumentar o share of search em X%;
  • Aumentar as visitas do site em X%;
  • Aumentar as vendas em X%.

No caso acima os KPIs são: share of search, visitas e vendas.

5. Definição da jornada de compra do consumidor

Com o objetivo em mente, chegou a hora de planejar sua estratégia e um dos melhores pontos de partida é a definição da jornada de compra do consumidor!

A partir dela você pode escolher os canais de atuação e estratégias mais adequadas para cada estágio.

6. Escolha dos canais e estratégias

Algumas perguntas para ajudar no processo de decisão:

  • Qual a rede social favorita de seus consumidores?
  • Eles costumam comprar por meio de quais canais?
  • Qual tipo de conteúdo seus consumidores preferem?
  • O que eles pesquisam sobre sua área?

Tente focar nos canais mais importantes e fazer um trabalho bem feito neles antes de partir para os próximos!

A estratégia vai variar de canal para canal, mas algumas você pode – e deve – aplicar holisticamente, como marketing de conteúdo, inbound marketing e o pós-venda.

7. Criação de um cronograma

Agora você precisa de uma lista clara e bem organizada de tarefas para começar a aplicar suas estratégias.

Algumas ferramentas de gestão de tarefas e aplicação de metodologias ágeis como Scrum e Kanban podem ajudar na priorização e execução das tarefas.

Tente organizar bem as tarefas por ordem de prioridade com base em seu potencial impacto nos KPIs, nível de dificuldade de implementação e complexidade da execução.

Defina prazos viáveis e concentre o planejamento em um só lugar para não se perder!

8. Análise de resultados e adaptação

Durante e após a implementação de seu cronograma, elabore relatórios frequentes de resultados, com as principais métricas que dizem se o projeto está funcionando ou não.

E lembre-se que errar faz parte do marketing digital, você provavelmente não vai acertar de primeira, nem segunda nem terceira. 

Não é sobre acertar, mas constantemente melhorar, aprender com os erros e otimizar seus processos.

E para facilitar esse processo existem inúmeras ferramentas de análise e experimentação que possibilitam o erro coordenado e registrado.

9. Pós-venda

Não pense que basta vender e acabou seu trabalho por aí.

Um bom profissional de marketing entende que há um processo complexo após a venda igualmente importante, onde ele vai cultivar clientes fiéis e incentivar o crescimento orgânico da marca com estratégias como produção de conteúdo e eventos.

Métricas de Marketing Digital

Já falamos sobre a importância de analisar os resultados e fazer testes, mas essas constatações ficam vazias sem um conhecimento básico sobre as principais métricas que você pode acompanhar para isso.

São milhares de métricas e claro que para cada estratégia e canal elas vão ser diferentes, tentamos listar algumas das que costumam aparecer mais:

Visitas

Trata-se da quantidade de pessoas que visitam o site. Geralmente são registradas em ferramentas como o Google Analytics.

Elas podem vir de várias fontes e costumam ser classificadas em:

  • orgânicas;
  • pagas;
  • de referência;
  • de redes sociais;
  • diretas.

Taxa de conversão

É a relação entre as pessoas que acessaram um conteúdo/landing page e a parcela dessas pessoas que realizou algum evento de conversão, como inscrição ou compra.

Taxa de rejeição

A taxa de rejeição indica o percentual de visitantes que entraram em sua página e saíram logo em seguida. Uma boa métrica para CRO e conteúdo, pois ajuda a indicar o nível e experiência na página.

Duração média da sessão

Quanto tempo um usuário ficou interagindo em seu site. Também é uma métrica importante para CRO e conteúdo.

Menções de marca

Quantas menções a marca teve na web e o sentimento dessas menções (menções positivas, negativas ou neutras). Essa métrica pode ajudar bastante a mensurar os esforços de branding.

Alcance

Quantas pessoas viram um anúncio ou conteúdo (aqui cada usuário conta apenas uma vez). 

Essa métrica é boa para medir o potencial de visibilidade de seus posts e quantas pessoas estão sendo impactadas pela marca.

Impressões

Quantas vezes um anúncio ou conteúdo apareceu para os usuários (mesmo que várias vezes para o mesmo usuário). 

Se relacionada com o alcance, pode-se chegar na frequência médica que um anúncio aparece para o usuário, uma métrica importante para reforçar a marca. 

Taxa de cliques (CTR)

A relação entre o número de impressões de um anúncio ou página e a quantidade de cliques que o mesmo recebeu, sendo uma boa métrica para otimizar a copy de anúncios e melhorar a atratividade de conteúdos.

Taxa engajamento

A relação entre o alcance de uma postagem e a quantidade de interações que ela recebeu. 

