O futuro do SEO está na inteligência artificial

Diego Ivo

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Em 1997, pela primeira vez, um computador – o Deep Blue, da IBM – venceria o melhor jogador de xadrez de todos os tempos, Garry Kasparov. Era a demonstração incontestável de que a inteligência artificial podia superar a humana.

Desde então, passaram-se mais de 20 anos e estamos hoje presenciando em todas as áreas do mundo dos negócios a revolução da artificial intelligence – ou A.I., para os íntimos.

E a A.I., claro, também está chegando ao SEO sob duas perspectivas. A primeira delas é naturalmente o que pode mudar no algoritmo do Google. A segunda é como a inteligência artificial poderá impactar o trabalho de SEO. Vamos a elas:

A inteligência artificial no futuro do algoritmo do Google

Não é segredo para ninguém que, para o Google, o futuro do seu buscador será ele se tornar uma espécie de assistente pessoal para concorrer com Siri, da Apple, dentre outros.

Desde a atualização do Rank Brain, o Google tem trabalhado bastante com Machine Learning (ML), que é semelhante, mas ainda não é inteligência artificial em si.

Em resumo, o Machine Learning faz o algoritmo aprender com o histórico das buscas para calibrar seus critérios de rankeamento e trazer resultados mais precisos.

Já a inteligência artificial ajudará a automatizar análises mais complexas para também “prever” melhores resultados, com o principal objetivo de criar experiências de pesquisas ultrapersonalizadas para os usuários.

Nesse sentido, o trabalho de SEO precisará ser cada vez mais focado em responder a questões específicas e profundas de pessoas.

A inteligência artificial tornará o SEO cada vez mais científico

Aqui, na Conversion, acreditamos que o SEO deve ser orientado não com “achismos”, mas com dados, o que torna o trabalho de SEO científico.

Se, hoje, somos capazes de tomar uma série de decisões de SEO baseadas em dados, no futuro, é provável que uma parte desse trabalho científico seja automatizado.

Já temos visto, por exemplo, protótipos de ferramentas que, baseando-se em dados atualmente disponíveis para um domínio, buscam prever o tráfego orgânico futuro de um determinado site ou de seu concorrente. Ou, então, ferramentas que se propõem a criar testes automatizados de melhorias de title para descobrir qual possui maior CTR. Teoricamente, com maior CTR, uma página tende a ficar melhor posicionada.

Esses são alguns exemplos da aplicação da A.I., que tornará o SEO – que já deve sempre ser pensado a longo prazo – em uma grande batalha pela futura visibilidade orgânica.

Porém, a inteligência artificial não substituirá a criatividade humana

Considero muito importante frisar que a inteligência – seja a humana ou a artificial – fala sobre o raciocínio lógico, ou seja, a capacidade de processar informações.

A inteligência artificial, com toda a certeza, substituirá a humana em uma série de atividades complexas, como já vem ocorrendo, mas jamais será capaz de substituir a criatividade humana, que faz marcas conquistarem o coração e a mente de seus clientes.

A inteligência será um pré-requisito para diagnosticar e analisar cenários cada vez mais complexos para marcas. Mas, sem dúvida, a criatividade e as boas ideias é que ajudarão as marcas a conquistar o coração e a mente dos consumidores – seja na busca orgânica, na paga, nos canais sociais ou em qualquer outro. Ou alguém espera que algum dia surja a “criatividade artificial”?

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