É uma boa métrica para saber se seus conteúdos estão atendendo às expectativas se contam com boas chamadas para ação (CTAs).

Custo por Clique (CPC)

O valor gasta a cada clique no anúncio. 

Com essa métrica é possível avaliar a rentabilidade de um anúncio. Indo ainda mais longe você pode chegar ao custo por lead para entender se o investimento traz realmente retornos para o negócio.

Nota do reclame aqui

Essa é uma ótima métrica para estratégias de customer experience e branding. Um indicador externo confiável que indica o quanto os consumidores estão satisfeitos com sua marca.

Taxa de abertura de e-mail

Indica o quanto da sua lista de leads realmente está engajada com seus conteúdos e se suas chamadas no e-mail atraem cliques.

Ticket médio do consumidor

Quanto dinheiro um consumidor traz a cada venda.

Custo de Aquisição de Clientes (CAC)

É o custo total investido nas estratégias de marketing – considerando anúncios e conteúdo e desenvolvimento – para conquistar um cliente.

Essa métrica não diz muita coisa sem o ticket médio e uma análise do retorno que o cliente traz para o negócio ao longo do tempo.

A Netflix, por exemplo, pode gastar mais para adquirir um cliente do que recebe no primeiro mês de assinatura, mas, no longo prazo, o retorno é positivo devido aos vários meses de assinatura.

Churn

Churn é a métrica que mensura a quantidade de clientes que cancelaram seu serviço dentro de um período de tempo, ótima para medir a satisfação dos consumidores com a marca.

NPS

É uma métrica que indica em um intervalo (como de 0 a 10) o quanto os clientes estão satisfeitos com a entrega de valor da marca.

Essa métrica é muito importante para a estratégia de fidelização e satisfação dos clientes.

Ferramentas de Marketing Digital

TipoFerramentasPara que serve
Tráfego (Web Analytics)Google Analytics
SimilarWeb
Adobe Analytics
SEMrush
Fornecem informações detalhadas sobre o tráfego do site e concorrentes.
DesignCanva
Photoshop
Illustrator
VistaCreate
Ferramentas com templates e funcionalidades para criação de designs.
VídeoPremiere
Final Cut
After Effects
Edição e animação de vídeos.
Redes sociaisQuintly
Buzzsumo
mLabs
Gestão e monitoramento de redes sociais.
Email e notificações de pushMailchimp
SendPulse
Disparo de emails e notificações push e gestão da lista de contatos.
AutomaçãoHubSpot
RD Station
Automação de lista de leads, criação de página, CRM e mais.
TestesGoogle Optimize
Optimizely
Possibilidade de mudar elementos no site e testar o impacto das mudanças.
CRO e UXHotjar
Crazy Egg
Google Analytics
Mapas de calor e métricas de comportamento do site.
AnúnciosGoogle Ads
Gerenciador de Anúncios do Facebook
Ferramentas para criação e gestão de campanhas de anúncios.
Gestão de projetosTrello
Asana
Runrun.it
Ferramentas para organização de tarefas, prioridades e aplicação de metodologias ágeis.
Palavras-chaveAnswerThePublic
Google Keyword Planner
SEMrush
Keyword Tool
Ubersuggest
Ferramentas para encontrar o que usuários pesquisam sobre determinados temas.
Ferramentas de SEOMoz
Ahrefs
Yoast SEO
Screaming Frog
WebCEO
SEMrush
Botify
Google Search Console
Ferramentas variadas para análise de tráfego, otimizações, análises técnicas e análises on page e off page.

Chegamos ao fim! O cafezinho deve ter rendido bem depois de tanto conteúdo. E agora, quais são os próximos passos?

Se você prestou atenção nos tópicos deste artigo, já tem uma boa base para desenhar seu plano e começar a aplicar algumas estratégias que achou mais interessantes, se aprofundando nelas enquanto coloca seus conhecimentos em prática.

Lembre-se que errar é uma das melhores formas de aprender, por isso, mesmo não sendo expert ou tendo todos conhecimento que precisa, comece! É assim que você realmente vai absorver as informações contidas aqui.

E, claro, salve este guia nos seus favoritos e use como consulta! Caso precise se aprofundar em algum conceito/estratégia/canal/ferramenta, clique nos links presentes no artigo para ler mais em outros artigos.

Sugerimos que já comece agora com uma das estratégias mais poderosas de marketing digital e que não exige muito investimento inicial: SEO.

Quanto antes você começar, mais frutos colhe no futuro. Visite nosso artigo sobre SEO para saber mais sobre!

Bons testes!

Escrito por Felipe Santos

Escrito por Felipe Santos

Escrito por Felipe Santos

Escrito por Felipe Santos

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